A prima da Elena- Açucena e Elijah.
6 A Garçonete e o Príncipe
Notas iniciais
P.O.V. Príncipe Felipe.
Estou á vinte e quatro horas nos Estados Unidos e decidi sair pra dar uma volta.
Ouço alguém cantar, uma voz de mulher. Era uma música que parecia que era cantada pra mim, a letra era intrigante.
A moça estava dentro de um restaurante, era uma servente, estava desvirando as cadeiras e limpando as mesas e o chão. Logo virou a placa e abriu o estabelecimento.
No segundo em que abriu começou a entrar gente. E tive que me apressar para conseguir um lugar.
Pude ouvir as duas conversando enquanto serviam os clientes.
—Aquele lá é novo. E tá de olho em você que nem todos os outros.
—Tu deixe de bestagem mulher. Quando esses coitado tudo souber quem é o meu pai eles vão sai é correndo.
Bestagem, mas que palavra curiosa.
—Bestagem, sei. Olha só a nossa clientela eles não tão aqui pela comida não.
—Claro que sim. Você é a melhor cozinheira da cidade Dona Elizabeth.
—Mas, quem cozinha não sou eu.
Ela olhou para a porta e fez uma cara...
—De novo. De novo Jesuíno atrás de mim! Que nem um cão.
O bar era temático, parecia uma taberna. O nome era a filha do Capitão.
—Você tá pronta pro show?
—Sempre. Vou só trocar de roupa.
Ela foi para os fundos e quando voltou estava usando um lindo vestido longo, ela começou a cantar e a voz dela era mágica.
Era a voz mais bela do mundo.
—Essa voz é capaz de afundar um navio.
Disse um dos homens levantando a caneca.
—Concordo, amigo.
Eles brindaram e beberam.
—Quem é ela?
—Ela é a filha do capitão forasteiro. O nome dela é Aurora Catarina de Magalhães Mikaelson.
Não dava nem para piscar. Ela começou a dançar pelo bar, os músicos tocavam violino e piano a acompanhando e a cada música que terminava seguia-se um estrondoso coro de aplausos e assovios.
Ela não era garçonete, era cantora, dançarina. Era uma artista.
Ela cantava uma variedade de músicas, todas cantigas temáticas, cantava em francês, em inglês e numa enorme variedade de línguas.
—A filha do capitão. É o nome do bar.
—Sim. Em homenagem a ela.
—Como é possível alguém ter uma voz como a dela?
—A mãe dela pediu muito por um filho e recebeu. Quando ela nasceu, pessoas que são capazes de coisas que estão muito além da nossa limitada capacidade de compreensão vieram e a agraciaram com dons mágicos.
—Como na história da Bela Adormecida?
—Sim. Você deve ter vindo da cidade grande, mas aqui é Mystic Falls, a magia reina aqui meu filho.
A banda começou a tocar sozinha e ela saiu pelos fundos.
—Mas, já acabou?
—Ela tem que se alimentar meu filho, descansar um pouco. Estamos aqui desde ás seis da manhã.

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