A nova garota

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Ooi bolinhos! (Treinador Hedge S2) Sentiram saudade? Bom, cá estou para postar mais um capítulo, daqui do hospital onde estou internada por conta das suas "tentativas" de assassinato. Nem sei como estou escrevendo. hahaha ignorem, eu ainda não tomei o remédio da loucura hoje. Bom, espero que gostem! Boa leitura.

POV Julie

Eu estava indo até bem, imaginando como ia fazer com que Nico me perdoasse depois da idiotice que eu havia cometido, mas acabei conformada com o fato de que ele provavelmente não olharia na minha cara nunca mais.

(n/Nico: Provavelmente? Eu diria "com toda a certeza possível".) (n/Julie: Ai, essa doeu.) (n/Nico: Era pra doer mesmo.) (n/Aut: Ei, vamos parar com isso? Peçam desculpas um para o outro.) (n/Julie: Desculpe.) (n/Nico: Não.) (n/Aut: Nico, peça desculpas ou eu te mato.) (n/Nico: Mate.) (n/Aut: Ah, isso não vai ficar assim...)

Completamente imersa em pensamentos, quase dei de cara com uma parede quando o túnel se curvou bruscamente.

"Nico teria rido disso" pensei, triste. Mas eu sabia o que devia fazer: achar o maldito colar e depois... Bom, depois descobrir o passo seguinte.

Traduzindo: eu na verdade não sabia o que fazer.

Mas fui arrancada de todos esses delírios quando ouvi um latido alto. Bem na minha frente, estava o maior cão infernal que eu já tinha visto. Era maior até do que a Sra. O'Leary, e isso é dizer muito.

Ele rosnava e olhava para mim como se estivesse com fome. Acho que já deu pra perceber que eu era a refeição.

— Hey, garoto! — Tentei, com mais confiança do que sentia de verdade. — Qual é o seu nome? — Nada. Ele continuava rosnando. (n/Aut: Ah, e você queria que ele respondesse?) (n/Julie: Claro que não.) (n/Aut: Nossa, perdeu até a graça discutir com você. Alguém quer ouvir ou falar umas verdades?) (n/Nico: Você é estranha.) (n/Aut: É disso que eu estou falando! Você também não é dos mais normais, Nikito.) (n/Nico: Estou falando sério. Você é realmente estranha.)

Tentei pensar rapidamente em algum jeito de me livrar daquela encrenca. Annabeth tinha amansado Cérbero com uma bolinha de plástico, mas eu NÃO tinha uma bolinha de plástico. Oh meus deuses, que ótimo.

"Ele está com fome, pense um pouco!" , imaginei a voz de Nico dizendo. Claro, ele estava com fome! Resolvi tentar novamente:

— Está com fome, Rex? — Na hora, me pareceu um bom nome. (n/Nico: Você chamou o cão infernal de Rex?) (n/Julie: Percy chamou o Ofiotauro de Bessie. Tenho todo o direito de chamar o cão infernal de Rex.) (n/Aut: Ela está certa.) (n/Nico: Vocês são estranhas.) (n/Aut: Isso vai virar sua frase de efeito agora? Pode parar.) (n/Annabeth: Ei, vamos agir como pessoas civilizadas que não têm problemas mentais?) (n/Aut: Não gosto de fingir que sou algo que não sou.)

Ele parou de rosnar, mas seu olhar ainda era feroz. Engoli em seco discretamente.

— Quer uma manga? — Perguntei, estendendo uma das frutas. Tá, eu sei que isso foi burrice e que eu precisava economizar ao máximo, mas ou eu dava comida ao cão, ou eu VIRAVA a comida do cão. A primeira parecia mais viável.

Joguei-a a ele, que engoliu de uma vez e ficou me olhando na expectativa.

— Não posso dividir o resto... — Comecei, e ele fez aquela cara de cãozinho que caiu do caminhão da mudança. Se você nunca viu um cão infernal se comportando como um cachorrinho de estimação, eu aconselho procurar um que o faça. Isso vai alegrar o seu dia. — Mas não teria que economizar tanto se você me desse uma carona.

Rex latiu, mas não um latido do tipo vou-matar-você, foi mais do tipo "Oba, vamos brincar!"

Ele se abaixou para que eu montasse em suas costas, e eu fiz isso. Cocei as orelhas dele e me preparei para começar a correr.

Sabe quando você está andando de moto e o vento bate bem no seu rosto? Pois é, agora imagine isso somado a uma queda livre a 300Km/h e multiplique tudo por dez, daí vai ter uma pequena ideia do que eu senti. Parecia que a pele do meu rosto ia descolar; esse é o resumo da sensação de viajar nas sombras.

Uma vez Nico me explicou como isso funcionava. Ele poderia ir a qualquer lugar do mundo, desde que pudesse formular uma imagem mental desse lugar. Acho que foi por isso que ele não tentou avançar desse modo dentro da caverna, nenhum de nós tinha ideia de como ela seria mais à frente.

Ah, e se um dia você estiver:

a) viajando pelas sombras;

b) num cão infernal;

c) a não sei quantas centenas de quilômetros por hora...

E perceber que talvez tenha sido uma má ideia, só tenho uma coisa a dizer: é tarde demais.

Quando Rex parou, meu cabelo já estava completamente paralisado para trás. Meus braços estavam doloridos. Desci e descobri que minhas pernas estavam tremendo.

Em compensação, a ampla galeria que se mostrava diante dos meus olhos parecia ser algo bem promissor.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem! Bjks ;)