A ilha infernal

10 Aquela que domina a vida


Notas iniciais
E ae pessoal, estou muito feliz pois agora finalmente estou conseguindo escrever de novo. É por isso que hoje lhes trago esse capitulo recem saido do forno. Espero que gostem

Sophie acordou sobressaltada, as lembranças do dia anterior a atingiram como um meteoro. Sobrevivera ao ataque daquele monstro mais como? Ouviu o som de passos e fingiu que estava dormindo.

— Sei que está acordada. Não precisa ter medo, não vou te machucar.

A doçura na voz surpreendeu Sophie, principalmente sabendo que era a voz era do monstro que quase a matara no dia anterior. Sabendo que nada havia a se fazer virou-se para encara-lo. Um detalhe fixou-se a sua mente. Seus olhos, da ultima vez eram castanhos e agora estavam cada um de uma cor, o esquerdo dourado e o direito roxo.

— O que aconteceu com seus olhos?

Ele a olhou como se fosse uma estranha porem o seu sorriso o tranquilizou. Estranhamente era reconfortante estar junto dele.

— Não se preocupe com isso. Espero que não fique brava mas tivemos que troca-la.

Sophie olhou para baixo e viu que suas roupas haviam sido trocadas por uma simples camisola. Enrubesceu e em seguida agarrou os joelhos. Lembrou-se de seu pai e imediatamente a sua raiva voltou.

— Cadê aquele velho?

— Refere-se à Sebastian?

— Sim, onde ele está!

Andrew a encarou por um tempo e logo em seguida saiu da sala. Sophie atônita tentou-se levantar mas uma dor lancinante percorreu cada centímetro do seu corpo. Levantando a camisola percebeu o tamanho da ferida em seu tórax. Um corte enorme ia de seus intestinos até o começo de sua caixa torácica. Olhando para isso estava se perguntando o porque de ter sobrevivido até que as ultimas palavras de Andrew voltaram a sua mente: Eu sou a vida, eu sou luz. Eu sou a cura, eu sou o poder. Eu sou o panteão da luz, Eu sou Andrew!

Milhares de perguntas se passavam pela sua cabeça. Será que ele a curara? Afinal de contas o que ela aquela coisa na qual ele se transformara? Essas perguntas poderia fazer depois o que mais interessava agora era encontrar seu pai Sebastian e terminar o que começara antes, embora duvidasse que na sua atual situação pudesse realmente fazer qualquer coisa.

Escutou um click e a porta se abriu, era Andrew. Estava com um olhar questionador em seu rosto o que o deixava de certa forma mais belo ainda. Os seus olhos a deixava encantada e teve de fazer muito esforço para desviar o olhar.

— Muito bem, antes de qualquer coisa deixa eu me apresentar. Meu nome e Andrew e você se não me engano é a Sophie correto?

Ela acenou com a cabeça indicando que sim, as lembranças daquela coisa ainda perduravam em sua mente e um leve tremor tomou o seu corpo. Andrew percebendo o medo de Sophie e deu um sorriso triste e tentou tranquiliza-la

— Eu sei, eu realmente a machuquei não foi. Eu realmente sinto muito mais Fésius tomou conta do meu corpo e não havia nada que eu pudesse fazer.

“Felizmente de alguma forma eu consegui recobrar a consciência e permita-me dizer eu nunca senti tanto poder na minha vida. Este é o motivo dos meus olhos estarem cada um de uma cor. O dourado representa a luz e o roxo representa as trevas, embora eu ainda não saiba o porquê de ele está dessa cor.”

— E deixa-me adivinhar um desses poderes foi a cura?

— Ao que parece sim. Mas não foi só isso... Não, já falei de mais. Você e seu pai tem muito que conversar e depois eu quero que você me explique algumas coisas.

Antes de deixar a sala Andrew esboçou um sorriso brincalhão no rosto e disse

— A proposito, você ficou uma gracinha nessa camisola.

Sophie imaginava que devia estar parecendo um tomate nesse momento, pois nunca um homem havia observado ela de tal maneira. Rindo Andrew deixou o quarto e Sebastian sério adentrou o recinto.

**

Arlan observava o céu coberto de nuvens, uma tempestade e Arlan sabia que isso não era boa coisa, pois sempre que tempestades apareciam, elas a traziam. A usuária do elemento água Kalina, tinha uma obsessão doentia por ele. Dizia que ele era destinado a ser morto e que seria pelas suas mãos. Da ultima vez a batalha tinha sido tão violenta que o bairro inteiro teve de ser evacuado, pois o impacto estava destruindo tudo que rodeava.

Sentiu um pequeno arrepia e sabia que ela estava vindo. Desta vez não iria poupa-la. Faria o impossível para derrota-la e acabar com a sua perseguição de uma vez por todas. Porém sabia que não seria fácil, pois a luta contra Andrew metamorfoseado em Fesius exaurira todas as suas forças.

Para a sorte de Andrew o seu poder de luz o salvara de ser desintegrado na abertura do portal de Hamman, técnica que só pode ser utilizada por aqueles que dominam um dos três grandes poderes, deuses, demônios ou o dá criatura. A sua existência parecia até uma brincadeira pois, nascera dominando dois dos grandes poderes, embora não controlasse o da criatura. Ainda assim, a sua força poderia ser comparada à dos próprios deuses. O juiz Mihael também controlava um dos poderes mais misteriosamente algo em sua presença conseguia intimidar até mesmo a ele. A grande fraqueza de Arlan era justamente o poder de Fésius que sempre que usado se esgotava deixando-o exausto por semanas e dessa vez não fora diferente. Normalmente o portal de Hamman só pode ser aberto pelos 6 heróis reunidos, porém Mihael ciente de sua força, resolveu usa-la para auxilia-lo e qual não foi a surpresa quando a custo de seus poderes se esvaírem o portal abriu com força suficiente para mandar Andrew/Fésius para aquela ilha horrorosa com aquelas criaturas grotescas nascidas da energia negativa liberada pelos eventos ocorridos. Um tremor sacudiu a sua propriedade e ele já sabia que Kalina estava a sua espreita. Agora chegou a hora de mostrar a verdadeira natureza de seus poderes. Chegou a hora de mostrar a face do filho das trevas. A nomenclatura tempestade já não era mais valida naquele momento. Sabia que a destruição seria imensa mais nesse momento não estava nem aí. Embora ainda um pouco fraco o poder de Fésius lentamente estava voltando e a criatura finalmente estava para despertar em seu corpo e quando isso acontecesse tinha certeza que poderia domina-la. Escutou um riso abafado e seu reflexo não falhara. Defendeu um golpe forte cujo impacto o jogou para o ultimo andar do prédio. Arlan sorriu, agora era tudo ou nada se por algum motivo ele sangrasse estaria acabado.