A nova garota

41 Capítulo 41


Notas iniciais
Desculpa, gente, eu estava em semana de provas, aí já viram... Mas... Tchan tchan tchan tchan Semana de carnaval, eu em casa todos os dias, sem ter que estudar, capítulo novo todos os dias! Dito isso, boa leitura, bolinhos.

Onde Deimos morava?

Não era no Olimpo. Não era no Suquinho. Provavelmente não era na Disney, também. O que foi, não posso mais imaginar?

Eu me lembrava vagamente de ter que entregar uma mensagem de Perséfone a ele (talvez, quem sabe, um dos inúmeros casos dela, mas nem sonhem em contar a eles que eu disse isso), só não me lembro ao certo onde...

Minha memória nunca foi das melhores, droga. Talvez eu tenha mesmo Alzheimer. Nico poderia guardar essa informação facilmente, mas... Adivinhem! Era exatamente atrás de Nico que eu estava indo. E Afrodite devia estar assistindo tudo com pipoca diet e um óculos 3D. Fiquei tentada a voltar e perguntar se Nico não estava mesmo na bolsa dela, mas isso seria idiotice.

Vamos, Julie, pense! Onde Deimos mora? Isso deve ser lógico! Estou andando muito com Annabeth. Deimos é o deus do pavor, use isso. O deus do pavor, o deus do pavor, o deus do pavor...

"A Rota do Pavor", pensei subitamente. Esse era o nome do trem fantasma de um parque abandonado... Isso! Eu tinha ido lá uma vez, atrás de Deimos!

Sorrindo, chamei o primeiro táxi que apareceu na rua e entrei, com a esperança renovada.

— The Horror Park, por favor. — Falei ao taxista.

Como não imaginei isso antes? Era o lugar perfeito para Deimos! Digo, feio e assustador. Como eu disse, perfeito para Deimos.

O homem me olhou intrigado. (n/Aut: Ele andou comendo muito trigo?) (n/Julie: Oi? Você é doente?) (n/Todos: Tem alguma dúvida?) (n/Aut: Ei! Não se esqueçam de que eu posso matar todo mundo por aqui se me der na telha, portanto sejam bonzinhos e legais comigo!)

— Mas não tem nada por lá, moça. — Disse.

— Tudo bem, tenho uma amiga que mora perto e eu combinei de encontrá-la lá. — Menti, o que pareceu deixá-lo satisfeito. Ele pisou no acelerador e em um segundo estávamos em movimento.

Olhei nervosa para o relógio no painel do carro. Eu não podia demorar, de jeito nenhum.

— E, hum... — Pensei em como dizer isso. — Eu estou com um pouquinho de pressa, será que o senhor poderia ir mais rápido?

O motorista, que depois identifiquei como Carl pelo crachá que estava pendurado em sua camisa, olhou para mim pelo espelho retrovisor com uma das sobrancelhas erguida.

— Como quiser. — Respondeu, acelerando.

*****

— Tem certeza disso, moça? Não tem ninguém aqui. — Era a décima vez que Carl me falava isso. Oh meus deuses, queria que a Névoa não distorcesse a imagem da minha espada para que ele visse que eu sabia como me defender. Mas, claro, ele só estava fazendo o papel do bom adulto, o responsável da história.

— Ela vai chegar a qualquer momento, é um costume se atrasar. — Disse, pagando. Ele deu de ombros e afastou o táxi.

Me virei para o velho parque de diversões caindo aos pedaços, e respirei fundo antes de entrar. Fazia muito tempo desde a última (e, pra falar a verdade, única) vez que eu tinha ido até lá, mais ou menos um ano.

As peças sobressalentes dos brinquedos quebrados faziam um som terrível ao balançar por conta do vento. A uns cem metros, pude distinguir o velho trem fantasma e seu túnel completamente escuro.

Não, eu não estava com medo. Pelos deuses, era dia claro!

Tirei a mochila das costas e procurei por uma lanterna lá dentro. Não era possível! Oh meus deuses, que tipo de besta no mundo esquece a lanterna? Pelo jeito, eu.

Mas eu suspirei (muito) aliviada quando vi que Mirela não era uma besta como eu. Ela tinha se lembrado da lanterna. Fiquei até animada para procurar também por uma serra elétrica, mas não tive tanta sorte assim.

Pois é, nem tudo na vida é cor de rosa.

Entrei no túnel sentindo um nó se formar em meu estômago. Não, eu não estava com medo! Devia ser efeito colateral da Diet Coke que eu tinha tomado em excesso na véspera. Conforme eu avançava, o nó ia aumentando. Certo, certo, eu estava com medo, tudo bem assim pra vocês?

Mas eu esqueci de tudo isso quando ouvi um grito. A voz que eu mais queria ouvir no mundo e, ao mesmo tempo, a que eu menos desejava ouvir gritando.

Mil sentimentos passaram por mim: felicidade por saber que ele estava ali, preocupação por não saber como ele estava, raiva por Deimos tê-lo sequestrado, e por aí vai. Meu pequeno distúrbio bipolar trabalhou incansavelmente.

Ah, claro, tudo isso numa fração de segundo, já que eu saí correndo na direção do som no mesmo momento, estilo "maluca retardada".

Não, deixa eu melhorar isso... Estilo "maluca retardada desesperada atrás do TMQANFNMD* que desapareceu misteriosamente".

— Nico di Ângelo... — Sussurrei para mim mesma, ofegante. Eu tinha chegado a uma sala retangular semelhante a um ginásio de colégio, com arquibancadas, cestas de basquete, gols, bolas de queimada, bonecos sangrentos por toda parte... Bonecos sangrentos? Okay, tirando isso, parecia um ginásio de colégio. — Onde está você?

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*TMQANFNMD: Talvez Mais Que Amigo Num Futuro Não Muito Distante.

Notas finais
Gostaram? Comentem! Até amanhã, beijos azuis :*