A princesa de Illéa

9 Monarcas da Noruécia


Notas iniciais
Espero que gostem e que comentem. Bjs e Enjoy

Fiquei sabendo apenas três dias antes que o rei e a rainha da Noruécia vão vir nos vistar junto com alguns parentes de minha mãe. Eu gosto quando minha tia Adele vem nos visitar, ela tem vários filhos e é sempre super divertido, porém odeio quando algum monarca de outro pais vem, ainda mais quando não tem filhos ou quando não falam nossa língua, tenho que ficar fazendo sala e é muito entediante e cheio de boas maneiras.

Foram montadas tendas no jardim e mesas com comida e bebidas foram espalhadas pelo gramado. Uma quantidade enorme de guardas, tanto os nossos quanto os Noruécos, estava presente.

Em uma das tendas ficavam os tronos para meu pai, minha mãe, Maxon e para mim. Também tinham em uma outra ao lado os tronos para os monarcas Noruécios. A Rainha Noruéca e minha mãe são bastante amigas, todos estavam sentados sub as tendas, com exceção de Maxon e de mim, que brincavamos com nossos primos. Maxon ficava tirando fotos em quanto brincávamos de pega-pega. Uma das melhores coisas da visita deles é poder brincar e se sujar, é muito divertido fazer isso de vez em quando.

Depois do pega- pega mudamos para o esconde-esconde, eu fui me esconder perto de uma das Selecionas, a amiga da America, acho que se chama Marlee. Em quanto eu estava escondida fiquei olhando para ela, estava parada no Sol, sozinha, com um guarda por perto. Ela olhava para os lados como se procurasse alguém, depois de vasculhar o gramado, ela fez um sinal e o guarda se aproximou.

– Você está linda hoje — Disse o guarda, ele deu um selinho em sua boca — Quase não estava aguentando te ver ai tão linda e ter que ficar parado.

Contínuo olhando incrédula, como isso pode estar acontecendo?

– Ah Carter! Você é sempre tão romântico — Ele começou a beijar o pescoço de Marlee.

Fiquei irriquieta, isso era proibido, mas eu não quero contar para ninguém, afinal ela devia ter o direito de amar qual quer pessoa, estou na duvida se conto. De repente ouço passos de aproximando, Marlee e Carter também percebem e se afastam como antes. America está chegando.

— Marlee, o que você está fazendo? Vá para baixo de uma tenda antes que queime a pele. — Advertiu America

— Estou bem aqui — ela respondeu com um sorriso amarelo.

— Não, é sério — ela disse puxando o braço dela — Você vai ficar da cor do meu cabelo. Precisa...

Marlee tirou sua mão, mas falou com tranquilidade:

— Quero ficar aqui, America. Eu prefiro.

Seu rosto carregava uma tensão que ela tentava esconder. Devia estar muito nervosa com esses encontros a escondida.

— Tudo bem. Mas vá logo para a sombra. Queimaduras de sol costumam arder — America aconselhou antes de se dirigir ao salão das mulheres.

Vejo que não tem ninguém no lugar onde posso me salvar, corro e grito como se nada tivesse acontecido:

– 1, 2, 3, May salva!

Os meus parentes só ficaram aqui por mais alguns dias, já os monarcas Noruécios ficaram a semana inteira. Os dias se passaram normalmente, eu pintei, fiz companhia as selecionadas no salão das mulheres e até fui visitar Clancy.

Na quinta-feira foi aniversario de uma das selecionadas, Kriss, eu acho. Dei o uma passadinha junto com Maxon no fim da festa. Quando entramos o som doce do violino enchia o ar. America estava tocando. Ela parou quando chegamos e todos vieram nos cumprimentar, ou melhor cumprimentar Maxon. Em meio ao barulho pude ouvir:

— Ah, não! Kriss, eu sinto muito!

O vestido de Kriss estava sujo com a bebida da outra menina, parecia sangue.

— Desculpe-me, virei muito rápido. Não tive a intenção, Kriss. Deixe-me ajudá-la. — Disse a menina, li o nome em seu broche, Celeste, ela parecia mesmo arrependida.

Em quanto todos olhavam para a cena eu resolvi voltar para o meu quarto e terminar minha pintura.

No dia seguinte fui acordada de madrugada

– Acorde vossa alteza. Rebeldes

Isso já era suficiente, tive treinamento para esses casos. Peguei o meu roupão, calcei minhas pantufas e fui para o abrigo acompanhada de um guarda.

Os únicos presentes quando cheguei eram meus pais e Silvia. Minha mãe me deu um abraço aliviado e me indicou a cadeira ao lado, mesmo cercados por guardas, eu me sinto nervosa por estar tão perto da porta. Logo as outras Selecionadas e Maxon chegaram, mas notei que America ainda não estava lá.

As garotas choravam e se abraçavam.

Depois de um tempo ela chegou acompanhada de suas criadas, pelo menos eu acho que são as criadas.

— Ótimo. Temos gente para ajudar. Meninas, vão imediatamente buscar água no armazém dos fundos e comecem a servir comida para a família real e as Selecionadas. Mexam-se — Silvia ordenou ao ver as companhias.

— Não — America respondeu e deu suas próprias ordens — Anne, por favor, sirva o rei, a rainha, as princesas e o príncipe. Depois venha ficar ao meu lado.

Ela continuou:

— O resto pode se virar. Elas escolheram abandonar suas criadas. Podem pegar sua maldita água sozinhas. As minhas ficarão sentadas ao meu lado. Venham, moças.

As Selecionadas que não estavam em estado de choque saíram para buscar a água e a comida. Eu me senti culpada por ficar lá sentada, mas quando fui me levantar, o braço do meu pai me puxou de volta para cadeira e ele me deu um olhar de advertência.

Estava frio, algumas meninas estavam usando camisola, meu pai e Maxon estavam de uniforme. Mesmo de roupão eu sentia frio, então pedi um cobertor a criada de America, Anne. Pena que só temos três cobertores aqui.

Maxon passava consolando as meninas, mas eu chamei ele.

– Norte ou Sul? — Eu pergunto

– Sul

Era o que eu temia, a luta a cima de nós indicava isso, mas eu achei melhor confirmar. Com o passar o tempo, eu acabei dormindo no colo da minha mãe.

Acordei com batidas na porta, fiquei super assustada achando que eram os rebeldes mas eu estava de volta na minha cama. Minha criada abriu a porta, era Maxon.

– Você está bem? — Ele perguntou

– Estou e você?

– Estou. Quero sua opinião a respeito de um assunto — Ele fez uma pausa, eu confirmei com a cabeça — Três garotas me pediram para ir embora e eu estou pensando em mandar mais algumas garotas embora.

– Quantas? Quem?

– Estou pensando em mandar todas menos America, Marlee, Kriss, Celeste, Elise e Natálie.

– Só vai ficar com seis? — Pergunto abismada. Ele confirma com a cabeça. — Acho crueldade, mas se você já sabe de quem você gosta...

– Devo ou não devo fazer isso?

– O que nossos pais disseram?

– Mamãe disse que é maldade, mas nosso pai me parabenizou

– Ah, não sei. Talvez você devesse dar mais oportunidades para as meninas, mas também porque ficar alimentando falsas esperanças.

– Então vou deixar você dormir, te vejo amanhã. — ele me da um beijinho na testa e vai embora.

Notas finais
Espero que tenham gostado Bjs