A garota que mora ao lado

9 Capítulo 8: Caloura


— Bem eu e o meu marido conversamos junto ao policial — começa Susan se sentando ao meu lado na cama — e concordamos numa coisa.

— O quê? — pergunto como pouco de coragem que me restava enquanto olhava para as minhas mãos.

— Decidimos que vamos cuidar de você — responde ela me fazendo olha-la surpresa com o que ouvira.

— Vo...você dizer... que — digo sem consegui terminar.

— Vamos cuidar de você — termina Susan a frase por mim.

Com aquela único frase o meu mundo mudou completamente e pela primeira vez na vida eu sentir que fazia parte de algo, de uma família cada dia que se passou depois daquilo fora como um sonho, um sonho que poderia dura para sempre, mas o pra sempre, sempre acaba e infelizmente o fim chegou, quando penso agora naquela época vejo que durou o que tinha que dura, mas quando vivi aquele momento o pensamento que tive era bem diferente a dor que sentia era indescritível, era diferente do que eu sentira até então, não era física, era uma dor de perda, um sentimento e solidão pela primeira vez me sentir verdadeiramente sozinha. Eu vivi com o casal até os meus 17 anos e fora numa manhã daquele ano que o ponto final dessa convivência foi colocado, quando entrei no quarto deles como fazia toda manhã para acorda-los só que dessa vez eles não acordaram

Bem o que aconteceu depois vocês já sabem a minha sorte foi que um dos conhecidos do casal me arrumara um trabalho e uma casa pelo menos até eu me estabelecesse o que era difícil já que não havia terminado o ensino médio, claro que o casal me deixara uma "herança," mas eu não queria usa sem realmente precisar eu também era dona do terreno aonde estava a casa que vendi porque planejava usar para financia os meus estudos, mas acabou que não tive muito tempo para isso com tudo que aconteceu depois do enterro, para começar teve o emprego de zeladora da faculdade aonde o amigo do casal era o Diretor eu não fazia mais que tira o lixo do chão, limpa o corredor e arrumar a bagunça da sala e ainda assim eu queria fazer um pouco mais, então toda vez que eu conseguia um tempo livre eu o passava na biblioteca lendo sobre assuntos diversos o que acabou me fazendo descobri um intenso amor por literatura principalmente a época do romantismo os poemas, historias e escritores da época simplesmente me encantaram e foi no meio de tantos livros que acabei descobrindo o que me tonava diferente das outras pessoas ao ponto de fazer os meus próprios avôs me chamarem de aberração.

Cada palavra daquele livro acendia uma pequena lâmpada na minha mente me revelando coisas mim que nem mesmo eu não sabia, ao termina-lo era como se pela primeira vez eu visse o mundo como ele é, sem todas aquelas sombras e duvidas que sempre estiveram presentes foi uma alegria saber que apesar de ser diferente eu era normal e que tinha muitas outras pessoas como eu. Claro que isso não mudou o que passei, muito menos o trauma que vim descobrir ter, mas pelo menos era um conforto. 7 anos se passaram dês da morte do casal que cuidara de mim e mais um ano letivo havia começado na universidade com os calouros entrando ansiosos pelo potão que seria o começo dos seus sonhos.

Eu sempre adorei aquele aura alegre do primeiro dia e sempre imaginava como seria o meu, claro que nunca passou de imaginação eu não tinha muitos planos para o futuro na época, já que eu me encontrava satisfeita com o que tinha e não pretendia mudar tão cedo, mau imaginava que a parti daquele ano tudo na minha vida ia mudar: — Com licença você poderia me dize a onde fica o auditório? — pergunta uma caloura atrás de mim quando eu limpava o campo perto do portão

Levando um susto eu me viro rapidamente na direção da voz me deparando com uma garota um pouco menor que eu com longos cabelos louros que caíam por suas costas e olhos cinzentos que me pareciam estranhamente familiares: — Desculpa pelo susto não foi a minha intenção — disse ela um pouco desajeitada por cousa dos livros que carregava.

— Tudo eu meio que estou acostumada — digo estranhando a facilidade que tive em falar com ela já que eu me sentia extremamente desconfortável em falar com estranhos ou qualquer pessoa — e claro eu posso te dizer a onde fica o antidotário.

— Muito obrigado você me salvou — disse ela com um sorriso — ah, eu me chamo Sófia e você?

Continua...