A princesa perdida e um deus zangado
6 Capítulo 5 - Tudo o que eu preciso
Notas iniciais
POV Loki
Eu estava perdido! Literalmente perdido! Tudo o que eu mais queria era tomar a princesa em meus braços e amá-la até o amanhecer, mas eu não posso continuar com isso... Ela está tão perto de mim, seus lábios entreabertos molhados pelo nosso último beijo, seus olhos estão escuros de desejo e de repente me sinto mais poderoso do que nunca por despertar os desejos da jovem princesa.
Pego-a pelos braços suavemente e a sento em meu colo, quero saboreá-la mais um pouco antes de perdê-la para sempre... Eu nunca fui um bom menino mesmo, quem disse que agora eu seria tão certinho? Já considero até mesmo possuí-la ali mesmo, mas quando encaro seus olhos novamente vejo que ela está assustada e totalmente entregue as minhas carícias.
Estou mais do que perdido, estou derrotado. Afundo meu rosto em seus cabelos e me perco em seu perfume doce, quero decorar cada sensação que ela me causa, quero gravar na memória toda a textura de sua pele fina e delicada, quero mais, perpetuar em meus lábios o sabor incrivelmente doce de seus beijos inocentes.
Novamente encaro seus olhos e ela me sorri tão pura e suave, como não consegui ver antes o quanto eu a amo e o quanto eu não a machucaria, daria minha vida por aquele sorriso. Faço-a se sentar em minha frente, sinto que ela está cada vez mais confusa, não quero que ela pense que a estou rejeitando, não quero magoá-la, mas não há outro jeito...
Tento dizer com as palavras certas, mas tudo o que sai é:
– Minha doce princesa... Eu não posso... Acredite em mim, eu quero muito... Mas eu não posso.
Vejo seus olhos se enchendo de lágrimas, ela vira o rosto e se afasta mais um pouco de mim, tentando parecer calma me diz:
– Eu acho que fui longe demais...
– Não, não se culpe. Você é tão linda Lis.
– Então por que você não me quer?
– Você acha mesmo que eu não quero? Olha pra mim e me diz.
Eu estava visivelmente excitado, louco para tomá-la em meus braços e ela podia sentir isso, mas sua insegurança, seus medos bobos a faziam se sentir inferior a mim, ela apenas abaixou a cabeça. Segurei seu queixo e a fiz me encarar:
– Olhe para mim agora! Você é linda, é a mais perfeita de todas as mulheres que eu conheço ou já conheci, você é uma jóia preciosa Lis e eu não quero machucá-la jamais!
Ela meio que sorriu timidamente com meus elogios, segurei sua mão delicadamente e com todo o carinho do mundo lhe disse:
– Eu a quero mais do que tudo, mas não será assim, será mais do que perfeito e acredite em mim, será único e especial como você merece.
– Luke... Eu... Me desculpe...
Aquele nome já me incomodava tanto, eu precisava contar a ela, mas não conseguia, meu medo de perdê-la me fez fraco e covarde. Eu queria mais dela, mesmo que fosse só olhá-la, protegê-la, eu queria estar perto dela e assim que ela soubesse a verdade iria me odiar...
– Não se desculpe, minha princesa. Vamos dormir? Amanhã a viagem será cansativa.
Ela apenas assentiu e nos levantamos, antes de eu a deixar na porta de seu quarto ela me olhou mais vermelha do que nunca e me disse:
– Você gostaria de ir ao baile de fim de ano da faculdade comigo?
– Será um prazer milaidy. Boa noite.
– Obrigada, boa noite.
Por Odin! Eu vou para as profundezas do Helheim só por hoje, o que eu tenho na droga da minha cabeça? Eu deveria me afastar, contar a verdade de uma vez, mas tudo o que eu faço é trazê-la para mais perto, para mim. Se estiver condenado então não há condenação melhor...
POV Lis
Quem disse que dois banhos gelados me acalmaram? Passei a noite inteirinha em claro, lógico que me atormentando com a gigantesca culpa de ter me atirado de cabeça nos braços daquele deus da beleza Luke... O que é que me deu ontem a noite? Eu realmente iria até o fim? Meus sentimentos estão tão confusos, eu sei que quero Luke, mas amar, amar ainda não sei dizer.
Sinto-me culpada até nisso, me sinto uma devassa, libertina, uma quase qualquer por desejar tanto aquele corpinho lindo no meu... Pelos deuses o que estou pensando? Em que estou me tornando? Desde aquele maldito raio sinto que já não sou eu mesma, cadê a nerd introvertida de meses atrás? Meus deuses! Preciso falar com a Sam, só ela me entende.
Meus tios foram me levar até a estação, tia Mya estava tão amorosa de repente e claro, super protetora novamente. Depois de mil conselhos sobre Luke ela me permitiu me despedir de tio Rick, Aliás Luke já me aguardava na cabine do trem.
Fizemos uma viagem em silêncio, eu dormi praticamente o tempo todo e ele estava concentrado em um livro esquisito, nem me dei o trabalho de perguntar. Ainda estava mortalmente envergonhada por minhas atitudes nada inocentes na noite passada.
Mas ficar ao lado dele no trem, por duas longas horas ininterruptas me fazia voltar às memórias da noite passada, como meu corpo encaixava perfeitamente em seu colo, como as mãos dele percorriam toda extensão da minha pele e seu sorriso de deleite depois de me beijar. Não consigo evitar meu sorriso indiscreto ao lembrar isso...
Escondo meu rosto atrás do meu cabelo solto, mas é tarde demais, ele já notou como eu sou uma boba e tem aquele sorriso de canto nos lábios, aquele que eu mais odiosamente adoro, o de triunfo sobre a minha rendição.
Como ele consegue ser tão idiota e ao mesmo tempo perfeito? Estou encantada, isso é um grande fato a ser considerado, mas onde isso nos levará? Sei tão pouco sobre ele, queria conhecê-lo melhor, mas ele é tão fechado.
Eu preciso descobrir tudo sobre ele, antes que entregue meu coração de bandeja, serei cuidadosa, ao menos vou tentar... Mas ele não facilita nenhum pouquinho, olho de soslaio para ele e então sou pega pelos seus intensos olhos verde, esses olhos... Eu tenho a estranha sensação de já os ter visto em algum lugar. Volto a dormir novamente com a deliciosa sensação de ser observada pela beleza em pessoa ao meu lado.
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