A nova garota

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Se eu parasse de escrever, meu cérebro ia explodir kkkkkkkkkk Gostaram do suspense? Tô aprendendo com o tio Rick ... Bom, sem mais delongas, aqui está mais um capítulo.

Achei estranho andarmos tanto sem esbarrar em nenhum monstro. Já era fim de tarde quando Nico disse:

— Ainda não tivemos que lutar. Estamos com sorte.

Quase bati nele, pois na mesma hora ouvimos um barulho atrás de nós. Quando me virei, dei de cara com três criaturas estranhas.

— Araí. — Sussurei para Nico. — Espíritos de maldição.

— Di immortales! — Ele praguejou. Conhecíamos as Araí das lendas antigas. Se você matasse uma delas, uma maldição era liberada sobre você. Geralmente, a maioria dos monstros me amaldiçoava depois de tomar uma garfada (n/Aut: Sem comentários sobre isso, eu acabei de ler o que escrevi e tive um ataque de risos), então eu tinha maldições de sobra para receber. Por outro lado, se você não as matasse, elas te matavam, então não tínhamos muita escolha.

Peguei minha espada e fiquei de costas para Nico. Aquelas coisas avançaram, e ele golpeou uma delas, que se desfez em pó.

— Foi fácil. — Comentou. Mas aí começou a coçar loucamente o braço direito. — Que raio de coisa é essa? Quem foi o idiota que me lançou uma maldição de coceira? — Eu estava prestes a rir, mas as outras duas Araí atacaram.

— Cuidado! — Gritei quando uma quase acertou Nico com as garras, e apunhalei-a pelas costas. Ela urrou, se desintegrando. Imediatamente, minha visão escureceu. Eu estava cega. Lembrei-me do ciclope que matou David, e do que ele gritou quando furei seu olho: "Você vai pagar por isso! Vai sentir o que eu senti!" Daí eu meio que entrei na mente dele, nem me perguntem como, e fiz ele ficar com medo da própria sombra e fugir correndo para morrer em outro lugar. Acho que só consegui fazer isso por causa da raiva que sentia dele.

Fui arrancada de meus pensamentos quando ouvi um grito.

— Nico? Onde está você? Tudo bem aí? — Perguntei desesperada.

— Sim. — Ele disse fracamente. — É algum tipo de maldição de dor, mas vai passar. — Ele parou por um momento, depois disse: — Ei, você está legal? — Era preocupação na voz dele?

— Não estou te vendo. — Eu disse, e ouvi um risinho. Pensei que ele fosse dizer algo como "Olhe para o outro lado", então continuei: — É sério! Não estou enxergando nada...

— Tudo bem, estou aqui. — Eu senti mãos nos meus ombros, e meu coração começou a martelar. Nico me fez caminhar, dizendo que precisávamos achar um abrigo para dormirmos, pois já era quase noite.

Durante todo o tempo, ele conversou comigo. Quando finalmente achou um lugar bom, ele me fez sentar encostada em uma árvore e acendeu uma fogueira.

— Sua cegueira ainda pode durar algumas horas — Ele disse. — Eu fico com o primeiro turno de vigia. — Eu queria protestar, mas achei melhor ficar quieta e obedecer. Estava realmente cansada, e o sono veio rápido.

*****

No sonho, eu estava na minha antiga casa em Seattle, onde morava com meus pais adotivos. Sentia cheiro de bolo de chocolate, meu favorito. Parado perto da mesa, estava meu deus menos favorito: meu pai biológico, Fobos. Ele veio até mim e disse:

— Você está diferente.

— O que eu estou fazendo aqui? — Perguntei, ignorando o comentário dele.

— Enfrentando seu medo. — Ele sorriu sombriamente. — Boa sorte. — Dizendo isso, ele se dissolveu em uma névoa avermelhada e sumiu. Fiquei olhando, incrédula, quando uma versão mais nova de mim mesma entrou na cozinha. Ela estava usando uniforme escolar e parecia um zumbi do The Walking Dead, arrastando os passos de modo sonolento.

— Tenho mesmo que ir para a escola? — Ela perguntou para alguém no corredor.

— Sim, mocinha. — Uma voz masculina respondeu. — Agora tome seu café. — Alan Andrews entrou pela porta (n/Aut: Queria que ele estrasse pela janela?) (n/Julie: Cala a boca!) (n/Aut: Queria que eu calasse o nariz?) (n/Julie: Autora apanhando em 3, 2...) (n/Aut: Já parei, já parei!) e uma onda de saudade me atingiu. Marta chegou logo depois, dando um beijo na testa da Julie que eu assistia. Esta olhou o relógio e arregalou os olhos, dizendo:

— Oh meus deuses! Não vai dar tempo, estou atrasada. Tchau, mãe. Tchau, pai. Amo vocês! — Terminou enquanto corria.

Segui-a até a escola em que tinha estudado pouco tempo atrás. David estava me esperando com um saco de batatas fritas. Quando ele ofereceu-as, a Julie do sonho disse:

— Vou te matar, sabia? Toda vez que eu tento começar um regime você aparece com essas coisas gordurosas e vai tudo pro ralo!

— Regime, regime, regime. — Ele respondeu numa péssima imitação da minha voz. Era um garoto bonito, com cabelo claro e olhos também claros, mais ou menos da minha altura. Marta sempre achou que eu gostava dele mais do que como amigo, mas posso garantir que isso não é verdade! — Isso é uma grande besteira, sabia?

Foi quando chegaram dois enormes ciclopes, e o resto vocês já sabem... Lutei com o primeiro, o segundo acertou David com uma adaga , assustei-o e fiz ele fugir. Meus olhos já estavam encharcados, mas eu estava disposta a não chorar. Julie correu até David rapidamente, seu rosto molhado de lágrimas. Ela se ajoelhou perto dele e disse:

— Droga, droga, droga. Eu não devia ter te deixado sozinho! Vamos, vou levar você ao hospital.

— Não. — Ele falou, tossindo. Sua boca tingiu-se de vermelho. — Apenas coma uma batatinha por mim, ok?

Agora eu estava chorando mesmo, apesar de meus esforços. A Julie do sonho enfiou a mão no saco de batatas fritas, tirou um monte e enfiou tudo na boca.

— Está feliz? — Perguntou, ainda mastigando. David riu.

— Para de me fazer rir! Isso dói. — Então ele deu um beijo na bochecha da Julie do sonho. — Adeus, Juliet. Vou namorar a Helena de Troia no Elíseo. — Disse com um sorriso.

— Mande uma foto. — Juliet respondeu.

— Chata.

— Besta. Adeus... — Ela disse finalmente, chorando mais ainda. Ele fechou os olhos e não os abriu mais.

*****

Acordei soluçando de tanto chorar.

Notas finais
Ai, deuses... Eu sou muito má. Comentem o que acharam! Beijos!