A melodia do Luar

3 Capitulo 3 - A melodia do Luar e de uma doce rivalidade...


Notas iniciais
Olá, olá pessoas! Estamos chegando no final dessa historia... Mas então, no capitulo passado eu tinha comentado sobre a musica Dancing on My Own ter sido uma inspiração... Na realidade eu já tinha uma ideia mais ou menos de como seria a historia de Felix e quando ouvi a musica acabei ainda mais inspirada, então comecei a escrever esse capitulo. Ele foi o primeiro que escrevi, a ideia inicial era que Felix estivesse contando a historia numa roda de conversas com a familia, mas isso foi mudando com o tempo e acabei colocando um pouco mais, como a parte de Ed e a historia que apenas os dois conhecem. Enfim, antes que eu comece a dar spoiler, vamos ao penúltimo capitulo. Abraços, Akira.

Essa é aquela história que nunca ninguém jamais ouvira contarem nas fogueiras com os amigos, na roda de música com a família, numa festa de aniversário ou em um casamento. É o tipo de história que o carinha secundário não fica com a heroína. Porque o cara que ela ama é outro. É o tipo de história que ninguém deveria saber.

Eu giro em círculos na sombra da noite pela cidade vazia, enquanto ela está com ele. Você está lá e eu estou aqui no canto, todos brincam juntos. Mas ao seu lado, é ele quem preenche o banco. Estou no canto vendo-o beija-la. Eu não sou o cara que gostaria. Eu estou aqui tão perto... Por que não pode me ver? É esse o tipo de música que canto. É esse o tipo de amor que tive.

Não é algo que goste de contar por ai, sabe? É um pouco... Doloroso, eu diria, mas... Por que não? O que senti foi real e isso é algo que nunca vai mudar. Sempre terei essa marca. Mas é algo um pouco diferente agora... Talvez.

A primeira vez que a vi, foi incrível. Senti borboletas no estomago pela primeira vez. Ela vinha passos firmes em direção à saída, me tomou o folego, minha mente ficou em branco por um segundo. Ela estava com um grupo, bem quando estávamos falando sobre um grupo de garotas. Estávamos procurando os Redfox, as Redfox, queríamos uma luta. Acertamos em cheio o lugar para encontra-las, mesmo que sem querer. E foi ai que nos metemos numa furada. Então abri minha boca. Bobeira minha achar que aquilo funcionaria com ela.

—Falando em grupo de garotas... Tem uma gracinha aqui! Olá! _Gracinha? Ela era um furacão. Ela bufou e deu as costas, voltando para onde estava. Devia ter notado sua aura assassina, mas não. Segurei seu punho. _Oe senhorita! Não fuja!

—Já tenho uma boa companhia! _Eu e minha boca. Acertei em cheio. Ela era do tipo que fugia para não perder a cabeça. Mas quando abri a boca, a joguei direto nos seus braços. Ela seguiu até ele.

—Ui! Mas pareceu que estava fugindo! _Ri. Era assim que havia me acostumado. Mas ela não era qualquer uma. Fui estupido, mas como não poderia? Sequer imaginava o que sentiria por ela.

—A questão é... Senhor... _Seu doce olhar mortal, se quer o conhecia ainda.

—Felix! E a senhorita?

—A questão é... Senhor Felix... Que eu não quero sua companhia... _Tão delicada quanto uma tijolada. Notei sua raiva, muito tarde.

O impacto do primeiro encontro, que loucura. E então as lutas no bar do Will. Nossos grupos viviam em pé de guerra. Ryu contra Clarisse. Fomos o terror de Will por uns meses. Erámos rivais e qualquer coisa era motivo para lutar.

—Olha lá se não são as garotinhas briguentas! _Henry era do tipo de cara esquentado que amava puxar briga, o nosso caçula.

—Falou o senhor cabeça quente! _Luna era a pirralha dos Redfox, nunca entendi muito o porquê do taco de beisebol, mas aprendi mais que depressa que quando ela começava a gira-lo estava pronta para brincar. Nesse caso havia aceitado o convite para a briga com Henry.

—Senta ai pirralha! _Nicolas sempre andou com um livro nas mãos, geralmente ele mantinha a irmã caçula sob controle.

—Não enche! _Luna sentava fazendo bico.

—Will, tem café? _Janaina vez ou outra, perto de anoitecer, preferia bebidas sem álcool enquanto lia um de seus livros.

—Viiinho para mim! _Clarisse ria como uma menina, quem não a conhecesse nem imaginaria que era uma provocação.

—Vamos sentar! _Neil mantinha um risinho amistoso sempre tentando acalmar dois cabeças quentes, Henry e Ryu. Era nosso irmão mais velho afinal. Mas Ryu sempre caia fácil nas provocações de Clarisse.

—Tem vinho de sobra hoje! E poucas mesas para serem quebradas! _Will sorria limpando o balcão, enquanto Ryu puxava a cadeira sentando-se irritado.

—Vamos querer vinho! Dois? E o que mais galera? _Neil ria se aproximando de Janaina. Quando não estávamos lutando, eles acabavam conversando, sempre pareceu que se davam muito bem.

—Saque! _Henry respondeu sentado.

—Três! _Leonardo puxou uma cadeira para onde estavam os dois.

—Pra mim também! Vinho! _Sorri ao notar Adriana. Ela estava sentada ao lado de Nicolas e Edmund. A turma de Shun, uma gang conhecida na época por ser liderada pelo discípulo do então aposentado, mas aclamado Imperador, optara ficar na cidade natal por uns meses, estavam recuperando-se de uma luta no centro do mundo.

—É pra já! _Will preparou as bebidas.

—Olá... _Neil sorriu para Janaina.

—E ai... _Ela ergueu o olhar de seu livro, deu um risinho e voltou à leitura. Esse era o cumprimento dos dois.

—Suco? _Edmund ria sentado ao lado de Adriana. _Ou saque.

—Chá! _Adriana lhe mostrou a xicara antes de tomar um gole. Edmund riu bebendo seu copo de saque.

—Parece que vai ser sempre assim... _Edmund a encarou. Ele tentava, realmente tentava conquista-la.

—Nem sempre! _Adriana sorriu rapidamente. Encantadora, pensei. Então ela levantou um jornal cobrindo o rosto. Edmund riu.

—Me parece que sempre tenta fugir. _Ele continuou.

—Não fujo... _Conseguiu a atenção da loira. Peguei um banco e carreguei-o até onde os dois estavam.

—Então, por favor, aceite alguma coisa sem que seja fugindo de outro cara?

—Por favor, entenda que fugir não significa que tenho que aceitar sua oferta. _Adriana deu um risinho.

—Olá! _Sorri me colocando entre os dois. _Will, você tem aquele bolo delicioso? _Puxei o banco sentando entre eles. _Aceita uma fatia senhorita...

—Ahh... Senhor Felix... _Adriana suspirou cansada. _Estava dizendo para o cavalheiro que estou bem com o meu... _Will pôs o bolo na minha frente. Cortei um pedaço do mini bolo e o recheio de chocolate escorreu de seu interior, era de dar água na boca. _Chá...

—Uou... _Luna espiou por cima de Nicolas, seus olhos brilhavam.

—Quer um pedaço? _Questionei, a ruivinha saltitou até meu lado.

—Posso? _Luna segurava o garfo.

—Claro... _Mal terminei de falar e o bolo já estava em sua boca.

—Vem cá, nem somos amigos, por que me deu um pedaço? _Luna perguntou terminando de engolir. _É muito bom Will!

—Obrigado! _Ele sorriu.

—Nenhum motivo em especial! _Sorri.

—É por conta da Adri! _Luna riu rodopiando. _Mas ela nem da bola. O bolo está bom! _Olhou para Adriana.

—Não perguntei! _Adriana ergueu o jornal.

—Adri? _Perguntei.

—Pros íntimos! _Ela respondeu.

—Tem certeza que não quer? _Levei um pedaço com o garfo em direção ao jornal. Ela espiou por cima do jornal, mas quem abocanhou o pedaço foi Edmund.

—Tem razão! Delicioso! _Ele limpou a boca com um guardanapo terminando de engolir o restante. Nem todo mundo segurou as risadas como Neil e Leonardo, ou Janaina e Adriana. O bar encheu-se de gargalhadas.

—Boa sorte! _Luna sorriu rodopiando de volta para seu lugar.

—Não lembro de ter oferecido a você... _Rosnei furioso.

—Pensei que estivesse oferecendo a todo mundo! _Edmund bebeu o saque e sorriu. _Desculpe!

—Por que não se senta lá na mesa? _Neil saira do lado de Janaina e já sorria pacificador próximo de mim.

—Porque não! _Respondi.

—Entendi! Só coma logo isso e mantenha a cabeça no lugar! Estamos bem hoje! Estamos bem...

—BabACA SEM CEREBRO! _O grito de Luna fez todos olharem em sua direção.

—Por favor, me diga que não foi por nossa causa... _Neil provavelmente desejou aquilo com força antes de virar-se em direção a baixinha ruiva ensandecida coberta de saque, com Henry em pé perto dela segurando uma bandeja com três taças de vinho. Ele deu um suspiro cansado. _Falei muito cedo.

—A culpa foi sua! _Henry puxou o pé de baixo do dela.

—Não foi! Eu estava levantando do banco! Por sua culpa vou ficar fedendo a álcool! _Luna pegou o bastão.

—Quer brigar?! _Henry soltou a bandeja no ar. Vi Neil surgir do nada perto deles apanhando a bandeja e evitando que as taças se partissem no chão. Ele era rápido, mas tendo convivido conosco e no meio em que vivíamos e amávamos, tinha que ser.

—Pelo amor! Will vai falir se continuarmos a destruir o seu estabelecimento. _Neil suspirou devolvendo a bandeja ao balcão. _Ninguém vai brigar hoje.

—Fale por você! _Henry e Luna responderam.

—Agora são dois! _Neil suspirou cansado uma vez mais.

—Não me compare a ele!

—Ela pisou no meu pé!

—Vocês são crianças ou o que? _Neil sorriu encarando-os. Henry sentiu que não deveria se tranquilizar com aquele sorriso, mas Luna não o conhecia.

—Sou uma criança sim, problemas com isso?! _Luna girou o bastão na mão.

—O que aconteceu com o vinho? _Ryu os encarou.

—Derrubei! _Henry deu as costas para Luna.

—Oe! Vai fugir?! _Luna questionou. Se ela soubesse como aquilo o irritava. Talvez soubesse.

—É culpa dela que meu vinho caiu? _Ryu encarou Neil. Clarisse segurou o seu próprio vinho e se virou encarando-os.

—Teoricamente a culpa foi do Henry! _Neil o encarou. _Fica frio, falou?

—É isso ai! O babaca do seu amigo deu um banho de saque e vinho na minha irmã! _Clarisse o encarou. Ela não me parecia muito contente com o fato.

—Oe oe... Vamos brigar? _Leonardo se juntou a Ryu, ele havia notado Nicolas. O garoto observava toda situação e estava pronto para o combate, e assim como Clarisse, ele parecia não ter gostado nada do que acontecera.

—Não, nós não...

—Me parece que eles querem Neil! _Ryu sorriu encarando Clarisse e Nicolas ficarem de pé e seguirem até onde estava Luna.

—Fala sério! Uma única vez... Não podemos ficar em paz uma única vez? _Neil suspirou. Ele aprendeu depressa que quando o assunto uma batalha nossa contra os Redfox, manter as coisas intactas era impossível. E na época estávamos quase na lista negra de Will.

—_Jana? _Clarisse a encarou. Janaina guardou seu material na mochila, colocou o dinheiro no balcão, então levantou-se segurando a taça de Clarisse ainda razoavelmente cheia.

—Acho que teremos outra dança! _Sorri para Adriana, que bebia seu chá com tranquilidade. Janaina passou pelos irmãos e por Ryu, seguindo até Henry.

—Se engana... _Adriana murmurou.

—Se o problema é o cheiro de álcool... _Janaina virou a taça em Henry e voltou caminhando até Luna. _Estamos resolvidos...

—Tá enlouquecendo? _Henry a encarou. Neil segurou um risinho, já Luna, aquela ruivinha problemática gargalhou descontroladamente. _Quer brigar?!

—Só tem essa fala? _Janaina o encarou, Henry já estava em cima dela. Então ela nos surpreendeu e pisou o pé de Luna levemente. _Não quero não! E estão quites!

—AI! Jana! _Luna parou de rir encarando a mais velha, um bico substituiu o riso em um segundo. Clarisse apenas a olhou, com um jeito risonho.

—Não estão não! E o vinho? _Ryu a questionou. Era obvio que ele queria uma batalha.

—Não foi nossa culpa e mesmo assim derramei o de Clarisse! Deveria estar mais que satisfeito! Está apenas atrás de um pretexto para brigar, mas dessa vez estou fora! Se quiser vá em frente! _Janaina jogou a mochila nas costas. _Não quero notas fiscais em cima da mesa pela manhã ouviram?

—Quero meu vinho! _Ryu continuou.

—Eles querem briga... _Luna rodopiou o bastão. Nicolas colocou-a no ombro e seguiu até o balcão terminando o suco. Clarisse encarou seu relógio.

—Vão pra mesa! Se o problema é o vinho eu pago outro! _Neil falou. _E se comportem que eu tenho que dar aula. _Naquela época ele tinha uma pequena turma de artes marciais para ensinar e rendia bem.

—Ouviu a Jana! _Nicolas murmurou. _E está fedendo a saque!

—Eu sei! _Luna foi colocada no chão e terminou seu lanche depressa.

—... _Clarisse encarou Ryu e sorriu divertida caminhando até o balcão.

—... Então, já que não teve a dança, deixe que eu lhe pague uma nova bebida... _Sorri para Adriana. Ela colocou o dinheiro e o jornal no balcão.

—Obrigada Will! Não, obrigada! Estou de saída! _Adriana se levantou. _Clarisse, deu minha hora! Não me esperem, ficarei um pouco mais no salão, hoje.

—Posso comer seu sorvete? _Luna sorriu seguindo-a. Nicolas pegou suas coisas e deixou seu copo vazio no balcão.

—Claro que não pode comer o meu sorvete! _Adriana falou acenando e partindo na frente.

—Eca! _Nicolas segurou uma mecha do cabelo ruivo de Luna. _Você tá fedendo.

—Por que você acha que estou?! _Luna girou o bastão encarando-o. Nicolas deu um risinho. _A culpa não é sua, mas da pro gasto!

—Que horror pirralha! _Nicolas riu correndo de Luna, que parecia se divertir.

—Will! Obrigada! _Clarisse colocou o dinheiro no balcão e sorriu. Então passou por perto da nossa mesa próxima da porta.

—Ai, diz a pirralha que vou pega-la na próxima! A culpa é dela! _Henry resmungou encharcado.

—Ai, tenha mais cuidado com os arredores na próxima... _Ela sorriu vendo Ryu se balançar nos dois pés da cadeira, despreocupadamente. Eu vi essa vindo devagar. Clarisse chutou os pés da cadeira e ele apenas caiu. _Pra não cair!

—Maldita! _Ryu gritou vendo-a fugir gargalhando.

—Eu mereço... _Neil apenas suspirou desistente, saindo do bar cansado.

Devo admitir que tive o orgulho ferido. Se houvesse sido qualquer outra, teria me afastado, mas ela me intrigava. Foi ai que pulei de vez na maldita armadilha. Vivia em pé de guerra com ele, Edmund, mas ela sequer se importava. Amizade é uma coisa louca. Ed era um cara legal e ela também notara pouco a pouco. Pensei que tivéssemos em pé de igualdade, mas estava enganado.

Adriana era minha única melhor amiga, não era o que eu queria. Mas estava feliz de tê-la ao meu lado. Pensei que os momentos que passamos juntos apenas nós, quando ele não estava por perto fosse mais que suficiente. Não entendia o que sentia, pois era a primeira vez que uma garota mexia comigo daquela maneira. Só estar juntos era suficiente, pensava.

—Larilaliala... _Assobiava uma melodia que criava tocando o violão e logo parava para afina-lo.

—Yo... Onde estão os outros? _Ela apareceu de repente com a mão em meu ombro. Sua voz era como música. A brisa da noite soprava seus cabelos loiros, me parecia o sol. Adriana era como o sol. Me iluminava e aquecia.

—Não sei... Já é tarde... Nem sempre estou com eles... _Falei dedilhando qualquer coisa. _E você?

—Idem... Resolvi dar uma volta às altas horas da noite... _Ela sentou-se ao meu lado no banco. _Não sabia que tocava...

—Só quando não estou com a turma... Geralmente em noites assim... _Meu coração estava disparado.

—Entendo... A canção de antes... Era sua? _Nunca havia conversado tanto com Adriana. Mas depois que a turma se juntou, havíamos criado certa amizade.

—Não é lá essas coisas... _Murmurei. Ninguém sabia que meu passatempo era criar melodias. Pensava que ririam se soubessem, mas ela não.

—Eu gosto... Pode tocar? Queria dançar algo...

Naquela época dedilhei com tudo que tinha e cantei o que tinha guardado, ela sorriu e dançou na noite. Ficamos mais próximos e aquilo se tornou nosso refúgio, nosso segredo. Noites de musica, noites de dança e noites de longas conversas. Ela dizia que dançaria profissionalmente e me dizia que minha música era boa, então pedia para dança-las, em meio à risadas estávamos conectados pela música. Entendi o que eu sentia por ela, mas era tarde.

—Era tarde porque ela já havia se apaixonado por outra pessoa! _Felix riu, então parou para encarar Allie.

—Talvez não estivesse... Por que não se declarou nessa época? _Allie o encarou. Edmund havia despertado em meio a história, porem preferira fingir que não. Felix riu.

—Naquela época... _Felix pensou. _Eu não era suficientemente bom.

—Isso não é...

—Allie. _Felix sorriu fazendo-a ficar em silencio. _Minha mente era caótica e a única coisa que fazia com que estivéssemos ligados eram as músicas que não queria revelar a ninguém. Ele era melhor.

—Ed é uma ótima pessoa e fico feliz que tenha se casado com Adri.... Mas você não era...

—Ed lutava por ela... Eu não podia mesmo que quisesse...

—Mas no dia da dança vocês...

—Al... Foi a muito tempo. _Felix sorriu segurando o rosto contrariado com as bochechas ainda rosadas de álcool. _Ele podia proteger o que ela amava...

—Ed o que? _Adriana teve um sobressalto.

—Eu ouvi do antigo clube de bascketball do colegial! _Allie explicou.

—Como assim internado? Aquele fracote... _Felix resmungava, quando a porta do bar do Will se abriu.

—Quem é o fracote?! _Edmund os encarou. Seu braço apoiado estava enfaixado, tinha um corte no lábio e um olho roxo. Adriana foi a primeira a correr em sua direção.

—O que deu em você para se meter com 11 caras de uma vez? _Adriana o encarou. Edmund desviou da loira.

—Não é da sua conta... _Murmurou.

—Eita! _Allie o encarou. _Que bicho te mordeu? Não entende que estamos preocupados?

—Maldito! Você não tem noção do caos que foi quando Allie nos contou por mensagem e é assim que responde a preocupação da Dri? _Felix o segurou pelo colarinho.

—… _Edmund o encarou e empurrou sua mão sentando-se à mesa. Adriana sentiu os olhos arderem.

—Seu babaca imbecil! _A loira o empurrou no balcão. _Pois que lute com quem quiser e morra!

—Oe Dri! _Allie tentou faze-la parar de soca-lo, quando repentinamente algo lhe veio a mente. _Foi a turma do bascket! Foi a gangue do Tadeu? _Allie notou o rapaz desviar o olhar.

—Você... _Adriana o largou. _Brigou com o Tadeu? O bastardo do Tadeu?! Por que diabos... _Os olhos da loira se arregalaram.

—Tadeu é o ex de Luna? _Felix questionou. _Por que você...

—Eu disse que não era da conta de vocês... _Edmund sentou-se. _Os encontrei e os ouvi dizerem coisas nada legais da sua irmã... Então... Quebrei o nariz e dois dentes do Tadeu... _Um pequeno rastro de vergonha passou bem escondido pelo rosto de orgulho dele. Adriana sentiu um misto de satisfação e vontade de repreende-lo.

—Tá tá! Você conseguiu pegar o desgraçado, mas como acabou assim? _Felix questionou.

—Fora ele, tinham mais 10 caras. Dei conta de quase a metade, mas me pegaram com um taco de baseball de surpresa e fui ao chão. _Edmund murmurou envergonhado.

—... Você... Mas é loucura... _Adriana tinha um sorriso de orelha a orelha. _Você não deveria se meter em lutas alheias! E... Ele realmente perdeu dois dentes?

—... _Os três jovens a encararam.

—... Você com toda certeza não tem moral alguma para me dizer para não me meter em lutas alheias! _Edmund a encarou. _Por que acha que não queria contar sobre com quem lutei? Você é completamente impulsiva... Além disso, está louca para acabar com esse cara! _Edmund resmungou, então sorriu. _Com certeza arranquei dois e ainda temos o nariz!

—... Ed, você bateu nele por conta da Dri? _Allie o encarou.

—... Pela irmã dela também... _Edmund respondeu de imediato, então sentiu o rosto corar.

—... Obrigada! _Adriana sorriu sentando-se ao lado dele.

—... Disponha...

—E ele foi a quem ela sempre amou... Apenas isso. _Felix ficou de pé. _Vamos! Vocês tem que ir lá pra frente do palco, vai começar logo!

—... _Allie apenas o encarou.

—Vamos Al. Me ajude a acorda-los! _Felix sorriu balançando o casal. Edmund entreabriu os olhos encarando-o. _Deu a hora.

—Já? _Adriana bocejou.

—Sim... Vamos... _Edmund sentou ainda encarando-o. Você sempre foi suficientemente bom. Você sempre foi capaz de protegê-la. Foi você que me fez abrir os olhos. Seu idiota...

—Saiam logo!

Adriana seguiu na frente, Edmund caminhou para fora do camarim e puxou a porta atrás de si ao notar que Allie não saíra do lugar. Edmund se recostou na porta do lado de fora.

—Na verdade, Allie... _Felix murmurou_ Eu me...

—Você se sabotou... _Edmund fechou os olhos. Obrigado.

—Ed? _Adriana o encarou, ele sorriu seguindo-a.

—... _Allie tentou entender aquilo, mas apenas recebeu um sorriso.

—... Não me arrependo...

A chuva cinzenta daquele dia nublado marcou o coração das gangs uma vez mais. Ali sob a chuva se reuniam com pesar em seus corações. Mas o que mais sofria era Edmund, que não poupava lagrimas e soluços, tremulo. Seu chão havia sido arrancado debaixo de seus pés, junto ao seu coração, além de chorar não sabia o que fazer vendo o seu passado, o seu presente e o que pensou ser seu futuro... Sua vida se afastar lentamente de si. Palavras, sentimentos, lagrimas, nada traria aquela por quem seguia adiante novamente. Nunca mais a veria ou ouviria sua voz.

A tristeza pairava naquele lugar, por Edmund sentiam o pesar em suas almas. O quarteto de amigos eram os mais desolados. Edmund sequer podia ouvir ou notar algo a sua volta, sua voz em meio ao pranto e sua dor eram maior.

A baixinha, Allie, sentia um nó formando em sua garganta, não tinha palavras que pudesse tranquilizar seu amigo. Ele diria que ela não entendia... Ou não diria nada. Mas era certo ela não entendia, só poderia imaginar o que sentiria se estivesse em seu lugar e com os olhos marejados concluíra paralisada no meio do caminho até ele, que doeria menos ter o coração arrancado.

Os olhos do rival de cabelos prateados acompanhavam dolorosamente aquele Edmund que nunca vira chorar sua perda, não tinha piadas que diminuíssem a dor daquele que nunca admitiria ser seu amigo, não tinha algo que o animasse, não tinha musica, poesia ou acorde, não tinha sequer uma palavra. Aquilo foi doloroso, os olhos de Felix marejaram e transbordaram, em silencio se misturando a agua da chuva.

Nos olhos da loira a lembrança da dor que um momento parecido como aquele lhe causara, e a dor de presenciar alguém tão importante passar pelo mesmo, se transformavam em lagrimas. Adriana o viu tremer em prantos, nunca vira Edmund tão vulnerável. Naquele momento ela entendia o que nem Allie nem Felix sabiam... Nenhuma palavra poderia aliviar aquilo, nenhuma piada ou musica. Então se moveu até ele.

Edmund viu através das lagrimas o caixão com o corpo de sua mãe ser coberto lentamente. Lá ia seu tudo. Se deu conta de que ela não voltaria, seu corpo tremeu e seus joelhos cederam levando-o até o chão lamacento. Seus amigos o encararam, preocupados. Felix tentou caminhar até ele. Allie tentou alcança-lo. Mas a dona de longos cabelos loiros caminhou em baixo da chuva e em silencio ajoelhou-se ao seu lado, com o rosto manchado alcançou sua mão com delicadeza. Foi quando os dois compreenderam o que fazer.

Edmund se sobressaltou com o calor em sua mão, em meio a visão embaçada viu Adriana ao seu lado. O mundo não acabara, ainda estava ali ao seu redor. Sentiu o calor das costas de Felix recostado em seu ombro. Ouviu o barulho da chuva bater no chão. Ainda tinha onde se manter de pé. Sentiu o calor do corpo miúdo de Allie se encostar em suas costas. Ainda estava vivo. Mais e mais lagrimas vieram nos olhos de Edmund. Sua voz aumentou cada vez mais. Adriana recostou a cabeça em seu ombro pressionando sua mão. Estava vivo, por essa razão doía tanto. Estava chovendo ao seu redor e era frio. Seus amigos choraram com ele. Edmund tremeu incontrolavelmente. Adriana, Allie e Felix se voltaram para Edmund e apenas o abraçaram até o fim.

Edmund parou de tremer. O mundo continuava a girar, a vida seguiria e ele estava vivo. Mas não podia vislumbrar seu futuro, por isso chorou mais e mais. Era doloroso. O que faria a partir daquele dia?

—Ed... Você não fala mais comigo... O que está acontecendo? _Ele ergueu os olhos até ela, pressionando-os como se tivesse muito claro. _O pessoal no bar do Will disse que você está lutando sem parar... _Adriana encarou os cortes no rosto dele, jurou vislumbrar caixas dentro da casa. _Vai viajar?

—... _Ele encobriu a visão dela. _O que faz aqui? _A frieza cortante em sua voz deixou a loira surpresa.

—Como o que faço aqui? Você sumiu depois que... _Adriana o encarou. _Ed, eu sei que isso é difícil...

—Você sabe?! Não! Você não tem ideia! _Edmund sentiu a voz aumentar, suspirou. _Você tem os seus irmãos... Eu... Eu só tenho ela...

—... Não... Você tem a gente... Seus amigos... _Adriana sentiu que choraria.

—... Vá embora... _Ele murmurou cansado.

—... Você tem a mim... _Os olhos da loira marejaram.

—... Va embora Adriana... _Ele não a encarou.

—Você não pode se esconder do mundo para sempre... A vida continua Edmund... Você tem que se...

—ACHA QUE NÃO SEI! MALDIÇÃO! _Ele gritou. _Sabe quanto isso dói... Eu...

—E por que acha que dói? _Adriana puxou seu colarinho.

—Me largue Adriana... _Murmurou empurrando sua mão.

—NÃO! ME RECUSO! _Adriana o empurrou caindo sobre ele. _Você esta vivo! Droga! Você está vivo... _Lagrimas caíram sobre o rosto de Edmund. _Eu sei que dói... Mas... Mas... Estou feliz por estar vivo...

—... _Edmundo sentiu suas lagrimas escaparem, ergueu a mão tocando o rosto dela. _Vá embora agora...

—... Não faça isso... Não nos tire da sua vida... Eu... _Adriana sentiu o rapaz acariciar sua bochecha.

—... Não diga... _Edmund chorava encarando a garota de olhos fechados.

—Ed... Eu gosto de você... Eu quero que volte para nós... Estou aqui para isso... Então por favor... _Adriana soluçou. _Não largue minha mão...

—... _Edmund enxugou seus olhos e retirou a mão do rosto da garota. _Adriana... Vá embora... Nunca mais volte aqui de novo...

—... _A loira abriu os olhos encarando-o. _Ed... Você... Eu...

—... Eu não quero vê-la... _Edmund sentiu os olhos arderem quando os olhos da loira encharcaram. Sua garganta doeu. _Nunca mais... _Sussurrou com dificuldade.

—... _Adriana ficou de pé com o rosto coberto pelos cabelos. _Ed...

—Suma da minha frente! _Sua voz voltou a assumir o tom frio.

—Você está fugindo! _A voz rancorosa da loira fez seu coração doer, ele se levantou lentamente e esperou que ela se retirasse. _... Eu... te odeio... Covarde... _ A loira deu as costas e saiu.

—... _Edmund bateu a porta com força. _ARGGG! _Chutou as caixas pesadas, esmurrou as paredes e quebrou o que estava ao seu alcance. Cansado recostou na parede, então sentiu as lagrimas tomarem seus olhos uma vez mais. _... Não enxergo mais... Eu... Não... Desculpe... _Segurou a cabeça entre as mãos.

—O que aquele maldito está fazendo? _Felix socou a mesa.

—Os garotos da turma do Shun dizem que ele não retornou ao Centro do mundo! _Clarisse murmurou. _O pessoal falou que ele tá metendo porrada em qualquer um que apareça na sua frente! Edmund vai acabar encrencado!

—Ele está chamando atenção de uma forma ruim! Vai acabar preso! _Ryu comentou.

—O pior é que existe uma galera barra pesada por ai! _Neil os encarou. _Pelo que aparenta Edmund está cego. E isso é um pulo para que ele se envolva com esse pessoal. Ele pode acabar sendo usado.

—Por aqui está rolando um boato sobre um cara com bandagens brancas envolvendo os punhos, de cabelos negros e olhos castanhos claros que brilham como os de um felino a noite. Acho que é o Edmund. Ele não é conhecido pelas bandagens e é comparado com um felino no Centro do mundo? _Will guardou uma dúzia de copos. _Se for, ele está muito encrencado. A turma barra pesada está atrás da cabeça dele por que ele pegou uns caras da gang. Lutar sozinho contra esse pessoal não é uma boa.

—Maldito! _Felix ficou de pé. Leonardo segurou seu ombro.

—Aonde vai? _Leonardo o encarou.

—Ainda tem mais coisa! Jacob, me disse que Edmund foi demitido e expulso da casa em que morava. _Os olhares se voltaram para Janaina. Jacob era seu grande amigo, um lutador exímio e um cara muito bem informado. _Isso... Ah... _A mulher encarou Felix porta a fora, que se aproveitara da distração para escapar.

—Idiota... _Leonardo murmurou.

—Na real, ficaria satisfeito se Felix colocasse um pouco de juízo, nem que seja a base da porrada, na cabeça de Edmund. _Nicolas falou calmamente mudando a pagina de seu livro. Todos os olhares se dirigiram a ele.

—Não banque o maduro... _Luna riu.

—Você não quer que ele desça a porrada no Edmund? _Nicolas a encarou.

—Eita! _Leonardo riu encarando-o.

—Assim ta melhor... _Luna riu então ficou seria. _Sabe... Gosto do Edmund e tal...

—Também gosto dele, afinal ele fez o que nós todos tínhamos vontade, ele... _Nicolas foi cortado.

—Meteu a porrada naquele babaca! _Henry terminou a frase. Luna o encarou, ainda não entendia ao certo o porquê de Henry ter tanta raiva de Tadeu. Mas uma coisa era certa, ele tinha.

—Er... Enfim... Mas ele fez a Adri chorar. Ela está a quase uma semana trancada em casa. Por isso a Allie está lá. _Luna estava seria. _Então...

—Isso! _Nicolas voltou ao seu livro.

—Abra a maldita porta! _Felix bateu na porta. _Ou eu mesmo abro!

—O que veio fazer aqui?! _Edmund entreabriu a porta encarando-o

—Colocar um pouco de logica na sua cabeça! _Felix pressionou o punho.

—Pensei que com a Adriana tivesse ficado claro! _Edmund mal pode reagir ao murro que atingiu seu rosto com toda a força de Felix. O rapaz voou sala adentro.

—Ooou te levar para a luz! _Felix entrou na sala.

—Não quero vê-los! _Edmund massageou o queixo.

—Acha que assim tudo vai se resolver? _Felix caminhou até ele.

—Vá embora! _Edmund murmurou cansado se levantando cambaleante.

—Pare de chorar! Coitadinho do Edmund! É isso que quer ouvir? _Felix questionou enojado.

—Cale-se...

—Pobrezinho do Edmund! A vida é tão difícil! É isso Edmund? _Felix o encarou. _Comigo não! A vida NÃO é fácil!

—CALE A BOCA! _Edmund se lançou sobre Felix. Acertando seu rosto com um murro. Felix se esquivou do segundo desferindo chutes.

—A vida não é fácil! _Felix recuou encarando-o. _PESSOAS MORREM!

—CALE A BOCA FELIX! _Edmund acertou o rosto de Felix lançando-o nas caixas de papelão pesadas próximas a porta. Felix limpou o sangue nos lábios e deu um mínimo sorriso.

—Pessoas morrem. Mas você está vivo!

—Eu mandei calar! _Edmund o viu se levantar.

—Você está vivo. Você não queria estar? _Ele caminhou até Edmund, que murmurava algo. _Queria morrer? Queria se matar?

—PARE! _Outro soco de Edmund. Felix desviou deferindo-lhe um chute. Foi a vez de Edmund desviar.

—Queria estar morto, mas não esta! VOCÊ ESTA VIVO DROGA! _Edmund atingiu o rosto de Felix. _PARE DE FUGIR! _Felix acertou o joelho no estomago de Edmund.

—Arghh... _Felix recuou. Edmund o encarou com raiva. _ VOCÊ NÃO ENTENDE! EU NÃO TENHO MAIS NADA! _Edmund o atingiu novamente com um soco.

—NADA?! VOCÊ NÃO TEM NADA?! _Felix o acertou com um chute na lateral do corpo lançando-o longe. Sentiu o olho inchar.

—O QUE DIABOS VOCÊ SABE?! _Edmund gritou furioso, seus olhos ardiam, de dor e lagrimas.

—NÃO! NÃO ENTENDO! _Felix o encarou e sentiu a comida revirar no estomago. _Ao contrário de VOCÊ, EU NÃO PUDE CHORAR PELA MORTE DA MINHA MÃE.

—Que mãe?! _Edmund foi cruel e se arrependeu logo depois de ter soltado aquelas palavras. Sentiu o soco acertar o meio do seu rosto violentamente. Caiu sobre a mesa de centro de madeira que se estilhaçou.

—Exatamente, a mãe que me deu a luz, foi tirada de mim sem que eu pudesse entender o que era uma. E a que um dia foi minha mãe também foi retirada de mim sem que eu entendesse o que ela significava. Não tive o privilégio de chorar durante uma semana inteira! Não tinha NINGUÉM ao meu lado! NENHUM AMIGO EM QUE PUDESSE DESCONTAR MINHA IRA! _Felix o encarou. _Então NÃO, não entendo! Mas VOCÊ entende?

—Quero que vá embora! _Os olhos de Edmund marejaram. _Não quero sua pena.

—Pena?! É isso o que pensa que sentimos? PENA? _Felix o ergueu pelo colarinho. _VOCÊ ACHA QUE AQUELAS PESSOAS NO CEMITERIO FORAM LÁ POR CAUSA DE QUEM?! _Felix o largou com foça no chão. _Acha que a Allie estava chorando por não saber o que fazer para acalmar a MERDA DA LAMA? Ou que a Adriana veio até aqui por que queria essa MALDITA casa que nem sabia que existia? Eu nem sequer conhecia a sua mãe...

—... Droga... _Edmund chorou. _Eu não posso mais ver o futuro... Não tenho nada... Droga... Nada... O que queria que eu dissesse para Adriana, MALDIÇÃO! _Ele se levantou. _De o fora da minha casa.

—Pare de ser um bebê chorão! _Felix esquivou do soco, mas foi pego com tudo pelo chute no queixo.

—Eu a mandei ir embora, disse que não queria vê-la nunca mais... Logo depois que ela disse que gostava de mim... _Edmund riu sem nenhuma vontade, não notou Felix irado a sua frente. O sangue do rapaz de cabelos prata ferveu. _Você deve estar feliz...

—... _Um soco no estomago de Edmund. Ele sentiu a dor antes de botar para fora o almoço. _Por que DIABOS eu ficaria feliz com o sofrimento da mulher que amo? _Edmund tossiu encarando-o. _Você ouviu o que disse?

—... _Edmund largou o corpo no chão chorando mais uma vez.

—Você tá um saco! _Felix soltou seu corpo próximo aos destroços da mesa.

—O que eu podia fazer? Eu não sei mais nada! Não vejo um futuro! Não sei que caminho seguir! Não tenho casa! Nem emprego! _Edmund riu em meio a um soluço. _Me encrenquei maravilhosamente e agora querem minha cabeça! Não sei mais o que fazer... Como poderia continuar com ela...

—... Ninguém vê o futuro! Nós seguimos adiante para encontra-lo! Não ficamos no canto choramingando com o que perdemos... _Felix pigarreou reformulando o que dissera. _Desculpe... Quero dizer, claro que pode chorar... Mas uma hora precisa se reerguer, nada vai ser resolvido se ficar parado... Quanto aos caras que estão atrás de você, temos uma Gang bacana também...

—Por que fez isso? _Edmund murmurou.

—Hum? _Felix o encarou. _Para colocar um pouco de noção na sua cabeça!

—E só tinha você para fazer isso? _ Os dois riram. Edmund pensou na briga. _Mas não era isso, sabe... Vou conversa com ela.

—Hum... Adriana sorri por sua causa. Ela chora. Ela cora. Ela se irrita... Ela te... Ama... _Felix suspirou. _E eu a amo... Ela estava chorando...

—Fui um imbecil!

—Seria estranho se não fosse! _ Riram novamente, tranquilos.

—Você também é um idiota... _Edmund suspirou enxugando o rosto, já não enxergava muito bem por conta do inchaço no rosto. _Felix... Desculpe...

—... Hum...

—... Obrigado... _Edmund murmurou tocando o nariz. _Acho que você quebrou meu nariz...

—... E você minhas costelas... _Felix riu sentindo a dor repuxar, encarou uma carta em meio aos restos da mesa. “Universidade Novo mundo”. _Tinha que quebrar alguma coisa sua... Acho que isso é seu... Caminho.

—... O que? _Edmund se esticou para pegar a carta quando sentiu a costela doer. _Acho que também quebrei algumas costelas.

—Acho que precisamos ir ao hospital... _Riram.

—Um completo imbecil! _Edmund murmurou caminhando com a esposa entre a multidão. _Devo tanto a ele...

—O que? _Adriana o encarou.

—Espero que ele encontre a felicidade... _Edmund sorriu.

—Eu também...