Notas iniciais
curto porém importante.

Cyro e Labareda ficam se beijando e abraçando por vários e vários minutos, desfrutando apenas da companhia um do outro. Cyro amava ficar com ela, mas não quanto Labareda. Ela, conforme o beijava, começa a ir mais e mais para cima de Cyro, fazendo-o ficar deitado de costas no chão e a abraçar com as quatro patas e asas. Labareda sorri sentindo que Cyro a abraçou, não querendo acabar com o romantismo tão cedo.

Labareda amava o toque suave que Cyro tinha com suas patas. Ele a acariciava nas costas e coxas traseiras tão carinhosamente quanto possível. Ela estava completamente relaxada, o beijando de olhos fechados, totalmente deitada em cima dele.

Cyro amava ficar debaixo dela enquanto a abraçava. Adorava sentir o seu corpo quente e perfeito em cima deles, ainda mais envolto em suas patas e asas. Ele enrolou sua cauda com a dela e se aprofundou mais no beijo.

Labareda sentia sua língua dentro da boca de Cyro, viajando por lá e ela realmente amava sentir isso.

Depois de mais alguns minutos, Cyro finalmente cortou o beijo, mais manteve ela em cima dele, a olhando profundamente nos olhos. -Esse foi o melhor beijo da minha vida.

Labareda ri um pouco e começa brincar no peito dele com as garras, subindo garra por garra. -Concordo plenamente meu amor. Amo sentir você. -Ela diz e deita sua cabeça no pescoço de Cyro.

Cyro começa a lambê-la na ponta do focinho. -Assim como eu. Você é a dragonesa mais linda que existe. Obrigado por ficar comigo, meu mel.

Labareda ri um pouco. -Obrigado por não desistir de mim meu amorzinho.- Ela diz e o beija na bochecha.

–Você está com fome? Eu havia preparado algumas coisas para nós e... bem... pensei que você gostaria.- Ele diz a olhando carinhosamente. -Fiz um coisa que você adora para o café da manhã.

–O que? Foram... pão com manteiga frito e leite com café?- Ela pergunta olhando para ele.

Cyro assenti e a lambe. -Lembra? Sei tudo sobre você, a não ser o que você pensa, claro.

–Isso é estranho, quer dizer... Você me espionava. Você já me viu tomando banho, Cyro?

–Não! Isso não! Não te desrespeitaria assim. Nunca.

Labareda olha para ele com uma sobrancelha levantada. -Tem certeza?

–Você não acredita em mim, mel? Eu não faria isso nunca, nem que seja por prazer meu eu nunca te desrespeitaria desse jeito. Eu gosto de você pelo o que você é, e não por o que você tem. Por seu todo.

–Ahhhhh, Cyro! É por isso que eu te adoro tanto! Você não é como........ -Labareda percebe que estava prestes a falar uma coisa que não devia e olha para ele.

Ele olha para ela e aperta as sobrancelhas. -Quem? Eu não sou como quem, Labareda?

Labareda olha para longe. -N... Ninguém.

–Sem segredos, mel. Por favor, me conte.- Cyro puxa a cabeça de Labareda para a encarar com os olhos pedindo por resposta.

–Ninguém sabe disso. Eu já tive um... caso.- Labareda diz olhando para baixo. -Eu não queria mais me lembrar daquele... idiota.

Cyro arregalou seus olhos. -E... Eu não sabia disso. Mas... quem era?

–Você não o conhece. Não mora aqui. Mora em uma cidade a leste daqui. M... Me desculpe, por favor.

–Te desculpar? Para com isso. E daí que você já namorou, teve um caso ou seja lá o que for. O que importa é que agora você está aqui, comigo. Mas... o que houve?

–Ele me machucava. Não era nada sensível. Me arranhava e mordia. Odiava isso. Só fiquei com ele por três dias. Ele era um idiota machista. Mas, como você disse, agora tenho você, o dragão mais carinhoso que eu podia ter conhecido.- Ela diz e sai de cima dele, o beijando no pescoço. “Vamos comer que acho que já demoramos muito.

–Que nada. Não faz mal. Mas sim, vamos comer. Estou com um pouco de fome.- Cyro diz se levantando do chão e pegando o desenho que Labareda havia feito. -Ficou realmente muito lindo esse desenho. Eu não desenharia melhor!

–Com o melhor professor...- Labareda diz começando a andar para fora e passando a ponta de sua cauda no maxilar inferior de Cyro.

Ele sorri para ela e lambe a ponta de sua cauda assim que passa por sua boca, a seguindo até a cozinha.

Lá, os dois se sentam um do lado do outro, felizes, e começam a comer.

–Laba... por que não me contou sobre ele?

Ela olha para Cyro. –Pensei que você não ficaria feliz.

–Você ainda não me conhece muito bem. Por que eu ficaria triste ou bravo com você, meu mel? Se você gostava dele, tudo bem!

–Gostava. Agora não mais. Ele é muito bruto.

–Não se preocupe com isso. Nunca irei lhe machucar. Você ouviu? Nunca, nunca, nunca! –Cyro diz a beijando a cada palavra repetida. –Te machucando eu estaria ME machucando.

Com isso Labareda sorri bastante para ele. –Você é o dragão dos meus sonhos, Cyro!

–E... Qual era o nome dele? –Cyro pergunta.

–Dastam.