A garota dos punhos cerrados.

1 Oque anda fazendo na sua vida?


Notas iniciais
Hello,are you reading this thing?Thanks verry much :/ Realmente,se vocês gostarem vo ficar mais feliz que já estou por escreve-la. ♥

Eu estava sendo nocauteada e não conseguia mudar meu desempenho na luta. A adversaria, aparentemente fraca, me imobilizou com facilidade. Essa era sua especialidade. Depois que caí no chão, não levantei mais. Só ficava tentando me defender e tentando aguentar a dor. A queda era meu verdadeiro inimigo. Estava lutando numa espécie de miniclube, que por coincidência era da minha monitora de boxe. Eu estava lutando “em casa” e ainda estava perdendo vergonhosamente, esperando aquele arbitro incompetente anunciar o fim da luta. O pior era que a arquibancada estava cheia de gente de gente conhecida. Como vai ficar minha cara quando sair daqui?- pensava, querendo muito que àquela hora chegasse logo. Aqueles segundos finais da luta pareceram horas, mas finalmente tudo acabou. Tudo sempre acaba, e isso realmente nem sempre é uma coisa ruim. Saí do ringue com minha treinadora, Dani, e fomos cuidar dos meus machucados que por sinal eram muitos.

Voltei ao salão que fora a luta, para ver se havia alguém. Ele estava praticamente vazio, só restava um casal se agarrando. Estava cansada demais para subir ate as cadeiras, ou gritar, para eles irem procurarem seu rumo. Peguei um apito que estava no degrau ao meu lado e o assoprei fazendo a garota gritar de susto.

--Qual seu problema? –Ela perguntou visivelmente irritada.

--Isso aqui não é motel, amore—Disse calmamente enquanto o garoto ainda se recomponha do susto. Lerdeza é foda. Mas a garota simplesmente me encarou. Fiquei tipo:Oi? Depois eu que tenho problemas... Naquele momento não entendia mais nada. Ele se levantou e saíram. Ela continuava a me olhar.

Eu iria dormir na casa de Dani, pois aquele miniclube ficava uns 50 kl de casa e andar sozinha, à noite, nas ruas do rio, não é bom negócio. Por coincidência ela é minha parenta distante. Minha vó e a dela eram primas e tudo ficou mais fácil, até demais. Entrei em sua academia pagando 20% do que deveria pagar, ela me dava uma atenção especial, tinha até chances de ser convocada as olimpíadas.

Sua casa era pequena e aconchegante, ao lado do miniclube. Arrumei minha cama improvisada que seria no sofá da sala torcendo pela Dani chegar e dormir, realmente não queria sermões e a ouvir dizendo que era incapaz. Pena que não foi possível.

--Fernanda—pelo seu tom de voz ela não estava nem um pouco feliz, óbvio que ela não estaria pulando de alegria pelos bosques sendo que sua lutadora, umas das favoritas, foi nocauteada. É a vida. Têm altos e baixos, como uma montanha russa. Ela que entenda, pensei pouco me fudendo pra sua opinião, mesmo sem ela dizer mais nada, ainda.

--O que aconteceu hoje?—Ela perguntou transparecendo raiva. Queria ter escolhido pegar o ônibus e ir pra casa. Mas a merda já estava feita e escolhi responder mais debochadamente possível.

--Não sabia que era cega coisa rica—disse dando um risinho á vendo ficar vermelha de raiva. Naquela hora tinha “cutucado o leão com vara curta”. Aticei a Dani e ia escutar e muito ela falando que não levava nada á sério e que não merecia meu status. Que status ela falava não sei. Eu lutava numas lutas de campeonato e numas de dois rounds, era uma lutadora-amadora ainda. Mas quem era eu pra reclamar de alguma coisa?

--Olha bem, não estou te treinando tanto à toa... —Ela começou a dizer e eu entrei no modo automático de escutar sem a mínima atenção. Logo após dormi deixando-a no vácuo. Quando comecei a perder lutas tentava desconversar, mas nessa matéria sou uma bosta então a ignoro. Eu amava lutar, mas sei lá, estava desfocada. Não sabia o que queria da minha vida. Até hoje tenho duvidas...

Notas finais
Se gostarem(ou não)podem comentar.Eu deixo,aprovo,assino em baixo.Oque vocês quiserem.Desejo muito beijos na boca(que não estou tendo)pra vocês.