A lenda de Cyro: A nova lenda (livro 2)
23 Sequestro
Cyro e Labareda acabam de comer seu café da manhã tranquilamente e então saem para o templo, pois Spyro avia os chamado.
Ao chegar lá, Spyro olha para eles e sorri. –Que bom que chegaram! Temos novidades! Achamos que sabemos onde está escondido o portal! Preciso que vocês vão agora mesmo para o antigo templo.
—O templo antigo?! Você acha que está lá? Mas... por que?
—Lá há uma imensa concentração de energia magica. Para abrir o portal é preciso uma incrível concentração de magia. Lá há mais que o necessário para isso. Então creio que até já tenham aberto caso esteja lá... –Spyro responde.
—Mhhh... Entendi. Então... É isso, certo? Iremos para outro mundo hoje?
—Não sei se hoje, pois, mesmo se estiver lá, vocês precisam se preparar para...
—OQUE?! Vocês? Você não vai ir conosco, Spyro? –Labareda pergunta com os olhos arregalados.
Spyro olha para baixo. “Eu não posso. Ignitus, o cronista, me falou que iria assustar muito um dragão adulto entre os... como é mesmo? Ah! sim! Humanos.”
—Não acredito nisso. –Cyro diz e olha para o chão.
Spyro se aproxima de Cyro e coloca sua pata no ombro de seu querido filho. -Cyro... Você é meu ouro. Meu tudo. Por favor meu filhinho, tome cuidado. Não quero te perder. Por favor, volte para mim com a missão bem sucedida ou mal sucedida. Apenas... não morra. Spyro fala com a voz fraca e chorosa.
Cyro olha para cima e lambe a bochecha de seu pai. -Não se preocupe pai. Vou voltar com a missão bem sucedida! Te garanto isso.
Spyro abraça seu filho carinhosamente, chorando bastante. –Volte para mim meu garotinho! –Ele diz ainda abraçado.
Cyro o lambe novamente e então se separa dele para descobrir que também estava chorando. Então enxuga seus olhos com as costas da pata.
Labareda sorri vendo aquela cena e então os interrompe. -Que fofo vocês dois! Bem... Antes de ir eu preciso pegar uma coisinha na minha casa. Volto logo. Juro! Uma asa aqui e outra lá. -Labareda diz correndo para fora do templo.
Cyro ri um pouco e assente para Labareda. -Volte logo! Vou colocar minha armadura. -Ele diz e começa a andar para onde seus amigos estavam colocando suas armaduras. “Eai galera! Estão ansiosos?”
—Mais que isso! Estou com medo dos humanos pensarem que somos inimigos... -Uta diz e coloca seu capacete.
Cyro assente com a cabeça e começa a colocar a armadura na sua cauda. –De fato isso é o que eu mais temo. Mas... não sabemos o que irá acontecer. Só indo lá para saber.
—De fato. –Tremor sorri e coloca sua armadura na perna esquerda. –Eu estou ansioso para ver como eles são.
—Acho que todos estão. –Nita fala colocando sua armadura no seu quadril.
—De fato. –Cyro diz e coloca seu peitoral. –Grrr... Labareda está demorando. Onde está ela? O que ela foi pegar afinal?
—Uh? Do que você está falando?
—Labareda saiu daqui à quinze minutos para pegar algo na casa dela e ainda não voltou. –Cyro responde e coloca seu capacete.
—E você está preocupado? Foram apenas quinze minutinhos! –Tremor diz rindo.
—É... acho que você tem razão... Ela deve estar apenas procurando essa coisa.
—É mano! Relaxa. –Uta diz ao acabar de colocar sua armadura. –Vamos comer alguma coisa enquanto esperamos por ela?
Todos riem. –Meu Uta sempre sendo Uta! HAHA! Seu esfomeado! –Tremor diz e o beija.
Uta ri e o beija em resposta. Então ele para e pergunta. –Isso é um sim?
Tremor balança a cabeça rindo. –Sim... isso é um sim! Vamos logo então. Deve ter algo na cozinha do templo para comermos.
—Vocês não estão esquecendo de cristais, certo? –Cyro pergunta e prende sua bolsa em sua perna.
Todos viram de lateral para mostrar suas bolsas cheias de cristais verdes e vermelhos.
—Ótimo! Gostei de ver em galera.
—Olha aí! Já está se achando! –Tremor diz e ri um pouco indo para a cozinha.
—Haha... muito engraçado Tremor. Bem... Eu não quero comer. Tomei café da manhã a pouco tempo.
—Tem certeza que não quer? –Uta pergunta.
—Tenho sim. Eu vou ir ajudar Laba se ela ainda estiver procurando.
—Vai lá então seu impaciente. –Tremor diz e abraça Uta com a asa. –Estaremos bem aqui quando voltarem.
Cyro assente e começa a correr para a casa de Labareda. Chegando perto da casa de Labareda, quando ele já podia a ver, percebeu que a porta estava aberta. Ele estranhou bastante, pois Labareda nunca deixava a porta aberta, e Brasa e Chama estavam no templo. Ele apertou o passo e, ao entrar, percebe que a casa toda estava desarrumada, cadeiras tombadas no chão, copos quebrados.
Ele se desesperou. “Labareda?! LABAREDA!” Ele grita correndo olhando em cada cômodo. Em seu quarto ele percebe que marcas de garras estavam no chão e ao lado, uma linda escultura dele cobrindo Labareda, os dois deitados, e uma descrição na base da madeira entalhada. “Para que nosso amor seja eterno.”
Cyro começou a lacrimejar e então lembrou das palavras que aquele dragão na floresta havia falado. “Você irá me pagar!” Lembrando disso Cyro franziu os cenhos e rugiu alto, com fúria e dor em seu coração. Suas escamos começaram a se escurecer e ele começou a correr para fora da casa de Labareda e para os portões de Warfang, com suas escamas ficando cada vez mais escuras.
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