A ilha infernal

14 Um triste adeus


Notas iniciais
Ah, mal posso expressar a alegria que estou por finalmente estar acabando com a primeira parte da minha fic. Sim essa é só a primeira parte, por isso peço que esperem e não abandonem, pois ainda tem o epilogo e na próxima parte será muito melhor. No epilogo eu darei mais detalhes. Espero que gostem desse capítulo. Até mais

O homem misterioso andava pela ilha a procura de sua parceira, era só uma questão de tempo até que seus planos se concretizassem finalmente. Demorara mais de um século mais logo estaria completo novamente. Sentiu o impacto de golpes se chocando e foram em direção as ondas de energia que iam em direção aos céus.

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Andrew atacava desesperadamente a tudo o que se mexia. Apesar de seus poderes estarem recuperados, ainda não os dominava muito bem portanto teria de se contentar com o que sabia fazer no momento, pequenos globos de luz explosivos e cura. A cura era para si, pois estava ferido. Nunca vira nada parecido na sua vida, eram criaturas poderosíssimas, estavam em apenas dois, mas valiam por um exercito inteiro de monstros.

O enforcado tinha a estranha habilidade de criar cordas que ao prender seu inimigo se transformavam em cobras extremamente venenosas. O outro apesar de cego tinha a pontaria quase perfeita. Não fosse a agilidade de Andrew, já estaria morto há muito tempo. Por mais que atacasse o máximo que conseguira fazer foi causar uma cegueira temporária nos monstros, porém foi inútil visto que o tempo era curto de mais e insuficiente para fugir. Até tentou, porém foi cercado novamente.

Recitando um feitiço de cura, tratou do ferimento em seu braço causado por uma bala que pegou de raspão. Tentou criar um escudo, porém os monstros eram fortes de mais e rapidamente passaram por ele.

Um vulto passou por ele e em sobressalto atacou. O vulto rebateu tranquilamente a esfera de luz antes de se interpor entre os monstros e ele. Os monstros urram porém algo os fez recuar. Andrew percebeu que estava tremendo e percebeu que era o estranho que fazia isso. A aura que ele emanava era forte demais, era como se fosse um oceano em fúria e ele fosse um pequeno barco a remo indo em direção a um tsunami.

Tentando se recompor foi em direção ao vulto que soltou uma onda de ar derrubando-o novamente. Não só a ele como também aos monstros. O estranho encapuzado era realmente forte, forte as suficientes para colocar aquelas criaturas horrendas no chão. Os monstros foram recuando um a um enquanto o estranho murmurava algo e seu capuz. A terra começou a tremer e uma fissura começou a se abrir em direção aos monstros que agora corriam desesperados, porém em vão. Todas foram tragadas para o fundo da terra de onde não mais sairiam.

Andrew olhava horrorizado para o espetáculo que se desenrolava em sua frente, aquele estranho tinha uma intenção assassina selvagem fora do comum, era como se fosse uma besta e não um ser humano. Parecia que estava preparado para rasgar a sua garganta com as mãos nuas e sequer estremeceria ao fazer tal coisa.

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Por algum motivo em especial as criaturas invocadas por Aya começaram a recuar, não que Sophie fosse ter poder suficiente para fazer isso, muito pelo contrario, mas algo as assustara, provavelmente foi a intensa aura que sentiram agora a pouco, era provavelmente tão forte quanto qualquer um dos heróis em seu auge ou talvez até forte como a líder de seu grupo. A intenção assassina ficou no ar e era algo extremamente aterrorizante, ela não queria se demorar, pois não queria encontrar o dono da aura e da intenção, sabia que estaria ferrada se o encontrasse. Precisava acabar com Sophie o mais rápido possível.

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Arlan estremeceu levemente, a batalha contra Kalina estava demorando mais o que o planejado e embora não quisesse admitir sua energia estava acabando, teria de recorrer à sua carta secreta ou então acabaria morto. Porém, agora também tinha de se preocupar com a aura que sentira a pouco, embora tivesse reagido de forma indiferente, sabia que era poderosa demais e se perguntava como algo tão distante poderia ter chegado até ele. Mesmo sabendo da resposta temia ter que enfrentar tamanho oponente. Era algo além de seu controle, era alguém com poderes que poderiam ser considerados até divinos. Suspirando ergueu as mãos e começara a recitar o encantamento. Seria o seu golpe final e se não desse certo o seu plano teria de recuar. Ele lidaria com o dono da aura depois.

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Andrew agora precisava mais do que nunca arranjar um meio para fugir dali. Se tentasse enfrentar o estranho acabaria morto. Tinha pensando num plano arriscado. Tinha gastado praticamente todas as suas energias lutando contra as criaturas e agora tinha pouquíssima restando. Teria de superar seus limites se quisesse sair dali com vida e mesmo assim ainda temia que Fésius fosse tentar tomar conta de sua mente novamente. Da ultima vez sua esposa o salvara, porém, ela mesma havia dito que não poderia salva-lo de novo e se Fésius tomasse o controle de nada adiantaria fugir, pois teria perdido para sempre o controle de sua mente. Mesmo assim tinha que tentar, sabia que alguma coisa muito grave estava pra acontecer, algum poder maior estava tramando contra o destino tanto dele quanto do resto da humanidade. O estranho era prova disso, pois sabia que nunca mais sentiria um poder tão forte em sua vida.

Andrew começou a recitar um encantamento, porém a tarefa se mostrou árdua, pois estava muito cansado da batalha contra os monstros. Ainda assim não podia desistir, mesmo que não pudesse sair da ilha precisava encontrar Sebastian e Sophie, estava muito preocupado com ambos, pois desde que o ataque começara que não os via e estava muito preocupado. Precisava sobreviver por eles.

Uma esfera de luz começava a aparecer entre suas mãos, mas ainda não era suficiente, precisava de algo muito maior pois iria acabar com tudo de uma vez só, se seu plano desse certo acabaria não só com o estranho encapuzado como também com o resto dos monstros daquela ilha. Mesmo que isso parecesse impossível precisava tentar, Pelos seus amigos, pela memória de sua família. Conforme a esfera crescia, seu cansaço aumentava a ponto de ter de lutar para se manter de pé. Continuou recitando até que a esfera atingiu um tamanho descomunal.

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O estranho olhava com uma muda admiração para Andrew, estava disposto a sacrificar tudo (Embora nem o próprio Andrew soubesse o que custaria seu próximo ataque) em prol de tentar derrota-lo. Realmente, o receptáculo de Fésius era um ser a ser estudado. Ele não poderia permitir que morresse desse jeito. Foi então que tomou uma decisão. Precisaria tentar se aproximar de Andrew.

Usando a técnica de passos rápidos foi para trás de Andrew e o golpeou na nuca. A esfera explodiu o que o surpreendeu, a luz irradiou por toda a ilha. Por mais que fosse um ataque forte, não surtiu efeito nele, pois o elemento luz não era um elemento feito para matar e sim para purificar. Ainda assim, sentiu o calor emanando da luz. Lagrimas brotaram em seus olhos.

Sebastian ainda não queria despedir do seu amigo mais podia sentir o poder das trevas tomando conta de seu corpo. Preparou-se para o que estava por vir, mas nem mesmo todo o treinamento do mundo poderia tê-lo preparado para aquilo.