Notas iniciais
Come little children-do filme Abracadabra, ou Hocus Pocus. Mordred's Lullaby Mademoiselle Noir Celtic Woman-Amazing Grace

P.O.V. Príncipe Felipe.

Estou á vinte e quatro horas nos Estados Unidos e decidi sair pra dar uma volta.

Ouço alguém cantar, uma voz de mulher. Era uma música que parecia que era cantada pra mim, a letra era intrigante.

A moça estava dentro de um restaurante, era uma servente, estava desvirando as cadeiras e limpando as mesas e o chão. Logo virou a placa e abriu o estabelecimento.

No segundo em que abriu começou a entrar gente. E tive que me apressar para conseguir um lugar.

Pude ouvir as duas conversando enquanto serviam os clientes.

—Aquele lá é novo. E tá de olho em você que nem todos os outros.

—Tu deixe de bestagem mulher. Quando esses coitado tudo souber quem é o meu pai eles vão sai é correndo.

Bestagem, mas que palavra curiosa.

—Bestagem, sei. Olha só a nossa clientela eles não tão aqui pela comida não.

—Claro que sim. Você é a melhor cozinheira da cidade Dona Elizabeth.

—Mas, quem cozinha não sou eu.

Ela olhou para a porta e fez uma cara...

—De novo. De novo Jesuíno atrás de mim! Que nem um cão.

O bar era temático, parecia uma taberna. O nome era a filha do Capitão.

—Você tá pronta pro show?

—Sempre. Vou só trocar de roupa.

Ela foi para os fundos e quando voltou estava usando um lindo vestido longo, ela começou a cantar e a voz dela era mágica.

Era a voz mais bela do mundo.

—Essa voz é capaz de afundar um navio.

Disse um dos homens levantando a caneca.

—Concordo, amigo.

Eles brindaram e beberam.

—Quem é ela?

—Ela é a filha do capitão forasteiro. O nome dela é Aurora Catarina de Magalhães Mikaelson.

Não dava nem para piscar. Ela começou a dançar pelo bar, os músicos tocavam violino e piano a acompanhando e a cada música que terminava seguia-se um estrondoso coro de aplausos e assovios.

Ela não era garçonete, era cantora, dançarina. Era uma artista.

Ela cantava uma variedade de músicas, todas cantigas temáticas, cantava em francês, em inglês e numa enorme variedade de línguas.

—A filha do capitão. É o nome do bar.

—Sim. Em homenagem a ela.

—Como é possível alguém ter uma voz como a dela?

—A mãe dela pediu muito por um filho e recebeu. Quando ela nasceu, pessoas que são capazes de coisas que estão muito além da nossa limitada capacidade de compreensão vieram e a agraciaram com dons mágicos.

—Como na história da Bela Adormecida?

—Sim. Você deve ter vindo da cidade grande, mas aqui é Mystic Falls, a magia reina aqui meu filho.

A banda começou a tocar sozinha e ela saiu pelos fundos.

—Mas, já acabou?

—Ela tem que se alimentar meu filho, descansar um pouco. Estamos aqui desde ás seis da manhã.