A nova vida de uma alma sem lembranças - Extras
1 Capítulo 55.5 - Purgatório.
Notas iniciais
Atenção!
Esse capítulo conta sobre acontecimentos que ocorrem entre os capítulos 55 e 56 da história principal A nova vida de uma alma sem lembranças. Lembre-se de ler a história principal antes de ler essa aqui.
Atenção!
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Estou em uma linda paisagem.
Eu nunca vi essa paisagem antes.
Parece ser uma plantação de trigo pronta para ser colhida.
Toda dourada de maneira que parecia brilhar com o pôr do sol ao fundo.
Eu estava correndo por esse campo, saltitando como uma criança a brincar.
Mas tudo parecia acontecer em câmera lenta enquanto eu escutava risadas de crianças ao meu redor.
Minha visão estava distante e eu podia me ver como se fosse em terceira pessoa.
Eu podia ver meu próprio corpo correndo pela plantação, com um sorriso no rosto e saltitando, mas tudo acontecendo bem devagar.
Então eu escutei um barulho forte de algo duro batendo em uma madeira.
Eu acordei completamente confuso e não entendendo onde eu estava.
Primeiro eu achei que eu estava dormindo tranquilamente e uma dor de cabeça enorme me fez acordar.
Mas logo em seguida eu lembrei que estava lutando contra os Orcs Renegados.
Eu tentei me levantar, mas eu não conseguia.
Eu estava amarrado com cordas.
Minhas mãos e pernas estavam presos e eu não podia me mover.
Em minha boca também havia uma corda e eu me impedia de falar.
Foi quando eu percebi que eu estava sendo arrastado pela caverna.
Eu olhei para a direção que eu estava sendo puxado e vi as enormes costas de um Orc Renegado.
Junto a mim, existiam outros corpos amarrados sendo puxados.
Eles eram outros caçadores de Khuma e Maali.
Eu não consegui ver quem ou quantos eram.
Eu tentei me sacudir e me soltar, mas foi tudo em vão.
Acho que eu fiz muita força, agora minha pressão caiu e eu voltei a perder a consciência.
...
Outra vez eu estava em uma bela paisagem verde de um grande campo gramado.
Dessa vez havia uma linda árvore não muito alta no alto de uma pequena colina, mas com flores púrpuras caindo sem parar.
Parecia uma chuva de pétalas púrpura.
Eu estava sentado no pé dessa árvore olhando para o horizonte.
Mais uma vez eu podia ver meu próprio corpo, e como se eu fosse um espírito, minha visão flutuava no ar.
Então eu tentei pegar uma das pétalas com a minha mão.
Mas quando ela tocou minha palma eu senti uma grande vertigem.
Eu acordei de novo.
Mais uma vez eu estava perdido.
Levei um pouco de tempo para perceber onde eu estava e o que eu estava fazendo antes.
Agora eu estou amarrado e pendurado de ponta cabeça em algum lugar escuro.
Eu posso ver o corpo de um outro Elfo Negro mais para frente no chão.
É uma cena triste para mim, pois ele está sendo comido pelos Orcs Renegados.
Eu não consigo identificar quem era, mas o medo de que fosse meu pai ou avô tomou conta do meu coração.
Eu queria fazer alguma coisa, mas eu simplesmente não tinha força.
Eu comecei a chorar.
Era tudo que eu podia fazer.
Mas o barulho chamou a atenção do Orc que estava comendo e ele veio até mim.
Ele me cheirou e falou com a sua voz rouca e rasgada.
— Pequeno. Ruim.
Então ele mordeu minha orelha esquerda.
Ele puxou e arrancou um pedaço dela com a boca.
Eu senti uma enorme dor.
O sangue começou a escorrer pela minha cabeça e cabelo.
Eu gritei de dor, mas a corda que estava na minha boca não deixou eu fazer um som muito alto.
— Sabor. Ruim.
O Orc cuspiu minha orelha e disse.
Logo em seguida ele pegou um pedaço de madeira e me bateu.
Ele bateu com força no meu braço e na minha costela, provavelmente quebrando algumas delas junto ao meu antebraço.
Minha consciência voltou a esmaecer.
...
Eu estava em um barco.
Era um barco pequeno, cabiam umas 6 pessoas no máximo.
Mas eu estava sozinho no barco.
Não havia vela, apenas remos.
E eu estava navegando em um mar calmo e sem vista de alguma terra em qualquer lugar horizonte.
Só que eu estava calmo e aproveitando a bela vista e calmaria.
Então quando eu estava olhando para o horizonte, uma enorme baleia saltou do mar e estava caindo em minha direção.
Eu acordei novamente.
Dessa vez eu não acordei sozinho, mas acordei porque havia alguém mexendo em mim.
Quando eu percebi o que era, havia um Orc cortando meu cabelo.
Como minha vista não estava muito boa, eu não sabia se era o mesmo Renegado que me mordeu ou não.
Ele estava cortando meu cabelo com uma espada deles, mas ela não tinha uma boa lâmina e ele mais arrancava o cabelo que cortava de verdade.
Doía muito, mas eu não conseguia me mexer.
Novamente minha consciência me deixou.
...
Eu estava em uma floresta.
Era uma floresta diferente daquela ao redor da montanha de Khuma.
Era uma floresta com altas arvores do qual eu não podia ver o topo.
O chão estava coberto de folhas caídas e secas, com uma pintura de verde, amarelo e marrom, pelo processo de decomposição das folhas.
Havia bastante espaço entre as árvores, algo como 3 metros entre uma e outra, então era bem iluminado.
Atrás de mim havia uma estrada que cruzava a floresta.
Uma estrada de pedras brancas e cinzas.
Eu escutava um chiado forte como o de uma TV antiga sem sinal, ao mesmo tempo que eu escutava uma carruagem puxada por cavalos se mover pela estrada.
Eu não consegui ver nenhuma carruagem em nenhum dos lados da estrada, mas eu consegui escutar como se ela estivesse do meu lado.
Junto com o barulho da carruagem, eu escutava um forte barulho de correntes de ferro sendo arrastadas.
Além de todo esse som, eu escutava a voz de uma mulher me chamar, mas como se ela estivesse cochichando.
— Dinus... Dinus...
Dessa vez eu estava vendo a cena de dentro do meu próprio corpo e via em primeira pessoa.
De repente eu tive a visão da carruagem, como um flash, mas logo ela sumiu.
A carruagem era de madeira escura e com partes pintadas de preto.
Os dois cavalos que puxavam a carruagem eram pretos com olhos vermelhos.
Mas não eram cavalos de Oriohn, eram cavalos da terra.
Esses cavalos estavam vestindo armadura de aço escuro, como cavalos de guerra.
O cocheiro vestia uma roupa preta, como se fosse apenas um pano só, cobrindo todo o corpo e cabeça, deixando buracos apenas o rosto e mãos.
Mas não havia nada nesses buracos, só o profundo escuro.
As rédeas dos cavalos entravam em suas mangas de maneira que parecia que as mãos dele estavam por dentro da roupa.
Ele olhou na minha direção e, sem que eu pudesse ver seu rosto, eu dei um salto de susto.
Acordei mais uma vez.
Agora meus braços e minhas mãos não estavam mais amarrados.
Ainda estava pendurado pelas pernas de ponta cabeça em algum lugar muito escuro para identificar.
Eu estava sem partes da minha roupa e o que estava lá havia sido rasgada.
Eu tentei mexer meus braços, mas o esquerdo doía demais e não respondia, enquanto o direito até respondia, mas não tinha quase nenhuma força.
Eu olhei para o meu corpo e ele estava todo cortado, ralado ou com hematomas.
Mas uma vez lágrimas encheram meus olhos.
Eu achei que fosse morrer.
Quando o barulho que eu estava fazendo chamou a atenção de um Orc Renegado que estava ali perto, ele se aproximou e me deu uma porrada na cabeça.
Novamente eu desmaiei.
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Atenção!
O próximo capítulo não é uma continuação direta deste.
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Atenção!
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