A irmã da minha namorada.
27 27.
Notas iniciais
Eu não preciso de Samantha. Se ela quis terminar, não vou ficar me lamentando, afinal, sou Daniel Evans, filho de Jack Evans, um dos empresários mais influentes do Texas. Eu posso pegar quem eu quiser. Havia bebido algumas latas de cerveja, mas já sabia exatamente o que fazer. Teclei rapidamente em meu celular:
"Espero que seus pais não estejam em casa, pois estou passando aí."
Recebi a resposta quase que imediatamente:
"Eles estão numa reunião do partido em Washington. Presumo que minha irmãzinha tenha te dado um pé na bunda, já que não ouço sobre você há meses."
Trinquei os dentes, escrevendo em meu celular:
"Uma noite. É só o que preciso."
Cinco minutos depois, estacionei em sua casa, correndo para a porta da frente já aberta. Essa, com certeza, seria uma noite divertida.
~x~
Mas a manhã seguinte certamente não foi divertida. Minha cabeça estava rachando de dor e quando lembrei dos acontecimentos da noite passada, senti repulsa de mim mesmo —um sentimento rotineiro, para falar a verdade—, não somente pela bebedeira com Josh e por ter transado com Paloma, mas por ser um idiota e trair a confiança de Samantha. Como pude pressioná-la a ponto de terminarmos dessa maneira? Eu sou um ser desprezível.
— O que está fazendo? — Paloma perguntou, com a voz sonolenta, quando me viu pegar minhas roupas do chão e vesti-las.
— Preciso fazer as pazes com a Sam — murmurei, olhando para meu relógio de pulso. Eram seis e meia e, se eu corresse, conseguiria conversar com ela antes de sua primeira aula na faculdade.
~x~
Procurei por ela por todo o campus e finalmente a encontrei sentada no banco da cantina lendo.
— Sam, posso falar com você? — pedi. Ela nem levantou o olhar. — Sam!
— Nós não temos o que conversar — respondeu, fechando o livro e se levantando.
— Temos sim! Olha, me desculpe por ser um idiota, eu não devia ter agido e falado daquela maneira com você. Mas eu não posso te perder agora, não quando estou melhorando...
— Daniel — ela sussurrou, me interrompendo. — Eu sei que você passou a noite com minha irmã.
— O que? — ela pousou seus olhos nos meus, sem desviar o olhar por um instante.
— Fizeram uma matéria sobre isso naquele site de fofocas do colégio e um anônimo me mandou o link por SMS. — suspirou. — Não há mais nada a ser dito. Não sabia que você poderia ser tão baixo.
Fale com o autor