A grande guerra!
2 O acidente
Notas iniciais
14 anos depois...
– Emily? –perguntou a menina que aparentava ter sete anos de idade- aonde a gente vai?
– É surpresa Laura -respondeu colocando um laço cor de rosa no cabelo da menina – Vamos?
– Vamos -respondeu animada segurando a mão da irmã
Elas desceram as escadas e se encontraram com a mãe na sala, assim que chegou lá Laura soltou a mão de Emily e foi correndo entrar no carro
– O William já está no carro, vamos Emily?
– Vamos! –respondeu caminhando lentamente até á mãe
– Está tudo bem filha? – perguntou preocupada
– Eu estou com um mau pressentimento, como se algo ruim fosse acontecer. –disse colocando a mão no coração
– Não pense nisso filha, é só um pensamento ruim-disse abraçando a filha
– Eu te amo mãe! –disse abraçado-a de volta
– Também te amo minha filha! –respondeu com um sorriso
– E eu amo as duas! –disse William abraçando as duas
– Eu amo os três –disse Laura entrando no abraço também
– E eu –disse a mãe- amo todos vocês. Agora vamos logo antes que eu desista- brincou saindo do abraço
– Vamos –disseram os três juntos
Então eles entraram no carro e partiram estrada afora
POV William
Eu não sei explicar bem como aconteceu, estávamos indo até a casa da tia Lucy (irmã da minha mãe, Mary) pra fazer uma festa surpresa pra Laura, eu e minhas irmãs estávamos cantando uma musica qualquer que tocava na rádio, estávamos quase chegando, a Laura tirou o cinto de segurança pra pegar sua boneca que havia caído no chão, der repente um carro entrou na contra mão, minha mãe tentou desviar, as meninas gritavam desesperadas, estávamos sem freio, quando viu que o carro ia cair em um barranco minha mãe tirou o cinto e pulou para trás o mais rápido possível e colocou o cinto na Laura de novo. Foi tudo muito rápido, o carro caiu, minha mãe atravessou o pára-brisa e foi arremessada para fora do carro, a Emily bateu a cabeça no banco e desmaiou a ultima coisa que ouvi foi um grito de dor e desespero da Laura. Então tudo ficou preto.
POV Autora
Emily tentou abrir os olhos, mas não conseguiu, pois tinha uma luz muito forte no local onde estava. Ela tentou novamente, desta vez mais devagar para os olhos se acostumarem com a claridade. Ela abriu os olhos completamente e olhou em volta, estava em um quarto branco e seu irmão estava ao seu lado sentado em uma poltrona. Ela se sentou na cama onde estava e colocou a mão na cabeça que estava doendo muito
– William? –disse fracamente- onde eu estou?
– Emily? –se levantou e foi ate ela- você esta no hospital
– No hospital? –ele concordou com a cabeça- o que aconteceu?
– A gente sofreu um acidente –só então ela viu que o braço dele estava enfaixado e flashes do acidente começaram a vir em sua memória- O carro caiu em um barranco e bateu em uma arvore
– Onde estão a Laura e a mamãe?
– A Laura está internada e a mamãe... –ele fez uma pausa
– O que aconteceu com ela?
– ... – mais silêncio
– William não me diga que... –ele concordou com a cabeça
– Ela foi arremessada para fora do carro –respondeu chorando- ela não resistiu e... – ele é interrompido por um abraço carinhoso que ela havia lhe dado
– Não fala essa palavra, não vou ter forças pra ouvir –disse chorando em seu ombro
Eles ficaram assim por alguns minutos até que Emily se afastou dele quebrando o silencio
– Você contou pra Laura? –perguntou secando as lagrimas
– Não ela ainda não acordou –respondeu pegando uma sacola em cima da poltrona em que estava- toma – disse entregando pra ela
– O que é isso? –perguntou abrindo a sacola
– Roupas. A enfermeira disse que quando você acordasse era pra te mandar ir tomar um banho e tirar essa roupa de hospital. Você já recebeu alta
– Quanto tempo eu dormi?
– Três dias.
–Uau. Então eu vou ir tomar um banho -disse se levantando e indo em direção ao banheiro
– Ok te espero aqui –respondeu com um olhar triste
Meia hora depois Emily saiu do banheiro usando um vestido tomara que caia branco com uma jaqueta de couro por cima, uma bota cano longa preta e o colar em forma de coração dourado com uma pedrinha vermelha que nunca tirava a pedido de sua mãe. Quando voltou para o quarto encontrou Amanda (sua melhor amiga e namorada de seu irmão) abraçada com William e uma enfermeira.
POV Emily
Quando Amanda me viu veio correndo me dar um abraço
– Eu lamento muito Lily
Eu a abracei de volta e comecei a chorar como uma louca, a ficha ainda não tinha caído
– Tudo bem, pode chorar –disse fazendo carinho no meu cabelo
Eu me afastei dela e sequei as lagrimas que insistiam em cair. A enfermeira me chamou e disse que precisava fazer um curativo na minha testa (que estava cortava) e ai eu poderia ir embora. Quando ela terminou um medico entrou no quarto onde estávamos e disse que era pra irmos ver a Laura. Chegando lá a vimos com uma faixa nos olhos e Lucas segurando sua mão.
– Vamos tirar essa faixa mocinha? –perguntou o médico
– Vamos! Não vejo a hora de poder ver! –disse animada
O médico fez uma careta e começou a tirar a faixa que estava em volta da sua cabeça da menina quando terminou Laura olhou em volta como se estivesse procurando algo.
– Emily? –perguntou olhando para os lados- porque a luz tá apagada?
– Laura a luz tá acesa meu amor –respondi nervosa
– Então porque eu não estou enxergando nada? Por que tá tudo escuro?
Eu, William, Amanda e Lucas(que tinha a mesma idade que ela) começamos a chorar, Lucas a abraçou e ela também começou a chorar
– Emily...acende a luz –pediu chorando
Eu não consegui ouvir mais nada, tudo ficou escuro e eu desmaiei.
– Emily -gritou William a segurando antes que ela pudesse cair naquele frio chão de hospital
Bem longe dali...
– Princesa Jujuba?!
– Sim mordomo menta –perguntou ao lado de um garoto loiro
– Ela morreu! –disse nervoso
– Quem Mordomo menta? –perguntou o garoto
– Mary Dickinson –respondeu deixando uma lagrima cair
– O que? –gritou se levantando rapidamente- eu preciso ir- E saiu correndo para o seu quarto
– Quem era ela Menta? –perguntou Finn
– A guardiã da criança dos olhos coloridos
No quarto da princesa...
Jujuba pegou o celular e discou um numero rapidamente
– Alô Lara? Eu liguei pra dizer que falhamos. Ele encontrou a Mary...ela está morta! A profecia está prestes a se cumprir, não a nada que possamos fazer a não ser rezar para que a menina encontre o irmão!
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