A piada final

3 Noite de diversão .2


Algum lugar em Gotham City/ 19h01/ Hoje

Coringa se levantava levemente, ainda segurando aquela faca. O desgraçado não desistia de jeito nenhum. Isso só deixava uma única saída para Batman.

J: Heheheeh não fique tão nervoso Batsy, eu só estou dizendo o que você já sabia hehehe eles não mereciam você.

Bats: Cale a boca.

J: Hihihi você não quer conversar mais sobre isso não é? Ok, vamos brincar mais um pouquinho e depois conversamos.

Coringa correu com a faca levantada na direção de Batman e a jogou acertando a testa do morcego. Por sorte a mascara o protegeu, mas ainda assim, causou um pequeno corte. O palhaço o segurou pelo pescoço e apertou com uma incrível força para alguém tão magro.

J: HAHAHAHAHAHAHAH!

O riso era estridente e horripilante, até mesmo o morcego sentiu um arrepio subindo em sua espinha ao ouvir a risada. Ele conseguiu torcer um dos braços do Coringa e o empurrar, mas o palhaço voltou em sua direção acertando um chute entre suas pernas fazendo com que ele caísse de joelhos.

J: Hooooo, me desculpe Batsy, acho que exagerei hahahahhaha.

Batman se levanta com tudo suportando toda a dor de seus ferimentos e chuta o palhaço no peito e soca seu rosto logo em seguida.

J: Hihihihi muito bom garoto hahahah!

Bats: Quando você vai aprender a calar a boca e lutar?

J: Heheheheh não sei, talvez nunca hahahahahah!

Batman usa a ponta de seus dedos para acertar a garganta do Coringa fazendo ele cuspir sangue e engasgar por um momento. Ele começa a socar o palhaço repetidamente até finalizar com uma cotovelada em suas costas que o derrubou na hora.

Bats: Você não vai machucar mais ninguém, nunca mais.

Coringa levantou apenas sua cabeça, era o que ele conseguia fazer no momento, Batman realmente acabou com ele.

J: Hehehehehe você está fazendo uma piada ou está falando sério? Heheheh.

O morcego fica em silêncio, Coringa tenta se levantar mas leva um chute nas costelas e sai rolando pelo chão. Batman sabe que ele deve acabar logo com aquilo, mas algo o impede de fazer. Ele está cansado, machucado, sua armadura está ficando sem energia, logo não poderá mais usa-la, aquilo tinha que acabar, mas ele não conseguia fazer isso.

J: Heheheh e então? Não vai me responder? Hihihi.

O morcego olhava para o palhaço caído e ensanguentado no chão e não dizia nada, apenas o observava. Ele via algo naquele louco, algo que fazia ele se sentir mais a vontade, mas que ao mesmo tempo o fazia sentir raiva.

J: Haaaa que se dane, eu venci, eu consegui fazer você perder o controle hahahaha. Veja só, você acabou comigo hehehehehe e está prestes a me matar. Não há ninguém aqui nos observando, você pode me destruir e sumir com meu corpo de uma vez por todas, ninguém saberá o que aconteceu aqui.

O palhaço cuspiu mais um pouco de sangue e começou a se erguer, ainda sorrindo. As sirenes dos policiais começaram a ecoar ali perto. Batman sabia que iriam matar o Coringa no momento em que eles o encontrassem, ele não queria isso, não queria mesmo.

J: Hehehehe eles estão chegando, o que vai fazer? Porque não acaba comigo?

O silêncio do morcego continuava.

J: Vamos, talvez você nunca tenha outra chance como essa hehehe.

As sirenes se aproximavam, cada vez mais altas e irritantes. Batman teve um pequeno momento de distração com o barulho e seus pensamentos sobre o que fazer naquela situação, um erro. Coringa se jogou dando uma cabeçada no queixo de Batman e um soco em sua barriga. Quase quebrou seus dedos socando a armadura do morcego, mas ele não dava muita importância para isso. Continuou dando socos até que Batman revidasse com apenas um tapa no seu peito que o jogou para trás.

J: VAMOS LÁ BATS! VOCÊ ESTÁ DESISTINDO? ONDE ESTÁ AQUELE ANTIGO MORCEGUINHO? HAHAHAHAHAHA!

Bats: Eu, não posso... não...

J: Hihi... o que?

Bats: Não...

O barulho das viaturas estacionando ali perto e os passos dos policiais nas poças de água surgiu, eles haviam seguido a trilha de sangue deixada pelo palhaço. Batman não pensou duas vezes, agarrou o Coringa e usou sua Bat-corda para se pendurar no prédio ao lado, escalando até o teto.

J: HAHAHAHAHA! Novamente hahahaha você está me salvando mais uma vez hahahaha! Que lindo hahahah.

Batman não falou nada, apenas jogou o palhaço para o lado. Agora escondidos no alto do prédio, olhavam fixamente um para o outro. Os policiais procuravam desesperadamente pelos dois, também procuravam por Batman, ele sempre foi um fora da lei, mas depois de um tempo conquistou o respeito dos policiais de Gotham. Mas agora era diferente, ele ajudou um psicopata escapar, ele impediu de que o Coringa fosse morto.

Gordon: BATMAN! APAREÇA! VOCÊ NÃO PODE ESCONDER ESSE DOENTE, VOCÊ SABE QUE ELE DEVE SER DETIDO IMEDIATAMENTE!

Batman começou a observar os policiais lá embaixo, apenas pensando no que iria fazer com o Coringa. Ele realmente não conseguia dar um fim naquilo, era algo muito difícil pra ele, mas ele não sabia o porque. Com essa outra distração de Batman, o palhaço psicótico aproveitou para fugir, ele correu pelo prédio e saltou sem hesitar. O morcego não conseguiu alcança-lo e por um momento achou que o Coringa havia morrido. O prédio não era muito alto, e o palhaço sortudo conseguiu cair em cima do carro de um dos policiais, quebrando completamente o teto do veiculo e um de seus braços. O barulho fez com que os policiais voltassem até os carros, e Batman observava tudo lá de cima.

O louco ainda estava vivo, não conseguia nem se manter em pé, mas rolou seu corpo de cima do carro e se apoiou nas rodas para conseguir se levantar. Ele entrou no carro e conseguiu liga-lo, já que um dos policiais havia deixado a chave ali. Mesmo com seu braço quebrado e as pernas totalmente ferradas, ele conseguiu dirigir o carro com uma das mãos e forçando os pés contra o acelerador.

Os policiais entraram nos carros e começaram a perseguição. Batman saltava sobre os prédios sem perder o olhar no carro onde estava o palhaço. Ele pensava, “como esse desgraçado aguenta tanto?”. Eles se aproximavam de um parque de diversões, um parque que ainda funcionava, mas estava vazio devido à tempestade. Havia apenas algumas pessoas lá, adolescentes que não estão nem ai para a chuva. Coringa derrubou os portões do parque com o carro e atropelou três jovens que caminhavam ali, entrando no novo cenário daquela ultima piada.

Batman conseguiu chegar no parque primeiro que os policiais, mesmo estando sem o seu Batmóvel, que havia sido destruído pelo Cara de Barro pouco antes dos eventos na mansão Wayne, ele conseguia correr e saltar rapidamente pelos prédios. Também planava com sua capa pela cidade, que o deixava com mais vantagem.

Coringa para o carro em frente ao trem fantasma, e sai se apoiando no carro com seu braço bom e começa a andar na direção da entrada do brinquedo. Não havia ninguém ali, o parque estava quase vazio, a maioria dos funcionários não estavam trabalhando, não tinha ninguém que pudesse ajudar a parar o palhaço.

J: Hehehehe... isso está sendo muito divertido querido, pena que estamos chegando ao fim hihihi.

Ele conversa sozinho olhando para o céu negro, iluminado pela lua e a luz de raios que surgiam a todo momento, apenas esperando ver a sombra do morcego voando atrás dele. Agora ele está dentro do trem fantasma, mais uma aberração para se juntar aos horrores do brinquedo, só faltava apenas mais um personagem para completar o cenário e ele havia chego.