A princesa de Illéa

10 A Elite e Halloween


Notas iniciais
Chegamos ao ultimo capitulo da Seleção. Comentem. Bjs

Na segunda feira depois do ataque Maxon chegou meio tenso ao café da manhã.

— Senhoritas — saudou, fazendo uma breve reverência com a cabeça. Ele parecia sofrer demais. — Receio que após o ataque de ontem eu tenha sido obrigado a repensar profundamente o funcionamento da Seleção. Como sabem, três garotas pediram para sair ontem, e eu cedi. Não quero ninguém aqui contra sua vontade. Além disso, não me sinto confortável mantendo no palácio, sob a constante ameaça de risco de vida, pessoas com quem estou certo de que não terei futuro.

As garotas pareceram perceber o que estava por vir.

— Embora me doa tomar essa atitude, conversei com minha família e com alguns conselheiros íntimos, e decidi proceder ao afunilamento da Seleção para a Elite. Contudo, em vez de dez, decidi dispensar todas vocês, com exceção de seis — afirmou Maxon, com um tom de voz bem formal.

— Seis? — perguntou Kriss, impressionada.

— Isso não é justo — resmungou uma outra, já prestes a chorar.

— Não quero estender o assunto além do necessário. Assim, apenas as seguintes moças permanecerão aqui: senhorita Marlee, senhorita Kriss...

As duas ficaram muito animadas, Kriss até começou a dançar na cadeira.

— ... senhorita Natalie, senhorita Celeste... — continuou Maxon olhando para cada uma delas.

— ... senhorita Elise... — ele anunciou.

Ele tinha dito que ia manter a America, ele não pode manda-la embora, não agora...

— ... e senhorita America.

As outras garotas começaram a chorar desoladas.

— A todas as demais, meu sincero pedido de desculpas. Espero, contudo, que acreditem em mim quando digo que fiz isso para seu bem. Não quero alimentar suas esperanças nem arriscar suas vidas à toa. Se alguma das que estiverem de saída quiser falar comigo, estarei na biblioteca ao final do corredor. Podem me encontrar lá assim que terminarem de comer.

Maxon se retirou o mais rápido possível sem correr, algumas meninas iam imediatamente atrás.

Meu pai dá um sorriso satisfeito, mas minha mãe parece triste, logo ela se recompõe e se retira para o seu quarto. Eu faço o mesmo.

Desde que só temos 6 selecionadas, nada de importante acontece. Um dia Maxon bateu na minha porta.

– Queria te perguntar uma coisa — Ele diz quando entra

– Se você for mandar alguém de novo para casa, meu voto é não.

– Não é isso, quero fazer uma coisa para America, um festa de Halloween e queria saber se você acha que é uma boa ideia.

– O que é Halloween? — Pergunto curiosa. Ele me explica direitinho o que e como vai ser a festa

– E ai, você acha que vai ser legal? — Ele pergunta

– Claro, vai ser maravilho, a melhor festa que o palácio já deu, mas podiam ter umas pessoas da minha idade, tipo a irmã da America, seria um boa forma de agradecer por ela não ter chorado. — Sugiro

– Ótima ideia! A America vai adorar — Ele me dá um abraço apertado — Obrigada

Ele vai embora e eu já começo a pensar que fantasia vou querer. Queria poder convidar Clancy, a gente podia dançar juntos, não que eu goste dele nem nada, mas sem chance eu vou dançar com um guarda com o dobro do meu tamanho.

Estou andando rumo ao salão das mulheres quando ouço uma musica horrível vinda do quarto da America, em frente a porta está um soltado, soldado Leger. Isso me da uma ideia. Bato na porta e America abre acompanhada de Marlee.

– Desculpa incomodar, mas eu estava passando, ouvi a musica e vim ver se está tudo bem

Marlee parece constrangida

– Desculpe alteza — Ela faz uma reverencia — America estava me ensinando a tocar piano, ou tentando.

– Muito legal da parte dela – Digo – Então eu posso falar com vocês um minuto?

– Pode, entre — Todas nos sentamos na cama de America — Eu queria pedir um favor. Eu conheci um garoto da casta cinco.

America olhou para mim de um modo estranho, não sei dizer se é bom ou ruim

– E eu queria que ele viesse no baile de Halloween, mas ninguém pode saber que eu o conheci, então eu queria saber se ele pode fingir ser irmão daquele guarda seu amigo, o soldado Leger — As duas ficaram vermelhas

– Pode ser, eu falo com ele depois — America confirma

– Eu tenho que ir, Tchau. Obrigada — Elas fazem um reverencia — Não precisa de reverencia.

Eu vou correndo ver o Clancy para convidar ele para o baile. Bato na porta e ele logo veio abrir.

– Pode entrar — Ele disse ao me ver.

– Vou ter que ser rápida, eu só vim para perguntar se você quer ir num baile de Halloween que vai ter no palácio — Pergunto de forma casual, mas na verdade estou super nervosa e se ele disser que não?

– Como é que eu vou? Seus pais sabem que você me conhece?

– Na verdade não. Você vai se passar por filho de um dos guardas, já está tudo combinado, é só você aparecer no muro no dia 31 as 7:30 da noite. Você vai?

– Claro! Não perco essa por nada! Mas onde vou arranjar uma fantasia?

– Vai de pintor e diz que é a fantasia. Tenho que ir ou vão perceber. Tchau

De manhã as Selecionadas posaram para fotos em quanto escolhiam suas fantasias, a maioria ainda não tinha se decidido, Celeste porem sabia bem o que queria, ouvi dizer que ela até já bateu em suas criadas por causa disso, mas é só um boato. A respeito da minha fantasia eu ainda não faço ideia, minhas criadas me deram opções, Anjo, cisne branco, primavera, patinadora e umas outras que eu não gostei muito.

Na segunda as garotas da Elite, eu e minha mãe passamos a manhã provando e aprovando o menu para festa, é a melhor parte da festa, passar um tempo com a minha mãe comendo doces sem medo de me sujar.

Porém na terça a farra acabou e tivemos que fazer sala a alguns parentes distantes, infelizmente, do meu pai. A noite Maxon teve aulas de arco e flecha com Kriss, eu queria poder aprender arco e flecha, pode ser útil para se defender, além de divertido, mas não posso.

Por fim hoje a família das selecionadas chegam, queria poder esperar no foyer junto com as selecionadas, mas tenho que esperar um pouco até a hora de todas as mulheres, meninas, em fim pessoas do sexo feminino, irem tomar chá no salão das mulheres.

Ouço uma batida na minha porta, é Maxon.

– Você quer ir conhecer a família das selecionadas comigo?

– Eu posso?

– Se eu estou perguntando...

Nós dois descemos as escadas, a primeira cena que vejo é America abraçando sua mãe, ao lado está uma mini America, acho que é May, elas são idênticas. De repente fomos descobertos pela Mini America, então Maxon abriu caminho até eles.

— Vossas Altezas — disse o pai dela endireitando a postura.

Maxon foi ao seu encontro com a mão esticada.

— Senhor Singer, é uma honra. Ouvi tanto a seu respeito. E é uma honra conhecê-la também, senhora Singer — continuou Maxon, dirigindo-se a Mãe de America

Fiz uma reverencia, as normas da etiqueta diriam para eu falar a mesma coisa, mas acho que só a reverencia vale.

— Alteza — ela desafinou, achei estranho, já que ela é cantora, mas talvez seja emoção — Nos perdoe por tudo isso — disse, apontando para o chão, onde America e mini America estavam abraçadas.

— Não é nada. Não esperaria menos entusiasmo de qualquer pessoa que seja ligada à senhorita America.

— E você deve ser May? — continuou Maxon.

May corou ao estender a mão a ele; esperava um aperto de mão, mas ganhou um beijo.

Me aproximei.

— Nunca lhe agradeci por não ter chorado — brincou Maxon.

— O quê? — perguntou May, corando ainda mais.

— Ninguém disse a você? — falou Maxon, radiante. — Graças a você, ganhei meu primeiro encontro com sua irmã. Estarei sempre em dívida com você.

— Bom, de nada, acho — respondeu May, entre risos.

— Receio ter que conhecer os outros, mas por favor aguardem aqui por um momento. Farei um breve pronunciamento ao grupo. Espero conseguir falar mais com vocês logo. Estou muito feliz por terem vindo.

Perguntei com os olhos se podia ficar, mas Maxon negou com a cabeça, eu teria que cumprimentar os outros parentes.