A irmã da minha namorada.
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Notas iniciais
Quando Sam chegou com Rosa, eu estava esperando na sala de estar com os garotos.
— Chegamos! — Sam exclamou, trazendo as malas, junto com uma Rosa sorridente. Levantei-me de imediato do sofá e a abracei.
— Eu estou tão feliz que você esteja aqui — disse, dando um beijo em sua bochecha.
— Eu também estou feliz de estar aqui — respondeu ela.
— Hum, Rosa, esses são os amigos da Sam: Ryan, Felipe e Tom. — apresentei-os.
— É um prazer conhecê-los — disse ela, e Ryan a abraçou.
— É um prazer conhecê-la também, dona Rosa.
— Hum... Eu não estou passando muito bem, acho melhor me deitar um pouco. — Sam sussurrou pra mim e eu me virei para ela.
— O que aconteceu? Precisa de alguma coisa?!
— Não! Nada! — exclamou ela, rápido demais. — Provavelmente é só uma queda de pressão. Você pode acomodar a Rosa, não?!
— Hum, claro... ok. — murmurei, pegando as malas da minha governanta.
— Dona Rosa, vai ser um prazer tê-la a senhora morando conosco — Sam disse, a abraçando rapidamente. — Eu preciso ir para o meu quarto, se não se importa.
— Claro que não minha querida. — Rosa sorriu e Sam subiu as escadas para seu quarto.
— Bem, vamos acomodá-la em seu lar então? — disse, sorrindo para ela.
~x~
— Acho que está tudo arrumado não é? — murmurei, olhando para o quarto.
— Está sim, menino Daniel — disse ela, virando seu olhar para mim. — Eu não tenho como agradecê-lo por isso. Não sei se conseguiria passar mais um dia naquela casa vazia.
— Não precisa agradecer, eu fiz de coração. Você mais do que ninguém sabe pelo que passei todos esses anos com aqueles pais desnaturados. Você foi uma das únicas pessoas que ficou comigo — murmurei, a garganta com um nó. Queria perguntar aquilo desde que Sam chegou, então disse de uma vez: — Hum, Rosa, o que aconteceu quando Samantha foi te buscar na casa de meus pais, por que ela disse que não estava se sentindo bem e tudo o mais...
— Eu não sei menino Daniel. Minha filha estava se despedindo de mim, ela e minha netinha, a Mary. Elas vão viajar com a família para Disney para comemorar o aniversário da pequena, e ela queria me ver — disse ela. — Quando a Samantha chegou, ela ficou muito emocionada com a minha netinha. Ela brincou com ela o tempo todo até irmos embora, para falar a verdade.
— Mas então ela não pode estar mal por isso. — sussurrei, agora ainda mais intrigado.
— Talvez seja só um mal estar passageiro. — Rosa tentou me confortar.
— É, talvez seja só isso mesmo... — murmurei, tentando ligar as peças do quebra-cabeça. Mas, na verdade, nunca se sabe o que esperar da Sam, ela é uma verdadeira caixinha de surpresas.
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