Notas iniciais
— Desculpem qualquer erro de português — Espero que gostem

Lin acompanhava o reencontro de Rey e Lupus de longe, por dentro se sentia frustrada e triste ao vê-los tão próximos, se antes a princesa tinha alguma dúvida sobre seus sentimentos por Lupus, ali naquele momento ela pôde confirmar que eram reais.

Depois de alguns bons minutos abraçados, Lupus parou para mais uma vez encarar o rosto de Rey, era como se ele quisesse ter certeza de que ela estava mesmo diante de si. Rey por sua vez, parecia extasiada, o brilho em seus olhos deixava claro que estava muito feliz em ver o demônio:

Lupus: Pensávamos que estava morta, o que aconteceu com você, por que não sinto sua presença ou poderes? Por que não veio até nós?

Rey: Não posso! Chega de perguntas! — se desfez do abraço e seu estado de perturbação retornou

Lupus: O que há com você? — disse preocupado

Rey: Você tem que ir embora e me esquecer, não conte á ninguém que me viu, continue agindo como se eu estivesse realmente morta e não faça mais perguntas por favor

Lupus: Isso nunca! Me explique o que está acontecendo!

Rey maneava negativamente a cabeça enquanto tentava se afastar de Lupus, porém, Lourenço e os outros estavam procurando por eles, ao longe era possível ouvir várias vozes gritando por seus nomes. Desesperada com a ideia de ser descoberta, a jovem de cabelos róseos tentou fugir, mas fora impedida por Lupus que entrou em seu caminho:

Lupus: Não posso permitir que você vá! — disse sério

Rey: Tem que permitir ou temo pela segurança de vocês — suplicou, mas ao perceber que Lupus não á deixaria passar se deu por vencida — por favor, me deixe passar agora e prometo lhe encontrar depois e lhe contar tudo!

Lupus: No coreto atrás da igreja ao por do sol e é melhor que você apareça lá ou encontrarei você não importa onde esteja!

Rey assentiu e correu bosque adentro sumindo entre as muitas árvores dali, Lupus olhou para Lin e a mesma entendeu que aquela pequena conversa teria que morrer ali.

Não demorou para que os outros chegassem e notassem uma pequena bagunça no local, Lupus logo os tranquilizou e sem dar muitos detalhes alegou que a bagunça fora feita por um vendedor de hortaliças que acabou por derrubar algumas por ali enquanto passava.

Todos aceitaram a desculpa, exceto Lourenço, o anjo olhou para tudo aquilo com certa desconfiança, porém não achou apropriado fazer perguntas naquele momento.
No caminho de volta ao comércio todos conversavam entre si, exceto Lupus que seguia em total silêncio e Lin, que o encarava e tentava de alguma forma decifrar seus pensamentos.

Percebendo o olhar de Lin sobre si, Lupus se aproximou e em voz baixa quis saber o que estava acontecendo:

Lupus: Você não me parece nada bem.

Lin: Estou bem, só estou preocupada com ela — mentiu

Lupus: Quer me acompanhar quando eu for vê-la?

Lin: De maneira alguma, não quero estar entre vocês — desviou o olhar

Lupus: Entre nós? — disse confuso

Lin: Não se faça de bobo, você entendeu o que eu quis dizer — disse irritada

Lupus: Acha que somos um casal — sorriu — pois bem, se quiser saber a verdade, já sabe o que fazer...

Ao chegarem na vila todos se despediram e seguiram seus caminhos. Lin e Lourenço seguiram rumo ao palácio conversando, não demorou para o anjo se pronunciar sobre o ocorrido no bosque.
Lourenço sabia que a história de Lupus não era verdadeira, então pediu que Lin contasse o que realmente havia acontecido, a princesa pediu sigilo ao anjo e explicou o que conseguiu entender de tudo aquilo.

Os dois discutiram o ocorrido entre si, tentaram juntar as peças do quebra cabeças, mas era tudo muito complicado, então Lourenço sugeriu que Lin fosse se encontrar com Lupus e Rey para entender melhor tudo aquilo.

De início Lin achou a ideia incômoda, talvez eles tivessem uma história juntos e saber disso lhe despedaçaria por dentro, mas por outro lado estava curiosa sobre a condição de Rey, e se a moça precisasse de algo em que ela pudesse ajudar? A princesa não havia esquecido o risco que Rey havia corrido para esconde-la dos guardas de Cordélia, então teria que correr riscos também, pois caso não o fizesse sua consciência nunca lhe permitiria dormir.

Os dois passaram pelos portões do palácio de forma tranquila, Frederick, pra variar, não estava presente, Nora estava em seus aposentos desde a manhã e todos os empregados estavam cuidando de seus afazeres o que significava que Lin teria uma tarde tranquila.

Heldren observou a chegada dos dois escondido atrás de alguns arbustos, desde sua missão fracassada o homem não havia falado com Nora, mas sabia que em algum momento deveria ir ao seu encontro, então esperou que os dois chegassem para observá-los mais uma vez, esperava encontrar algo que os condenasse, mas não viu nada demais.

Á passos lentos o guarda seguiu para os aposentos de Nora, não poderia esperar mais para dar-lhe a notícia, sabia que seria muito pior se a fizesse esperar ainda mais. Com algumas batidas na porta ele entrou no quarto:

Nora: E então o que tem para mim? — disse interessada

Heldren: Me perdoe senhora, mas eu falhei — disse sério

Nora: Como assim falhou? — disse incrédula

Heldren: De alguma maneira eles me interceptaram e eu não pude mais segui-los — envergonhado colocou o pequeno buque de margaridas, já murchas, sobre a mesa

Nora: Como você permitiu isso? Eu te dei um trabalho simples e nem isso você foi capaz de fazer? — andava de um lado a outro do quarto inconformada — que droga de flores são essas?

Heldren: Eu os tinha á minha frente, mas como num passe de mágica surgiram atrás de mim, eu tive que mentir e dizer que estava vindo na direção oposta — suspirou profundamente — ao me ver, a garota aproveitou para enviar essas flores ao lorde.

Nora pegou o pequeno buque e com raiva o despedaçou, seu ódio por Lin acabara de chegar á outro patamar com aquela afronta, sem contar o sentimento de decepção que estava sentindo pelo homem que ali estava, ela teve de se segurar para não agredi-lo por seu fracasso:

Nora: Você é um espião nato, como pôde ser enganado por duas crianças? — gritou — como você permitiu que lhe fizessem de idiota?

Heldren: Me perdoe senhora, me perdoe — disse arrependido

Nora: Ao menos viu algo de incomum, alguma ação diferente, como se comportam quando estão a sós?

Heldren: Como irmãos — Nora o encarou incrédula — eles apenas conversam, não os vi fazendo nada demais.

Nora: Maldição! — gritou inconformada — não é possível que essa infeliz não tenha nenhum pecado, não é possível! Eu deveria lhe punir com duzentas chibatadas pelo seu fracasso, só não o farei por que meu lorde precisa de você nas minas, vá até lá e suma da minha frente!

Inconformada com o fracasso de sua pequena missão, a governanta trancou a porta seu quarto e descontou sua frustração em tudo o que viu pela frente. Depois de quebrar tudo o que pôde ela retirou uma pequena chave de seu generoso decote, essa chave abria uma de suas gavetas ocultas.
De lá ela retirou várias folhas de papel contendo inúmeras anotações e planos, coisas tão pessoais que nem mesmo o lorde tinha conhecimento sobre, ela se recompôs e passou a analisar os papéis com calma.

No jardim, Lin viu a tarde passar de maneira tranquila, ela ficou praticamente o tempo todo imaginando o que viria de seu encontro com Rey e Lupus, nem mesmo um longo banho foi capaz de aliviar seu nervosismo.

Quando o céu deu os primeiros sinais da chegada do crepúsculo, a princesa já estava pronta para sair, ela tomou cuidado para não ser vista e se encontrou com Lourenço nos portões do palácio.
O anjo repassou junto dela o que haviam combinado; ela deveria ficar somente o tempo necessário para ouvir o relato de Rey e voltar em seguida, caso alguém perguntasse, Lin estaria visitando a igreja.

Sob o olhar do anjo, Lin pegou a pequena trilha que dava para a igreja da vila, Lourenço havia oferecido seu cavalo para que ela não tivesse que andar tanto, mas ela recusara, queria caminhar um pouco e assim foi.

A jovem caminhou por alguns minutos até avistar a igreja, então seguiu a pequena estrada paralela á ela para chegar ao coreto, Lupus já estava lá e assim que a viu fora ao seu encontro para cumprimenta-la, por alguma razão que Lin desconhecia, o demônio tinha um sorriso irônico estampado em seu rosto, coisa que fez Lin se irritar por alguns instantes.

Rey chegou logo em seguida, estava visivelmente abatida, para Lin vê-la daquela maneira era difícil, pois sempre a via com um sorriso no rosto, sempre muito bela e educada, mas ali diante de si, só via uma garota extremamente infeliz:

Lupus: Espero que não se importe, mas eu pedi que Lin também viesse, ela estava preocupada com você.

Rey: Eu sempre tive vontade de partilhar minha dor com você Lin, mas nunca fui capaz de me abrir — sentou-se num dos bancos do coreto e fez sinal para que Lin se sentasse ao seu lado.

Lin: Se não quiser que eu fique, basta me dizer — disse com sinceridade

Rey: Fique por favor, faço questão — um sorriso singelo brotou em seu lábios — se importa se eu contar a parte que você já conhece antes?

Lupus: Fique a vontade, faça de conta que não estou aqui...

Rey respirou fundo e pareceu escolher as palavras que usaria mentalmente, depois de pensar um pouco a jovem pôs se a falar:

Rey: Meu pecado foi ter me apaixonar por um demônio... Eu fui nascida e criada no santuário. Cresci acreditando que os demônios eram nossos inimigos mortais e que deles deveríamos manter distância, eu nunca reclamei, sempre seguia as regras á risca.

Lin: Você é um anjo? — disse surpresa

Rey: Eu era — foi a vez de Lupus se espantar com tal declaração — Duel me tirou isso. Ele era meu superior, um dos sete arcanjos guardiões, era ele quem nos dava ordens e missões, mas á mim ele tratava diferente, dizia que eu era a reencarnação de um anjo que ele amou muito, mas que havia sido morta na guerra celestial.

Lin: E você é?

Rey: Não, eu não sou a reencarnação de ninguém e disse á ele várias e várias vezes, mas ele se negava a crer, pois a semelhança física entre nós duas era grande, por causa disso eu passei á odiá-lo, suas investidas, suas declarações de amor em nome dela, tudo aquilo me fazia mal, eu me sentia sufocada.
Então para escapar dele vez ou outra eu saia daquela dimensão e vagava no mundo dos humanos, aqui ao menos eu tinha paz.

Lin: Ele não se chateou com isso?

Rey: Ele não tinha conhecimento disso — suspirou — o problema foi que numa dessas fugas eu acabei caindo numa armadilha. Eu vi um homem caído e tentei ajudá-lo, mas outros três homens surgiram de cima das árvores e jogaram uma rede de metal sobre mim.

Fui pega de surpresa, eles estavam preparados para isso, pregaram minhas asas em um tronco usando estacas de madeira e eu fiquei atordoada.
Aquela foi a dor mais intensa que senti na vida e eu não pude conter minha dor, tentei me soltar, mas só o que consegui foi me machucar ainda mais.

Foi então que eu vi alguém se aproximar, cheguei a pensar que fosse outro caçador, mas os homens se espantaram tanto quanto eu ao perceber que alguém estava vindo, eles se preparam para lutar, porém desistiram assim que perceberam que o ser que se aproximava era um demônio, eles tentaram correr, mas não foram muito longe...
Tentei inutilmente libertar minha asas, mas eu estava presa ali, eu ouvi os passos se aproximando e já imaginava que pertenciam ao demônio, fiquei em alerta e tentei me equilibrar me preparando para o que viria a seguir.

Ao contrário do que imaginei, ele se aproximou para me ajudar — sorriu — teimosa que sou tentei me libertar de sua ajuda, mas só o que consegui foi cair sentada.
Eu não queria que um inimigo me visse naquela situação, muito menos um cuja as intenções eu desconhecia.
Impaciente com minhas atitudes infantis, ele me pegou em seu braços e partiu dali mesmo contra minha vontade, ele me levou até a beira de um lago que não ficava muito longe dali, com a ajuda da água e de seus poderes ele amenizou meus ferimentos mais sérios, de maneira que eu pudesse ir embora dali por conta própria.

Não havia interesse algum em seus atos, não havia maldade ou qualquer outra coisa que não empatia. Quando terminou seu trabalho ele simplesmente foi embora, não esperou por um agradecimento ou recompensa.

Aquela madrugada me fez rever todos os conceitos que eu sabia sobre os demônios, eu precisava entender o motivo de ele ter me ajudado, não, eu não conseguia aceitar que um demônio fizesse o bem para um anjo.

Eu decidi que iria encontrá-lo novamente, queria agradece-lo e olhar em seu rosto mais uma vez, eu tinha certeza que ele iria me cobrar alguma coisa, estava certa sobre isso — fez uma breve pausa — muito tempo se passou até que nós finalmente nos encontramos, eu o agradeci por sua ajuda e fiquei aguardando por sua extorsão, porém ela não veio, ele apenas assentiu com a cabeça e seguiu seu caminho.

Eu não me dei por vencida e o segui, eu o confrontei, queria tirar dele a maldade que me ensinaram que estaria ali, porém não consegui nada, ele apenas queria seguir seu caminho em paz e chegou a dizer que eu estava agindo como louca. E ele tinha razão eu estava mesmo agindo como louca, por sorte nossos caminhos se cruzaram outras vezes e eu pude agradecer com sinceridade e me desculpar pelas minhas atitudes.

Aos poucos nos tornamos amigos e logo essa amizade se tornou amor, quando ele percebeu isso quis se afastar de mim, sabia que estávamos condenados a morte por nos amarmos, mas eu estava disposta á correr os riscos. Eu não permiti que ele se afastasse de mim, eu pedi que ficasse, que me deixasse amá-lo, aquele sentimento era muito bom para que eu não me permitisse sentir.

Duel ficou irado ao saber o que estava acontecendo, saber que eu preferi um inimigo á ele, foi um golpe terrível. Eu fui julgada e condenada a morte, mas Duel não o fez, ele fez bem pior, me baniu do santuário e retirou de mim o dom divino, mas não a imortalidade, ele fez com que todos os anjos se esquecessem de minha existência.

Ele pensou que com isso eu me arrependeria do que fiz e cederia á ele ele, mas eu não cedi á suas chantagens, ele ficou descontrolado e no meio de nossa discussão me revelou que quem eu amava ainda estava vivo, mas que eu nunca o veria de novo, pois eu estava amaldiçoada pelo carma dos caminhos que não se cruzam. O carma só pode ser lançado por um anjo ou demônio muito poderoso.

No início eu não acreditei em uma palavra do que ele disse, pensei que era outra de suas chantagens, então me conformei com minha nova condição e com o passar do tempo refiz minha vida. Eu consegui uma casinha simples no meio do bosque, aprendi a plantar e a colher e me tornei feirante.

Foi ai que o vi, naquele momento cheguei a pensar que fosse alguma peça de Duel para me torturar, mas você estava ao dele — olhou para Lupus — ai eu tive certeza de que era real.

Eu fiquei tão feliz que corri na direção dele, mas no meio do caminho eu cai no chão... Essa foi a primeira de muitas quedas, todas as vezes que eu o via e tentava me aproximar algo me impedia, foi ai que entendi que eu estava mesmo amaldiçoada. Desde então é assim que eu tenho vivido, sabendo que ele está vivo, que as vezes passa perto de mim, mas que eu nunca poderei toca-lo novamente. Estou pagando pelo pecado de amar um demônio.

Lin ficou em silêncio diante de tal relato e só o que conseguiu fazer foi abraçar Rey com força, queria consola-la de alguma forma, sabia que não conseguiria muita coisa, mas sentia que isso a confortaria por alguns instantes. Lupus por outro lado estava visivelmente irritado com o que Rey havia contado:

Lupus: Ele quis te condenar a solidão eterna, patético.

Rey: Não conte á ele, ele já se conformou com minha morte — suplicou

Lupus: Dio nunca se conformou com a sua morte, em seu julgamento pediu pra morrer também, mas nossos pais nunca o condenariam a morte, nossas regras não são assim.

Lin: Tem que existir alguma coisa que possamos fazer!

Rey: Não há o que fazer, eu só imploro á vocês que não contem á ele.

Lupus: Eu vou contar, sabe por que? Esse Duel é mesmo muito idiota — sorriu deixando Rey e Lin confusas — ele acha que tirou tudo de você, que está te castigando, mas você não vê Rey?

Rey: Não entendo o que quer me dizer

Lupus: Ele te libertou, você não é mais um anjo, apesar de imortal, está livre para ficar com o Dio.

Rey e Lin se olharam confusas, mas assim que assimilaram o raciocínio de Lupus começaram a sorrir, de fato, as palavras do demônio faziam sentido, ainda que amaldiçoada Rey não era mais um anjo, seu amor não era mais proibido.

Início da noite, em uma das minas de lorde Frederick — Canaban

Todos os trabalhadores da mina, inclusive os guardas, iam de um lado á outro carregando mercadorias de diversos tipos, eles estavam juntando e guardando todas em pequenos lotes para transporte. Frederick acompanhava toda a movimentação com atenção, queria que tudo fosse feito da maneira mais discreta e rápida possível:

Frederick: Quanto tempo até que tudo esteja organizado Kain? — perguntou a um dos guardas que ali estavam

Kain: Creio que terminaremos antes da madrugada senhor.

Frederick: Preciso organizar tudo isso antes de meu noivado, logo estarei casado e pretendo me mudar daqui.

Kain: Cansou-se de Canaban?

Frederick: Eu gosto daqui, mas sempre quis passar um tempo em Vermécia, soube que lá existem minas inexploradas e acho que Lin vai gostar de lá.

No coreto da igreja

Rey se sentiu mais leve depois de desabafar e enfrentar seus medos, a jovem se sentia outra pessoa, como se tivesse tirado um enorme peso de suas costas, sua felicidade fora tanta que ela se emocionou várias vezes.
Lin também acabou se emocionando ao presenciar a felicidade de Rey, ela nunca imaginou que alguém cujo semblante sempre fora tão doce, poderia estar passando por tanta dor e sem poder contar á ninguém.

Quando os ânimos se assentaram, foi a vez de Lupus falar sério, ele queria que Rey aceitasse sua ajuda e que permitisse que Dio soubesse de seu paradeiro, mas não fora fácil faze-la concordar com isso. A jovem temia por seu amado, acreditava que o mesmo sofreria muito ao saber que ela estava viva, mas que nunca poderia encontrá-la.

Só depois de uma longa conversa é que a jovem decidiu finalmente aceitar, mas mesmo que um lado seu aceitasse e estivesse confiante, uma outra parte temia que algo de ruim fosse acontecer por conta disso.

Depois de tudo acertado, Lupus e Lin acompanharam Rey até sua casa que não ficava longe dali, depois os dois seguiram para o palácio de Frederick. Lin tentou recusar a companhia de Lupus temendo que alguém os visse, mas o demônio nunca a deixaria ir sozinha para casa numa hora daquelas.

No caminho Lin evitou olhar para o demônio, havia se lembrado de seu mau humor de outrora e o quanto aquilo havia soado estranho, porém sua tentativa de não se aproximar falhou quando o mesmo começou a falar:

Lupus: Já pensou no que fará caso se case com ele?

Lin: Mas eu não vou me casar com ele — ficou surpresa com aquela pergunta repentina

Lupus: E se casar? Você nunca pensou nisso? E se tudo que o planejamos der errado e você acabar se tornando esposa dele?

Por alguns instantes Lin não soube o que responder, aquela pergunta havia sido uma surpresa e tanto, desde que assumiu o compromisso, ainda que falso, com o lorde, a jovem evitava pensar nessa hipótese:

Lin: Eu sinceramente não sei, eu sempre penso positivo com relação á esse assunto, eu não consigo me imaginar presa aquele homem, eu não suportaria.

Lupus: Por que te irritou a hipótese de Rey ser minha amante?

Lin: Quem disse que isso me incomodou? — tentou disfarçar sua surpresa e constrangimento

Lupus: Não? Por que eu jurava que sim — sorriu

Lin: Você é muito convencido! — disse alterada

Lupus: Só com as pessoas que eu gosto e que sei que gostam de mim.

Sem saber como reagir, Lin simplesmente ficou em silêncio, ela olhava para Lupus e se perguntava se ele estava sendo sincero, estaria ele lhe pregando alguma peça?

Notas finais
— Gostou? Não gostou? Comente, seu feedback é importante para a autora s2 — Até o próximo cap