A ilha infernal

13 Batalha Silenciosa


Notas iniciais
E ai pessoal, cá estou eu de novo. Não sei se eu disse mas se tiver dito repito. Estou trabalhando então fica mais difícil de escrever, mas não se preocupem eu não abandonei a história. Bom como demorou, tentei caprichar o máximo este capitulo. Espero que gostem

Kalina fitava Arlan profundamente. Por muito tempo nutrira ódio por ele porem agora o amava com todas as suas forças e lamentava muito o fato de ter de mata-lo. Seu dever era eliminar todo o foco de energia das trevas, pois as mesmas poderiam destruir o mundo.

O seu poder da água, presente dos deuses, lhe permitia fazer qualquer coisa com a mesma. Se houvessem nuvens no céu poderia criar uma imensa tempestade com poder suficiente para colocar toda a cidade debaixo d’água. Porem o seu ás era o sangue. A partir do momento que conseguisse fazer um oponente sangrar ela poderia domina-lo por completo. Um simples filete de sangue daria acesso a todo o sistema circulatório de seu adversário.

Poderia explodir um coração simplesmente transportando uma quantidade absurda de sangue para o mesmo. Poderia fazer seu oponente ter um AVC simplesmente interrompendo o fluxo de sangue que ia para o seu cérebro por um tempo ou então sobrecarregando os vasos sanguíneos até que rompessem todos de uma vez.

Se fosse um inimigo normal bastaria afinar e aumentar a pressão da água a ponto dela se tornar uma lamina mortal. Ou então aumentar a pressão de forma que quando o jato o atingisse abrisse um buraco em sua barriga. Mas era de Arlan que se tratava.

Arlan era simplesmente um monstro. Os seus poderes demonstravam a sua personalidade. Podia ser tranquilo como a luz ou podia ser avassalador como as trevas. Quando se deixava dominar pelas trevas era uma loucura total. Da ultima fora salva pela sua dominação de sangue e mesmo assim, só o suficiente para paralisar as suas pernas e fugir, pois, não teria a menor chance se continuasse.

Arlan fitava Kalina com puro ódio. Da ultima vez que lutaram por pouco não perdera as pernas. O seu lado escuro o havia dominado e ele perdera completamente o controle de seu corpo, no desespero Kalina rompera algumas veias o que fez com que perdesse bastante sangue, o bastante para incapacita-lo. Se não fossem os poderes de Fésius estaria morto ou no mínimo sem as duas pernas. De vez em quando ainda sentia uma fisgada aqui e ali, mas era o suficiente para fazê-lo estremecer. Cada vez que a dor vinha seu ódio por Kalina aumentava e cada vez mais sonhava com o dia em que se embriagaria com seu sangue.

O poder das trevas exigia isso. Por ser um poder forte e extremamente destrutivo, ele precisava repor a sua energia sempre que o usava e para isso precisava sorver o sangue de seus inimigos. Quando o inimigo tinha algum poder, ao completar o seu ritual, o poder de seu inimigo passava para ele.

Normalmente ele não gostava de fazer isso, pois isso o fazia parecer um demônio vindo direto das profundezas do inferno, por isso estava estudando uma nova maneira de se recompor. Recentemente descobrira uma parte que sequer poderia imaginar de seu poder, apesar de que o tema estava relacionado diretamente com o elemento: A necromancia.

Usando o poder das trevas ele conseguia reviver os corpos dos mortos. Porem lhes faltava alma e por isso apenas pareciam canibais sedentos de carne humana. Para a sua sorte, porém, não precisava se ater aos mortos comuns. O seus poderes lhe permitiam reanimar os corpos de antigos heróis. Heróis com poderes formidáveis que permaneciam com eles ao seu retorno. Realmente eram seres muito poderosos mas como qualquer coisa tinham a sua fraqueza. No caso deles bastava arrancar-lhes a cabeça. Apesar de parecer uma tarefa fácil, outra parte de sua magia o permitia controlar os corpos como marionete o que fazia com que lutassem como um.

Um relâmpago sinalizou o inicio da luta. Kalina começou lançando esferas de aguas de alta pressão em Arlan que desviava facilmente. Estavam caçando um ao outro pelos telhados das casas e a magia de Kalina estava destruindo-os. Arlan queria evitar um alvoroço então usando um pouco de magia de magia criou um escudo com sombras nas casas impedindo-as de serem destruídas.

Kalina vendo que seus ataques não faziam efeito mudou o padrão para esferas com menor pressão, porém com o dobro da velocidade. Algumas acertaram, porém o dano foi pouco. Arlan parou de correr, outro trovão ressoou e dessa vez atingiu o local onde Kalina estava e por pouco não a acertou. Parecia que uma força maior estava tentando impedir o conflito, porém ambos estavam determinados a tomar a vida de seu adversário.

Arlan endureceu a expressão e começou a recitar um encantamento, ergueu as mãos e uma fumaça negra começou a sair de suas mãos, a fumaça começou a afinar e de repente se endureceu formando uma espada. Kalina fez o mesmo com a agua, porém com névoa. A água se misturou com a névoa se transformando em gelo e logo Kalina também estava portando uma espada. Precisava somente de um arranhão para acabar com aquilo.

Ambos avançaram a uma velocidade anormal até mesmo para elementais, a velocidade dos golpes de Kalina era absurda porém Arlan sem esforço nenhum desviava de todos. Kalina encurralou Arlan em uma parede, porém antes que ela desferisse o golpe final ele criou um portal e se teletransportou para trás dela não a acertando por pouco pois o seu corpo se liquefez e se juntou a água da chuva.

Arlan recitou um encantamento e começou a ser erguido por braços feitos de fumaça negra. Enquanto recitava o resto do corpo ia se formando. Era um ser com garras enormes, dentes saltados para fora, e olhos mais vermelhos que o sangue. A criatura se inflamou e a água evaporou deixando apenas uma Kalina escaldada urrando de dor. Desta vez Arlan sorria. Um sorriso totalmente perverso, deliciando-se com a dor de Kalina.

Depois de um tempo decidiu parar de hesitar, mataria Kalina e sorveria seu sangue absorvendo os seus poderes e por fim estaria livre da peste. Porém não seria tão fácil, visto que a tempestade aumentara e a água que caia sobre o seu corpo curava as suas feridas. Kalina começou a recitar um encantamento e aos poucos a água foi cobrindo seu corpo. Quando ela terminou uma armadura azul reluzente cobria todo o seu corpo. Em seu braço direito repousava um escudo dourado com um grifo encrostado, e em sua mão esquerda empunhava uma espada cravejada de joias. Ao desferir um golpe no ar, a água que os cercava se tornou uma onda forte o suficiente para derrubar Arlan, Kalina avançou e pulou com a espada erguida, a água acompanhando a espada parecendo uma furadeira pronta para destruir Arlan. Dessa vez foi a vez dele recuar. Recitou um encantamento e uma fumaça acinzentada se espalhou pela arena. O corpo de Arlan se juntou a fumaça e Kalina se viu encurralada, pois não podia atacar o ar simplesmente. Como poderia vencer um oponente que não podia sequer ver, quanto mais tocar.