A lenda de Cyro: A nova lenda (livro 2)
15 Instruções.
Assim que Labareda e Tremor viram Spyro e Cyro chegando ao templo, correram para vê-los. –CYRO! –Tremor grita, chamando a atenção dos dois.
–Tremor! Labareda! –Cyro sorri e olha para seu pai.
–Vai lá! –Spyro diz, sorrindo para Spyro.
Cyro dispara em direção de Tremor e Labareda. Assim que eles estavam pertos um do outro Cyro pula em cima dos dois. Eles não esperavam aquilo e são derrubados por Cyro e rolam morro abaixo até a entrada do templo. Assim que param de rolar Cyro estava em cima de Tremor e Labareda, com uma pata dianteira e uma traseira em cima de cada um.
–Hahaha! Amo vocês! –Cyro beija Labareda fechando os olhos e abraça Tremor com as asas.
–Também amamos você, Cyro! Muito muito muito mesmo! –Tremor diz lambendo o ombro de Cyro enquanto se abraçavam.
–E como! Mais que tudo meu amor! –Labareda sorri.
Cyro para de abraçar Tremor e sai de cima dos dois, deixando-os levantar.
–O que seu pai falou? –Pergunta Tremor.
–Ele disse que era por sua e por causa de Uta que ele não queria deixar vocês irem comigo. Mas ele se arrependeu! Vocês vão ir comigo!
–Ele se desculpou comigo. Eu tinha percebido que ele não queria que eu ficasse próximo de você, e eu estava falando com Labareda aqui e ele escutou. Pediu desculpas e até me abraçou. As asas do seu pai são quentes!
–Um dos elementos dele é fogo! Do seu pai não. Você só não é acostumado.
Spyro chega sorrindo para os três. –Vamos entrar? Está frio aqui e eu vou dar as instruções da missão para vocês.
–Tudo bem Spyro! –Labareda diz encostando sua lateral do corpo na de Cyro.
Cyro coloca sua asa em cima de Labareda, fazendo-a ronronar. Aquilo fez Cyro sorrir. –Você é a minha preciosa! A fonte do meu ser, minha linda Labareda.
–Awww... seu fofo! Você não sabe como eu sou feliz de te ter ao meu lado! –Labareda esfrega seu rosto no peito de Cyro.
Spyro olha para eles enquanto passava ao lado deles e sorri. –Vocês me lembram tanto a minha infância!
–Como você era com Cynder, Lorde Spyro? –Tremor pergunta, seguindo-o de perto, assim como Cyro e Labareda.
–VOCÊ quer saber? Pensei que a Labareda iria me perguntar.
–É que eu sou o mais romântico entre nossa turma.
–Ah não é! Ninguém supera meu magnífico Cyro. –Ela lambe a lateral do peito de Cyro.
Cyro enrubesce ao ouvir aquilo.
–Bem... Errr... Digamos que eu faria tudo que Cynder quisesse. Seja lá o que fosse. Eu a adoro mais que minha vida. Nunca brigamos feio. Apenas discussões bobas, como todo casal. Mas nós nos amamos. Pelos ancestrais, como eu a amo! A ÚNICA coisa que eu amo mais que ela é meu filho. Sempre queria deixa-la feliz. Eu a aquecia quando ia dormir... e lembro até hoje, que quando nós nos deitávamos ela pedia para mim lamber o pescoço dela, e eu ficava lambendo até o meio da noite. Eu não ligava. Amo sentir ela ao meu lado. Amo ouvir sua voz. Amo ver seus olhos.
–Que coisa linda! –Labareda diz, ainda debaixo da asa de Cyro.
–Você dá algumas dicas para mim? –Tremor pergunta.
Spyro olha para Tremor, surpreso. –Para você? Errr... uhh... bem... Tremor... Olha... eu... não faço ideia do que falar!
–Haha! Nossa! É a primeira vez que te vejo tão enrolado, pai.
Tremor da uma risadinha. –Te entendo Spyro. Posso te perguntar uma coisa?
–Pergunte. –Spyro concede.
–Errr... Bem. Acho que você deve imaginar que tem poucos lugares que eu e Uta podemos ficar a vontade e... eu queria perguntar se você se importaria de se quando eu ir na sua casa nós podermos nos... beijar e... bem, ser namorados.
Spyro olha para Tremor com uma sobrancelha levantada. –Podem sim! Eu... não me importo. –Volta a falar para frente. –Mas e Nita?
–Tenho que falar para ela também... –Tremor diz.
–Será que ela vai aceitar que o primo dela seja homossexual?
–Ela? Pfff... Ela não vai ligar nada. Mas quanto a mim...
–Como assim? –Pergunta Cyro.
–Ela gosta um pouco de mim. –Tremor olha para baixo.
Todos olham para Tremor e balançam a cabeça, rindo.
–Eu falo com ela, Tremor. –Labareda diz.
–Obrigado! –Tremor agradece sorrindo para Labareda.
Finalmente eles chegam na sala onde a poça das visões ficava. Brutus estava em um canto, conversando com Uta. Nita estava em um outro canto, falando com Chama sobre Labareda e Cyro. Brutus olha para Spyro e percebe que Tremor estava quase encostando nele, então sorri.
–Spyro... –Brutus se aproxima de Spyro. Tremor logo chega perto do pai e se esfrega em sua pata dianteira, como um gato. –Obrigado Spyro.
–Não agradeça! Eu fui um idiota antes. Não devo receber nenhuma gratidão.
Brutus não pôde falar nada, apenas abraçou seu filho. –Filho... Se você não se importa... eu contei para todos aqui, está bem?
Tremor arregala os olhos e olha para os olhos de seu pai. –P... Pai. –Olha para todos e estavam todos olhando para ele. –Como eles reagiram? –Pergunta sem parar de olhar para todos.
–Bem. Bom... pelo menos melhor que Spyro! Hehe...
Spyro da uma risadinha.
Por fim os olhos de Tremor encontram os de Uta. –Uta... –Da um pequeno sorriso.
Os dois começam a se aproximar um do outro até encostarem a testa um no outro e inclinarem a cabeça para baixo, ficando um olhando para o olho do outro.
Cyro olhou para ele e riu. –Eu faço isso com Labareda também... –Pensou.
Depois de algum tempo Tremor olhou para seu pai. –Posso?
Brutus suspira. –Seja feliz, filho. Apenas... se cuide!
Tremor volta a olhar nos olhos de Uta. –Vou me cuidar sim! –Então se inclina para frente, tocando seus lábios nos de Uta.
Uta aperta seus lábios nos de Tremor e os dois abrem a boca, se beijando pela primeira vez em público. Nenhum ousou colocar a língua dentro da boca do outro, para o momento não se aprofundar muito. Logo se separaram. Tremor deu uma pequena lambida na ponta do focinho de Uta ao se separarem. Então olham para todos, que estavam tentando disfarçar o olhar. O único que olhava era Cyro.
–Vocês podem olhar, viu! –Diz Tremor. –Somos dragões normais! Um casal! Um casal se beija, não?
–Casal? –Uta estica o pescoço, corado.
Tremor olha para Uta um pouco corado. –S... Sim. E... Espero que queira.
–Claro que quero! –Uta lambe a bochecha de Tremor.
–BEM! –Spyro interrompe o clima... –Desculpe-me... mas não podemos esperar mais.
Tremor, que estava de costas para Spyro, vira e fica ao lado de Uta, olhando para Spyro com atenção. Cyro e Labareda vão e ficam ao lado deles dois, Cyro ainda cobrindo Labareda com a asa. Nita também se aproxima e fica ao lado de Uta.
–Qual é a missão, pai? –Cyro diz, ajeitando o corpo de Labareda para mais perto dele, fazendo-a sorrir e colocar sua cabeça em cima das costas dele.
–Hoje cedo eu tive uma visão aqui de Ignitus. Ele me disse algo sobre um portal que as forças das trevas estão querendo construir em um lugar secreto para que apenas eles possam usar.
–Um portal? Portal para onde? –Pergunta Uta.
–Para um outro mundo. Pelo menos foi o que eu entendi. Ele disse algo sobre humanos... Foi tudo tão confuso! Eu não entendi direito. E quanto a missão, quero que vocês vão até o antigo covil do mestre das trevas, Malefor e investiguem lá. Se houver algum registro que possa indicar ou falar algo desse portal, ótimo! Se tiverem remontado a base lá, será melhor. Mas tomem o máximo de cuidado! Algo me diz que aquele dragão é mais forte que aparenta.
–Errr... Pai. Eu preciso falar uma coisa!
–O que?
–Outro dia... Quando eu fui me encontrar com Labareda, um dragão da nossa idade a atacou e... quase... errrr... quase a machucou. Eu não deixei. O mandei embora. Mas antes de ir ele disse que eu iria pagar por o que você fez com o pai dele.
Spyro aperta as sobrancelhas. –Pai? Quem pode ser? A quem foi que eu fiz mal? Malefor? Não! Ele só pode ter um filho. Fierus morreu a anos. Quem pode... –Spyro arregala os olhos. –Essa não! Será que é o dragão que matou Fierus?
–Você acha que ele teve filho? –Pergunta Cynder.
–É o único dragão que eu consigo pensar!
Cyro olha para Labareda. –Ele disse que iria pegá-la!
–Não deixaremos, filho! Eu prometo! Sei como você se importa com ela! Eu mais que ninguém.
–Uh?! Como assim? –Labareda levanta sua cabeça das costas de Cyro e olha para Spyro.
–Pai... Você disse que não ia contar! –Cyro corou muito.
–Desculpa filho.
–CONTAR OQUE?! –Labareda estava se corroendo de curiosidade. Ela sai de baixo da asa de Cyro.
–Cyro ficava te observando todos os dias desde que tinha sete anos de idade.
Labareda arregala os olhos e olha para Cyro. –Cyro... –Corada.
Os dois estavam muito corados.
–Um dia eu entrei no quarto dele e peguei ele desenhando você, Laba. –Spyro diz, se sentando.
–PAI! PARA! –Cyro não sabia onde colocar a cara.
–D... Desenhos? Você me desenhava Cyro? –Labareda sorri.
–S... Sim. Desenhava.
–Desenhava Cyro? –Spyro fala inclinando a cabeça.
–Desenho. –Cyro admite.
–Ai seu fofo! O que mais? Estou curiosa! Conte tudo!
–Se eu falar uma coisa você vai ficar culpada.
–Uh? Oque?
–Ele chorava todos os dias. Isso eu já disse. Mas ele só chorava pelos amigos algumas vezes. TODOS os dias ele chorava por VOCÊ, Labareda.
Cyro olha para baixo e da um sorrisinho.
Labareda olha para ele. –Verdade? Por que não contou que gostava de mim, Cyro?
–Vocês mal falavam comigo! –Cyro diz, olhando para baixo.
–Des...
–Não se desculpe mais. –Ele olha para Labareda. –O que importa agora é que eu tenho a ti, meu docinho! –Então a beija brevemente.
–Quero ver seus desenhos!
–Eu não desenho muito bem!
–Não importa! Eu apenas quero ver! O simples ato de você me desenhar já me deixa... derretida por você.
Cyro sorri e volta a colocar a asa em cima dela e a puxa para perto dele. –Você é minha vida!
–Vocês poderão descansar hoje! Acredito que vocês irão querer dormir juntos, Certo Cyro?
–Com toda a certeza desse mundo! –Cyro responde, esfregando seu pescoço no de Labareda.
–Vocês podem dormir em casa hoje, já que Labareda quer ver seus desenhos.
Cyro assente.
–Inclusive seus amigos! Vocês podem ir também! Todos!
–Oba! –Uta diz sem hesitação.
–Eu não vou poder ir... Estou de castigo. Não falei para vocês... Meu pai não só me bateu. Ele me pôs de castigo também.
–Exato filha! –Ray diz. –E estou orgulhoso de você me respeitar.
–Deixa ela ir! –Spyro insiste.
–Não! Ela tem que aprender! Não sou de perdoar. Sou de corrigir! E não tente me convencer, Spyro. Só irá piorar.
Spyro olha para Nita. –Desculpa Nita. Não posso fazer nada!
–Não tem problema, Spyro! Pelo menos vou dormir com meu pai hoje!
Ray da uma risadinha.
–Vocês estão dispensados! Podem ir! –Spyro diz. –Eu ficarei aqui mais algum tempo preparando seus equipamentos. Mas... Vão direto para casa, ouviram? Fiquei com medo desse tal dragão.
–Tudo bem pai! Não vamos sair das muralhas.
–Obrigado filho. Você pode ir também, Cyn!
–Vou te ajudar, amor. Não preciso de descanso, e você sabe disso!
–Tchau mãe! Tchau pai! –Cyro se despede.
–Tchau! –Dizem os dois.
Então os dois casais saem do templo, conversando.
–Nossa em Tremor e Uta! –Labareda diz.
–Oque? –Tremor pergunta com sarcasmo.
–O beijo!
–Ué... Eu disse que somos namorados! Você não acreditou? Você e Cyro se beijam toda hora. Por que nós não podemos?
–Não é isso! E eu percebi que nem teve clima aquele beijo!
–Não queríamos fazer nada demais, sabe? Como vocês quando se beijam. Vocês se abraçam. As vezes deitam um em cima do outro. Acho que vocês não ficariam a vontade se nós dois fizéssemos isso, certo? –Tremor pergunta.
–Eu não me importo! –Diz Cyro.
–Muito menos eu! Me importaria se vocês não estivessem felizes! Se estão... quem sou eu para criticar?
–Então podemos fazer isso na sua casa? –Pergunta Uta.
–Claro! –Responde Cyro. –Se vocês não se importarem de eu e Laba fazermos também... Hahahaha!
Depois de alguns minutos os quatro chegam na casa de Cyro. Ele abre a porta e entra. –Sintam-se a vontade! Querem algo para comer?
–Mhhh... Não queria pedir não, mas já que mencionou... –Uta lambe os lábios.
–Imagina! –Tremor revira os olhos.
–Hahaha! Seus idiotas! Labareda diz, se espreguiçando, esticando as asas e levantando a cauda.
Uta olha para ela e aperta as sobrancelhas como se tivesse visto uma presa. –Quem aqui é idiota? –Então ele pula em cima dela e morde o pescoço dela.
–Ai! Ah... não vai ficar assim não! –Labareda encosta suas costas no chão e consegue inverter a situação com um movimento incrivelmente ágil. –VOCÊ é o idiota!
Tremor ri indo para a cozinha com Cyro. –Precisa de ajuda, Cyro?
–Eu ia fazer lanches para nós. Se quiser ajudar, eu ficaria agradecido!
–E quanto aqueles dois? –Tremor aponta com a cabeça para os dois. Nesse momento Uta consegue ficar por cima de Labareda novamente.
–Deixa eles serem felizes. Hahaha! Não é a toa que Uta come tanto!
–Ele não para quieto! –Tremor e Cyro falam ao mesmo tempo e caem na gargalhada montando os lanches.
Assim que os dois acabam de fazer os lanches, Labareda e Uta caem de barriga para cima, arfando cansadíssimos.
–Quem quer comer? –Pergunta Tremor.
–Eu! –Uta levanta a asa sem sair do lugar.
Tremor sorri olhando para Uta. Uta não percebeu Tremor se aproximando dele. Tremor fica em cima de Uta, com as patas aos lados dele. Ele olha para os olhos de Uta que olha para os olhos dele. –Olá meu queridinho!
Uta sorri e da um beija na ponta do focinho de Tremor.
Cyro ri olhando para os dois. –Aqui está! Tem o suficiente para todo mundo! Fizemos muitos lanches mesmo. Espero que gostem!
Uta olha para Cyro de ponta cabeça, embaixo de Tremor. –Ummm... Parecem deliciosos!
Tremor sai de cima de Uta mas antes que ele pudesse levantar ele lambe a barriga dele.
–Uou! –Uta cora. –Fez cócegas. Hehe.
Tremor sorri para Uta. –Vamos logo! Levante. Vamos comer!
Cyro coloca o prato de lanches no chão, perto de todos. Um por um, cada um pega um lanche e começa a comer.
–Nossa Cyro! Você se superou! Está maravilhoso! –Uta diz, comendo a última fatia do seu primeiro lanche.
–Agradeça a Tremor! Ele me ajudou! Colocou uma coisa a mais que eu nem sonharia em colocar!
–Uh? –Uta pega outro lanche e o abre. –E o que seria?
–Um molho que minha mãe me ensinou a fazer. Vai alho queimado, orégano, molho de tomate e molho para carne. Fica uma delícia! –Responde Tremor.
–Está muito bom mesmo! –Labareda reconhece.
Assim que todos terminam de comer decidem ir para o quarto de Cyro. Ao chegar lá, Labareda logo pede para ver os desenhos que Cyro havia feito dela.
Cyro abre o armário, pega uma caixa e a coloca na cama. Todos sobem na cama e ele abre a caixa. Dentro havia vários e vários papeis com os desenhos mais incríveis de Labareda.
Labareda pega alguns e começa a folear, emocionadíssima. –Cyro... Isso é tão lindo! –Ela passava os desenhos e ria, com lágrimas nos olhos, de alguns, fazendo-a lembrar de algum dia em especial.
–Que coisa romântica! –Tremor diz, vendo um desenho em especial em que Cyro havia desenhado Labareda no meio de um coração.
Cyro estava bastantes corado. –Esses desenhos é tudo que eu pensava dela.
Labareda olha para Cyro e sorri, entre lágrimas. –Meu amor! Você não sabe como me deixou feliz agora! –Então ela se aproxima dele e o beija, profundamente.
Tremor e Uta estavam com as caudas balançando de um lado para o outro até que a cauda de Uta encosta na de Tremor. Os dois olham um para o outro e sorriem. Então entrelaçam as caudas e se beijam tão profundamente quanto Cyro e Labareda. Os dois casais ficam se beijando e acariciando por vários e vários minutos.
Labareda ousa dar um passo adiante, fazendo Cyro cair de costas em cima da cama dele. Ela sobe nele e se deita em cima, beijando-o profundamente. Cyro a abraça com as asas, fazendo-a ficar ainda mais encostada nele. As patas de Labareda começaram a raspar nas laterais da barrida e do pescoço de Cyro, dizendo que ela queria passar o resto de sua vida com ele. Cyro para de beijá-la por um momento para olhar em seus olhos.
–O que foi meu lindo? –Labareda pergunta, sussurrando no ouvido dele.
Cyro envolve o quadril de Labareda com as patas traseiras, fazendo os dois ficarem encostados. –Nunca vou te deixar! Dou minha vida para você! –Então a envolve também com suas patas dianteiras e a beija tão profundamente quanto pôde.
Tremor abraçou Uta com suas asas enquanto se beijavam. Então se deitaram de lado um pouco depois que Cyro e Labareda. Tremor estava com uma das patas traseiras e uma das patas dianteiras em baixo de Uta, assim como Uta. A outra pata traseira de Tremor acariciava carinhosamente a barriga de Uta, enquanto Uta acariciava o peito de Tremor com a pata dianteira. Desta vez os dois estavam realmente se beijando, sem medo. Os dois continuavam com as caudas entrelaçados, balançando suavemente até bater na cauda de Cyro e na de Labareda, que também estavam entrelaçadas.
Os quatro param de se beijar e um olha para outro e sorri.
–Isso foi espetacular! –Diz Uta.
–Com toda a certeza foi! –Labareda sorri se esfregando no corpo de Cyro. Então se levanta, assim como ele.
–Te adoro meu amor! –Cyro responde, recolhendo os desenhos da cama e colocando na caixa.
Os três o ajudam a arrumar o quarto para poderem irem dormir.
Assim que terminam Labareda se deita se enrolando em si e colocando a sua cabeça em cima das patas, que estavam cruzadas. Cyro se deita atrás dela, se enrolando nela e aquecendo seu corpo. Labareda ronrona sentindo o corpo aquecido de Cyro naquela noite fria.
Uta e Tremor se deitam do mesmo jeito, com Tremor se enrolando em volta de Uta. Uta sorri para Tremor e coloca sua cabeça em cima das patas de Tremor. Tremor lembra do que Spyro havia dito e começa a lamber o pescoço de Uta, suavemente e carinhosamente. Uta não esperava aquilo. Ele se arrepiou e depois sorriu.
–Huuummm... Tremor. Eu te amo! –Uta ronrona e logo adormece com as lambidas de Tremor em seu pescoço.
Labareda e Cyro adormecem também, e um tempo depois, Tremor também.
Os dois casais adormeceram felizes, juntos e quentes.
De repente o barulho de gotas de água caindo no chão pôde ser escutado quando começa a chover no meio da noite.
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