“ “A consciência” de alguém é um conceito vendido como um tipo abstrato de instruções de certo e errado as quais são introduzidos na mente das pessoas, tal consciência norteia a conduta do ser humano e nos leva a reflexão. Dela ganhamos o significado de respeito ao próximo e a nós mesmos revelando parte de nossa identidade. ”

“Mas ela é uma ilusão já que se trata de um conjunto de regras de “certo e errado” em você precisa determinar o que é isso. A ambiguidade sobre esses rótulos efêmeros entra em conflito com a praticidade da vida real, ou seja, suas instruções de como viver colidem com a realidade dos eventos de sua vida. Nem sempre a linha sobre o certo e errado é tão nítida”

“E isso gera um conflito interno na pessoa”

“Tal conflito então se transforma num monstro, um abismo tão profundo que a escuridão é tudo que o permeia e se torna impossível determinar o fundo. ”

“Não há limite o quão baixo você pode chegar”

Ainda que aquela pessoa tenha me ensinado isso... ainda que eu admita que tal abismo existe eu vou discordar. Há um fundo, existe um fim. Sei exatamente como chegar nele.

***

Luana estava deitada olhando para o teto de seu quarto. Ao seu lado Luís mantinha a mesma posição também olhando para o teto, eles não se falaram de imediato, ela engoliu seco ajeitando melhor o lençol para cobrir o corpo nu tentando ignorar a dor e parte do desconforto no meio de suas pernas. Parte de si queria chorar, só que seu orgulho a frente do namorado não permitiria. Parecia besteira para Luana, mas desde o começo do namoro Luana sempre foi a parte mais forte, a mais adulta e a mais estável, mesmo quando tinha suas crises de humor ela fazia com que Luís acreditasse que era sua própria vontade e não permitiria jamais que ele a chamasse de louca mesmo que uma vez tenha dito a ele que o amava de manhã e de noite que o odiava por causa de um meme que o mesmo enviou.

Ela virou-se de lado oposto ao namorado fixando o olhar no chão ao lado da cama. Minerva já havia advertido que a primeira vez geralmente não é boa e que com Luís seria ainda pior porque ele não tem experiência com uma mulher de verdade. Por isso ela estava tentando ser racional quanto ao sentimento ruim que a tomava naquele momento, uma agonia e aflição que vinham da vergonha de se mostrar totalmente pelada para ele pela primeira vez, como também fazer sexo de tal forma que foi mais dolorido do que prazeroso. De fato, não houve prazer nenhum para Luana.

De repente ela sentiu o toque da mão de Luís em seu braço.

— Hã... você está bem?

— Estou – mentiu – será que você poderia ir embora agora?

Luís sentia-se extremamente culpado, sua confusão e pesar era tão grande que ele não podia sair dali com Luana naquele estado. Engoliu seco e tentou falar a primeira coisa que veio a sua mente.

— Que tal a gente pedir comida? Panquecas de carne moída com creme de leite, suas favoritas.

— Não quero. Só quero que você vá para sua casa agora. – disse ela sem se virar.

— Amor, eu... eu não gostaria de sair com você nesse estado. Olha para mim, por favor tá tudo bem?

A fúria crescia dentro dela de tal modo que Luana apertou com força a fronha da cama.

— Luís eu juro... se você não for embora imediatamente esse namoro acaba agora! Vai embora!!!

O grito dela ressoou na mente de Luís que desnorteado saiu da cama da namorada, vestiu as roupas e antes de passar pela porta disse:

— Mais tarde eu mando mensagem então.

Foi uma péssima ideia”. Pensara Luana. Ou talvez nas palavras de Minerva “foi uma ideia inevitável, salvo se você for ser virgem o resto da vida não é melhor dar para o homem que você mais conhece e supostamente ama?

Dias antes ela havia tido uma “briga” silenciosa com Luís, geralmente as brigas de casal são por besteiras, uma coisa simples que sai do controle. Salvo poucos casos graves a grande maioria das discussões são por fenômenos corriqueiros do dia a dia. No caso em questão começou por causa de um filme no cinema que Luana queria assistir, um romance que fora baseado num livro que Luís considerava meloso e chato, mas a namorada bateu o pé e foram ver. Quando saiam do shopping a moça estava sentindo-se nas nuvens porque foi uma boa adaptação para as telas, ela sentiu falta de alguns detalhes a mais que o livro tem, mas os atores conseguiram pegar sua emoção. Só que Luís estava estranhamente quieto e pensativo, Luana estranhou o namorado passar mais de dez minutos com ela sem falar uma palavra até que perguntou:

— O que foi? Desembucha.

— Hã?

— Você aí calado é bizarro. O que foi? Seu personagem de anime favorito morreu?

Luís engoliu seco e chutou uma pedrinha na calçada do estacionamento.

— Você gostou desse filme, porque gostou do livro, não é?

— Claro. Aquele autor sabe como trabalhar a trama de um romance, ele entende o coração de uma mulher. É incrível que exista um homem como ele.

— Certo, e aquela cena que a protagonista fala que ama de verdade o namorado que consegue sentir um imã puxando seus corpos como se o espaço entre eles não pudesse mais existir, não deveria existir.

— Sim! – Luana disse empolgada demais — eu sabia que você só ia prestar atenção na cena de sexo, mas viu como foi bem trabalhada? Viu como o romance faz a coisa brilhar? É aquilo Luís, é algo mais sublime, algo que junta não só a carne como a mente a alma dos apaixonados!

A hesitação de Luís fez com que Luana esfriasse e sentisse certa preocupação.

— O que foi?

— Você nunca se sentiu dessa forma comigo? Você nunca pensou nesse lance de distância entre nossos corpos, nunca sentiu aquele calor de ficar comigo? Por que parece que sou o único nessa relação que pensa em sexo. Sei que sou homem e sei que sou afobado, porém... em nenhum momento você pensou como aquela atriz?

Luana travou. Não conseguiu responder, ficaram em silêncio por alguns imensamente pesados segundos até que ela buscou amenizar a situação dizendo que já tinha pensado nisso com ele, que era obvio que ela também se sentia daquela forma só que como Luís era intenso demais ficava parecendo que Luana era frígida.

O que era mentira. Luana realmente não tinha pensado em Luís assim. No começo do relacionamento quando tinha 13 anos tudo era maravilhoso, conversar com ele beijá-lo era estupendo, só que depois de um tempo em vez da coisa ir se aprofundando ela sentia como se estivesse regredindo. A garota se pegou na defensiva pela primeira vez na relação falando mais do que gostaria buscando uma explicação que atenuaria o cenário e convenceria Luís.

Não funcionou. O rapaz então soltou uma frase que desconstruiu seu âmago fazendo a conversa que teve com sua amiga e prima vierem a memória rapidamente.

— Acho que você não me ama de verdade.

A noite tinha terminado da pior maneira, Luana e Luís voltaram para suas casas sem se falarem. No dia seguinte no colégio ele não foi vê-la na hora intervalo nem a esperou para irem embora juntos uma vez que morava na mesma rua. E pela primeira vez no namoro Luís ignorou as mensagens dela.

O peso daquilo foi devastador, doeu mais do que Luana queria admitir. E não teria como ser diferente, Luís era sempre alegre, sorridente. É verdade que também era um idiota que falava muita besteira, mas ele nunca ficava de mal humor e seus momentos de tristeza e raiva eram sempre culpa dos amigos ou da avó, nunca da namorada. Era Luana quem lhe dava gelo, não ele. Isso, somado aos avisos que recebeu e também ao fato que não tinha afastado Enzo, só tornara a frase ainda mais impactante.

Ela não cortou Enzo, o que era realmente preocupante. Não tinha gostado do conselho da prima, a ideia de enganar Luís lhe dava enjoo, contudo não conseguia se afastar de Enzo, não queria simplesmente parar de falar com ele só por causa de um namorado que pode se sentir inferior com ciúmes. E sua consciência sofreu um golpe severo quando ela percebeu a hipocrisia porque tinha feito a mesma coisa com Ingrid, ou seja, se ela exigiu que Luís se afastasse de Ingrid então deveria manter distância de Enzo.

No segundo dia que Luís não falou com ela pelo celular Luana foi até a casa dele e esperou no portão até o namorado chegar. Ela tinha tomado uma decisão. Os pais iam para a chácara no fim de semana e a garota inventaria uma desculpa para não ir tendo a casa inteira para ela. Ela mostraria que Luís estava errado.

Luana provaria seu amor.

Depois do sexo, ao voltar a falar com o namorado, pediu a ele que não tocasse no assunto, ela precisava de um tempo se fossem decidir fazer de novo. Só pelo fato de Luana estar falando amigavelmente com Luís o mesmo já se sentiu aliviado e aceitou qualquer condição que colocara. Infelizmente nos dias em que se seguiram parecia para o rapaz que havia sido criado uma distância entre os dois. Luana inventava uma desculpa e se afastava dele ao menor toque, ainda conversavam muito bem como se nada estranho tivesse acontecido, mas se ele tentava abraça-la ou mesmo beijá-la Luana aguentava poucos segundos e depois mantinha distância.

Sozinha em seu quarto sabia que estava sendo injusta, que deveria conversar com o namorado, mas não conseguia. Tinha vergonha e medo. A todo instante as palavras da melhor amiga e da prima vinham em sua cabeça, gerando ainda mais dúvidas em seu relacionamento com o namorado.

Um fim de semana à tarde quando foi treinar golpes com Enzo no parque da cidade pensou que aquilo já era rotineiro e não representava ameaça. Luana precisava disso, o jiu-jitsu era uma célula de escape para sua ansiedade e agora mais do que nunca queria praticar mais do que os dias de treino na academia. Nessa tarde enquanto ela acertava chutes acabaram caindo no gramado, era o fim do dia, o treino foi pesado e ambos suaram muito, mas era divertido por que tanto Luana quanto Enzo gostavam de se exercitar, tinha prazer nisso. A conexão mental que tinham ao longo dos meses somada a aquela atração de seus corpos foi ficando difícil de ignorar e nesse instante, sob um céu cinzento e alaranjado do crepúsculo a adolescente sentiu o que a protagonista falava naquele filme. A atração que necessitava o fim do espaço entre os corpos.

Eles se beijaram.

Um beijo tímido no começo que em poucos momentos se tornou de língua e voraz sem deixando espaço para respirar. A razão conseguiu soltar uma faísca e Luana o afastou se pondo de pé no tranco.

— Perdão... perdão – ela respirava fundo esfregando o rosto com as duas mãos – isso não pode acontecer, isso não podia ter acontecido!

Enzo ficou de pé.

— Está tudo bem. Foi culpa minha, eu que peço desculpas. Só que... – ele respirou fundo reunindo coragem para falar – eu gosto muito de você Luana, nunca tinha conhecido uma garota com a qual eu podia conversar e agir livremente assim. Nós temos muitas coisas em comum e isso criou uma conexão ótima, você também sentiu.

Vermelha de vergonha e tristeza, Luana não conseguia falar. O peso na consciência estava ficando pesado demais e ela queria chorar.

— Só peço que pense nisso, ok? Do jeito que você reclama do seu namorado para mim, ficou evidente que ele não é para você, que quer que eu faça algo a respeito.

Ela apontou na direção de Enzo, a vontade chorar aumentava e seus olhos estavam ficando cheios. A culpa aumentou porque sem perceber Luana havia tomado a liberdade de conversar abertamente com Enzo e isso acabou incluindo suas reclamações habituais que têm do convívio com o namorado.

— Por favor... não fale dele!

— É preciso – Enzo foi direto – o fato de você e eu termos nos aproximado dessa forma e nos beijado como foi mostra que ele a negligenciou por tempo demais mesmo que não admita.

Luana hesitou.

— Eu quero ir embora, agora!

***

O pequeno conselho havia se encontrado novamente alguns meses após a última reunião. O cenário no quarto de Luana era quase o mesmo, ela estava sentada na cama agarrada a seu travesseiro, Cosete havia se sentado no puff no meio do cômodo e olhava incrédula para a amiga enquanto Minerva ficava de pé perto da janela para fumar seu cigarro. Depois do que Luana contou Cosete não conseguiu dizer nada, Minerva exibiu um sorrio e acendeu o trago.

— O que eu fiz? – choramingou a garota mesmo após chorar rios de lágrimas no banheiro.

— Relaxa menina – disse a prima — foi só um beijo.

— Não foi só um beijo! – gesticulou Cosete – ela traiu o namorado! É errado!

— Uai – Minerva arregalou os olhos — achei que não gostasse do rapaz.

— E não gosto. Luís é um nojento que só tem pornografia na cabeça, mas isso não justifica ele merecer um par de chifres! Quem errou foi a Lu!

Luana voltou a chorar, Minerva revirou os olhos enjoada com todo aquele drama adolescente. Ela mesma se pegou pensando se era tão pedante quando tinha a idade das duas.

— Escutem vocês duas. O que a Luana fez foi moralmente errado, mas foda-se a moralidade. Ninguém liga para isso não, olhe o mundo ao redor de vocês. Moral é só um conceito que hipócritas usam para cuspir. O que mais ocorre nos relacionamentos hoje em dia? Infidelidade. Luana fez algo de errado, mas ela não é um ponto fora da curva. É só mais uma garota que cometeu um equívoco igual a milhares de outras. Não há necessidade para tanto remorso. Acredite em mim, seja qual for a decisão que você tomar esse episódio vai ficar no passado e não vai mais importar daqui uns anos, talvez não vai importar nem daqui a uns meses. A vida não é assim tão séria quanto imaginam.

Cosete ignorou a fumante e foi até a cama pegando no rosto de Luana.

— Você vai se afastar desse Enzo, ok? Vai bloquear ele, vai parar de ir na academia de jiu-jitsu. Foi um erro, mas pode ser contornado, tudo bem? Quer ficar com o punheteiro, faça isso!

— Você poderia parar de ficar enfiando sua moralidade e sua visão das coisas na cabeça dela – disse Minerva após soprar a fumaça — não é assim que as coisas funcionam, peituda. Você quer uma amiga ou alguém que pensa igual a você?

Cosete ficou de pé, o ódio fervilhando em seu rosto e seus punhos.

— Do que é que você está falando, velha do caralho!

Minerva arfa em desânimo.

— Que você tem que deixar sua amiga agir livremente, da maneira que ela achar melhor. Mesmo que acredite que vá se ferrar, mesmo que você veja que Luana pode se dar mal ainda assim é a vida dela, serão suas próprias experiências. Você não tem que ditar sua verdade, sua vida não é igual a dela. O que estamos fazendo aqui é meramente um conselho, se Luana decidir ficar com o gostosão ou não nossa função é estar aqui para apoiá-la, só. Ou você é daquele tipo de garota hipócrita que fala em amizade, só que na verdade só quer gente que pense igual você como num mundo cor de rosa com nuvens de algodão doce?

Cosete travou a mandíbula, tinha sofrido o golpe e não se permitiria cair sem atirar.

— E você que fica falando da vida como se ela fosse péssima cheia de pessoas sem consideração, sem amor, sem confiança. Não é porque você levou uma galhada do seu ex marido escroto que agora todo mundo é infiel e mentiroso, ele só era um merda que não gostava de você o bastante e isso o fez ir para os braços de outra mulher!

Minerva sorriu e apontou o dedo com o cigarro no meio para Luana. Cosete olhou para a amiga que estava com uma expressão de choque, os olhos arregalados como se o que a amiga disse houvesse sido para ela. E assim voltou a chorar. Cosete imediatamente tentou confortar a amiga dizendo que não tinha a intenção, que ela não estava falando da Luana, mas nenhuma de suas palavras amenizavam a dor da amiga.

Minerva suspirou pesadamente, jogou fora o cigarro e se aproximou das duas na cama.

— Vocês são muito infantis porque tem a idade para serem. Esse drama todo faz parte do jogo, mas não é o fim do mundo. É passageiro. Luana querida, Luís é um cara e não o cara, entende? Você sente que errou com ele peça desculpas, mas precisa ver o quadro completo. Talvez ele não te perdoe e seu namoro acabe. Quer isso?

Fungando e assoando o nariz Luana olha para a prima.

— E peituda, sim. Eu vim de um casamento fracassado, meu marido me traiu com a colega de trabalho dele e me envolvi num processo de divórcio litigioso por dois anos. É bem desagradável quando você vai na frente do padre, diz as palavras, coloca a aliança e sai da igreja acreditando de verdade que vai ser para sempre só para depois estar na frente de um juiz e ter que ouvir o testemunho de um investigador particular que meu marido não só fodia a colega como também ia a um prostíbulo. Dói, realmente dói. Só que é aí que você entende que o final feliz da princesa que a Disney nos conta não leva em consideração como as pessoas são. Elas são um saco. Eu fui pedante com meu ex muitas vezes, uma louca temperamental que achava que podia agir da maneira que eu quisesse porque ele nunca ia se cansar de mim já que me amava, que eu podia relaxar com minha aparência, ganhar uns kg que estaria tudo bem. Isso não justifica eu ser traída, mas também não me torna a esposa perfeita que encheria o peito com a razão e choraria lágrimas de ouro pelo meu vitimismo.

Ela torna a respirar fundo.

— Viva a vida da maneira que vocês quiserem, tirem o máximo de proveito e foda-se a moralidade. Esses valores são correntes que nos prendem num mundo de ilusão, porque sermos “corretas” não garante que tenhamos sucesso numa relação. E se sermos “erradas” é mais divertido... sejam. O peso em sua consciência, Luana, é uma mentira. Luís vai te odiar de qualquer forma, seja você terminando com ele seja contando a verdade sobre este beijo por que em ambos os casos você deixa de atender as expectativas do seu homem. E peituda, vai um conhecimento bem prático de alguém que foi fiel no relacionamento: acha que depois do divórcio eu me sentei numa cadeira e pensei “ pelo menos estou com a consciência tranquila, porque eu sempre fui proba com ele” não. Não acredito que alguma mulher realmente pense isso depois de ser traída. O que realmente pensamos é: “ o que eu fiz de errado? Eu deveria tê-lo colocado um par de cornos também!? Cadê a porra da minha recompensa por ter sempre sido leal?

Luana e Cosete ficaram caladas.

— Vocês são meninas se achando adultas só que não sabem o que é o amor e o tesão, seus egos inflados pela atenção que estão ganhando do público masculino as fazem se sentir especiais, superioras. Não são. Os homens que te perseguem ao mesmo tempo perseguem outras cinco ou dez. Tenham isso sempre em mente, sejam humildes e nunca confiem em ninguém que tenha algum tipo de interesse em você, por que sempre estarão esperando alguma coisa em troca.

Notas finais
Agradeço por ter lido até aqui. Posto o próximo capítulo se houver pelo menos um comentário neste. Os comentários dos leitores ajudam a refletir na dinâmica das minhas ideias e também da minha escrita por isso considero importante a opinião de quem está lendo.