A garota dos punhos cerrados.

2 Isso aqui não é vida


Notas iniciais
Como vcs estao?eu espero que cês gostemm 8-8

Aquele sofá parecia feito de pedra. E com todos os machucados, minha noite foi uma merda. Acordei cedíssimo, mesmo dormindo às duas da manhã, com minha cabeça latejando pra caralho. Aconchegante era uma coisa que aquela casa só parecia. Levantei daquele sofá pedindo socorro, fui ver se tinha alguma coisa pra comer, mas não tinha nada. Como aquela mulher vivia, ainda é um mistério. As únicas coisas que achei foram um pão mofado, agua e cerveja. Escolhi comer, ou fazer qualquer outra coisa em casa já que tinha acabado a agua da caixa. Enquanto colocava minhas roupas, do nada, a Dani Tyson (não, ela não era parenta nem nada do Mike Tyson, mas tinha uma tatuagem na cara que lembra ele) apareceu sonolenta na porta de seu quarto e ficou olhando (nada discreta) meu peito. Eu realmente me senti desconfortável e sai daquele lugar antes que ela acabasse seu discurso.

No caminho de casa, fui assaltada enquanto andava na calçada á uns 200 metros de casa, em plena luz do dia. Parou um homem de moto ao meu lado e apontou uma arma pra mim dizendo: “Me passa seu telefone agora se não te dou um tiro no meio da sua cabeça”. Especifico, não é? Então passei meu telefone, que por muito azar era um iphone 5c, fiquei com crise de pânico e passei a andar na rua com um celular tijolão por precaução.

Fiquei vários dias fazendo completamente nada. Por causa daquele assaltante filho da puta nem ficar no celular, mexendo de boa, podia mais. Minha mãe falou que eu era totalmente irresponsável, perdia os celulares de cinco em cinco meses e não me daria nenhum celular mais. Teria que trabalhar pra conseguir um novo. E pagar as sete prestações de 125 reais do meu antigo celular. Parecia que fui eu que pedi para o assaltante roubar meu telefone.

Depois de comer todo tipo de comida gordurosa fiquei com uma culpa enorme. Deu vontade de vomitar tudo, mas desisti quando lembrei que minha professora falou que as enzimas digestivas corroem os dentes. Aquela luta era a última do campeonato, mas mesmo assim, se eu engordasse a Dani falaria muito no meu ouvido, e não estava a fim de escutar mais então parei de comer e continuei vendo “Os suspeitos”.

Até que enfim surgiu um evento. Meio bosta, não posso negar, mas estava tão no tédio que se me convidassem para ir na esquina eu aceitaria erguendo as mãos, dando glória á deus. Ia ser aquele tipo de festa que tem funk no último volume e bando de bebida à vontade. Praticamente não me arrumei, coloquei um short rasgado e um cropped vinho, indo com meu vizinho Emanuel, que vivia dando em cima de mim e eu percebia, mas pouco me fudia. Ele tinha um carro. Poderia dar em cima de mim á vontade. Eu não ficaria com ele, nem por um decreto. Éramos amigos, somente.

Chegamos e realmente a festa estava boa. Tânia (uma oxigenada da vida) e Milena (um travesti amigo nosso) eram as únicas pessoas conhecidas daquela festa e a cada instante estavam ficando com uma pessoa nova. Nem dava pra cumprimenta-las, então fui em direção ao bar. Aquela boate estava cheia de gente nova, e eu, que na época tinha 17 anos, me sentia como se tivesse o dobro.

Notas finais
digam suas opinioess seres !!!