Notas iniciais
Boa leitura :)

Eu estava ciente de que tinha estragado todas as chances, por mínimas que fossem, de ficar com Samantha, então o mínimo que eu poderia fazer era ser honesto com ela.

— Eu... eu... — virei-me, fechando a porta. Não queria que ninguém entreouvisse essa conversa. — Ocasionalmente, preciso me ferir e/ou tomar esses remédios para me sentir... —pigarreei, escolhendo as palavras certas. — Sentir alguma coisa.

— Você se corta? Porque?! — indagou ela, e eu fiquei surpreso ao perceber que havia lágrimas em seus olhos, prontas para cair.

— Ok... — suspirei, me sentando na cama. — Meu pai fazia coisas horríveis comigo e com minha mãe. Ele me usava como um peão. Eu tinha de agir de determinada maneira e namorar determinada pessoa para o ajudar em sua carreira. Eu nunca fiz nada que realmente queria, minha mãe era ausente e eles me tratavam como um lixo. — disse, olhando para o chão e tentando engolir o choro, sem sucesso. — Chegou ao ponto de eu me sentir inútil e sem valor. Comecei a questionar minha existência. Tentei me matar duas vezes. Se não fosse por minha governanta, eu não estaria aqui. — murmurei, olhando pra ela, e fiquei desesperado ao perceber que ela estava chorando.

— Aonde estão os cortes?

— No meu braço — dei de ombros, querendo dizer que não me importava mais.

— Tira a camisa — ordenou, limpando as lágrimas de seu rosto com os dedos. Tirei a camisa e ela segurou meu braço, procurando pelos cortes. Arregalou os olhos quando percebeu que alguns deles eram recentes. — Quando foi?

— Ontem. — sussurrei e tremi ao sentir a extremidade de seus dedos gelados passarem lenta e carinhosamente por todos os meus cortes. Então ela se inclinou e beijou-os. Seu hálito quente na pele de meu braço não estava me ajudando a esquecê-la.

— Para, por favor — pedi em um sussurro.

— O que foi? — ela levantou a cabeça para me olhar nos olhos.

— Não faz isso, eu fico parecendo um maricas. — ela deu um riso fraco.

— Todos temos nossos dias nublados. — murmurou ela. — Olha, eu quero que você prometa que não vai fazer mais isso.

— Não posso prometer, não é assim...

— Então, quando sentir vontade de se cortar, converse comigo. Eu quero ser seu escape. — sussurrou ela, entrelaçando nossas mãos, e fazendo meu coração dar um pulo no peito. Então, lentamente, ela juntou nossos lábios num beijo doce e apaixonado, o qual demorei alguns segundos para ficar consciente de que aquilo não era mais um sonho plantado pela minha imaginação fértil, já que minha mente estava vagando numa nuvem de prazer.

— Você é meu escape. — sussurrei, e ela sorriu entre o beijo.

Notas finais
Entãaaaaaaaaao, surpresos com o rumo da história?! A SAM BEIJOU O DANNY!!!!! Isso precisava acontecer mais cedo ou mais tarde, concordam?! Como eu disse antes, a Sam e o Danny não são assim TÃO diferentes, e vocês vão entender o porquê mais para frente hehe. Enfim, o que acharam desse capítulo?! O que vai acontecer depois do beijo? Será que eles vão começar a namorar, ou a Sam ainda não quer nada com o Danny? Façam suas apostas e me digam aqui nos comentários. *** Ah, eu estava pensando em fazer dias fixos para atualizar a fic, assim não fica tão confuso pra vocês, o que acham? Estava pensando em postar de Segunda e Sexta, tudo bem pra vocês?! ***** LEITORES FANTASMAS, APAREÇAM, EU NÃO MORDO!!! ******* Até sexta amores, beijos.