A irmã da minha namorada.
28 28.
Notas iniciais
Novamente, eu estava sem ter para onde ir. Eu consegui estragar o relacionamento com a única pessoa que me fazia sentir melhor, que me fazia querer mudar e ser o melhor que eu posso. Como fui tão idiota?
— Você tá bem, dude? — Josh virou-se para mim, preocupado.
— Estou sim. — dei de ombros. — Só estou mal por ter que te encher o saco pela segunda vez no mês. Prometo que vou arrumar algum lugar...
— Nem começe — me interrompeu, dando um tapa no meu ombro. — Amigo é para essas coisas. Agora eu preciso ir, se não acabo perdendo meu encontro. — riu-se ele.
— Tudo bem, vai lá.
~x~
Tentei ligar para o celular de Samantha a tarde inteira, mas só dava caixa postal, então resolvi ligar no celular do Ryan.
—Alô? Danny?
— É... hum... oi, Ryan, tudo bem?
— Tudo sim cara, e aí? — perguntou-me ele.
— Hum... eu queria saber se a Sam está por aí. Tentei ligar pra ela a tarde toda, mas só deu caixa postal. — disse eu, mordendo os lábios de aflição.
— Não, ela não está. Pra falar a verdade, ela passou o dia todo fora com o Tom... — assim que ouvi o nome de Tom, congelei. Não consegui ouvir mais nada que saía do telefone, pois o deixei cair no chão de tanta raiva. Aquele garoto era esperto, e eu o tinha subestimado. Ele só estava me esperando fazer alguma besteira — ele sabia que eu faria, eu sempre faço —, para estragar meu relacionamento com Samantha e voltar com ela. Eu deveria saber. Minhas mãos institivamente foram parar em meu rosto, e comecei a arranhá-lo com toda a força. Estava chorando e totalmente sozinho na casa de meu melhor amigo. Muito conveniente, não é mesmo? Se, ao menos Rosa estivesse aqui, ela faria com que eu me acalmasse e não me deixaria correr para meu único escape — as minhas lâminas. Mas ela não está aqui agora. Ninguém está, o caminho está completamente livre para mim acabar com minha vida nesse exato momento. Com os olhos cheios de lágrimas, corri até minha mala á procura de minha lâmina e meus remédios. Eu nunca tive motivos concretos para não fazer isso, ninguém nunca se importou á ponto de ficar. Talvez fora por isso que eu criei esse tal personagem “rei” da escola. Pra sentir que tinha amigos. Engoli todos os remédios que consegui encontrar na mala e comecei a me cortar novamente. Dessa vez, tirei minha camisa e também fiz alguns cortes bem profundos em minha barriga, coxas e pernas. Já estava sentindo os remédios fazerem efeito, pois estava zonzo. Caí no chão, prestes a fechar os olhos completamente, quando vejo Samantha abrir o portão da garagem e correr em minha direção. E então desmaiei.
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