Para onde eles foram? Ninguém nunca perguntou e ninguém nunca soube. Não era a hora, ninguém estava preparado e o mundo ainda não estava. O último encontro foi uma luz de Yasha no mar, que ninguém nunca encontrou o corpo, então tudo entrou em caos.

O mundo mudou desde a morte dos dois grandes reis, Ashura e Yasha, porém tudo foi se ajustando. O continente chamado Pangeia foi se separando porque não havia reis com a capacidade de liderar um grupo com a inteligência dos deuses dada pelos cosmos, então formaram novos continentes. As nações se dividiram, criando países, que ao longo dos anos foram entrando em guerra uns com os outros. As modificações genéticas e fisionômicas ocorreram rapidamente, porque o sangue não era o mesmo de quando os reis estavam presentes. Cada nação tinha um rei diferente, com leis e formas de pensar diferente, então o sangue doado por eles era diferente e diversificou as etnias cada vez mais.

As pessoas começaram a se esquecer dos Deuses, um dia reis, um dia amantes e pecadores. Eles esqueceram quem era Ashura e Yasha, eles se esqueceram de onde vieram e porque vieram. Até que ninguém mais lembrava nada. Nada, foi o que restou. Todos esqueceram que um dia o ser humano foi capaz de muitas coisas e sabia muitas coisas, porém eles se esqueceram. As almas não lembravam, pois quando reencarnavam os Deuses não estavam presentes, eles sumiram, como os seus corpos.

Algumas famílias tradicionais do Japão herdaram o sangue de Ashura, porém uma tinha o sangue puro de Ashura. A família Suzuki, com 90% de seus herdeiros médiuns, eles casavam-se entre eles e não permitiam outro sangue na família. Era uma lei, uma regra que não podia ser quebrada nunca, porém a segunda guerra mundial causou a perda de muitos da família e ocorreu o nascimento de uma menina com o sangue misturado. A mãe da menina fora levada para a Rússia antes de se casar com um agente da NKGB, então a garota com o nome de Sachiko Suzuki Makarova nasceu e viveu na Rússia até os seus 16 anos de idade.