A garota que mora ao lado
8 Capítulo 7: A conversa
Aquela visita fizera o meu sangue gela, era como se uma mão fria apertasse o meu coração, eu tinha a absoluta certeza que o policial vira o meu desespero quando pedira pra falar sozinho com o casal que cuidara de mim, então com certa relutância vou até o quarto que se tonara meu. A cada minuto que passava aumentava a minha vontade de abri a porta e me esgueira até a sala para que eu pudesse ouvir a conversa, mas me faltava coragem para isso tinha medo de ouvir que aquele seria o meu ultimo dia morando com o casal. Quanto mais o tempo passava mais receosa ficava e quando pensei que horas haviam passado a porta se abre revelando o rosto de Paul que parecia preocupado:
— Clara o policial quer falar com você — disse ele.
Com medo podendo sentir latejar o desespero em minha pele caminho até a sala parando a centímetros do policial sentindo o seu olhar queimar em minha nuca o que me deixa ainda mais apreensiva com o que iria acontecer: — Clara eu só vou fazer algumas perguntas e quero que seja sincera ao responder — disse o policial num tom que me lembrava o do meu avô o que me fezera estremesse — primeiro quero que me fale o nome dos seus pais ou responsáveis.
— Não sei — respondo sendo sincera.
— Ok, você pelo menos sabe do sobrenome? — pergunta ele.
— Não sei — repito com a cabeça baixa.
— Clara quem fez esses machucados em você? — pergunta o policial indicando alguns hematomas e pequenas cicatrizes no meu braço.
— Não posso conta — digo com a voz tremendo quando uma súbita vontade de chorar começa.
— Clara não precisa ter medo eles não estão aqui — disse o policial num tom de conforto enquanto se abaixava na altura dos meus olhos colocando a mão em meu ombro — você pode contar para mim.
— For... Foram os... Me... meus avôs — respondo tentando conter as lagrimas.
— Clara aonde eles estão? — pergunta ele.
— Mortos — digo um pouco antes de me render as lagrimas e me ajoelha no chão antes de senti alguém me abraçando enquanto sussurrava palavras de conforto em meu ouvido até que eu me acalma-se.
— Clara quanto tempo você viveu com eles? — pergunta o policial.
— Dês que me lembro — respondo me afundando ainda mais nos braços que me seguravam.
— Agora a ultima pergunta, Clara você estava num carro com os seus avôs recentemente? — pergunta ele.
Com a pergunta volto a chora não conseguindo mais parar: — Tudo bem não precisa falar — disse o policial — já tenho o que preciso, Clara você poderia nós deixar sozinhos de novo?
— Sim — digo antes de sr guiada até o quarto.
Novamente fico sozinha, mas dessa vez não me importei realmente queria fica sozinha junto ao meu medo apenas fiquei sentada na cama esperando as únicas palavras que não queria ouvir serem pronunciadas: — Posso entra? — pergunta Susan adentrando no quarto depois de um tempo.
— Pode — digo de cabeça baixa.
— Bem eu e o meu marido conversamos juntos ao policial — começa ela se sentando ao meu lado na cama — e concordamos numa coisa...
continua...
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