A lenda de Hefesto e o mito das gemas ardentes
1 Prólogo: minha pequena grande obra.
Notas iniciais
Eu tenho bolado essa história e todo esse universo desde 2016 e só agora criei vergonha na cara para desenvolver meus personagens direito e escrever uma história mais ou menos decente... Também foi só esse ano que eu perdi a vergonha de postar isso para outras pessoas que não fossem meus amigos mais próximos!
Eu espero de coração que vocês gostem desses nenéns originais que eu criei com base no universo de Saint Seiya! (AKA Cavaleiros do Zodíaco)
Capa desenhada por mim, com o meu Hefesto na frente haha
Prólogo — Marco
A responsabilidade que vem com o poder é algo que só podemos dimensionar quando o temos em nossas mãos. Passei um bom tempo pensando nisso há alguns anos atrás, quando da forma mais súbita possível, descobri que era capaz de fazer a terra se subjugar à minha vontade.
O que aconteceu comigo?
Bem, é algo que pode parecer surreal, mas nasci com a minha carne e o meu sangue representando aqui neste planeta um dos deuses mitológicos antigos. É completamente assustador quando você se vê fundido com algo que nem sequer acreditava.
Dizem que há cada 200 anos (ou algo perto disso?), quando os planetas se alinham perfeitamente para formar um eclipse completo do sol, uma guerra santa se inicia entre Hades, o imperador do mundo dos mortos, e Atena, aquela que renasce como a esperança da raça humana e protetora da paz na Terra. O que não se percebe, é que outros deuses também querem (e podem) retornar ao mundo dos humanos para lutar pelo domínio desse planeta que ninguém sabe o que tem de especial.
E nisto tudo, estou eu. Me chamo Marco e nasci na Itália alguns anos antes da chegada da Atena na nova era. Nesta época, eu mal tinha noção do que estava acontecendo e das mudanças as quais eu enfrentaria dali para frente. Era como se tudo aquilo que houvesse dentro de mim ainda estivesse dormindo ou apenas esperando a hora certa de aparecer. Com o início de conflitos no santuário de Atena, ela finalmente havia despertado, trazendo consigo não só a esperança para os humanos, mas também transformações profundas na minha vidinha medíocre.
A Guerra Santa fez os lendários cavaleiros de Atena lutarem com todas as suas forças contra o exército maligno de Hades para defender a paz na Terra. Não cheguei a ver nada do que ocorreu durante os conflitos, mas sentia dentro do meu peito que algo ali estava acontecendo. Nesta época, descobri que não apenas os cavaleiros do zodíaco poderiam cortar os céus com seus socos ou abrir fendas na terra com um chute. Descobri que eu era capaz de fazer tudo isso... e muito mais. Descobri que podia criar terremotos só mudando o meu humor. Que era capaz de criar todo e qualquer tipo de armadura para um exército perfeito. Descobri que montanhas e vulcões se curvavam a minha presença apenas lhes dirigindo o olhar. Que a terra, o magma e o fogo haviam se tornado meus fieis servos.
Descobri que eu era Hefesto.
Com o fim do conflito, instaurou-se então uma era de paz... pelo menos era isso que Atena pensava. Talvez ela estivesse muito desgastada ou muito abalada com todos os sacrifícios que ocorreram, mas eu pude sentir que algo não estava resolvido. Era como se aquela história ainda estivesse manchada pelo sangue da guerra, como se tudo aquilo fosse só uma pequena trégua.
Dessa vez, eu não podia me abster.
Por isso, juntei tudo que tinha e saí de casa, em Roma. Algo me dizia que eu tinha que sair dali, o meu coração me apontava que eu estaria pronto em apenas um lugar: Pompeia. Mesmo fraco por ser manco (assim como o próprio Hefesto, ironia, não?), consegui chegar na cidade e assim compreender e usar o poder que eu tinha. Lá e pude erguer meu santuário, naquele lugar que um dia foi devastado Vesúvio, agora teria ele mesmo como seu maior protetor. Tudo feito em questão de poucos dias graças ao meu divino. Aquilo era minha pequena grande obra.
Decidi naquele dia que eu não seria Hefesto e sim Hefesto que era a minha pessoa. Decidi que seria eu quem ditaria as regras. Eu sou o dono deste poder e usarei para o que eu realmente quero: a paz na Terra. Vou fazer o que for preciso para que o que quer que seja esta “coisa”, não tome conta do lugar onde eu nasci e aprendi a amar.
E é assim que começa a minha história.
Notas finais
Espero que tenham gostado ♥
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