A irmã da minha namorada.
26 26.
Notas iniciais
Havia se passado um mês desde aquele pequeno incidente, e eu tentava arrancar uma confissão de Samantha desde então, mas as respostas eram evasivas, e, muitas das vezes, ela se zangava comigo e ficavávamos sem nos falar por dias á fio. Estava cansados dos segredos que ela me escondia, para falar a verdade.
— Por que você acha que ela está escondendo alguma coisa de você? — Josh perguntou, virando-se pra mim.
— Por que eu sei que ela está. O término dela com o Tom não foi um dos melhores e ela nunca me disse o motivo. Parece que nem ele mesmo sabe — respondi. Era uma sexta á noite e eu estava no Mr. McClaire. Fazia algum tempo que não saia com Josh, e naquele dia, especialmente, precisava me acalmar. — A questão é, eu me abri pra ela. Estou confiando nela sobre todas as coisas que disse em relação á minha família. Por que ela não pode fazer o mesmo por mim? Não há nada que ela possa me dizer tão grave assim. Nada que me faça desistir dela.
— Cara, eu nunca tive um relacionamento tão longo, então não tenho o que te dizer — deu de ombros. — Só esfria a cabeça, ok?
— Tudo bem... — murmurei, absorto em pensamentos. Meu copo de caipirinha estava intocado em cima da mesa.
— Mas, fora isso, como está o relacionamento?
— Nada bem. — suspirei. — Quero dizer, eu adoro estar com ela, e quando ela não está zangada comigo por algo que fiz tudo é incrível, mas, bem... — hesitei, imaginando que Josh riria de minha cara ao falar aquilo. — Eu e ela... nós nunca transamos — sussurrei, olhando para os lados para me certificar que ninguém estava ouvindo.
— O que? — Josh cuspiu toda a sua bebida na mesa. — Como assim cara, vocês estão juntos á três meses!
— Eu sei. E, como já disse, é ótimo estar com ela. Mas eu estou apaixonado cara! Como você pode esperar estar apaixonado e não transar com sua namorada?
— Você tem que resolver isso agora. — disse ele. — Você sabe se os meninos estão em casa? E sua governanta?
— Rosa provavelmente está em casa, mas os caras sempre tem coisas pra fazer sextas á noite. Devem estar em alguma balada ou algo assim.
— Então vai lá. A rodada de caipirinha que você quase não bebeu fica por minha conta hoje.
~x~
— Sam? —disse, batendo na porta de seu quarto. — Sam, posso entrar?
— Claro — murmurou ela, e eu abri a porta. Como sempre, ela estava simples, mas linda: Uma regata branca e um short jeans, nenhuma maquiagem, e o cabelo preso em um rabo-de-cavalo. — O que foi?
— Hum, eu... — hesitei, sentando-me ao lado dela na cama. Não sabia como começar. Não sabia se falaria com ela sobre isso ou partiria para a ação. — Eu senti sua falta. — ela deu um meio sorriso.
— Não faz nem meia hora que você saiu daqui. — riu-se ela.
— Para você ver o quanto estou apaixonado. — ela corou, olhando para seu colo, e eu achei aquilo adorável. A última coisa que senti foram seus lábios contra os meus e suas mãos em minha nuca. Me perguntei por que ela sempre tinha que tomar a iniciativa. Daniel, seu maricas! Fechei os olhos, e uma nuvem de prazer invadiu meu ser. A deitei na cama, ficando por cima dela e a beijando novamente nos lábios, agora com mais paixão. Apertei sua cintura e fui subindo até sua blusa, mas quando estava pronto para tirá-la, Samantha me deteu.
— Eu não quero. — sussurrou ela, sentando-se. — Eu não quero, Daniel. Me desculpe. — Não aguentei, e desabafei tudo que estava engasgado em minha garganta há meses.
— Tudo bem, eu não aguento mais isso — gritei, nervoso. — Sam, nós estamos namorando há três meses. Três meses, e nós nunca transamos. Eu não...
— Espere. — Me interrompeu, com um olhar incrédulo. — É só por isso que você está comigo? Pra transar?
— Não, é claro que não! — respondi, passando a mão em meu cabelo, tentando esclarecer meus pensamentos, mas não estava adiantando. Eu ainda estava nervoso. — Se fosse por isso, eu já teria transado com você e já teria te largado! Eu estou cansado de seus segredos e de suas mentiras.
— Mentiras... — sussurrou ela. — Quando menti pra você?
— Você não está apaixonada por mim! — exclamei, irado.
— Eu nunca disse que estava apaixonada por você, Daniel. —disse ela, começando a chorar, e nesse momento eu percebi que havia feito uma enorme besteira. — E você me disse uma vez que faria de tudo para mim confiar em você. Eu não confio o bastante em você para transar com você.
— Me desculpe, eu... eu só estou muito nervoso com tudo o que anda acontecendo em minha vida, e meu pai...
— Seus problemas com seu pai você deveria resolver com ele, não descontar em mim. — respondeu ela. — Eu sei que você tem esse problema, e estou tentando te ajudar, mas, sinceramente Daniel, você não tem 10 anos! Você é praticamente um homem adulto. Assuma seus erros e suas responsabilidades.
— Me desculpe por te pressionar. Eu prometo que isso não vai acontecer nunca mais.
— Não vai acontecer mesmo — suspirou ela. — Eu quero terminar.
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