Notas iniciais
hey, hey! eu voltei e acho que não demorei tanto assim, né? me desculpem pela ausência, era fim de semestre e eu estava quase ficando louca! mesmo assim, as tão sonhadas férias chegaram e estou aproveitando para atualizar meus xodózinhos. quero agradecer a vocês que estão lendo, acompanhando e comentando, vocês não sabem o quanto é importante pra mim! Mrs K, brupotterlupin, Leh Kiraly e Lê Malfoy, obrigada por terem deixado todos os comentários lindos no capítulo anterior, de coração, é muito especial e faz toda diferença para mim. sem mais, vamos ao capítulo. ♡

Sobre ajudas, verdades (ou não) e brigas — Scorpius Malfoy

Depois daquela noite excessivamente estranha, Rose Weasley pareceu se encantar ainda mais comigo, já que não me deixava em paz por onde quer que eu fosse. Antes, ainda tinha um tempinho nos treinos e intervalos de aula, mas agora, de alguma forma, ela conseguia estar em todos os lugares. Era assustador.

O terceiro ano finalmente chegou, e com ele, eu acabei descobrindo várias coisas que, até então, nunca havia passado pela minha cabeça.

Nesse ano, descobri o quanto eu mandava realmente bem no Quadribol e o quanto eu queria continuar com aquilo após terminar Hogwarts. Além disso, foi o ano em que eu descobri, ou melhor aprendi, a usar o famoso charme Slytherin-Malfoy.

Mas também foi o ano em que tudo desandou entre mim e Rose Weasley. Para explicar melhor, voltemos para a tarde fria e chuvosa de Dezembro.

O dia havia amanhecido cinza, como se o próprio universo mandasse um sinal para eu não levantar da cama naquele dia. Levantei normalmente e fiz toda minha monótona higiene matinal.

Albus estranhamente já havia levantado da cama, então logo me juntei a ele para o desjejum no Salão Principal.

— Bom dia, Scorpius. — escutei a voz estridente da Weasley me saldando.

— Dia. — resmunguei, acenando levemente com a cabeça em direção a Albus.

— Está preparado para hoje? — sorriu animada.

Pisquei meus olhos em confusão. Do que aquela louca estava falando?

— Claro. — tentei fingir que sabia do que ela falava, e como vocês devem imaginar, não deu certo já que um semblante desapontado tomou conta do rosto — horrível — da garota.

— Você não se lembra... — havia um quê de lamentação em sua voz, e ela encarava um ponto fixo, parecendo perdida demais em seus pensamentos. Ignorei tudo aquilo e me servi das pequenas tortinhas de abóbora da mesa. — Bom, tanto faz — sorriu. Estranha! — combinamos de estudar juntos hoje, para eu te ajudar em Runas Antigas.

— Ah, claro! Como pude esquecer? — lancei meu melhor sorriso. Eu precisava dela. Somente para estudar, óbvio.

— Tudo bem, preciso encontrar minhas primas agora, mas que tal às três na biblioteca?

— Claro. Às três. — confirmei, vendo-a se retirar saltitante com um enorme sorriso no rosto.

— Cara, você precisa parar de usá-la. — Albus murmurou, servindo-se mais de chá.

— Não estou usando ela! Ela se ofereceu para me ajudar! — ele balançou a cabeça negativamente.

— Só não machuque ela, ok? Embora seja assim, esquisita, ela ainda é minha prima e faz parte da minha família.

— Desde quando você banca o primo protetor que se importa? — zombei.

— Eu sempre me importei, Scorpius. A diferença, é que agora eu vejo o quanto você vale para ela.

— Para de bobagem, cara! Eu sou só o carinha por quem ela tem uma queda! — ri. Albus balançou novamente a cabeça em discordância.

— Não diga que não avisei. Preciso arrumar meu malão para amanhã.

E sem dizer mais nada, ele se levantou me deixando sozinho com a maior cara de bunda da história.

Eu deveria ter escutado o sinal do universo e ficado na cama. E o dia não estava nem na metade ainda.

{...}

— Confesso que fiquei surpresa quando recebi uma coruja sua, Scar. — sorriu maliciosamente, enquanto eu continuava com os lábios percorrendo cada centímetro do seu pescoço. — Você não parece o tipo de cara que fica mais de uma vez.

— Eu abro exceções. — sorri, apertando levemente as coxas da lufana.

Jade Finnigan era simplesmente a lufana mais gostosa que eu já havia trombado em Hogwarts. A baixa estatura deixava seu corpo perfeitamente delineado com seios fartos e uma bunda avantajada, além de ser linda, possuindo olhos verdes cristalinos que contrastavam com a pele pálida e os cabelos lisos escuros e longos.

Quando ficamos pela primeira vez, eu deixei bem claro que não era do tipo que queria qualquer coisa séria ou que mandaria uma coruja para ela no dia seguinte perguntando do próximo encontro. Eu não era o tipo de cara que mandava flores ou marcava encontros na Madame Puddifoot.

E Jade entendia muito bem isso. Ela era o tipo certo de garota errada, atirada e sem escrúpulos. O tipo certo de garota que eu gostava.

E eu realmente não tinha nenhuma intenção de repetir nossos beijos e coisas a mais, porém eu havia tido uma manhã estressante e precisava extravasar de alguma forma. Os treinos haviam sido cancelados e mesmo que eu fosse até o campo tentar algo por conta própria, a neve predominava cada centímetro do local.

Por isso, quando andava sozinho pelos corredores ainda repassando a minha conversa com Albus e Jade passou sorrindo daquela forma para mim, eu não consegui pensar duas vezes antes de enviar Leo, minha coruja, marcando um encontro no armário de vassouras já muito bem conhecido por nós dois.

— Pensei que nunca mais me procuraria. Você conhece os boatos. — comentou, mordendo os lábios para conter o gemido quando abri sua blusa, revelando os seios perfeitamente delineados sobre o sutiã vermelho e passei a distribuir beijos sobre seu colo.

— Quais são os boatos? — perguntei desinteressado, concentrado apenas em continuar o que estava fazendo.

— Ah, você sabe, Scar... Falam por aí que você e a Weasley estão namorando. — as palavras dela foram como um balde de água gelada, e no mesmo momento eu me afastei, passando a encará-la.

— Como é? — perguntei, vendo-a bufar em reprovação.

— É isso que você ouviu. Aiyra Patil disse que a própria Rose Weasley confirmou.

Eu sentia já podia sentir meu sangue ferver de fúria. Quem aquele filhote de trasgo pensava que era para espalhar boatos falsos?

— Você só pode estar de brincadeira! Quem ela pensa que é?

— Sua namorada. — sorriu irônica.

Abri a porta com raiva, ignorando os protestos de Jade. Eu tinha assuntos mais importantes para resolver no momento. Eu estava furioso e sabia que minhas expressões não eram das melhores, já que todos pareciam se calar por onde eu passava.

Sabia que encontraria a cabeça de tomate na biblioteca, já que estava próximo do horário que havíamos marcado.

O local estava cheio, porém logo reconheci a cabeleira vermelha armada em uma mesa afastada do resto das pessoas.

— Scorpius! — exclamou ela sorridente, se aproximando para me envolver em um abraço. Segurei seu pulso antes que ela pudesse concluir a ação. — Scorpius, você está me machucando. — choramingou e eu quase me arrependi do que ia falar. Quase.

— Preste bastante atenção no que irei falar, Weasley — minha voz continha algum tipo de repúdio ao falar seu sobrenome —, porque eu espero repetir uma única vez! Eu não quero mais ouvir por aí pessoas me falando que você espalhou por todo castelo que era minha namorada!

— Tudo bem, Scorpius, me solta! Você está me machucando! — seus olhos azuis se encheram de lágrimas e ela não conseguia mais segurar o choro.

Um grupo de curiosos e fofoqueiros já nos rodeava e aquilo pareceu dar ainda mais motivação para as palavras que estavam entaladas há tempos na minha garganta saírem. Se eles queriam um espetáculo, eu os daria um show!

— Você achou mesmo, por algum momento, que um cara como eu namoraria alguém como você? — ri, debochado. — Por favor, Weasley, você já se olhou no espelho? Você é horrível! — um coro de risadas se fez soar, e eu vi o choro da garota aumentar. — Achou mesmo que um Malfoy um dia teria qualquer tipo de relacionamento com uma simples Weasley como você? — ri.

— Eu... — tentou começar com a voz embargada.

— Você realmente achou, caramba! — sorri — Não, Weasley, eu nunca namoraria alguém como você. — e dizendo isso eu a soltei.

O furacão ruivo recolheu seu material às pressas e saiu empurrando todos da roda, pronta para sair logo dali. Não consegui conter a risada diante da cena.

Eu sabia que havia passado do limite dizendo tudo aquilo, mas, qual é, ela havia espalhado boatos mentirosos sobre nós e eu realmente tinha ficado irritado!

Senti um empurrão e meu corpo deu um tranco para trás, demorei um tempo para perceber que se tratava de Albus.

— Você é um babaca! — foram as únicas palavras dele para mim, antes de ir atrás da prima.

A rodinha aos poucos foi se desfazendo e com ela a consciência parecia voltar na minha cabeça. Eu não deveria ter dito nada daquilo, porque sabia que nada era realmente verdade. Eu não achava Rose Weasley de todo ruim, lógico, ela não possuía a melhor das aparências, mas ela era uma pessoa legal.

Sempre que alguém precisava ela a primeira a oferecer ajuda e tinha uma inocência que eu invejava. Talvez por isso implicasse tanto com suas atitudes. Rose Weasley era tudo que eu queria ser mas sabia que nunca seria.

— Droga! — murmurei, correndo atrás de Albus.

Procurei os dois primos por todo castelo, e quando não encontrei, decidi voltar para o dormitório já que hora ou outra o Potter teria de ir lá para buscar o malão e embarcar no trem.

Já passava do toque de recolher quando adormeci, e nenhum sinal do garoto. Levantei cedo para terminar de organizar meu malão, pois naquela manhã ainda nós voltaríamos para casa para o recesso de natal.

Albus já estava acordado mexendo em qualquer coisa em seu próprio malão, e eu sabia que aquele era o momento e que mais cedo ou mais tarde eu precisaria me desculpar.

— Cara, eu sei que errei e que provavelmente você nunca vai me desculpar, mas eu não queria ter dito tudo aquilo! Eu...

— Não é pra mim que você precisa dizer isso, Malfoy. — ele suspirou, cansado. Fiquei em silêncio o observando.

— Você nunca vai me perdoar, não é? — suspirei. — Olha, eu sei que fui um babaca...

— Você realmente foi um puta babaca e nada do que você fizer vai compensar isso, Malfoy. Droga, eu havia falado pra você! — suspirou. Abaixei a cabeça, vendo que meus pés pareciam muito interessantes naquele momento. — Mas você é o único amigo que eu tenho e, se eu parar de falar com você eu fico sozinho nesse castelo. — bufou. Levantei meus olhos para encará-lo e sorri, vendo-o me acompanhar.

— Você é meu melhor amigo, Potter.

— Você sabe que também é o meu. — sorriu. — Mas você precisa se desculpar com ela, cara. Ela está realmente mal com tudo que você falou.
Eu assenti com a cabeça. — Quando voltarmos para Hogwarts eu falo com ela. — prometi.

Mas, Rose Weasley não voltou para terminar aquele ano e nem o seguinte, e nem o próximo.

Rose Weasley havia partido, sem dar explicações a qualquer um que não fosse da família. E eu não me importei o suficiente para ir atrás de informações.

O assunto acabou sendo esquecido, e tudo voltou ao normal.

Até agora.

Notas finais
Scorpius sendo a bipolaridade em pessoa, como sempre. bom, chegamos onde eu finalmente queria e à partir de agora vocês terão uma versão totalmente mudada da Rose, aguardem, hihi. bom, até o próximo, e não deixem de comentar, por favor. ♡