A garota que mora ao lado
11 Capítulo 10: Violeta
Mas quando passo pelo corredor acabo vendo a mesma garota que me pedir informação tendo dificuldade em abrir a porta do seu armário, me fazendo ficar em duvida entre ir ajuda-la ou passar direto esperando que alguém fizesse isso por mim, egoísta eu sei, mas ainda me sinto desconfortável em ajudar alguém que não me pedira ajuda, vai que a pessoa não goste que seja eu a ajuda-la. Então quando uma garota que não lembro ter visto antes pelos corredores o que fizera eu imaginar se tratar de uma novata se aproximar de Sófia e ajuda-la, com isso decido aproveitar que ambas pareciam distraídas e passar pelo corredor indo em direção a uma das salas.
Pov: Sófia
Primeiro dia na faculdade e eu não poderia está mais animada e apreensiva, animada por finalmente me forcar no que eu queria fazer (tchau 50 matérias que eu nunca vou usar na vida e olá matérias que vou usar no trabalho), e apreensiva por talvez não conseguir ser a altura do desafio, porque para ser sincera eu nunca fui a aluna mais dedicada, mas esse ano vai ser diferente, esse ano eu vou me dedicar 1001%, vou ser a aluna mais dedicada e atenciosa. Pelo menos é o que eu pensava até eu me perder no primeiro dia a minha sorte foi que a zeladora me indicou o caminho quando perguntei e o estranho foi que eu tive a sensação de já a ter visto em algum lugar, principalmente quando ela ficou nervosa, mas não consigo lembrar de onde por mais que eu me esforce.
Então por mais que eu quisesse confirmar se a conheço ou não, decido ir até a palestra do primeiro dia ao fim dela me encaminho até o meu armário que acabo tendo dificuldade de abri-lo: — Que maravilha, hoje realmente não é o meu dia — digo enquanto tentava abrir ele.
— Precisa de ajuda? — pergunta uma garota atrás de mim.
— Com toda certeza — confirmo suspirando.
— A combinação, por favor — pedi a garota e eu entrego o papel — bem o problema em si é o fato do armário ser velho por isso você tem que dar um empurrãozinho.
— Obrigado — digo quando o armário
— Você passaria o dia inteiro tentando abri o armário — disse a garota sorrindo com a própria brincadeira — ah, eu sou a Violeta e você?
— Sófia — digo vendo uma silhueta passar por nós — e não sei o que faria se você não aparecesse.
— Não a de que — disse Violeta — então qual é a sua sala?
— A de filosofia — respondo.
— Que consciência eu também tó indo pra lá — disse ela.
Com isso nós duas vamos na mesma direção já no intervalo eu e ela conversámos um pouco mais, e acabamis encostando várias coisas em comum: — E qual curso você tá fazendo? — pergunta Violeta.
— Psicologia — respondo.
— Por que escolheu fazer isso? — pergunta ela.
— Por causa de uma garota que morava ao lado da minha casa — digo ficando um pouco para baixo.
— O que tem ela? — pergunta Violeta.
— Ela foi espancada a vida inteira pelo que ouvir dos meus pais — respondo — e pelos próprios avôs eu meio que me sinto mal pôr não ter notado apesar de que eu tinha só 7 anos na época.
— E o que houve com a garota? — pergunta Violeta.
Continua...
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