Notas iniciais
AGQVNQ RECEBEU SUA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO e, caramba, eu não estou sonhando! eu não faço ideia de como começar isso aqui, porque eu realmente ainda não acredito que seja real! não houve um diazinho, desde que a fic recebeu a recomendação, que eu não fui lá para ler e todas as vezes o mesmo sorrisinho bobo estampou o meu rosto. tenho consciência de que não sou a melhor autora do mundo e receber isso, mesmo após ficar um bom tempo sem postar aqui, caramba, é surreal demais! essa recomendação não é só para mim, mas para todos vocês que continuam lendo, acompanhando, favoritando e comentando! mesmo não conhecendo nem metade, quero que saibam que são MUITO especiais para mim e vocês fazem todo meu esforço valer a pena! ♡ agradeço aqui também ao Eduardo Ziélonka que está sempre deixando comentários lindos por aqui e a Katniss Prior Potter que também deixou um comentário fofíssimo no último cap, vocês são incríveis e me motivam cada vez mais a não desistir! ♡ e eu não posso deixar de agradecer a Bruuh, acho que a maior shipper de Lily e Zabine daqui, que comentou e foi a autora da recomendação: obrigada por tudo, por ser essa leitora maravilhosa, por sempre me incentivar e agora por essa recomendação! esse capítulo é todinho dedicado à você! ♡ boa leitura, meus amores! ♡

Sobre detenções, amizades e incertezas — Scorpius Malfoy

Os últimos dias haviam sido excessivamente estranhos, e eu podia jurar que nada mais iria me surpreender. Desta forma, o universo e o destino, trabalhando juntos, resolveram mostrar mais uma vez que quem ditava as regras eram eles, e que sempre existia uma forma de mudar nossas opiniões.

Por isso, quando cheguei no local e horário combinado para detenção e encontrei uma Lily Potter chorosa e agarrada em um abraço com ninguém menos que meu amigo Antony Zabine, eu sabia que ali era o universo zombando de mim e da minha mania de achar que sabia de tudo, novamente.

Preferindo não interferir no momento em que eu sabia que Antony tanto havia desejado, resolvi dar privacidade aos dois, enrolando um pouco enquanto os outros não chegavam.

Não demorou muito — mas pareceu ser o suficiente para os dois, que quando cheguei juntamente de Albus e Haran já haviam se desgrudado e encaravam o nada de uma forma constrangida — para todos nos reunirmos e ficarmos no aguardo das instruções de Filch, torcendo para que aquilo acabasse o mais rápido possível.

— Eu irei separá-los em duas duplas e um trio e irei separar as tarefas de cada um. — olhamos para o velho indignados, não poderíamos nem ao menos escolher com quem iriamos ser torturados?

— Por que não podemos escolher com quem iremos? — Haran deu voz a pergunta em minha cabeça.

— Porque eu estou encarregado da detenção e farei como achar melhor. — grunhiu, esboçando um sorriso estranho com seus dentes amarelados. — Nott e o Potter serão uma dupla, Malfoy e Weasley outra e, por fim, Briggs, Zabine e a Potter farão o trio. — o velho esboçou um sorriso maldoso, indicando que a escolha de duplas não havia sido tão aleatória assim.

— Senhor Filch... — a Weasley começou.

— Você e o Malfoy podem me seguir, o restante aguarda aqui até eu voltar com as ordens para vocês. — resmungou, e sem conseguir reclamar muito, eu e a Weasley o seguimos calados.

O trajeto até a sala de poções — que descobri ser o lugar que cumpriríamos a detenção hoje — foi silencioso e nenhum de nós ousou abrir a boca para falar nada até chegar no local.

— Slughorn comentou que o armário e os ingredientes de poções precisavam ser limpos e organizados e é isso que farão hoje. — ordenou. — Me entreguem suas varinhas. — fiz o que ele mandava, assim como a Weasley. — Vou estar sempre vindo aqui fiscalizar, então é bom que não fiquem de papo furado e cumpram o que eu mandei. — resmungou, não esperando uma resposta e já tomando seu caminho para saída.

Respirei fundo, pegando um pano que Filch havia deixado dentro do balde em cima da mesa dos professores e abri o armário, automaticamente me xingando por ser tão burro no momento em que vi o tanto de coisas que iria ter que fazer só naquela noite.

— Vou lhe passando os frascos, você os limpa e me entrega de volta para organizar no armário. — murmurei, vendo-a se limitar em assentir com a cabeça e também pegar um pano.

Detenção não era um termo desconhecido pra mim, tanto na teoria quanto na prática, mas era a primeira vez que eu me arrependia de tomar uma. Não havia conseguido pensar direito e quando percebi já tinha deferido um soco em Timothy Briggs. Não que ele não merecesse, é claro que merecia, mas o que diabos eu estava pensando naquele momento? Por que eu havia tomado aquela atitude idiota tão repentinamente?

Novamente, eu sabia que a resposta tinha nome, sobrenome e desta vez se encontrava a poucos metros de mim.

— Você está calado ultimamente. — soltou, enquanto passava pano em um dos frascos de poções.

— Só não tenho muito o que dizer. — respondi dando de ombros.

— É engraçado você dizer isso, — começou irônica. — porque eu consigo listar infinitas coisas que você pode me dizer. — arquei a sobrancelha.

— Pode começar, temos muito tempo para isso. — esbocei um sorriso debochado, sem me preocupar em ser rude.

Para minha surpresa, ela não respondeu nada, se concentrando em sua própria tarefa. Resolvi fazer o mesmo, ignorando como minha mente gritava para eu pedir desculpas e puxar assunto, e logo um silêncio desconfortável pairou sobre nós.

— Devia parar com isso. — murmurou, voltando a falar depois do que pareceu horas.

— Com o que? — perguntei sem entender.

— De se esconder. De fugir de mim. — senti quando levantou seus olhos azuis para me encarar séria. Desviei o olhar do armário, a observando. — Queria entender o que se passa na sua cabeça para fazer isso. — confessou.

Fiquei a encarando, perdido nos meus próprios pensamentos e sem conseguir desviar dos olhos dela. Havia aceitado entrar naquele jogo, mas a verdade é que eu não sabia o que estava jogando. Hora eu achava que tudo não passava de um simples plano de vingança, mas hora eu não conseguia acreditar nisso, principalmente quando Albus contou que foi ela o encorajou a fazer às pazes comigo.

Eu também não fazia ideia do que se passava em sua cabeça, e isso me incomodava, desde muito antes de ela ir embora. E agora, depois de anos sem sequer ser mencionada, Rose Weasley estava de volta e parecendo conseguir me confundir e incomodar mil vezes mais e eu odiava essa situação.

— Desde que você voltou... — desviei o olhar para o armário novamente. — é como se eu tivesse constantemente em um encontro com o passado, mas de uma maneira diferente.

— Diferente como? — questionou.

— Você ainda é a Rose Weasley, mas não sei se ela ainda é você. — ela arqueou a sobrancelha, parecendo confusa. — Eu não... consigo mais ver aquela Rose Weasley que andava pelos corredores do castelo cheia de tinta, com os cabelos desgrenhados, olhos enormes e dentes tortos em você. É como se... vocês não fossem a mesma pessoa.

Vi pelo canto do olho quando ela desviou o olhar de mim pegando o frasco que lhe ofereci para limpar. A principio a ruiva pareceu refletir sobre minhas palavras e eu podia jurar que ela pareceu afetada por elas.

— Continuo a mesma de antes. — murmurou. — Não fale merda, Malfoy.

— A Rose Weasley que eu conheci era contra palavras de baixo calão. — soltei uma risada irônica. — O que aconteceu com você, Weasley? — perguntei mais para mim mesmo do que para ela.

— Você ainda pergunta? — ri debochada.

— Quero ouvir de você. — levantei meu olhar, encarando-a, sentindo que ela também me olhava. Quando meus olhos encontraram os seus, ela tratou de desviar, devolvendo o frasco que limpava e pegando outro.

Você me aconteceu. — murmurou, e de repente o frasco em suas mãos parecia o objeto mais interessante do mundo. — Quando vi o garoto que amava dizendo que nunca ficaria comigo e ressaltando todos os defeitos que eu tinha, não consegui suportar. — respirou fundo. — Covarde ou não, vi em fugir e mudar de escola a melhor solução porque não sabia se conseguiria te encarar tão cedo.

— Fiquei surpreso por não te ver nos feriados n'A Toca. — confessei.

— Sabia que Albus te convidaria e então optei por passar todos os possíveis em Ilvermorny.

Não respondi nada, me concentrando em organizar o armário, o que pareceu uma tarefa impossível, já que minha mente fazia questão de não conseguir pensar em mais nada que não fosse a ruiva atrás de mim.

— Eu também não sabia se conseguiria te encarar tão cedo. — soltei antes que pudesse perceber e logo tratei de me xingar mentalmente. Respirei fundo, a merda já havia sido feita então não iria custar nada continuar. — Na verdade, eu nunca estive e nem acho que estou pronto pra isso. — confessei. — Não sei o que fazer. Você não é como as outras garotas que me acostumei a conviver nesses últimos anos, e depois de tudo que aconteceu, percebi que não quero e nem vou tratá-la como as trato, e nem jogar da mesma forma. — a fitei, achando seus olhos sobre mim. — Então me desculpe por parecer que estou fugindo de você.

— Não pedi tratamento especial. — retrucou, desviando seu olhar e deixando o frasco em uma das mesas do lugar. — Você está fazendo as coisas da maneira errada.

— Eu não sou Merlin, Rose. — resmunguei, algo em meu tom a fez me encarar. Meus pés automaticamente me guiaram para próximo dela, que não se mexeu. — Sou humano. Cometo erros e acertos tanto quanto você. Nem sempre sei agir da maneira certa, e é por isso — minhas mãos foram para as suas bochechas, erguendo delicadamente seu rosto, prendendo seu olhar ao meu —, que preciso que você me mostre. Você não sabe jogar o jogo que eu estou acostumado, então não pode me culpar por não saber como agir.

— Não fale como se me conhecesse. — murmurou, os olhos azuis ainda presos aos meus acinzentados. — Eu sei jogar.

— Então me mostre. — devolvi. Podia sentir sua respiração se acelerando próxima ao meus rosto e eu conseguia ver as sardas que pingavam em seu rosto, que agora pareciam ser visíveis somente de perto. Minha cabeça parecia vazia, e eu não conseguia pensar em mais nada que não fosse aquele momento.

Quando achei que a ruiva iria me beijar, a porta foi aberta em um estrondo, fazendo nós dois nos separarmos prontos para ver o zelador entrando pela porta com a mesma carranca de sempre.

— O que estão fazendo parados aí?

— Desculpe. — murmurei, voltando para minha posição anterior, organizando os frascos que a Weasley me entregava.

Filch não demorou muito tempo ali, só o suficiente para ver que estávamos, de fato, trabalhando e logo saiu para fiscalizar outra detenção. Depois do momento que tivemos ali, o silêncio desconfortável voltou a reinar, nenhum de nós ousando trocar uma palavra ou sequer um olhar. A tarefa que havia sido incumbida a nós dois naquela noite pareceu andar muito mais rápido, cada um com seus próprios motivos para terminar aquilo no tempo mais curto possível.

Logo o zelador voltou para dar uma olhada final e finalmente nos liberar, parecendo bravo por termos terminado aquilo tudo em tão pouco tempo, e nós dois continuamos sem interagir.

{...}

Acabei voltando apenas com Haran para o dormitório, já que Albus havia guardado sua capa de invisibilidade em algum dos esconderijos do castelo e tinha um compromisso após a detenção. Não precisou de muito para perceber que Antony também tinha o que fazer, já que ele e a caçula dos Potter pareciam bem estranhos e enrolando ao máximo para poderem ficar sozinhos.

Sem muita escolha e ainda com a cena da sala de poções se repetindo como um vinil riscado em minha mente, entrei no chuveiro afim de esquecer, pelo menos um pouco, tudo que vinha acontecendo.

A água quente queimava minha pele gelada por conta do frio que fazia naquela noite, e esse contraste me relaxava e tranquilizava. Sem querer, novamente minha mente vagou para ela. O que de fato eu estava pensando quando soquei Timothy Briggs e quando desejei, mesmo que por um instante, que a Weasley me beijasse?

Naquele momento, ali no banheiro com a água escorrendo pelo meu corpo e os pensamentos à mil, eu cheguei a uma conclusão e admiti para mim mesmo o que me recusava a acreditar desde que ela voltou: Rose Weasley mexia comigo, mais do que eu gostaria.

Eu não gostava dela, não, pelo contrário. Mas eu a queria. E muito.

Afastando meus pensamentos que já não estavam me levando para uma área muito segura, desliguei o chuveiro, me secando e colocando uma calça de moletom, saindo do banheiro. Levei um susto quando, assim que coloquei os pés no quarto, a porta do dormitório se abriu, revelando um Antony Zabine todo molhado e com uma expressão não muito feliz.

Olhei para Haran que também parecia confuso, jogado em sua cama e rabiscando alguma coisa em seu caderno verde, que usava para fazer suas estratégias de quadribol, como o bom capitão que era.

— Depois explico. — resmungou, quando viu eu e o Nott abrindo a boca para perguntar o que tinha acontecido, passando como um furacão até onde eu estava, me empurrando, já que estava parado em frente a porta do banheiro, e batendo-a logo em seguida.

Antony ficou o que pareceram horas lá dentro, e vez ou outra era possível ouvir seus resmungos e alguns socos que ele deferia na parede do banheiro, o que fazia eu e Haran, ambos jogados em suas respectivas camas, trocarmos olhares ainda mais confusos. Quando saiu, ainda enrolado na toalha, pegou algumas roupas no seu malão e voltou para o banheiro, ficando ali mais alguns minutos.

Eu e o Nott trocamos mais alguns olhares ao vê-lo sair e se jogar em sua cama, encarando o teto do dormitório.

Antony, Albus, Haran e eu não fomos todos criados juntos e não temos uma amizade de longa data, como todos costumavam achar ao ver nossa relação. Foi algo construído aos poucos e sem perceber, nós já estávamos dispostos a enfrentar o que fosse um pelo outro, seja em momentos bons ou ruins, como verdadeiros irmãos, mas sempre respeitando seus respectivos espaços. Por isso, quando o Zabine ficou por mais de dez minutos encarando o teto calado, eu e Nott não interferimos e nem o pressionamos porque sabíamos que, quando ele se sentisse preparado, ele iria começar a falar.

— Eu beijei a Potter. — murmurou baixo, mas o suficiente para eu e Haran escutarmos. — E não foi a primeira vez.

— Como é? — perguntamos ao mesmo tempo, sem entender. Antony suspirou.

— Hoje, antes da detenção, acabei chegando mais cedo e encontrando-a. Ela estava mal o suficiente para se abrir comigo sobre o namoro dela. — soltou uma risada sem humor. — Chegou um momento que ela me abraçou e... eu não resisti. E ela correspondeu. — suspirou, fechando os olhos com força.

— Onde você chegando todo encharcado entra nessa história? — Haran perguntou, arqueando a sobrancelha.

— Pedi para ela me esperar porque queria conversar sobre o beijo, então fomos conversar pelos jardins. Em algum momento nós começamos a discutir, ela dizendo que eu a havia feito trair o namorado, que eu tinha destruído seu relacionamento e várias outras coisas. Então no meio da discussão, mais uma vez, eu a beijei e nós acabamos caindo no lago negro. Por fim, ela pediu para eu nunca mais chegar perto dela. — sorriu, mas não era um dos sorrisos típicos que Antony Zabine costumava espalhar por aí, era um sorriso amargo, triste, quase... doloroso.

— Desde quando você é apaixonado por ela? — perguntei, arqueando a sobrancelha.

— Desde o nosso primeiro beijo, no natal. — sorriu nostálgico com a lembrança provavelmente boa que aquilo carregava. Diferente do que imaginei, Antony não tentou negar ou dizer que estava louco por achar que ele estava apaixonado, ele somente aceitou. — No começo foi para provocá-la e mostrar que o namorado dela era um babaca que nem beijava direito. — riu. — Mas nos dias seguintes eu comecei a reparar que eu a procurava onde quer que eu fosse, e sempre tentava uma maneira de chamar sua atenção, mesmo que isso a tirasse do sério...

— Você escondeu isso todo esse tempo de nós? — Haran perguntou, mas não era em tom de cobrança, e sim de piada.

— Foi mal, cara. Nem eu mesmo sabia o que estava acontecendo comigo. Demorei para admitir o que sentia.

Nós ficamos em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Sem perceber, minha mente vagou até Rose Weasley. Talvez eu estivesse tão perdido e sem entender o que estava acontecendo comigo quanto o Zabine.

— Eu quase beijei a Weasley. — soltei.

— Como é? — foi a vez de Antony e Haran perguntarem juntos.

— Não sei, só... quase aconteceu. — murmurei. Mais uma vez, meus dois amigos não insistiram nem nada, apenas respeitaram a ideia de que quando eu quisesse falar sobre isso, iria até eles. Haran soltou uma risada.

— Sabe o que eu acho? — o moreno perguntou, rindo. — Que vocês são dois idiotas apaixonados, marionetes do superestimado “amor”!

— Não estou apaixonado! — exclamei ofendido.

— E não esqueça que o amor chega para todos Haran, quando você menos espera! — Antony resmungou rindo, jogando seu travesseiro no Nott.

— Blá, blá, blá, tanto faz! — deu de ombros, sorrindo convencido. — Eu tenho duas certezas nessa vida, a primeira é: eu não me apaixono. A segunda: não da para sentir pena de si mesmo sem estar em um bar. — murmurou sorrindo do mesmo jeito e se levantando, buscando algo em seu malão. — Para sorte de vocês, eu viajo com o bar! — virou, mostrando uma garrafa de fire whiskey.

— Como você tem isso e nós não sabíamos? — perguntei rindo, Haran somente deu de ombros.

A porta do dormitório foi aberta e um Albus Potter com cabelos totalmente desgrenhados passou por ela, fechando-a ao entrar. O moreno encarou nós três, sem entender.

— Junte-se a nós, meu amigo Potter! — convidou Haran. — Você é essencial nessa comemoração!

— O que estamos comemorando? — perguntou o moreno, semicerrando os olhos em desconfiança, ao mesmo tempo que tirava o suéter escuro que vestia.

— O seu possível futuro cunhado... se sua irmã voltar atrás com o pé na bunda que ela deu no Zabine, claro. — abriu um sorriso debochado, e foi impossível conter a gargalhada.

Antony jogou mais um travesseiro em Haran, e foi acertado por um Potter ciumento, mas também sem conter a gargalhada. Albus sempre desconfiou das investidas do Zabine com a irmã, e sempre tentava de um jeito ou outro deixar claro para o amigo que preferia mil vezes ele à Timothy, desde que ele não a magoasse.

Albus não tinha certeza se Antony a magoaria, Haran não tinha certeza se, de fato, ele não se apaixonava e eu não tinha certeza do que seria dali pra frente com Rose, mas naquele momento nada disso importava. Éramos só quatro amigos bebendo, rindo e fazendo uma guerra de travesseiros, sem se importar com as consequências que cada uma dessas incertezas traria no amanhã.