A garota que mora ao lado

12 Capítulo 11: Doente?


— E o que houve com a garota? — pergunta Violeta.

— Eu não sei — respondo — e isso me tira o sono à anos.

— Não deveria — disse ela — não é culpa sua o que aconteceu com a garota.

— Eu sei, mas mudando de assunto, qual é o curso que você tá fazendo? — pergunto.

— Direito — disse Violeta — e antes que pergunte por quê, a resposta é simples, dinheiro.

— Só por isso? — pergunto.

— Nem todo mundo tem uma motivação nobre como a sua Sófia — responde ela dando de ombros — alguns, como eu só querem estabilidade financeira.

— Você poderia conseguir de outro jeito — digo.

— É, mas isso também serve para calar a boca dos meus pais — disse Violeta — mas não se preocupe eu vou me esforçar.

Sófia: off
Clara: on

Não sei o que deu em mim depois que vir aquela garota no campo, eu simplesmente não conseguir não procura-lá por onde eu passava e quando achava não conseguia olha-la por muito tempo, era como se eu pudesse perder a visão com o ato, até cheguei a cogitar que eu estava doente me fazendo procurasse nos livros não encontrava nenhuma doença que causasse o que eu sentia e aquilo estava me incomodando, eu simplesmente odeio não entender algo:

— Não sabia que você gostava de livros de medicina — disse Melissa aparecendo em minha costas me assustando.

— Melissa que susto — digo me virando para a minha amiga.

— Desculpa não notei que estava tão concentrada — disse ela com um sorriso se sentando ao meu lado — mas afinal o que você tá procurando?

— Uma explicação do que eu tô sentindo nesses dias — respondo voltando a minha atenção para o livro franzindo a testa — mas não encontro uma resposta.

— Por que não me conta? Talvez eu ajude — sugeri Melissa.

— Tudo bem — digo largando o livro em cima da mesa e me virando para a minha amiga — bem nos últimos dias eu tenho estado um agitada, a minha frequência cardíaca aumentou, me sinto na estranha necessidade de procurar uma certa garota em qualquer lugar que eu esteja e mesmo que a encontre não consigo encara-la por muito tempo, sem contar a frequente sensação de deja vu quando a vejo.

— Clara você não tá doente — disse ela parecendo se divertir com a situação.

— Se eu não tô doente, então o que é isso? — pergunto sem entender.

— Não sei se devo contar — disse Melissa tentando conter um sorriso.

— Por favor, Melissa eu já estou ficando preocupada — digo.

— Clara você tá apaixonada — responde minha amiga sorrindo.

— O quê? — grito me levantando da cadeira.

Continua...