A garota dos olhos limpos - Hiatus
5 A resposta está num outdoor
Notas iniciais
Assim que saímos do acampamento começamos a andar para o norte sem rumo até escurecer, afinal, não tínhamos idéia do que a profecia poderia significar, chegamos a uma praça pequena.
–Drogas? Larguei. Agora eu sou uma mendiga – Disse Mari se jogando em um banco da praça.
–Levanta daí, também quero sentar. – Reclamou Alvo e ela se sentou corada, o que era bem raro até porque ela não é de corar fácil. Sentamos eu, ela, a Annie e a Rose. O Alvo se espremeu e conseguiu sentar na beira do banco.
–E agora? – Perguntou Scorpius
–Como é que eu vou saber? – Eu disse
–Talvez seja por que você disse que iria cuidar de tudo. – Ele retrucou
–Eu, sinceramente não faço à mínima ide... – Mas eu não consegui completar por que eu olhei para o alto e vi um Outdoor com uma propaganda de perfume “Pevensie” e a garota propaganda era uma mulher de cabelos castanhos, olhos azuis, lábios bem carnudos e avermelhados.
–O que foi? – Perguntou Corin
–Alguém me diz urgente – eu dei um alarme – qual é a terceira parte da profecia.
– Irão ao norte em busca da passagem,
Reunirão o leão, a bruxa e o centauro, — Disse Annie
–Mas é claro – Eu disse apontando feito uma louca para o Outdoor.
–Mas é claro o que, cara pálida? – Perguntou Percy
–Percy, como você pode ser tão lerdo? – Perguntou Rose
–Eu também na entendi. – Disseram Mari, Max e Corin em um uníssono
–Vocês não contam – Disse eu – Não gostam de fantasia. Mas está claro. A passagem que devemos buscar é a passagem para Nárnia, e devemos reunir Aslam, Minerva e Quíron.
–Beleza, mas como que a gente vai achar a passagem para Nárnia?
–Susana Pevensie. – Eu disse apontando freneticamente para o Outdoor.
–Mas como nós vamos descobrir onde ela está? – Perguntou Scorpius e eu lancei um olhar significativo à Marisa e Corin
–Eu já cuido disso. – Disse Marisa, pegando um telefone celular e discando o número do pai. – Pau amado do meu coração? Ah, oi Alice, o meu pai está? Okay, eu espero. Pai, o senhor pode me dar o endereço da Susana Pevensie?... Sei que não pode ficar dando o endereço de clientes, mas, por favor?... Só dessa vez?... Vai pai... Okay, pera que já pego o lápis e a caneta. – se virou para Alvo – Anota ai Alvo. Pode falar pai. Scrimvill, Rua 12, número 49, Okay, pai, obrigada, te amo.
–Onde é essa Scrimvill? – Perguntou Max
–Estamos nela, ô cabeça. – Disse Percy.
–Oh, beleza, então vamos à casa da Susana Pevensie. – Dito isso fomos procurar a Rua 12, em quinze minutos chegamos à porta de uma mansão que parecia antiga, mas conservava a sua beleza. Jardins e piscina bem cuidados. E então tocamos a campainha. Uma voz doce saiu de uma caixinha que ficava ao lado da campainha.
–Quem deseja? – Perguntou a voz doce.
–Corin e Marisa Monteauk, filhos do dono da empresa eu faz a sua acessória. – Disse Corin
–E amigos – Completou o Max
–Já estou indo. – Dois minutos depois a mulher que eu vi no Outdoor estava abrindo a porta da mansão e atravessando o jardim para vir a nosso encontro. Ela trajava um longo vestido lilás leve, os cabelos longos e meio ondulados em uma meia taça, uma sapatilha e trazia consigo uma taça em que vinha balançava levemente. – Entrem – Disse ela apertando um botão fazendo com que os portões de ferro de sua casa abrissem graciosamente para os lados. Entramos seguindo-a na casa, era enorme, na sala de estar tinham três sofás, um piano, um lustre belíssimo no teto, muitos quadros, e uma escada que se dividia em duas. – Sentem-se – Ela convidou apontando para os sofás – Então, o que os trás aqui? – Perguntou sentando-se em uma poltrona e tomando um gole de vinho.
–Nárnia. – Disse Scorpius sendo direto, o sorriso dela desapareceu na hora, foi como se ela tivesse tomado um banho d’água fria.
–Esqueçam isso. – Disse ela, a sua voz não soou doce como na primeira vez, soou cheia de amargura e tristeza. – Isso é perigoso demais para adolescentes tão jovens como vocês.
–Acho que você não entendeu. Nós não temos escolha. Estamos aqui para uma missão, precisamos encontrar Nárnia, tudo depende disso. – Disse Alvo
–Acho que quem não entendeu aqui foram vocês – Disse ela, com o tom de amargura aumentando em sua voz. Ela se levantou – Os meus irmãos, os meus pais, o meu primo e mais três pessoas morreram por causa de Nárnia.
–Nós precisamos encontrar Aslam, seja lá quem ele for – Disse Max
–Eu não vou ajudar crianças a morrerem, Nárnia não vale à pena.
–Você é tão covarde. – Eu disse com a minha voz subindo, fui até onde ela estava de pé. – Sabe por que você age assim? Por que você não teve a coragem o suficiente para ajudá-los, para ir com eles quando eles mais precisavam. Você Susana Pevensie, é uma covarde. Agora você não quer nos dizer onde fica a passagem por que você prefere não se lembrar do quanto que é covarde. Você prefere não se lembrar que talvez, por você ser sempre a melhor estrategista dos seus irmãos você talvez pudesse ter feito um plano melhor que ajudaria e salvaria todas as pessoas que você diz que morreram por causa de Nárnia, mas na verdade, morreram por sua culpa Susana, por SUA CULPA – Agora eu estava gritando, apontando o dedo para ela e ela, parecia estar engasgada com a própria culpa, ou resposta, seja lá o que fosse ela engoliu e conseguiu responder.
–Mesmo que eu soubesse onde é a passagem para Nárnia, eu jamais contaria a vocês. JAMAIS. – Disse ela apontando para a porta, lágrimas escorriam do seu rosto – Saiam, agora. Eu não vou conduzir nove tão jovens a morte. Eu jamais cometeria tal erro, não de novo. E você garota – ela disse apontando para mim – Você está errada. Nárnia foi uma brincadeira de criança, não foi culpa minha deles terem morrido e sim de gente como você, gente que por Nárnia vale a pena matar e morrer. Eu não vou mostrar para vocês o caminha para aquele país idiota que custou a vida de tanta gente. – E novamente ela apontou para a porta e então escutamos um estrondo e a porta se abriu mostrando uma praia de águas totalmente azuis e cristalinas.
–Nárnia – Exclamamos todos.
–Vocês não vão. – disse ela em um tom ameaçador.
–Quem vai nos impedir? – Perguntou Alvo
–Eu – disse ela.
–Sinto muito Srta. Pevensie. – Disse Rose – Petrificus totalus. – E então ela ficou paralisada e passamos através da porta e finalmente entramos. Em fim Nárnia.
Fale com o autor