A isca
8 "Refletir"
Notas iniciais
Todos nós nos encaramos. Todos nós queremos vencer o desafio, ou melhor: não perder. Já fomos oito. Perdemos duas pessoas, um foi morto fatalmente. Provavelmente, essa é a morte mais desejada daqui. O outro perdeu sua pele em um lago radioativo. Depois, o grande "Juiz" psicopata desse jogo, o queimou vivo.
— Mason, você está com a faca? — Olga pergunta e logo ele faz um sinal de positivo com a cabeça.
— Não podemos vacilar — inicia Jessica. — Se perdemos esse desafio, não ficaremos sem uma pessoa somente, e sim várias.
— Cada um vai ficar com uma garrafinha de água, economizem. O desafio pode durar uma semana, ou até mesmo mais — diz Daniel.
Todos ficaram discutindo em vencer, que temos que ser os melhores. Mas eu fiquei quieto no meu canto, refletindo sobre o que esse homem quer. Isso tudo é por raiva? Vingança? Ou será que tudo que ele quer é sua diversão própria, colocando a vida de vinte e cinco pessoas na mão dele.
Primeiro foi o Piter. Ele lançou um machado que cortou sua cabeça ao meio, descendo por seu corpo inteiro. Holly caiu em um terreno com pedras pontiagudas, que perfuraram seu corpo inteiro. Mas a coisa que mais me dá raiva, é o motivo de eu ter matado a Holly. Eu deveria ter segurado com mais força suas mãos. Ela poderia estar sentada do meu lado. Me dando conselhos e me ajudando. Mas eu deixei ela cair. Eu deixei ela morrer.
Me lembro do meu primeira dia aqui na ilha. Ela foi a segunda pessoa com quem eu conversei, quem eu conheci.
Eu estava na floresta, procurando frutas, procurando comida. E ela chegou e simplesmente começou a me ajudar.
— Olá Max — ela disse sorrindo. — Nota que você não é muito bom em escalar árvores. Eu posso te ajudar? — obviamente, eu aceitei, e desci da árvore e ajudei ela passar pelos galhos mais baixos, o que estavam perto. Ela conseguiu pegar meia dúzia, e logo em seguida me entregou elas, e desceu.
— De onde você é? — e ela perguntou e estendeu a mão.
— Eu sou do Texas — e eu respondi e peguei na mão dela de volta.
— Caraca, que coincidência — ela disse sorrindo. — Também sou de lá.
— É um ótimo lugar para se viver — eu disse, e nos sentamos. — É calmo. Me agrada o jeito texano de ser, não é?
— Com certeza sim — ela disse. — O que você gosta de fazer?
— Eu quase sempre estou jogando algum game online no computador — eu disse á ela. — Eu não tenho amigos, minha vida é bem sozinha.
— Nossa! — ela disse entusiasmada. — Eu amo games online! Qual seu preferido? O meu é o clássico do "Hereos of Dragons"!
— Caramba, esse é meu preferido também! — eu disse devolvendo o entusiasmo. — Banda preferida? Se tem, música?
— Angels of Hell, com a música "I'm gonna die"! E você? — ela disse feliz.
— Eu ainda caso com você! — eu disse abraçando ela. — Angels of Hell é a melhor banda do mundo!
Eu me sentia como um nerd, conversando com uma outra nerd. Mas eu me sentia feliz. Me sentia vivo.
— Max? — alguém me acorda, e eu acabo me assustando, é a Jessica. — Você prestou atenção em alguma coisa que nós dizemos?
— Claro que sim, entendi tudo — eu disse isso, mas na verdade não sei nem qual é o assunto aqui na cabana. — Então, é hora de ir?
— Todos já foram — ela disse franzindo a testa.
— Como assim, todo mundo já tá no labirinto? Perdemos a viagem? — eu me desespero.
— Não, Max — ela diz rindo. — Eles só saíram da cabana! Já estão lá fora.
— Ah, eu sei disso! Claro que sei — é mentira, nem vi eles saindo. Nem o rosto de Jessica eu reconheci quando ela me acordou. — Ah, então... vamos?
— Vamos — ela disse segurando o riso. Tentando não rir da minha lerdeza em pessoa.
Acho que esse não é o passo certo para conquistar um garota. Sim, eu estou começando a gostar da Jessica. Não quero dizer isso á ela, é claro que ela não gosta de mim. Também, se eu disser posso acabar estragando nossa amizade. Eu realmente, não quero perder a Jessica, para poder ser namorado dela.
Começo á me lembrar de quando o homem corvo disse as regras do jogo. Duas pessoas poderiam vencer. Espero que Jessica e eu esteja na final, quero encontrar com ela depois disso tudo.
Jessica pega minha mão e vamos para fora da cabana, e lá vemos que todos já estão lá.
Começo á ver a grande vantagem que tem a equipe Maswak. Cada um dos cinco membros tem uma arma. Não armas de fogo, e sim armas brancas.
— Quero dizer algumas coisinhas antes de vocês irem — disse o homem corvo. — Esse reality show não está acontecendo merda nenhuma. Então esse vai ser o último desafio, com regras mudadas.
— Cada um de vocês vai ganhar armas brancas de sua preferência. Vocês ainda estarão divididos em dupla, e a equipe ainda vai existir — ele disse franzindo a testa, e encolhendo a boca, como se estivesse "emburrado".
— Antes de continuar a explicar vou dizer as duplas de uma vez, logo depois eu vou esquecer e terei que consultar meus assistentes.
— Da equipe Maswak: Michael Aguiar e Janette Ewan. A segunda dupla é Jerry Cordlew e Sophia Rickson. Por fim, temos um membro: Jackob Anwen. Você pode escolher em qual trio quer ficar.
Jackob se posiciona, e vai até o lado onde está a dupla de Michael e Janette. Obviamente ele ia escolher eles, são os dois mais fortes da equipe e o homem corvo fez o favor de juntar eles.
Agora vamos com a equipe Destemidos.
— Jessica Clafin e Daniel Hupert.
— Olga Mackenzie e Bianca Hilis
— Maxwell Johanson e Mason Parker — eu apenas olho para o lado e vejo que a pessoa que mais me odeia nessa ilha vai ser meu parceiro, mas isso não importa, agora somos uma dupla.
— E por fim, na equipe Corvo: Carla Slugma e Jaws Theta-Chi, Gina Carasco com Linda Kowalski, e por fim Grambel Rhee e Hers Greene.
— Agora me responda uma pergunta, senhor corvo — pergunta Jackob. — Qual será o objetivo desse novo jogo?
— Vocês vão matar uns aos outros — o homem corvo sorri e todos nós nos assustamos, ao receber a notícia de que teremos que matar as pessoas com quem convivemos. — E "como"? — ele pergunta fazendo uma voz fina, como se fosse uma pergunta alheia sendo perguntada antes. Ele retira uma espada de um cinto, e retira a cabeça de Jackob Anwen. Alguns respingos de sangue voaram em seu rosto, mas ele sorriu e jogou o corpo de Jackob no chão. Um corpo degolado.
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