Notas iniciais
oi, oi estrelinhas! sei que demorei mais do que o esperado, mas minhas aulas voltaram e vocês sabem como é todo processo de adaptação novamente, né? além do mais, eu estudo de manhã e faço curso técnico a noite, então fica bem complicadinho pra mim. por isso, eu meio que estabeleci a meta de 1 capítulo por mês até dezembro, peço que tenham paciência até lá, porque prometo que ano que vem as coisas estarão melhores e eu estarei mais folgadinha (assim espero). mas agora falando sobre a fic, queria agradecer a todo feedback positivo que tem recebido, as pessoas que tem acompanhado, favoritado e aos maravilhosos Lê Malfoy, a Tahii, Leh Kiraly, Rafaela Patricy, a tmalfoy, Natalie Jenny, a Brubs e o Caique Morningstar que deixaram comentários lindoss!! ♡ prometo que irei responder todos logo, logo, ok?? ♡ sobre o capítulo, caso vocês fiquem confusos com a linha do tempo dele, leiam as notas finais que eu explico tudo lá certinho, e sei que talvez tenha ficado meio ??? mas eu gostei tanto desse modelo e parecia que nada que eu colava pra substituir ficava bom.. chega de falar hihi! é isso, até lá embaixo, boa leitura ♡

Sobre festas e consequências — Scorpius Malfoy

Vocês acreditam ou sequer já ouviram falar em lei do retorno ou talvez em lei tríplice? Basicamente, as duas pregam o mesmo propósito: o quanto nossas ações, boas ou ruins, sempre acabam voltando para nós e gerando consequências.

Na lei tríplice, é dito que tudo que você faz acaba voltando três vezes mais. Ou seja, quanto mais coisas boas você fizer, mais irá receber e assim vice-versa.

Eu nunca fui uma pessoa crédula, embora minha própria existência questionasse isso, já que bruxos, no mundo dos trouxas, são apenas criaturas mitológicas usadas para botar medo em crianças desobedientes. Tirando isso, eu nunca acreditei em baboseiras como efeito borboleta ou qualquer outra teoria maluca sobre o modo como levamos a vida.

Porém, ali vendo ela caminhar graciosamente e tão cheia de si em direção à saída, eu fui obrigado a questionar todas as minhas certezas e a reavaliar todas as minhas crenças depois daquele momento.

Mas, para vocês entenderem melhor, vamos voltar há algumas horas atrás desse mesmo dia.

Depois da saída de Rose Weasley, muita coisa mudou e todos que eram diariamente alegrados — percebem a ironia? — com sua presença acabaram sentindo sua ausência, entre eles infelizmente estava a mim, mesmo que apenas admitisse aquilo internamente.

Eu sentia a ausência dela quando não havia ninguém de manhã para me dar um bom dia e distribuir um daqueles abraços apertados e desengonçados que só ela sabia dar. Sentia, e sabia que Albus também, quando não tinha nenhuma pessoa para questionar com perguntas idiotas — lê-se inteligentes e reflexivas — tudo o que nós dois falávamos. Mas eu sabia que onde mais sentia falta da Weasley, eram nas tardes em que nos encontrávamos na biblioteca e ela ensinava de maneira simples todo conteúdo que o professor levava semanas para explicar. Eram nesses dias em que eu me permitia conhecer a garota, e a cada dia mais eu me impressionava o quão intrigante Rose Weasley era, sempre cheia de humor e espalhando alegria e positividade por onde passava. É, eu sentia falta disso também e me pegava constantemente torcendo para que um dia ela me perdoasse por tudo, mesmo sabendo que a garota estava longe demais e isso nunca aconteceria.

Bom, era o que eu pensava.

Rose Weasley era um furacão e eu só fui perceber que isso era uma coisa boa quando ela já havia partido.

Minhas notas, sem às aulas extras da garota, acabaram caindo consideravelmente para o total desgosto dos meus pais. Como eu já estava na chuva, decidi me molhar e focar nas apenas três coisas que me importavam naquele tempo: quadribol, meus amigos e mulheres. Não necessariamente nessa ordem, é claro.

Embora minha vida acadêmica agora não fosse das melhores, no quadribol eu continuava sendo a grande estrela juntamente com o Albus, Haran Nott — irmão gêmeo de Hadassa que foi transferido de Durmstrang no quinto ano — e Antony Zabine que acabou se aproximando com o decorrer dos anos.

Quanto às mulheres, eu não precisava dizer nada, não é mesmo?

— Vocês ouviram os boatos? — a voz de Antony me tirou dos meus pensamentos, assim que ele entrou na cabine que eu dividia com meus outros dois melhores amigos.

Era primeiro de Setembro e todos nós rumávamos para nosso sétimo e último ano em Hogwarts, ainda um pouco incertos sobre o que faríamos quando acabasse e sentidos por aquela ser nossa última vez antes de partir para uma vida adulta cheia de obrigações. Lembro-me que essa foi a primeira vez que soube do retorno dela, embora só agora ligando os pontos eu soubesse de quem se tratava.

— Que boatos? — devolveu Haran, desinteressado.

— Estão dizendo que há uma aluna nova e ela pertence à Grifinória. — contou, atraindo a atenção de todos.

— E já sabem quem é? — perguntou Albus, repetinamente interessado.

— Não sei, mas falaram que é bem gata. — deu de ombros. — Parece que ela é ruiva.

— Ruiva? — arqueei a sobrancelha para Albus que riu nasalado.

— Por que tenho a sensação de que você sabe mais do que aparenta, Al? Olhe sua expressão! — exclamei, observando a tranquilidade e a expressão divertida que brincavam no seu rosto.

— Talvez essa seja minha expressão normal. — murmurou calmamente, relaxando no seu assento.

Revirei os olhos. O Potter sabia ser cabeça-dura quando queria e eu sabia que ele não falaria nada que não quisesse falar.

O resto do caminho passou tranquilo e logo estávamos à caminho do castelo. Nós fizemos nosso trajeto em silêncio, cada um apreciando a vista pela última vez da sua forma.

Quando finalmente chegamos, o Salão Principal já estava repleto de conversa e risadas de amigos colocando o assunto em dia e matando as saudades, enquanto aguardávamos os alunos do primeiro ano que não demoraram à chegar.

O chapéu seletor fez cantou sua canção motivacional do ano e a cerimônia de Seleção se iniciou, passando lenta e tortuosamente, assim como o decorado discurso da diretora Mcgonagall.

— Só algumas palavrinhas, antes de comermos e vocês serem dispensados aos seus aposentos para ter o merecido descanso. — começou a mulher. — Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade e...

Enquanto ela falava, passeei meus olhos pelo salão tentando encontrar à tal garota nova na mesa da Grifinória. Não foi difícil achá-la, já que como Antony havia mencionado, ela possuía cabelos vermelhos e estes podem ser vistos à qualquer distância. A ruiva conversava animada entre risadas com Lily Potter, irmã caçula de Albus.

A mais nova pareceu notar meu olhar sobre elas, pois logo cochichou algo para a outra e a mesma desviou os olhos pela mesa da Sonserina, parando em mim. Acompanhei quando seu sorriso murchou um pouco e ela arqueou a sobrancelha, como em desafio. Devolvi o gesto.

— Você vai babar daqui a pouco, Scorpius. — zombou Haran, atraindo risos contidos dos meus outros dois amigos. Revirei os olhos.

— Vão dizer que não acharam ela gata?

— Claro que achamos. — Albus afirmou, dando de ombros. — Mas não ao ponto de babar dessa maneira.

— Relaxa, cara. — Antony murmurou, dando leves batidinhas em meu ombro. — Talvez ela vá à festa e você consiga pegar ela.

A tal festa que o Zabine se referia, era a tradicional Welcome Party, que como o próprio nome já diz, se tratava de uma festa de boas-vindas, é claro, sem consentimento da direção. Todo ano ocorria à meia-noite do dia primeiro de Setembro — ou segundo dia, vocês entenderam — e era regada a música e obviamente muito álcool.

— É o primeiro dia dela, Malfoy, — começou Albus, embora sua expressão estivesse indecifrável, seu tom de voz era sério — dê um descanso à ela.

— Você é um chato, Potter. — bufei resmungando, enquanto via o banquete finalmente sendo servido.

{...}

— É o seguinte, — escutei Haran bradando, provavelmente por algum feitiço para ampliar a voz, chamando atenção de todos no local. — nós temos aula amanhã cedo e é nosso primeiro dia de aula. Cada um sabe seu próprio limite, então nós, os organizadores, não nos responsabilizamos por nada que acontecer com vocês. — houve um coro de concordância e o Nott logo sorriu. — Aproveitem muito a primeira festa do ano, galera! — o rapaz ergueu o copo, sobre os gritos e aplausos de todos os presentes.

A festa já havia começado há algum tempo e eu já estava claramente alterado quando avistei a garota nova no bar improvisado sozinha, enquanto esperava pela sua bebida.

Eu estava sentado em um canto afastado, com uma garota da qual não lembrava o nome sentada no meu colo ao mesmo tempo que distribuía alguns beijos sobre meu pescoço. Bebi toda bebida do meu copo em um gole só, tomando coragem para ir até o bar, e retirei a menina dali, sobre os protestos da mesma.

Me desculpe, amor, mas aquela era minha oportunidade e Scorpius Malfoy nunca perde uma chance.

— Scorpius, — escutei a voz de Antony me chamando ao mesmo tempo que sentia meu braço sendo segurado — tem algo que você precisa saber.

— Depois. — murmurei, me soltando do braço do meu amigo com um tranco.

Caminhei até o bar, parando ao lado da garota que estava de cabeça baixa observando o próprio copo antes de dar um gole. Travis Corner, um quintanista da Corvinal, se aproximou e logo pedi mais uma dose de firewhiskey.

— Devia ser um crime alguém deixar uma garota como você beber sozinha. — murmurei, vendo-a desviar os olhos azuis para mim. Ela pareceu me analisar alguns segundos. — Posso? — perguntei, fazendo um gesto para o banco vago ao seu lado.­

— Essa é a sua melhor cantada? — riu divertida, e foi impossível não acompanhá-la.

— Se você me deixar sentar, eu prometo que vou ser melhor. — ela arqueou a sobrancelha.

— Me surpreenda então. — eu sorri, sentando-me.

Merlin, aquela era a garota mais linda e gostosa que eu já havia visto em todos meus anos em Hogwarts! Os cabelos ruivos estavam soltos e caiam em cascatas pelas costas nuas da menina, um detalhe do curto vestido preto que usava, valorizando e delineando ainda mais as — muitas — curvas que possuía. Os olhos azuis destacavam todo seu rosto, mesmo com a pouca maquiagem que era claro que usava. Eu precisava pegar aquela garota. E eu iria.

— Então, por que está aqui sozinha? — perguntei a encarando.

— Não queria vir — confessou. — mas minhas amigas insistiram e acabei cedendo. Cheguei a conclusão que só com uma boa dose de álcool no sangue que eu conseguiria aguentar essa festa.

— Outch, isso foi uma ofensa! — fingi me zangar. — Sou um dos organizadores. — contei, vendo-a rir. — Falando sério agora, você não parece ser o tipo de pessoa que gosta de lugares assim. — arquei a sobrancelha, analisando-a. Ela deu um gole em sua bebida.

— Sou mais reservada. — deu de ombros. — Prefiro ficar no dormitório lendo ou em qualquer lugar com menos barulho.

— É do tipo quietinha. — constatei brincando e rindo. Ela me analisou por alguns segundos.

— Você conhece o que dizem por aí... — me encarou de forma intensa, enquanto sorria perversamente. — As quietinhas são as piores. — piscou, virando-se para frente de novo.

Fiquei sem reação por alguns segundos, apenas observando-a. Merlin, aquela garota era incrível e a cada segundo mais eu sabia que precisava tê-la ou eu acabaria ficando louco.

Ela se levantou, ajeitando o vestido e se virando para mim. — Preciso ir.

— Eu te acompanho. — murmurei.

— Não precisa. — ela sorriu, virando-se e já caminhando em direção à saída.

— Espera! — chamei, vendo-a se virar. — Me diz pelo menos o seu nome.

Um arrepio estranhou me percorreu pela espinha e eu notei quando seus olhos brilharam e ela sorriu.

Nada e nem ninguém havia me preparado para as próximas palavras, e eu não consegui conter a cara de espanto quando elas foram ditas. Essa foi a constatação e confirmação de que aquela garota seria um enorme pesadelo na minha vida.

Rose Weasley.

Naquele momento eu sabia que era a lei tríplice cobrando a primeira parte dos meus erros.

Notas finais
antes de me despedir de vocês, queria dar uma explicação rápida sobre a linha do tempo desse capítulo: quando Scorpius fala que está vendo ela partir cheia de si em direção à saída, nós estamos na noite do dia primeiro de setembro, até aí tudo bem, certo? depois, ele começa a narrar rápido sobre como foram seus últimos anos sem a Weasley e quando Antony aparece perguntando sobre os boatos, nós estamos na tarde de primeiro de setembro (daí vem o "voltarmos algumas horas") e começamos a acompanhar o Scorpius até chegarmos novamente ao ponto inicial: ele vendo Rose sair da festa. sei que deve ter ficado meio confuso na estória, mas acabei achando legal esse formato e mantendo, então peço desculpas desde já pelo ocorrido e prometo tentar não trazer mais capítulos assim, tudo bem? é que como disse lá em cima, nada parecia ficar bom... bom, não esqueçam de deixar a opinião de vocês aqui embaixo, porque é muito, muito importante para mim além de me incentivar a continuar com a estória. obrigada por ler até aqui, um beijão e até o próximo! ♡