A grande guerra!
3 Conhecendo Beatriz
Notas iniciais
POV Emily
Abri meus olhos e novamente estava em um quarto branco mas desta vez deitada em um sofá, ouvi um grito e me assustei caindo do sofá.
– Eu estou...Cega? -gritou voltando a chorar no ombro do Lucas
– Ei Emily? -olhei pra cima e vi Will me encarando e estendendo a mão pra mim- Levanta do chão!
– Obrigada! -agradeci segurando sua mão e ficando de pé
– Temos que...contar pra ela! — me disse baixinho
– Não podemos, eu...não vou conseguir! -respondi começando a chorar e abaixando a cabeça
– Consegue sim! -disse levantando meu rosto e secando minhas lagrimas- temos que ser forte...por ela- terminou a frase apontando para a Laura com a cabeça
Eu o abracei de novo e comecei a chorar
– Estamos sozinhos agora não é? -perguntei baixinho entre soluços
– Não! -respondeu se afastando um pouco para olhar em meus olhos- temos uns aos outros, e a tia Lucy entrou com um processo de adoção. Vamos nos mudar pra casa dela.
Quando ele disse isso Amanda nos abraçou e começou a chorar também
– Me desculpa! -disse nos apertando
– Pelo que? -perguntei saindo do abraço
– Por tudo! — disse apertando o Will que estava quase sufocando- eu que dei a deia da festa, e agora...-disse soluçando e chorando- a Laurinha tá cega e a mãe de vocês está...
– Shh! -William colocou o dedo indicador em sua boca calando-a — a culpa não foi sua
Ela o abraçou e ele começou a fazer carinho em seus cabelos. Tudo o que se ouvia naquele quarto de hospital era choro e soluços. Laura dormiu e Lucas também (na poltrona ao seu lado) segurando sua mão, Amanda se acalmou 20 minutos depois e dormiu com a cabeça no ombro de William. Eram oito horas da noite quando tia Lucy ligou, no tempo em que fiquei em coma ela lutou bravamente para conseguir nossa guarda e conseguiu, iriamos para São Francisco em uma semana (a gente morava em Nova York). Amanda, William e eu dormimos juntos e naquele sofá
Naquela noite eu sonhei com o acidente e acordei assustada, me levantei e olhei no meu celular: cinco da manhã. Laura iria ser liberada hoje para irmos ao enterro da mamãe, ainda não podia acreditar que ela tinha morrido. Sai do quarto e comecei a caminhar por aqueles corredores vazios, parecia cenário de filme de terror. Fui a té a lanchonete do hospital e comprei um chocolate quente e um misto quente, quando terminei de tomar café eram cinco e meia. Voltei a caminhar pelos corredores do frios e vazios do hospital, parei cinco quartos antes do da Laura, sentei em um banco que tinha lá e comecei a chorar de cabeça baixa.
– Porque você tá chorando? -perguntou uma voz(parecia ser uma menina)
– Minha irmã está cega e minha mãe morreu. -respondi sem olhar pra pessoa ainda chorando muito
– Não fica assim não -respondeu calmamente- Mary pediu pra te dizer que Laura vai ficar bem e que você precisa ser forte por ela
– O que -levantei a cabeça e vi, era realmente uma menina. Ela usava um vestido azul na altura dos joelhos, uma rasteirinha com uma fitinha que se enrolava na perna menina como uma sapatilha de bailarina, era transparente e tinha asas? -AHHH -comecei a gritar de susto mas parei, afinal estava em um hospital. Tentei me acalmar e perguntei -Quem...O que é você?
– Meu nome é Beatriz -disse se levantando e ficando na minha frente- e eu... -continuou- sou seu anjo da guarda
– Meu... anjo... -aquilo foi a gota d'água, eu acreditava em anjos, afinal estava viva depois de um acidente muito grave. Mas eu estava muito abalada emocionalmente, então eu desmaiei
– Sempre acontece -disse Beatriz colocando a mão na cabeça
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