A nova garota
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Nem preciso falar que eu mataria Afrodite por isso. Não tinha outro jeito? Não. Opções? Não. Chances de felicidade depois dessa? Muito menos.
Já estava planejando como seria meu assassinato. (n/Aut: Mas ela é uma deusa, criatura. Como você vai fazer isso?) (n/Julie: ...) (n/Aut: Alô? Está me ouvindo? Ah, vai me dar um chá de cadeira. Okay, vamos ver até quando isso dura.)
Até que a Miss Inteligência, a própria, mocréia, cria do Hades... (n/Hades: Ei, como assim? Não tenho nada a ver com isso!) (n/Julie: Desculpa, modo de dizer. Estão vendo? NEM Hades quer Afrodite como filha!) (n/Hades: Como assim, NEM Hades? Garota, tome cuidado...)
Continuando, a "Rainha da Beleza" apareceu na minha frente. O que ela está pensando? Queria estrangulá-la ali mesmo, mas ela riu quando percebeu minha raiva.
— Sentindo a falta dele? — Perguntou, cínica.
— Quanto tempo uma deusa consegue viver sem cérebro? — Retruquei. — Ah, espere, quantos anos você tem? Porque a resposta é a mesma!
Ela me olhou com desdém.
— Ache meu colar e depois conversamos.
— Mas que missão idiota é essa? — Eu estava quase gritando. Não, eu estava mesmo gritando. — "Encontrem uma coisinha minúscula aqui ou no raio que o parta." Você tem problemas mentais? Andou cheirando esmalte ou o quê?
Não esperei que ela respondesse e voltei a andar. Afrodite não me seguiu.
O tempo todo, eu pensava no que tinha feito. Porcaria de colar. A essa hora, Nico provavelmente estaria me amaldiçoando de todas as maneiras possíveis. Oh meus deuses. Parabéns, Julie! Você agora já pode se matar.
Nico POV (Point of View) *bônus
Quando acordei, fiquei desesperado ao saber que Julie não estava lá. Gritei seu nome várias vezes, e só então notei que a mochila, com toda a ambrosia e o néctar, tinha sumido, como também metade das frutas.
Ela tinha continuado sozinha.
Claro, esse não era o problema. Sei me virar muito bem, não entendam mal, mas o que ela tinha feito...
Se ela achasse o colar primeiro, eu ficaria preso aqui?
Como será que ela pode fazer isso? Pensei que estávamos juntos nessa. Pensei que éramos amigos. Mas eu estava muito errado.
Estava sem meios para fazer fogo, minha antiga roupa foi junto com Julie (n/Aut: Então a previsão da Julie estava certa e sua roupa saiu mesmo andando sozinha?) (n/Nico: Não fale esse nome.) (n/Julie: Tá com raiva até do meu nome?) (n/Nico: Diga a essa pessoa que não estou falando com ela.) (n/Aut: 1-Você disse o nome dela agorinha mesmo. 2-Que maturidade. 3-Pessoa que está na minha frente e cujo nome não posso falar ou Nico me mata, saiba que Nico não está falando com você.) (n/Julie: Certo, eu também não falaria se fosse comigo.) (n/Percy: Espera, você não falaria com você mesma? Agora eu estou boiando.) (n/Nico: Posso continuar? Agora sei por que aquela pessoa reclama.) e a comida duraria, no máximo, três dias.
Mesmo com todos esses problemas, resolvi seguir em frente. Com ou sem Julie. (n/Aut: Falou de novo.) (n/Nico: Cala a boca!) Se ela não ligava para o que aconteceria comigo, eu também não ficaria me preocupando à toa.
Só havia um problema. A profecia. Senti que Julie tinha alguma pista sobre isso. E tinha ido embora sem me dizer.
Quanto mais eu pensava nisso, mais indignado ficava. Nem notei quando tomei o caminho da direita em uma bifurcação, e até hoje não entendo por que tinha que escolher justo AQUELE caminho. Reparei nisso quase quinhentos metros depois.
"De tão distraído que estava, poderia ter matado um cão infernal sem me dar conta." pensei. Acho que não foi uma boa ideia pensar nisso, afinal um momento depois eu ouvi um latido ecoar mais à frente. Muito mais à frente, tipo, uns dois quilômetros.
Tive a ideia de voltar, mas então lembrei de que cães infernais geralmente são usados para proteger alguém. Ou alguma coisa, que seja bem importante. Isso me fez seguir pelo mesmo caminho.
Ou talvez seja o fato de que cães infernais só latem quando vão atacar (também quando querem um osso, ainda são cães de qualquer maneira, mas mais frequentemente quando vão atacar).
"Julie."
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