Notas iniciais
Uhu, voltei rs Com um GSR, que relutei muito em escrever. Há mais de um ano com ela na cabeça e finalmente consegui escrevê-la. Nada muito clássico. Sara não vai trabalhar no laboratório nem nada disso. Eu quis criar algo diferente e fofo ao mesmo tempo. Um Grissom um pouco menos frio que o normal haha Capítulo ficou pequeno, mas espero mesmo que gostem e uma boa leitura!

Meu nome é Grissom. Gilbert Grissom. Tenho 54 anos e, ultimamente não tenho mais certeza do que sinto. Amor? Ódio? Paixão? Não entendo mais meus sentimentos, aliás, nunca fui muito bom com essas coisas. Nada nunca fez muito sentido para mim. Essa mulher chegou e virou meu mundo de pernas para o ar, como se diz por aí. Ah, essa mulher. Essa bela morena, que passa o dia todo em meus pensamentos. Seu sorriso, seus olhos, cada detalhe de seu rosto que bem eu memorizei. Ah, como eu queria tê-la em meus braços. Seus cabelos sedosos que tive o prazer de poder tocar, uma única vez.

Mas, você não vai entender do que falo se eu começar daqui, não é mesmo? Quero que entenda o que sinto por essa mulher com todos os detalhes. Então vamos lá, quando tudo começou...

7 anos atrás...

Mais um dia cansativo, mas muito produtivo. Afinal, quando se faz o que se ama o cansaço não é tão significativo. Fechamos mais um caso. Estou conferindo o relatório nesse momento. Tenho uma equipe sensacional. Somos praticamente uma família. Warrick, Greg, Nick e Catherine, uma loira extremamente surpreendente. Sentada na minha frente, ela me encara como se a terceira guerra mundial estivesse prestes a começar.

_O que foi Cath? Respondo retirando os óculos.

_Ora, o que foi. Ainda pergunta. Estou esperando sua resposta!

_Resposta? Que resposta?

_Ora Grissom – ela respondeu levantando-se – você não ouvir nada do que eu disse, não é mesmo? A festa de aniversário de Lindsey. Ela quer muito que você vá.

_Ah sim, isto. Cath, você sabe que não sou muito... Sociável... Você sabe.

_Ora Grissom, você conhece todos os convidados, que alias, não são muitos. Apenas o pessoal do laboratório, minha mãe e algumas amiguinhas de escola.

_Crianças... Correndo... Gritando... Eu disse já vendo aquilo em minha cabeça e prevendo uma grave enxaqueca.

_Gil, pare com isso. Será apenas uma tarde. Lindsey adora você e ficara muito triste se não for.

Ela disse e ficou me encarando, com a sobrancelha arqueada. Como dizer não a um pedido tão simples e de uma amiga tão querida? Conheço Catherine há anos e é quase impossível dizer não a ela. Essa loira tem uma personalidade tão forte, é tão decidida. Eu amo isso nela. Sorri e respondi.

_Tudo bem, como dizer não a você.

_É impossível, meu bem. Amanhã, não se esqueça! Ela disse e saiu.

_Hey Cath, o que eu compro para ela?

_Se vira! Ela gritou do corredor e se foi.

E agora, sou tão desastrado com as pessoas que até mesmo comprar um presente para uma criança me deixa confuso. Se bem que Lindsey não é “qualquer” criança. É filha de Catherine e como a mãe tem personalidade forte, uma inteligência peculiar e uma maturidade incrível para sua idade.

Saí do laboratório e optei em ir para casa tomar um bom banho e preparar uma boa refeição antes de comprar algo para Lindsey.

O dia estava muito bonito, porém extremamente quente. O sol estava forte já e o termômetro na rua marcava 34°C. E ainda eram 10h00min. Virei a esquina de minha casa e vi um grande caminhão cinza estacionado ao lado de minha casa. Segui meu caminho lentamente e entrei na garagem. Desci com calma e decidi sair para descobrir o que aquele caminhão fazia ali. Isso não era muito de minha personalidade, saber sobre as pessoas, mas algo estranho me fazia querer ir. Quando saí, dois homens carregavam um sofá para a casa ao lado. “Ótimo”, vizinho novo. Olhei novamente para o caminhão e observei alguém descendo com uma enorme caixa nos braços e parecia que carregava um peso muito maior do que aguentaria. Decidi ajudar. O porquê até hoje não sei.

Corri e consegui segurar a caixa antes que ela caísse no chão.

_Ops... Disse aquela voz, que imediatamente percebi ser de uma mulher.

_Tome cuidado!

Quando olhei e vi aquele rosto com um lindo sorriso estampado e um olhar cativante, congelei. Um calafrio percorreu meu corpo e involuntariamente sorri. Tremi da cabeça aos pés. Um enjoo forte tomou conta de meu estomago. Pensei que fosse perder o controle do meu corpo.

Que mulher, que bela mulher. Cabelos curtos, olhos castanhos muito profundos, um sorriso lindo e uma voz perfeita. Queria congelar o tempo naquele momento e ficar ali olhando para ela o resto da minha vida.

_Hey, muito obrigada vizinho. Sou Sara Sidle e você?

Ela disse e eu sorri, como o perfeito idiota que me tornei. Minha voz não saia, minha garganta tinha um nó enorme. Ela riu e continuou me olhando, esperando que a respondesse.

_Grissom... Eu consegui dizer em um fio de voz.

_Ora, muito obrigada Grissom. E foi um prazer conhece-lo.

Ela tomou a caixa e minhas mãos e indicou para que um dos trabalhadores levasse a caixa para dentro. Ela me deu as costas e saiu. Fiquei ali, congelado, minha cabeça não raciocinava mais. Encostei-me a um velho carvalho que fica na divisa de nossos terrenos. Sua voz ecoando em minha mente. Sara Sidle...Sara Sidle...Sara Sidle...

Notas finais
Então, gostaram? Deixem seus comentários e criticas, pois é com a opinião de vocês que continuo escrevendo. Um beijo e até mais :*