A isca

9 "Parte II"


Notas iniciais
Gente, demorei muito pelo capítulo mas aqui está ele. Sim, não tem ação, mas tem mortes :D Vai ler as notas finais. Não, não agora. Vai ler o capítulo e só depois você pode ir lá. TENHO UMA NOTÍCIA URGENTE!

Não fiquei surpreso com um corpo sem cabeça. Nesse lugar, as mortes são diárias, e acabei me acostumando. E nesse caso: Jackob nem teve contato comigo nesse lugar. Por que eu me colocaria a baixo por isso?
— Vou explicar melhor — o homem corvo disse. — Vocês estarão em um gigante labirinto. Nesse labirinto, há diversas armadilhas, e também há algumas portas. Na verdade, duas.
— E o que seriam essas portas? — perguntou Olga.
— É simples. Tem várias portas espalhadas pelo labirinto. Existe, dentro de cada porta um quarto. Nesse quarto poderá ter as seguintes funções: A primeira é: se você entrar em um quarto com sua dupla, vocês dois lutarão frente á frente, com suas devidas armas, até a morte de seu oponente. Caso sua dupla não esteja com você, você terá que esperar que outra pessoa entre nesse quarto e vocês lutarão. Caso uma dupla entre nesse quarto, os três lutarão sem dó e sem piedade.
O segundo quarto é: um local fechado. Paredes de alumínio, o que uma arma não pode quebrar. Quando a dupla entrar no quarto, o locam começará á se encher de água e a dupla que estiver lá dentro terá que se virar para sair de lá, antes que esses morram afogados.
— E por que alguém arriscaria á entrar nessas portas? — perguntou Sophie. — Não faz sentido algum, a pessoa entrar em uma das portas se a provabilidade de morrer é muito maior!
— Não é bem assim que funciona, Sophie — iniciou o homem corvo. — Quando uma dupla entra em um beco, que contenha a porta, eu imediatamente fecharei esse beco e vocês serão obrigados a passar por esta porta. Bom, voltando. Todo mundo vai começar com uma faca no labirinto. Quando vocês matarem alguém, vão ganhar uma nova arma, de sua preferência. Vocês vão poder ganhar a quantidade de armas de acordo com a quantidade de pessoas que vocês matarem. A última regra que quero esclarecer é que se não tiver as duas últimas pessoas vivas em menos de uma semana, eu vou explodir aquela droga de labirinto e todos vocês vão morrer. Agora vou dizer os comandos:
— Você acha mesmo que vamos conseguir nos matar em um labirinto gigante em uma semana? — disse Carla.
— Cala a boca sua desgraçada inútil! — o homem gritou.
— Vem me calar! — ela revidou e todos nós nos surpreendemos.
Meus olhos se instalaram fixamente na bravura de Carla, que sorria de um jeito maléfico.
O homem corvo retira uma corda pequena com cerol de seu cinto — que droga! Esse homem tira as armas até do nariz dele! De onde vem tudo isso? — pensei. — e levanta, virando o corpo de Carla para trás e colocando a corda em seu pescoço e puxando. Ela rebateu, dando um soco em sua barriga, que deixou ele sem impulso, mas logo derrubou a garota no chão, e pegou a espada que matou Jackob e colocou frente a seu pescoço. Jaws, de um jeito revoltado romântico, derrubou o homem corvo no chão e começou ao encher de murros, e tentou tirar sua máscara, mas os assistentes do homem corvo pegaram os dois rebeldes e prederam eles com uma algema. Cheguei á sentir um ar familiar naquela boca, mas não consigo lembrar de quem seria.
— O que vocês acham que farei com vocês dois? — o homem perguntou ofegante, enquanto deslizava a faca levemente no pescoço de Carla. — Vocês são dezoito ao todo. Se matar vocês dois, vai passar a ser dezesseis — o homem olhou para Carla, olho para Jaws, voltou os olhos a Carla e sorriu. Ele retirou a faca do pescoço de Carla e levou até a testa de Jaws, pressionando com força. — O que acha disso Carla? Sua dupla está morta! E não pense que deixarei você em trio! Você que se ferre para conseguir ganhar esse jogo sozinha!
— Por que não me mata de uma vez? Você é um desgraçado! — Carla chorava, raivosa . — Não preciso ganhar essa merda de jogo. O governo ainda vai sentir falta de nós e nos procurarão!
Agora me veio a cabeça algo que eu nunca pensei. Se estamos aqui, somos todos adolescentes com mães e pais, ou familiares em casa, com certeza eles darão queixa por sumiço de nós e eles virão a nossa busca.
— É mesmo? — perguntou sorrindo o homem. — Eu mesmo falei com seus pais sobre vir para cá, e eles deram autorização legal para vocês participarem de um acampamento científico.
— Mentiu para nossos pais? — perguntei com raiva.
— Eu não poderia sequestrar vinte e cinco jovens e arriscar minha vida por causa de um reality show.
— Vai se ferrar — falei com calma, tão baixo que parecia um sussurro. Mas ele ouviu.
— Nossa, vocês estão bem rebeldes hoje — ele disse olhando para trás. — Primeiro nosso querido Jackob, depois a dupla dinâmica Carla e Jaws, e agora você, Max? Não quero que isso se repita, meu querido gafanhoto Maxwell Johanson.
Começo a lembrar de Jessica e da carta.

"Você foi o último.
O último de vinte e cinco.
Mas você será o último vivo?
Você é capaz de testar
sua sanidade mental? Usar
ela para acabar com
seus oponentes?
Você é uma isca. Todos vocês são.

— Que carta é essa? — Jessica pergunta.
— Eu não sei — digo. — Eu encontrei ela no baú. Quando eu estava no elevador espelhado, e esqueci completamente disso depois.
— Posso ver? — ela pergunta, e eu imediatamente entrego a carta. Ela lê e franze a testa. — Pelo visto, você tem algo especial. Algo que ele quer.
— Como assim? — eu pergunto e Jessica levanta.
— Max — ela inicia. — Você foi o único que recebeu essa carta. Ele quer que você lute.
— Lutar pelo que? — eu falo com um tom alto, confuso.
— Pela sua vida, Max. Pela sua vida.
— Você está dizendo que eu sou o favorito desse homem? — eu pergunto.
— Você é algo do tipo "Guerreiro" — ela explica. — Ele quer que você viva. E acabe com nós.
— Isso não faz sentido — digo. Nesse momento, os outros cinco da nossa equipe entram na cabana e estranham. Vejo isso ao franzirem a sobrancelha. "

— Vou dizer as últimas palavras para vocês. Irei dizer os comandos: Luz vermelha: alguém foi morto, vocês tem 30 minutos para descansar e eu entregarei a arma para o devido matador. Luz amarela: o descanso de 30 minutos acabou e a matança começará em 5 minutos. Luz branca: começou a luta pela sua vida, é hora de matar. Minha assistente está trazendo um gás que fará vocês dormir. E antes que perguntam para que, vou responder: iremos colocar rastreadores em vocês. Não se preocupem, vocês já acordarão na ilha, e assim que todos estiverem acordados, irei colocar a luz vermelha e vocês devem se preparar.
— Boa noite, e também... boa sorte.

Notas finais
Olá seu curioso que não leu aqui em cima Eu sei que você não leu o capítulo, vai ler. É sério. Tem spoiler aqui, hein! Sua última chance. Já avisei que tem spoiler! Ok, você não me escutou. Bom, a história vai elevar, e está já quase no fim (Carinha triste), mas não se preocupe ainda tem muito drama e coisas para se revelar. Bom, o que eu queria falar com vocês é pedir a opinião de vocês. Vocês acham que eu deveria colocar outros pontos de vista nos personagens? Por exemplo, como nessa história agora vai ser o Mason e o Max (NÃO SE PREOCUPEM, OS OUTROS PERSONAGENS VÃO APARECER SIM) quase que o tempo todo, então acho que deveria ter outros pontos de vista. Digam o que vocês acham sobre o ponto de vista de outros personagens aí nos comentários! Explicando o capítulo. 1. As luzes vão iluminar a ilha INTEIRA, e são luzes artificiais, não tem lâmpadas, só vai aparecer a cor dita e vai acontecer a ação. 2. Em momento algum o homem corvo matou a Carla. Quando eu disse: "O homem corvo retirou a faca do pescoço de Carla e fincou na testa de Jaws..." foi porque ele estava passando a faca no pescoço dela, em momento algum eu fiz danos á ela. EU AVISEI QUE TINHA SPOILER AQUI PARA VOCÊ QUE LEU AQUI ANTES DO CAPÍTULO!