A nova vida de uma alma sem lembranças
95 Capítulo 95 - A misteriosa cidade de Agrabah.
Notas iniciais
As ruas de Seti eram impressionantemente movimentadas.
A cidade ficava em um lugar mais seco e mais quente, com uma vegetação menos abundante que se comparada com Vegúrlia, mesmo assim as mais diversas pessoas iam e vinham naquela cidade.
Apenas a diversidade era menor, pois a grande maioria daqui eram humanos.
Humanos com aparência árabe ou africana.
Com turbantes e grandes barbas crespas.
Mulheres eram mais comuns do que eu imaginaria, pois elas estavam quase que em mesma proporção aos homens.
As cimitarras eram comuns naqueles que estavam armados, assim como as lanças.
Camelos também passavam junto aos cavalos.
Lara perguntou o que eu gostaria de visitar, então eu pedi para conhecer o centro comercial.
— Ah, então você vai adorar conhecer o bazar. — Lara respondeu animada.
A empregada real me levou para fora dos muros da cidade.
Próximo à estrada havia um grande lago e envolta do lago havia várias barracas e tendas com uma grande movimentação.
Quando chegamos ao local eu fiquei maravilhado.
Era como se eu estivesse assistindo um filme de mil e uma noites.
Eram vendidos os mais diversos itens no bazar, sempre em cima de um luxuoso tapete.
Pessoas iam e vinham em grandes quantidades e em um fluxo sem fim.
— Fique perto de mim, cuidado para não se perder. — Lara me puxou pelo ombro próximo ao corpo dela.
Nós andamos alguns minutos por dentro do bazar, mas como eu não tinha muito dinheiro, acabei não comprando nada.
Embora eu fiquei encantado com muitos itens apresentados.
Talvez um dia eu volte aqui com algum dinheiro para comprar o que não pude comprar hoje.
Então eu vi no horizonte uma torre próxima à cordilheira.
Percebendo que eu estava olhando, a empregada real falou sobre visitar a torre de sentinela.
Então nós deixamos o bazar e fomos em direção à torre.
Lana falou com os guardas da torre e então me foi permitido subir no topo da torre.
A visão era de cair o queixo.
A distância que era possível enxergar de cima da torre era enorme.
Ao Leste eu podia ver o começo da floresta e o topo da montanha onde ficava Khuma.
Ao Oeste e ao norte a cordilheira impedia a visão.
Ao Nordeste eu podia ver um grande deserto surgindo pela parte norte da floresta.
O deserto ao norte que eu já havia ouvido falar.
Ao Sul eu via pequenas cidades espalhada pela savana.
Ao Sudeste era possível ver a montanha de Ekir, onde ficaria a floresta de Florádia.
Pela distância, era impossível ver a cidade de Vegúrlia, mas dava para ver o limite da grama verde que faziam parte da planície imperial.
Lá em cima, um estranho pássaro pousou próximo à Lara.
— Dinus, devemos voltar à cidade, sua carruagem já está pronta. — Lara me falou, após ler um pequeno pedaço de papel que estava preso à perna do pássaro.
— Certo. Muito obrigado pelo passeio Lara, eu gostei muito. — Eu respondi com um grande sorriso.
— O prazer é meu. — Lara sorriu de volta.
Então deixamos a torre de sentinela e voltamos à cidade, passando por fora do grande bazar.
Ainda na cidade, Lara me apontou alguns pontos interessantes que estavam no caminho.
Me mostrou uma boa hospedagem para ficar quando eu viesse visitar a cidade em uma próxima oportunidade, além de restaurantes e tavernas de boa reputação.
Lara parecia estar se divertindo tanto quanto eu.
Nós finalmente chegamos em um lugar próximo ao castelo, onde estava uma carruagem pronta e algumas pessoas nos aguardando.
A rainha estava lá.
Lara se apressou em direção à rainha, me pedindo para aguardar um momento.
A empregada disse algo aos ouvidos da rainha.
Na'am'mi soltou um pequeno riso, então cochichou com outro empregado que estava ao seu lado.
O outro empregado deixou o lugar às pressas.
Só então Lara acenou para que eu me aproximasse.
— A família real é imensamente grata por todo seu esforço. — Disse a rainha quando eu me aproximei. — Agora que meu filho já entendeu a importância de comer a fruta ele provavelmente não deixará de comer.
— Fico feliz por poder ajudá-los. — Eu respondi sinceramente.
— Eu espero que tenha uma boa viagem de volta. — A rainha e Lara estavam sorrindo.
— Muito obrigada, vossa Alteza. Eu certamente voltarei para visitar essa bela cidade. — Eu respondi e sorri de volta.
— Você sempre será bem-vindo. — Quando a rainha respondeu, o outro empregado apareceu com pressa e carregando uma pequena sacola de pano. — Aqui, Dinus, pegue essas moedas.
— Moedas? Sinto muito, vossa Alteza, mas eu não posso aceitar, o mapa já foi uma recompensa maior do que eu poderia receber. — Eu recusei as moedas.
— Sim, o mapa realmente é bem valioso, mas não posso deixá-lo ir sem nenhum dinheiro, seria impensável se você tivesse que vender o nosso presente por falta de fundos. — A rainha estava séria.
— Mas eu... — Eu tentei falar, mas fui interrompido.
— Dinus. Não estou pedindo para você aceitar. — Na'am'mi falou com uma voz mais forte. — Leve essas moedas com você.
— Sim, vossa Alteza.
Eu abaixei a cabeça e estendi a mão, para receber com um gesto de agradecimento.
A rainha colocou uma pesada sacola de moedas em minhas mãos.
O som das moedas chacoalhando era maravilhoso como sempre, mesmo assim eu me sentia mal em receber mais da família real.
Era como se eu estivesse me aproveitando deles.
Quando eu subi na carruagem e olhei para fora, o príncipe Namir apareceu e começou a acenar para mim.
A carruagem começou a se movimentar e eu acenei de volta para todos.
— Boa viagem, imãozao! — Gritou a criança
— Até a próxima! — Eu gritei de volta.
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