A garota do time 7 - Livro 1

14 Capítulo 14 - Primeira morte


Os olhos de Kurenai se arregalaram e ela se virou para o pacote que havia descartado, mas Harumi foi ainda mais rápido. Seus punhos se fecharam, e ela golpeou fortemente os dois ombros do ninja que carregava o outro pacote.

A preocupação cresceu em seu peito. Em um piscar de olhos, Harumi estava passando pelo líder do grupo Iwa, cujo punho fez uma cratera no chão, centímetros atrás dela. Harumi silenciosamente agradeceu pelo treinamento com Gai e Lee quando ela pegou a grande bolsa e o jogou em direção ao sensei. Kurenai o pegou sem perder o ritmo, sua kunai já se movendo.

As coisas estavam se movendo rapidamente, rápido demais para ela acompanhar. Após liberar a outra bolsa e entregá-la para Kurenai, Harumi moveu-se e intercepção o golpe que o ninja com bastão daria em Sakura, dando a oportunidade da rosada se recompor.

Confiante que Sakura ainda estava firme para lutar, e que Kurenai retornou para ajudá-la, Harumi moveu para perto de Kiba. Sacou uma Kunai e ajudou a rasgar a mochila grande, revelando outra criança pequena e muito parecida com a primeira. Ambos eram meninos, em torno de 5 a 6 anos. Suas bochechas rechonchudas, a pela clara e olhos medrosos.

— Por que eles sequestraram duas crianças civis? — Kiba perguntou confuso.

Harumi arregalou os olhos ao reconhecer as crianças. — Não são crianças comuns, eles são os netos do Daimyo da Terra do Fogo. Eles sequestraram os netos do governante do País do Fogo.

Então, uma bola explosão em chamas seguiu na direção a eles. Harumi agiu rápido, e jogou selos de proteção, criando uma barreira azulada que os protegeu.

Deidara já estava formando outro conjunto de pequena esferas de argilas explosivas, mas uma saraivada de kunai de Kurenai o fez abortar esse ataque e pular para trás. Harumi viu as facas arremessadas até os anéis da terra. Ela flexionou os braços e se lançou no ar.

Harumi levantou e sacou sua espada do selo em seu pulso e manobrou contra o inimigo, contudo o ninja de Iwa pulou para trás para evitar isso também, sibilando de frustração. O seu aborrecimento foi reduzido quando uma massa de insetos kikai invadiu as suas pernas e o braço direito de Shino envolveu seu pescoço, colocando uma kunai na frente da garganta. Os olhos do usuário de argila arregalaram e ele congelou no lugar.

— Devia ter vergonha de fazer algo assim, sequestrar crianças. — Harumi disse com desdem.

Deidera sorriu selvagemente e disse:

— O que uma pirralha entenderia de arte e dever?

— Um artista não faria nada hediondo, ainda mais com crianças. — Harumi exclamou com firmeza. — Arte é feita para ser apreciada e não matar.

Já em outro ponto do campo de batalha, o líder da missão, Sato, estava se movendo para ajudar o ninja usuário de água contra Sakura, mas Kurenai foi mais rápida e interrompeu. O líder conseguiu fugir, enquanto o usuário de água foi atingido e jogado para trás. Então o ninja Iwa, que parecia liderar o esquadrão de sequestro, virou-se para Harumi e sorriu. Sua pele assumiu um brilho metálico, e seus pés começaram a afundar alguns centímetros mais fundo no chão. Com um suspiro, ele soltou os pés da armadilha da terra e começou a caminhar em direção à adolescente de corpo magro e pequeno.

As mãos de Kurenai estavam borradas quando ela lançou uma enxurrada de kunais. Takeshi se esquivou e bloqueou, contudo, ainda assim acabou com uma faca ninja presa no ombro. Kurenai avançou contra ele uma lamina em cada mão.

— Kiba, leve as crianças para longe em segurança. Os proteja com sua vida — Kurenai ordenou.

O garoto acenou, pegou às duas chorosas crianças, e correu para dentro da foresta sendo acompanhado por Akamaru.

O garoto do clã Inuzuka e seu cão acompanharam o trio de crianças com a missão de protegê-las. Naquele momento, Kiba nem sequer ousou pensar em protestar, pois, cada segundo era precioso.

— Agora! — o líder disse, enquanto pisava em direção a Harumi, começando a ganhar velocidade.

Um rugido repentino de chamas atrás dele fez Harumi virar-se, mesmo quando ela girou para longe de um punho que quase a achatou, enquanto se dirigia para o chão.

— Eu não preciso gastar minha preciosa arte para acabar com alguém como você, garota! — Deidara sorriu. Houve um barulho alto quando os insetos kikai de Shino foram incinerados. O próprio Shino foi jogado para trás, o braço direito em uma massa de chamas.

Harumi continuou evitando, tentando manter os dois bastardos na frente dela e os afastou de Shino, todavia, o usuário argila explosiva não parecia estar tão interessado em Shino, porque ele começou a atirar pequenas bolas de argila em Harumi, fazendo-a pular para o lado, enquanto eles acendiam a grama seca.

Shino rolou na grama, sufocando as chamas enquanto se afastava da clareira. A manga direita de sua jaqueta estava queimada, e o que Harumi podia ver de seu braço era uma massa de vermelho que não parecia nada bom. Contra toda a razão, Shino tentou levantar-se, segurando-se com a mão boa. Os óculos sempre presentes desapareceram, o garoto Aburame encarou Harumi por um momento. Então seus olhos castanhos rolaram de volta para sua cabeça, ele caiu lentamente para a frente e ficou quieto.

— Vamos lá — disse o líder — Exploda essa pirralha e então podemos extirpar a jounin e sair daqui.

Harumi congelou no lugar por breve segundos, então sua feição tornou-se dura.

Estranhamente, o loiro parou e a olhou atentamente.

— Perdeu a graça, — Deidara e descartou a sua ‘obra de arte’ que estava moldando, e em um pisca de olhos o adolescente sumiu de vista, deixando seus próprios companheiros pasmos.

Harumi olhou sem entende, temendo que fosse um truque ou ataque desconhecido. Ao perceber a surpresa dos dois restantes membros Iwa, ela moveu-se para atacar o tal Takeshi enquanto Kurenai lidava com Sato.

Harumi se moveu rápido e desviou de qualquer ataque do shinobi e então bateu com as palmas da mão e em suas costas antes de gritar:

— Chūdoku Gijutsu! — e, rapidamente, afastou-se.

Ela correu do ataque do líder, que investiu fortemente contra ela. Em meio a um pulo no ar, Harumi proferiu outro jutsu:

— Mizu Shuriken Bunshin No Jutsu.

O líder se desviou, mas Takeshi não teve sorte. Ele tentou contra-ataca, mas seu corpo estava fraco. Não sabia o que a pirralha fez, mas podia sentir seu corpo ficando dormente. Mesmo sendo armas de água, elas eram potencializadas com chakra, assim, ainda eram cortantes.

Takeshi acabou sendo empalado por diversas shuriken, nos braços, pernas e dorso, porém não o suficiente para matá-lo.

— O que você fez, maldita?! — Takeshi gritou.

— Eu coloquei veneno em seu ombro. Lamento, mas não tem antídoto. Você deve ter apenas alguns minutos — disse Harumi.

Irritado, o homem jogou kunai após bola contra ela, que, de repente, não parecia tão ridículo como um oponente.

O líder atacou com suas foices, e uma delas cortou Harumi na cintura — por sorte, nada grave. O corpo de Takeshi travou, devido ao veneno que corria em suas veias, mas o líder gritou, mostrando ter seu arsenal de jutsu de fogo.

— Katon: Gōka Mekkyaku! — ele gritou, quando chamas explodem para fora de seu corpo.

Harumi colidiu com a onda de choque flamejante. O líder aproveitou para investir contra ela, mas ele nunca chegou perto, pois Kurenai surgiu e cortou a sua garganta. Harumi aproveitou aquele instante e jogou uma kunai na direção do outro sequestrador.

Abismado pela morte de seus companheiros, ele não viu o ataque. A kunai fincou em sua testa. Seus olhos arregalaram em um nanosegundo, e então seu corpo caiu, fazendo um barulho alto ao chegar no chão.

Agora, suja de sangue e sujeira, Harumi olhou ao redor, e viu o corpo caído de Shino, mas com Sakura sobre ele, já ajudando a curá-lo.

Kurenai a olhava pasma quando percebeu o que a agora usuária de Fuuinjutsu fez. O que quer que tenha usado, matou dois ninjas fortes de Iwa sem tocá-los.

— O quê…

— Tive que aproveitar a oportunidade — Harumi disse, com um encolher de ombros. — Desculpa não poupar nenhum para investigação… O outro fugiu — ela explicou.

Harumi deu um suspiro de alívio quando o genjutsu de Kurenai-sensei vacilou e desapareceu. De repente, Harumi se sentiu terrivelmente cansada e dolorida. Depois de um momento, tudo o que ela pode fazer foi ficar de pé.

— Harumi? — Kurenai perguntou em voz baixa.

— Hai, sensei — ela respondeu — Eu estou bem, somos ninjas, treinados para matar — disse com gosto amargo na boca. Ela não queria pensar naquele momento sobre o fato que ceifou uma vida, mesmo que diante do dever.

— Eu vou cuidar disso — disse Kurenai, ajoelhando-se ao lado de Sakura. — Você pode verificar as crianças?

Harumi assentiu e respirou fundo

— Kiba! — ela gritou.

— Sim? — uma voz ecoou das árvores próximas.

Harumi deu de ombros para Kurenai, que havia se virado para ela de forma carrancuda.

— Acreditei que Kiba não tivesse ido muito longe.

Kiba apareceu sendo seguido pelas duas crianças e seu cachorro. Os gêmeos olharam para os seus sequestradores mortos com olhos arregalados.

— Eu posso selar os corpos em pergaminhos — Harumi se ofereceu.

Kurenai a olhou como se a analisasse, e isso deixou Harumi inquieta.

— Tudo bem, faça isso — disse Kurenai.

Harumi assentiu e se moveu pela clareira. Ela retirou pergaminhos do bolso do seu moletom. Os dois rolos eram pretos. Com cuidado, conferiu os sinais vitais por garantia, retirou as armas dos corpos e qualquer outra coisa que pudesse ser útil, somente então os colocou sobre os pergaminhos e fez os selos manuais, selando-os antes de fechar os rolos.

— Seu nome é Harumi, neh? — uma das crianças sussurrou. Harumi olhou para cima, entretanto, ela não pode ver imediatamente o pirralho.

— Podem sair. Estão seguros — Harumi disse, cansada. — Nós os pegamos. Temos todos eles. Eles não vão machucar ninguém, nunca mais. — ela queria sentar e descansar naquele momento. Sua mente não processou ainda tudo que ocorreu com clareza.

Os arbustos à sua esquerda se agitaram e às duas crianças saíram.

Um dos meninos olhou inquieto para o garoto inconsciente, que era cuidado pela garota de cabelos rosa e sua sensei.

— Ele ficará bem?

Harumi olhou adiante. Ela percebeu que Kiba queria ir até seu companheiro caído, mas ficou ao lado das crianças por medida de proteção.

— Sim! — respondeu Harumi. — Me chamo Nohara Harumi, qual nome de vocês? — ela perguntou com cuidado, enquanto guardava os pergaminhos e indicou para Kiba que ele poderia ir ver seus companheiros. O garoto acenou grato e se afastou.

— Eu sou Yua e meu irmão se chama Ren — respondeu o garoto, enquanto o outro segurança a mão do irmão gêmeo e olhava timidamente.

— Está tudo bem agora, estão seguros. Vamos levá-los para casa.

Harumi silenciosamente se levantou e respirou fundo. Ela olhou adiante e viu Kurenai ajudou Shino a mancar em direção a clareira. Havia bandagens enroladas em torno de seu antebraço direito, e a manga de sua camisa estava chamuscada e queimada onde se projetava do orifício do braço direito de sua jaqueta.

Ela sentiu um pequeno sorriso puxar sua boca, o primeiro desde que eles foram para a patrulha naquela manhã.

Sakura se aproximou dela.

— Está tudo bem, Sakura — disse Harumi — Eu estou bem — completou quando viu a preocupação brilhar nos olhos da garota.

Sakura pareceu relaxar um pouco com a notícia, mas ainda insistiu em conferir as feridas da outra garota.

— Deixe-me olhar sua ferida. — Ela moveu-se para ver as costas da garota de cabelos castanhos. Harumi não protestou, na verdade, suspirou aliviada quando a dor diminuiu. — Vai curar. Penso que não ficará cicatrizes — ela disse.

Harumi acenou.

— Obrigada, Sakura!

— Deveríamos voltar ao nosso acampamento, para nos reagrupar — disse Kurenai, olhando para Harumi — Mas devemos moderar nosso ritmo para nossos convidados.

Partiram para o acampamento, caminhando lentamente pelo chão da floresta. Depois de alguns minutos, Harumi sentiu sua energia retornando, e ela não precisou mais concentrar-se para não tropeçar.

Shino estava bem na frente dela, com às duas crianças pequenas, que pareciam ter um pouco de medo do silencioso ninja. Sakura estava na liderança com Kurenai.

Kiba e Akamaru seguiam atrás, mantendo-se vigilantes.

—oÕo-

O sol estava se pondo quando o grupo alcançou o acampamento. Harumi suspirou aliviada, pois finalmente poderia sentar-se.

Às duas crianças olharam com curiosidade para o acampamento. Yua e Ren tinham os olhinhos brilhando em admiração. Tão pequenos e protegidos desde seus nascimentos, Harumi duvidava que eles já tivessem experimentado muita coisa nesse mundo.

Ela permaneceu por alguns minutos sentada, até que conseguiu recuperar o fôlego, e seguiu até o riacho próximo. Harumi conseguiu retirar o sangue das mãos, cabelos e rosto com facilidade, porém o sangue e lama em suas roupas exigiu um pouco mais de trabalho. Harumi fez uma careta e levou o moletom dobrada de volta para as tendas, os rasgos nas costas a tornou inutilizável.

O ar da tarde estava fresco em sua pele, e a brisa agitava sua camiseta preta enquanto ela caminhava em direção ao fogo. Ren olhou-lhe com curiosidade.

— O que é isso, Harumi-san? — ele perguntou, apontando para o pulso de Harumi.

Harumi olhou para às duas tatuagens que rodeavam cada um de seus pulsos.

— Ah, uma é selo Fuuinjutsu. São selos de armazenamento e peso, para aumentar resistência e felicidade. A outra é marca de nascença. — disse referindo a tatuagem de ramos secos em seu pulso direito.

— Você é uma ninja super forte. — disse Yua.

Harumi riu. — Existem ninjas mais fortes e melhores. Eu tenho dois companheiros de time super durões.

— Como quem? — indagou Ren.

— Meu sensei é um dos ninjas mais fortes da aldeia, depois Yondaime. Além disso, treino com Gai-sensei, Aquele homem sabe mais sobre taijutsu do que quase qualquer um em que consigo pensar.

— Harumi! — uma voz alta gritou, fazendo-a estremecer reflexivamente. — Aquece meu coração ouvir você defender meus ensinamentos! Você realmente não esqueceu o fogo da juventude!

— Gai-sensei? — Harumi ofegou.

— Sim, Sensei!

— Lee… — Harumi disse, esfregando os olhos.

Gai e Lee saltaram para a clareira, obviamente praticando seu jutsu — Dynamic Entry. Eles foram seguidos por vários ANBU silenciosos. Além dos ANBU que usavam suas distintas máscaras de animais, havia uma mulher grande e de aparência áspera com marcas vermelhas no rosto e cabelos desgrenhados, um enorme cachorro preto, um homem com cabelos longos e olhos brancos, e uma mulher de cabelos vermelhos flamejantes.

Harumi reconheceu de imediato Tenten e um garoto com os distintos olhos perolados.

— Eu disse que as crianças haviam sido libertadas — ela resmungou. — Suas trilhas de perfume não apresentavam indícios de coação, e Kuromaru sempre pode dizer a diferença.

— Okasan… — Kiba disse, se levantando e aproximando-se da mulher com aparência feroz. Dava para ver a grande semelhança. — Nós demos conta facilmente daqueles ninjas idiotas.

— Baka! Se não fosse Kurenai e Nohara, estaríamos mortos. — Sakura disse em tom irritado. Ela ainda não podia aceitar totalmente que uma genin havia eliminado dois ninjas experientes. Harumi realmente a surpreendeu. Sakura não tinha como negar que a garota era forte, mesmo que olhando-a, não daria nada.

— Acredito que o Hokage ficará satisfeito com o desempenho de seu esquadrão, Yuhi-san — disse Hiashi.

Harumi ficou inquieta quando sentiu aqueles olhos leitosos sobre ela. O homem parecia avaliá-la.

— Quem diria que minha fofa aluna que estimava tanto. — murmurou um preguiçoso Kakashi. Harumi olhou para cima e encontrou o homem de cabelos prateados e espetados sentado em grosso galho da alta árvore.

— HARU-CHAN!

Aquela voz era incondicionável. Harumi tentou evitar o choro, mas ainda assim, seus olhos arderem pelas insistentes lágrimas.

Um turbilhão laranja interrompeu a clareia, e o corpo pequeno e ainda ferido de Harumi, foi agarrado por braços fortes. Harumi gemeu, mas ainda permitiu se abraçada e perde-se no perfume natural de Naruto.

— Solte-a, seu idiota… Não viu que está machucada. — ordenou Sasuke que praticamente materializou ao lado de Naruto e deu um soco na cabeleira loiro.

— Temee, seu imbecil. — Naruto gritou com Sasuke, mas suas feições suavizaram quando retornaram para a única menina do time 7. — Você estaá bem? Devo levá-lo para hospital? Porque sempre se machuca, Haru-chan?

Harumi soltou uma risada brilhante.

— Eu estou bem, Sakura-chan já cuidou os ferimentos, apenas cansada.

Não passou despercebido por Harumi que Haruno Sakura estava corada e olhando timidamente para o herdeiro Uchiha. Bem, algumas coisas demorariam mudar mais previsto.

— Tem certeza que está bem? — Sasuke perguntou com a voz baixa, e recebeu aceno de confirmação.

Kurenai deu um passo à frente.

— Apenas um deles fugiram, os outros dois foram mortos. Os três ninjas que ousaram investir contra a Terra do Fogo — disse a jounin, com profissionalismo.

— Muito bem, Kurenai-san… — Gai disse, dando polegar para cima.

Shino ajeitou os óculos.

— Acredito que a genin Harumi eliminou um dos sequestradores.

Harumi se remexeu inquieta quando olhos pousaram sobre ela.

— Oh, você é a fofa kunoichi do time de Naruto — Kushina disse, aproximando-se da garota. — É realmente fofa. Eu disse para Naruto lhe pedir em namoro antes de Sasuke-baka…

Harumi finalmente percebeu a presença da mulher ruiva. Ela ainda não conheceu de perto Namikaze Kushina. A mulher era uma de suas ídolas em Fuuinjutsu. Apesar de serem por sangue do mesmo clã, o dizimado clã Uzumaki, não era considerado uma família ativa pelas leis da aldeia, devido seu diminutivo membros.

Sakura engasgou com a ideia de seu precioso ‘Sasuke-kun’ pedir outra pessoa em namoro.

— Ah… obrigada… mas não… quero dizer… somos somente companheiros… não tenho interesse — Harumi disse, recuando alguns passos para trás.

Kushina fez um bico triste.

— Que pena, eu quero uma nora fofa e talentosa em Fuuinjutsu — lamentou.

A mulher grande soltou um latido alto de risada.

— Pare de aterrorizar a criança, Kushina-chan — disse Tsume. — Eu penso que a ANBU pode cobrir vocês por alguns dias. Sua equipe parece que passou por um moedor de carne.

— A-ano — disse Sakura, hesitante. — O Hokage ordenou que ficássemos aqui até recebermos uma mensagem específica por escrito. — Ela se sentiu acuada diante de ninjas tão poderosos da aldeia.

Harumi piscou.

— Sakura está certa — disse Kiba em voz alta, chamando a atenção dos bravos Hyuugas.

Gai-sensei franziu a testa.

— Kurenai? — ele perguntou.

— Meus genins resumiram com precisão nossas ordens — disse ela, e o orgulho em sua voz era inconfundível. — Nós estaríamos falhando em completar nossa missão designada se deixássemos a fronteira agora... a menos que você tenha ordens específicas do Hokage.

— Você está desafiando abertamente minha autoridade? — o Hyuuga mais velho perguntou em um tom perigoso. Ele ocupava o posto de conselheiro do Hokage ao lado de Uchiha Fugaku.

Kurenai levantou o queixo.

— Nem um pouco — ela disse friamente. — Mas nossas ordens vieram do Hokage, e somente ele pode contra-atacá-lo. Você, Hiashi-sama, deve estar ciente disso.

— Ninguém deseja usurpar sua missão, Kurenai-san — disse Kushina disse rapidamente, cortando Hiashi e ganhando um olhar próprio. — Simplesmente pensamos que sua equipe não estava em condições de concluí-la.

— Sua preocupação é apreciada — respondeu Kurenai educadamente. — Mas Shino e Harumi tem apenas arranhões e a mobilidade de Kiba não é prejudicada. Além disso, os ninjas do País do Rio parecem estar... menos do que ansiosos para testar nossas defesas.

— Eles estavam assustados quando todos chegamos, sensei? — Lee perguntou a Gai.

— Não — Shino respondeu, balançando a cabeça. — Eles ficaram receosos com uma mestra de Fuuinjutsu.

Harumi queria afundar na terra enquanto todos os adultos, em choque, viravam-se para ela. Um dos ANBU bufou atrás de sua máscara.

— Eu não sou mestra, Shino-san… tenho muito que aprender.

— No entanto — continuou Kushina, depois de um momento — As crianças ainda estarão operando com uma desvantagem significativa.

— Minhas sentinelas ainda estão no lugar — respondeu Shino calmamente. — Embora eu não tenha tanta capacidade direcionada, as habilidades de Sakura cresceram muito além das minhas projeções. Elas vão mais do que compensar a minha deficiente temporária. E Harumi colocou selos de alerta e armadilhas em toda a linha da fronteira que somos responsáveis.

Harumi estava um pouco envergonhada e foi a primeira a se virar para Shino, chocada. Ele estava realmente elogiando a força dela, à sua maneira estranha?

Harumi decidiu desviar o olhar casualmente e Gai-sensei chamou sua atenção e assentiu gravemente.

— Espero que você esteja acompanhando seu treinamento — disse ele. — Lee já aumentou seus pesos novamente.

Harumi fez uma careta. Oh Merda...

— Eu treinei o máximo que posso, mas estamos trabalhando mais no controle de Jutsus e Chakra.

Gai colocou os punhos nos quadris e projetou o que ele provavelmente pensava ser uma pose encorajadora.

Kakashi finalmente se dignou em descer da árvore. — Faça como quiser, mas estou levando minha genin. — Ele jogou um pequeno pergaminho par a jounin de olhos vermelhos. — Tenho ordem de reagrupar o time 7 e seguir para o País da Onda. Vamos socorrer outro time.

Harumi olhou com curiosidade para seus companheiros, que acenaram para ela em afirmação. De alguma forma, ela acabou sendo rodeada por Naruto, Sasuke e Kakashi. Parecia que eles queriam anunciar ao time 8 que não poderiam roubá-la.

— Ao menos permita que Harumi descanse por algumas horas antes de partir, Kakashi-san. Ela deve estar esgotada — sugeriu Shino com a voz imparcial.