Notas iniciais
Olá pessoal. Espero que curtam esse primeiro capítulo dessa nova aventura. Nos vemos la em baixo

Dizem que a vários e vários séculos ou talvez milênios atrás, antes mesmo da formação do planeta terra. Havia um templo Shintõ próximo da Via Láctea, onde lá vivia um Deus chamado Amaterasu, sua filha Kaori e seus pequenos “agentes” Kiri e Tetsu. Juntos eles são responsáveis em proteger qualquer entidade viva da constelação celestial. E não muito longe dali havia outro templo, Shi no Shinden. O templo da morte, habitado pela Deusa Shinigami Enma, sua filha Mei e suas “agentes” Oni e Koteki. Esses dois reinos viviam em desavença pelo fato de Enma não concorda com a postura do Deus Amaterasu. Ela o achava “bonzinho” demais com os outros reinos e isso acabava com a quantidade de “almas” a qual ela poderia ceifar.

A cada encontro dos templos Shintõ e Shinden, havia uma nova discussão entre eles. Enquanto Enma e o Deus Amaterasu conversavam sobre seus problemas. Suas filhas Kaori e Mei sempre conversavam nas áreas verdes do templo. Kaori e Mei eram garotinhas de 15 para 16 anos.

– E mais uma vez minha mãe discute com o seu pai sobre a ideologia dele de ajudar tudo e todos – Dizia Mei sentada embaixo de uma arvore de sakura, enquanto as pétalas dançavam no ar.

– Eu não consigo entender como eles conseguem fazer uma guerra em apenas dois minutos juntos. – A menor de cabelos longos rosas aproximava-se da de cabelos azuis longos escuros, se sentando próxima da mesma.

– Gostaria que eles fossem assim... Como nós somos! Já se passou onze anos desde que te vi pela primeira vez. Você estava exatamente aqui, cantando nessa árvore com alguns desenhos em mãos.

– E você me observava certo¿ — Kaori falava, enquanto entrelaçava suas mãos com as de Mei.

– Sim. Foi à imagem mais graciosa que eu já vira em toda a minha vida. Por um momento senti meu mundo parar. Você cantava e desenhava magnificamente! – Ela passou a mão pelo delicado rosto de Kaori e a fitava na imensidão dos olhos cor de ametista da mesma. Aos poucos ambas aproximavam seus rostos e selaram aquele momento com um beijo calmo apaixonado.

xxx

– VOCÊ KAORI, FILHA DE AMATERASU DEUS DO TEMPLO SHINTÕ! SANGUE DO MEU SANGUE ME DESRESPEITOU E DESONROU O MEU LEGADO! Profanando nosso lar com orgias e ainda mais com a filha da Shinigami Enma! O que você estava pensando¿ — Dizia o Deus Amaterasu para sua filha.

– Otoosan¹, eu não profanei o templo! Eu Amo a Mei!

– Você não sabe o que é amor, É uma criança!

– Eu não sou mais uma garotinha! E eu quero passar o resto da minha vida com ela! – Explicava a jovem que era um pouco menor que Mei.

– Garotinha, Eu entendo que a minha adorável Mei é um pedaço de mau caminho! Mas isso não é certo, apesar de ser um amor kawaî. Vocês são duas garotas entende¿. – A Deusa da morte tomou a fala.

– Okaasan², Sempre disse para eu lutar pelo que acredito e eu acredito fielmente no amor que sinto por Kaori, independente de sermos garotas. – a mais alta de cabelos azuis escuros se pronunciava naquele salão em tom sério. – E eu devo lutar por ela!

– Nós nos apaixonamos, foi simplesmente isso que ocorreu.

– Eu acho isso errado e profano! Eu Amaterasu Deus do templo Shintõ amaldiçoo vocês! Irão reencarnar por toda a eternidade, já que querem ficar juntas! – disse o pai da de cabelo rosa em um tom sarcástico.

– Eu não acho isso justo Amaterasu! Com a continuidade desta maldição, Eu Enma, Deusa dos mortos anuncio que dentre suas reencarnações, vocês irão se encontrar no sétimo dia do sétimo mês de acordo com o calendário lunar a partir de agora!

As meninas foram banidas de seus lares para lugares jamais conhecidos por elas.

*Milênios e Milênios depois, na terra*

( Japão, Aldeia de Shirakawago )

– Kaori¿ Kaori!!! OIII Kaori¿ KAORIIIIII ACORDAAAA!

– Hã¿ Hã¿ O que foi¿ eu entreguei a atividade de matemática Sensei!! – Kaori disse caindo da cama com o baita susto que teve com o grito da sua colega de classe e vizinha de quarto, Tomoe Sakurada.

– HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ você continua muito lentinha Kaori! Vamos nos atrasar para a escola. Não se recorda que do orfanato para a escola Kawago são vinte minutos¿ E já perdemos cercas de... – Tomoe olhou para o relógio no pulso — Cincos minutos senhorita Kaori. Será que pode ser mais rápida com sua higienização hoje¿ — Tomoe era uma garota aspirante à jogadora de tênis e se dedicava bastante.

– arf, arf... Pronto Tomoe-chan terminei! Podemos ir agora. – dizia enquanto caminhava para fora do orfanato em direção ao colégio.

“ A aldeia Shirakawago, é uma aldeia bastante tradicional com construções em madeira e telhados coberto por plantas de arroz. Além de ser uma aldeia pacata está repleta de lendas locais. Uma delas é de um famoso templo que se localiza próximo da via láctea. Reza a lenda que a filha do deus do templo Shintõ se apaixonou pela filha da Shinigami Enma, do outro templo. E esse amor proibido das duas foi a causa de serem banidas de seus respectivos templos, sendo condenadas a vagarem eternamente reencarnando e se encontrando apenas uma vez de acordo com o calendário lunar. Este casal é representado por duas estrelas situadas em lados opostos da galáxia, e que realmente só são vistas juntas uma vez. E para a minha sorte, hoje a noite será o dia.” – pensava Kaori.

– Kaori-chan, esta sonhando acordada novamente¿ — Tomoe perguntava enquanto tirava um de seus fones de ouvido para prestar atenção na garota ao seu lado que estava perdida em devaneios.

– Hum¿

– Ah Kaori-chan! Sempre desatenta com tudo hein¿ Me pergunto como vai se virar sem mim depois que nos formamos aqui no colégio¿

– Não diga isso Tomoe-chan, eu preciso sempre da sua ajuda e conselhos.

– E de alguém para te acordar na hora certa também!

– Isso também! – Riram juntas.

– Vamos, caso contrário nos atrasaremos.

Não muito longe dali.

– O momento se aproxima, A hora das deusas despertarem. Logo as estrelas Altair e Vega se encontrarão. – Dizia uma voz feminina de longos cabelos pretos, cujo rosto era coberto por uma máscara na parte dos olhos. – Juntas, iremos conseguir acabar de vez com essas deusas e estaremos livres para dominar este e mais outros mundos!

– ISSO!!! SIM!! – Algumas garotas gritavam eufóricas ao ouvir o anunciado da mulher de longos cabelos e máscara que parecia liderar elas.

– MORTE AS DEUSAS SHINTÕ E SHINDEN! – ela dizia.

– MORTE! MORTE! MORTE!

– A traidora Mei Ichigo merece a morte! – A líder falava apontando para uma garota de trajes rasgados, cabelos azuis longos escuros desalinhados que possuía uma fita preta no alto da cabeça.

– Morte a traidora Mei!!! – Uma dizia.

– Hina, você será a encarregada de matar a Mei, Saia daqui e cumpra sua missão.

xxx

Atrasada de novo senhorita Mikoto, Kaori. – Dizia o Sensei para a menina de olhos ametistas.

– Desculpe Sensei – Ela se curvou em gesto de arrependimento.

– Tudo bem! Mas que isso não se repita!

– Pode deixar.

– Essa garota a Mikoto, vive chegando atrasada, não é a toa que é órfã, nem os pais a aguentavam, há-há-há-há — Umas estudantes da sala de Kaori debochavam dela.

– Meninas silêncio – Bronqueou o professor da turma B-3.

A aula foi passando lentamente para Kaori, enquanto a mesma estava entediada e fitava a imensa abóbada azul pela janela da sua sala.

– Kaori está prestando atenção¿ Pode por favor ler o próximo trecho¿ — dizia o Sensei.

– Hã¿ Sim “Sigam os ensinamentos de Deus e recebam as bênçãos, assim será. E os mares voltarão a ser abundantes e as tempestades furiosas se acalmarão” – Ela disse por fim e se sentou novamente fitando o céu.

Não demorou muito para que a aula terminasse.

– Você vai ficar bem voltando para casa sozinha¿ — Tomoe perguntava para sua amiga.

– Sim Tomoe-chan, pode voltar para o treino de tênis, Boa sorte!

– Obrigada Kaori-chan!

Kaori seguiu seu caminho para casa tranquilamente e quando chegou perto do jardim do orfanato se deparou com uma garota desacordada e ensanguentada no chão. Ela logo se preocupou e foi correndo para ver se a mesma estava viva.

– moça, moça você esta bem¿ — Ela dizia enquanto mexia o corpo da garota desacordada. A garota de longos cabelos azuis escuros estava em uma situação deplorável, seu corpo todo machucado e sangrando. – Por favor moça, acorde! – aos poucos a garota que estava deitada abriu os olhos e falou algo como: “Kaori” E depois fechou os olhos. Kaori ficou estática “como ela sabia meu nome¿” ela se perguntava.

Não demorou muito e ela conseguiu ajuda para levar a garota desconhecida para dentro do orfanato na ala da enfermaria.

– Ela esta muito machucada de fato e deve ter batido a cabeça, mas por sorte são apenas escoriações na parte do corpo. Não é nada grave. Mas ela teve sorte de você tê-la encontrado. – Dizia um médico.

E naquele mesmo dia era o sétimo dia do sétimo mês pelo calendário lunar, como estava previsto de ocorrer na maldição.

Assim que o médico saiu. Kaori ficou sentada analisando aquela garota misteriosa que sabia o seu nome.” Mas como ela sabia meu nome¿ e porque eu tenho essa sensação dentro do meu peito¿ Sinto que eu a conheço de algum lugar, Mas não me lembro de onde. Esse semblante sereno... Esses cabelos azuis escuros... Porque eu sinto que te conheço¿” Ela pensou. As horas começaram a passar e Kaori acabou pegando no sono sentada na cadeira ao lado da cama da garota misteriosa.

– Sasa no ha sara-sara, Nokiba ni yureru. Ohoshi-sama kira-kira, Kin gin sunago. ( As folhas do bambo, murmuram, murmuram, Balançam as pontas. As estrelas brilham, brilham, grãos de areia de ouro e preta).

– Hm¿ essa música... Me parece familiar – Kaori dizia para si, enquanto abria seus olhos e se deparava com a garota misteriosa cantando e olhando para o pôr do sol. – Essa música... Me parece familiar, qual o nome dela¿

A Garota de cabelos longos olhou para Kaori e respondeu gentilmente.

– Desculpe tê-la acordado. E quanto a música... Eu não me lembro do nome Kaori, Sei que ouvi em algum lugar à muito tempo atrás. – Ela disse levando a mão em direção à cabeça.

– Ela é linda... E um tanto nostálgica. Como você sabe o meu nome¿

– Eu... Eu não sei... Só sei que a Kaori é muito importante para mim. – A garota dizia olhando para Kaori que se encontrava ruborizada agora.

– E... E quem é você¿

– Eu¿ Eu sou Mei, do derivado japonês que significa “escuridão” – ela dizia com uma feição inocente no rosto.

– Como você veio parar aqui e porque estava tão ensanguentada¿

– Eu... De fato eu não me lembro.

– Ahhh, Você perdeu a memória¿

– Acho que sim...

– Você só deve esta brincando! – Kaori dizia um tanto desconfiada.

– E porque eu estaria brincando¿

– Não sei! Mas você sabe meu nome e não recorda de nada... Isso é bem estranho. – Mei logo olha para Kaori e faz sinal de silencio e então diz.

– Eu disse que só sabia que você é importante para mim. E não sei de mais nada, além disso. – Kaori corou ainda mais com a proximidade do rosto de Mei do dela e sentiu seu coração acelerar.

Após Kaori explicar toda a história de como ela a encontrou no jardim e de todos os ferimentos, Mei foi até o local com Kaori de onde havia sido encontrada.

– O que é isso aqui¿ — Kaori falou apontando para um tipo de foice.

– Ah... A Minha foice.

– Hãaaaa¿ Você tem uma foice¿ — Kaori disse assustada.

– Sim... Eu tenho “verumtamen vane conturbatur” – Ela disse algumas palavras em latim e automaticamente a foice “sumiu” como se fosse um passo de mágica.

– Como você fez isso¿

– Não sei. Simplesmente surgiram essas palavras na minha mente e eu disse. – ela disse fitando o céu de costas para Kaori.

Ela de fato não se lembra de nada” Kaori pensou admirando a garota a sua frente.

Nesse momento saiu uma pessoa por trás dos arbustos com uma Zanpakuto envolvendo a mesma no pescoço de Kaori.

– Well, Well... Encontrei o que eu estava procurando! Acho que hoje é o meu dia de sorte. – dizia a voz feminina de longos cabelos loiros e com uma risada sinistra.

– Quem você pensa que é para me pegar assim¿ MEI-CHAN SOCORRO!! – Kaori tentava se soltar em vão dos braços da garota atrás de si.

– Quieta garota tola você é muito irritante! – Ela então deu uma batida com o cabo da espada na cabeça de Kaori que caiu desacordada no chão. – Essa eu cuido mais tarde! Vamos terminar o que eu comecei com você Mei, dessa vez... Você não irá escapar MU-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ – Ela soltou uma risada estridente.

“acutam” – Mei falou e rapidamente surgiu em sua mão direita a foice.

– HÁ-HÁ-HÁ-HÁ-HÁ Você ainda quer brincar comigo¿ Acha mesmo que vai me derrotar¿ — Ela debochava com um sorriso no rosto. – Manda ver!! – A garota de cabelos loiros e roupas que lembravam um ninja dava o primeiro ataque que foi defendido perfeitamente por Mei com sua foice. – Uma defesa de sorte!

– Talvez não seja sorte. Você machucou Kaori e isso eu não vou perdoar!!! AHHHHHHHHHHH! – Com uma velocidade quase inumana Mei atacou a jovem loira acertando-a com um golpe em cheio no abdômen, fazendo a outra cuspir sangue.

– SUAAA VADIA DEPLORÁVEL! VOCÊ ME PAGA! AHHHH – Ficaram por alguns minutos nesse jogo de ataque, defesa e contra ataque. “Como a Mei desenvolveu essa agilidade tremenda¿ Nem parece a Mei de antes que eu consegui atingir facilmente e quase aniquilar! Maldição, eu preciso tomar uma atitude antes que seja tarde de mais” pensava a loira enquanto fugia dos ataques de Mei. Sendo logo arrancado seu braço esquerdo. – AHHHH MEU BRAÇO! Como você se atreve¿¿¿ — A garota loira estava com seu braço esquerdo sangrando e decepado. — Septem cornua Nigro – ela disse enquanto saia raios negros da sua Zanpakuto que seguiam em direção a Mei.

– “impetum malignis” – Mei atacou na mesma hora. Logo não se podia ver nada naquele cenário de luta, apenas uma luz muito clara. Kaori aos poucos foi acordando e analisava aquela cena toda “como isso pode ser possível¿” ela pensava. Quando aquela luz se dissipou ela pode observar o cenário melhor, e viu a garota de cabelos loiros toda machucada e sangrando muito.

– Você se revoltou verdadeiramente contra a sua ascendência! TRAIDORAAA! – A loira gritava – Isso não vai ficar assim! – e com alguns movimentos falhos sumiu daquele local.

Kaori estava totalmente perdida com todos aqueles acontecimentos, se sentia tonta e com uma enorme dor na cabeça. Rapidamente Mei se aproximou dela e acariciou sua cabeça.

– Você vai ficar bem Kaori, eu não vou deixar nada acontecer com você, irei te proteger com a minha vida. – Ela colocou Kaori no colo e a levou para dentro do orfanato na ala da enfermaria. E a mesma desacordou em seus braços.

Novamente as duas estavam ali, naquela mesma sala branca e de poucos móveis. Agora os papeis estavam invertidos. Kaori ainda estava dormindo enquanto Mei se encontrava perto da janela fitando aquele imenso céu negro com várias estrelas a mostra.

– Sasa no ha sara-sara, Nokiba ni yureru. Ohoshi-sama kira-kira, Kin gin sunago. – A garota sem memórias cantarolava fitando o céu com seus braços em volta do corpo, sentia aquela brisa gélida tocar o seu rosto fazendo seu cabelo dançar no ar.

– Eu ainda adoraria saber qual o nome dessa canção! Juro que já escutei em algum lugar – Kaori acabara de acordar com um lindo sorriso no rosto.

– Ah! Que bom que acordou, estava preocupada.

– Não se preocupe, como a Tomoe-chan diz, sou lenta demais. Acho que demoraria um milênio para processar a minha morte. – ela sorria.

– Tomoe-chan¿ — Disse Mei um tanto confusa.

– Ah, Tomoe-chan é minha melhor amiga. Nós vamos juntas para o colégio e moramos aqui no orfanato. E que estranho ela ainda não chegou uma hora dessa. Bom, deve esta fazendo sua caminhada.

– Entendo... Você... Perdeu seus pais não é¿

– Sim. Eu nunca os conheci, as madres dizem que eles sofreram um acidente trágico. Mas não possuo nenhuma foto de recordação... Eu meio que não sei quem sou, se tive irmãos ou primos, uma avó talvez. Não sei do meu passado.

– É como eu... Também não me lembro de nada. Só tenho o seu nome em minha cabeça e em meu coração você é importante. – Elas começaram a se olhar profundamente. Kaori sentia que seu coração iria sair a qualquer momento. Então resolveu levantar para disfarçar sua inquietação. – ei você não pode se levantar! Não é recomendável.

– Não se preocupe. Eu já estou bem. O que estava olhando no céu¿ — Ambas estavam encostadas na janela fitando o céu.

– Dizem que há uma lenda aqui... Que a estrela de Vega e Altair irão se encontrar hoje à noite. E isso ocorre apenas uma vez de tempo em tempo. Então eu queria vê-las juntas. – Mei dizia procurando as estrelas com o olhar, Kaori a fitou e sorriu gentilmente. – O que foi¿ eu disse algo errado¿

– Não, A Tomoe-chan me acha meio louca por querer ver essas coisas, ela diz que eu me distraio fácil.

– Eu gosto, a lenda é bonita. É uma pena elas terem sido banidas desse jeito. Me pergunto o porque dessa maldição. Deve ser triste viver sempre reencarnando e reencarnando.

– Eu também me pergunto a mesma coisa... É como se... Elas tivessem que se conhecer novamente e novamente e se apaixonar novamente e novamente. É bonito, porém triste... Sem saber quem realmente são... – Mei olhou para Kaori enquanto ela falava. E algo em seu íntimo estava crescendo aos poucos. Aquela pele de porcelana, aqueles olhos cor de ametista. Como aquela garota poderia ser tão linda. “ela fica tão linda ao luar” pensou. E quando se deu conta estava depositando um beijo naqueles lábios rosados.

– KAORII!!! – Uma voz ecoo naquele quarto.

( Legenda:Otoosan¹: Pai em japonês. Okaasan²: Mãe em japonês. Shinigami, quer dizer Deus da morte. Enquanto Sensei é usado para professores e mestres. Kawaî significa bonito.)

Notas finais
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