A flor do inverno

11 Inicio da tempestade


Notas iniciais
- Desculpem qualquer erro de portugues — Espero que gostem

Lin teve dificuldade para se levantar da cama, ainda estava com sono, porém o sol já havia nascido e o palácio estava um tanto quanto barulhento, então mesmo que quisesse não conseguiria mais dormir.

A jovem se levantou, lavou o rosto e percebeu que enquanto dormia haviam lhe trazido roupas e até um café da manhã, aquilo ainda era estranho para ela, afinal havia passado tanto tempo comendo e dormindo mal que demoraria á se acostumar com aquela, digamos, vida boa.

Depois de vestida Lin saiu do quarto, queria saber o que era toda aquela agitação, ela ouvia vozes ao longe, mas não conseguia discernir sobre o que falavam, então decidiu seguir o som até sua origem. Quando estava chegando próxima ao jardim percebeu uma grande movimentação, havia uma carroça e nela haviam várias malas, Lin custou a crer no que via, mas assim que percebeu do que se tratava levou as mãos á boca para não fazer nenhum ruido.

O lorde havia cumprido sua palavra, aquelas malas eram das garotas , elas estavam indo embora dali, Lin ficou atras de um pilar e acompanhou toda a movimentação sem ser vista. Nora dava ordens aos guardas e ao mesmo tempo tomava conta de tudo que acontecia ali, ela tinha pressa em terminar tudo aquilo e parecia estar muito irritada.

Depois de colocarem todas as malas na carroça foi a vez das meninas, uma á uma elas foram se ajeitando próximas aos seus pertences, ainda escondida Lin pôde ver cada uma delas e como estavam emocionadas por saírem dali, algumas choravam, outras riam sozinhas.

Com os olhos cheios de lágrimas a princesa se sentia satisfeita, olhar para aquelas garotas era como olhar para si própria, ela almejava a liberdade tanto quanto elas.

Uma semana depois — Ernas

Sier seguia apressado para o quarto de Cordélia, ele estava visivelmente alterado e isso se devia aos novos decretos que foram expostos em todo o reino, neles estavam estipuladas novas regras; em um breve resumo, os decretos favoreciam o reino e diminuíam os lucros do castelo, não era tanto, mas para Cordélia que sempre exigiu mais do que o necessário aquilo era um tanto quanto estranho, porém a assinatura da mesma e o selo real estavam presentes em todos eles, autenticando assim a vontade da mesma.


Com algumas batidas na porta Sier entrou no quarto, Cordélia estava do mesmo jeito, na cama incapaz de se mover e falar, porém mesmo sabendo disso não havia um dia se quer que o comandante não fosse vê-la e ainda que não obtivesse resposta alguma o mesmo sempre falava com ela:

Sier: Minha rainha, como está nesta manhã? Alguma melhora? — a rainha apenas o olhava, seus olhos se moviam e apenas eles.


Sier andava de um lado á outro do quarto, resmungava coisas em voz baixa e vez ou outra encarava a janela, ele não admitia aquela situação, ainda inconformado o comandante mais uma vez pôs-se a falar com sua rainha:

Sier: Vou procurar ajuda em outro reino, deve haver algum curandeiro que consiga lhe ajudar -enquanto encarava Cordélia o homem notou que os olhos da mesma apontavam para o criado mudo ao lado da cama, ali estavam um bule e uma xícara — quer que eu lhe dê seu chá? Eu lhe darei, minha rainha

Pensando que se tratava de um simples pedido o comandante depositou o conteúdo do bule na xícara, porém ao faze-lo sentiu um cheiro familiar vindo do chá, ele respirou a fragrância mais uma vez para ter certeza e quando percebeu que suas suspeitas estavam certas, sua face se distorceu em um misto de raiva e surpresa.

Ele reconheceu o cheiro e sabia que aquelas ervas não eram para curar e sim envenenar, aquilo foi como um tapa em sua face, ele percebeu que fora enganado debaixo de seu próprio nariz.
Possesso de raiva o comandante se escondeu atrás da porta do quarto e ali permaneceu até a chegada de Relga, quando a mesma entrou ele á imobilizou colocando-a contra a parede, Relga tentou lutar, mas não obteve sucesso:

Sier: Então temos aqui uma traidora! — falou baixo encarando Relga — eu deveria ter desconfiado de você e sua bondade em servir a rainha, aonde pensou que chegaria com isso?


Relga: Ela tem de ser parada, assim como você! Você é igual á ela, um monstro! — falou com dificuldade, visto que o homem lhe apertava o pescoço contra parede

Sier: Você pagará muito caro por sua traição! Guardas!! — gritou e dois guardas vieram depressa — levem essa traidora para cela, agora, mantenham ela á pão e água!

Relga tentou se soltar, mas foi arrastada dali, os guardas nem se quer ousaram perguntar o motivo da prisão da moça, simplesmente acataram as ordens de seu comandante, eles melhor que ninguém sabiam o quão severos eram os castigos do mesmo caso o contrariassem ou o irritassem de alguma forma.
Sozinho novamente com Cordélia, Sier se sentiu inútil, seu trabalho era proteger e servir a rainha, porém falhara nisso, para ele era uma vergonha o que havia acontecido:

Sier: Me perdoe por não ter percebido antes, mas eu estive tão ocupado com os problemas do castelo que mal percebi o que aquela cobra fazia aqui, eu me sinto completamente humilhado, como pude ser feito de bobo por aquela criada?!
Mas não se preocupe, o efeito da Belladonna deve passar em algumas horas, logo você voltará a ser como antes, logo você colocará aquela ratazana no lugar dela!

Palácio de Lorde Frederick — Canaban

Desde que havia ganho seus privilégios Lin não fez mais nada á não ser procurar por pistas, mas nunca encontrava nada e era constantemente vigiada, o palácio era um silêncio só e Frederick mal ficava ali, ela só o via na hora das refeições e algumas vezes durante o dia, a noite o lorde nunca estava presente, na verdade ele se quer dormia ali, o que para Lin era um misto de alívio e curiosidade.

Era um alívio dormir sozinha, sem medo de alguma investida inesperada do lorde, porém era curioso o fato do mesmo não dormir na própria casa, as vezes ele até dormia durante o dia, mas a noite nunca estava presente, de uma coisa Lin tinha certeza; Nora não havia mentido quando disse que o lorde era um homem ocupado.

A princesa havia estava se habituando aquele lugar, já não estranhava mais ter de fazer as refeições sozinha, a mesa era farta, mas era somente ela quem comia ali, no incio ela cogitou a possibilidade de fazer amizade com alguma criada, mas se enganou feio, as criadas somente á serviam e saiam do mesmo jeito que entravam, caladas.

O almoço seguiu como sempre, solitário e pós terminar de comer Lin já tinha compromisso, havia marcado de se encontrar com Lourenço no jardim para irem visitar o reino e ele como sempre muito pontual já á aguardava. Sem se cumprimentarem ambos seguiram pelos portões do palácio, eles preferiam se manter indiferentes ali dentro, tudo para manter os disfarces,.

Fora do palácio as coisas eram bem diferentes, os dois conversavam, riam e cultivavam a grande amizade que havia nascido entre eles, quando Ronan podia também vinha encontra-los. Lin se sentia renovada com todo aquele contato que estava tendo com as pessoas e com a vila, Canaban era um reino muito bonito, próspero e com pessoas de bom coração.

Os dois caminharam em direção ao centro da vila, no comércio, Lin adorava ir até lá, achava tudo muito bonito, as cores e o movimento do lugar sempre á deixavam entusiasmada, porém dessa vez Lourenço não permitiu que ela ficasse passeando por ali, ele tinha outros planos e a convidou para irem mais adiante, pois pretendia apresentar uma pessoa para ela.

De inicio Lin quis relutar, não queria sair dai, mas Lourenço á convenceu de que era algo importante e ela acabou cedendo. Eles passaram pelo comércio e seguiram um pouco mais adiante até chegarem próximos á uma colina, ali havia um conjunto de cinco pequenas casas rodeadas por belos jardins.

Lourenço foi um pouco mais a frente e se dirigiu a terceira casa que era rodeada por belíssimas Mandevillas avermelhadas, a casa era pequena e humilde, porém esbanjava elegância. Ele bateu na porta e uma moça de cabelos e olhos vermelhos saiu de lá, quando ela viu o rapaz correu e o abraçou com força, em seguida Lourenço a cumprimentou e a apresentou para Lin:

Lourenço: Lin eu quero que conheça Elesis Sieghart

Lin: Muito prazer Elesis, eu me chamo Lin

Elesis: Oi, até que enfim lhe conheci, eles falam muito de você por aqui, seja bem vinda Lin, os inimigos de Frederick são meus amigos! — Elesis tinha uma expressão muito viva em seu rosto, seus olhos pareciam um par de rubis e seus longos cabelos estavam soltos. A ruiva era diferente das demais garotas do reino, se vestia de maneira despojada, a barra de seu vestido estava dobrada e em sua perna esquerda era possível ver uma adaga, definitivamente uma donzela que não seguia os padrões impostos á ela.

Lin: Então sou assunto por aqui? — sorriu — sua casa é muito bonita — seus olhos brilharam ao admirar a casa de Elesis

Elesis: Obrigada — fez uma pausa — sabe, temos muita coisa em comum, quando eu cheguei aqui nessa vila com meu pai e irmão, eu quase fui pega por um dos guardas daquele lorde infeliz, se não fosse pelo Ronan, digo, o príncipe, eu acho que estaria lá agora...

Lourenço: E desde então os dois se apaixonaram — sorriu enquanto recebia um olhar de repreensão vindo de Elesis — não faça essa cara, vocês formam um belo casal

Elesis: Não fale bobagens! Como se um nobre fosse olhar para uma simples plebeia... — suspirou pesadamente — venham entrem amigos, tenho chá e biscoitos para lhes servir.

O interior da casa era ainda mais belo que sua fachada, tudo ali fora feito em madeira; as cadeiras, mesa, os pilares que sustentavam a estrutura, tudo minimamente feito sob medida, dando ao lugar um ar rústico e ao mesmo tempo delicado.
Elesis mantinha um sorriso no rosto enquanto conversava, a ruiva demonstrava ter uma personalidade forte, gesticulava e vez ou outra alterava o tom de sua voz, Lin nunca havia conhecido alguém com uma energia tão contagiante quanto á dela.

Os três passaram a tarde falando sobre muitas coisas e quase ao fim da visita chegaram ao assunto que os levaram até ali, informações. Elesis não era uma simples amiga, ela era também uma informante, como mora próxima e tem seu próprio comércio a jovem aproveita para observar a movimentação da vila.
O comércio reside no centro do reino, está localizado no ponto principal de acesso á ele, quem chega ao reino tem de passar por ali, assim como quem sai:

Lourenço: Elesis tem visto algo de diferente? — perguntou sério

Elesis: Sim, Vi muitos guardas do lorde e do rei marcharem em direção a suas minas, eles vão e voltam quase que o dia todo, inclusive a noite, mas eu não os vejo carregando nada, sempre passam por aqui de mãos vazias.

Lourenço: Ronan disse o mesmo, ele tentou segui-los algumas noites atrás, mas devido á distância que teve de manter deles, acabou perdendo-os de vista, porém eu acho tudo isso muito estranho, por que iriam até as minas se nunca trazem nada de lá?

Elesis: Também tenho curiosidade sobre isso, os mineiros trazem as carroças repletas de quilates, mas e os guardas? Temo que estejam tramando algo grande ali.

Lin: Eu estou tentando interceptar os passos do guardas no palácio, mas passo pelo mesmo que vocês, eu os perco de vista, como se desaparecessem num piscar de olhos

Lourenço: Vamos voltar para o palácio — disse abruptamente surpreendendo Lin e Elesis — preciso averiguar algo, acho que começo a entender o que está acontecendo — se levantou depressa e se despediu da amiga — adeus Elesis, obrigada pela ajuda.

Elesis sorriu e se despediu dos dois, Lin sabia que Lourenço havia pensado em algo, talvez tivesse descoberto alguma coisa com aquela conversa, porém ela não o questionou sobre o assunto, apenas o seguiu por entre as muitas barracas do comércio.
Quando os dois já estavam quase saindo do comércio Lin avistou uma tropa de guardas vestidos de negro que vinham pela trilha, eles estavam saindo do reino.

Lin os conhecia muito bem, eram uma frota pertencia á Ernas, os guardas em questão eram de Cordélia, mas o que estariam fazendo ali?

Sem saber muito bem o que fazer a princesa se desesperou, só de pensar na hipótese de ser vista já lhe dava calafrios, Lourenço percebendo o perigo segurou a mão de Lin e a puxou, ele pretendia retornar á casa de Elesis, mesmo sabendo que corriam o risco de serem vistos no caminho, mas antes que ele começasse a correr ouviu um pequeno assovio, ao perceber a origem do som o jovem se surpreendeu, era uma moça de longos cabelos róseos, ela gesticulava para que os dois fossem até onde ela estava, numa barraca de verduras.

A jovem permitiu que Lin e Lourenço se escondessem atrás do balcão, sem ter muitas opções os dois aceitaram, eles ficaram abaixados enquanto ouviam o galope apressado dos cavalos passarem por ali.

Lin ousou erguer um pouco a cabeça para olhar o que acontecia ali, mas ao faze-lo se arrependeu, pois viu Sier, o comandante vinha ao final da comitiva dando ordens e observando o desempenho dos demais, ao vê-lo Lin estremeceu e sem perceber se agarrou á Lourenço, uma forma quase inconsciente de se proteger.

Assim que o alvoroço terminou os dois se levantaram, aquilo havia sido um susto e tanto, principalmente para Lin, os dois se voltaram a jovem que os acolhera naquele momento de sufoco.
Era moça era muito bela; seus cabelos eram longos e róseos, seus olhos eram de um verde bem claro, seus lábios eram vermelhos como morangos e sua silhueta se acentuava mesmo trajando um vestido simples de camponesa.

Lin ficou admirada com a beleza da mesma, Lourenço por outro lado encarava a moça intrigado, ele tinha a impressão de que a conhecia, ele só não conseguia se lembrar de onde:

Lourenço: Obrigado pela sua ajuda senhorita, eu me chamo Lourenço e esta é minha amiga Lin — a encarou de maneira sútil

Rey: Muito prazer, meu nome é Rey — seus olhos transmitiam muita bondade, mas ao mesmo tempo uma dor muito grande — devem tomar cuidado por aqui, o movimento tem ficado cada vez maior, á muita agitação nestas colinas

Lin: Muito obrigada pela ajuda senhorita Rey, você se arriscou muito, aqueles homens são muito perigosos!

Rey: Não me importo com isso, vi a aflição de vocês ao verem aquela frota, ajudei como pude, creio que fiz o certo — sorriu

Lin: Não vou me esquecer disso!

Lin abraçou a jovem comerciante e a mesma correspondeu ao gesto de carinho. Lourenço manteve uma certa distância, ele avaliava Rey com cautela, algo naquela garota o incomodava, seus poderes estavam se manifestando involuntariamente e ele não compreendia por que, mas sabia que vinha da presença dela.

Após trocarem algumas palavras e comprar algumas verduras, Lin e Lourenço partiram rumo ao palácio, o anjo olhou uma última vez para Rey antes de firmar seus olhos na trilha, ele já havia visto a bela mulher em outras ocasiões que estivera no comércio, mas até então ela nunca se quer havia falado com ele e seus poderes nunca haviam se manifestado como acontecerá á poucos minutos atrás e isso o deixava preocupado.

As dúvidas consumiam Lourenço enquanto o mesmo caminhava ao lado de Lin, ele procurava por uma resposta, mas não á encontrava, afinal, o que significava aquilo? Por que seus dons haviam se quando estava próximo á Rey?

Final da tarde — Ernas

Cordélia penteava seus cabelos em frente ao espelho, a rainha já estava praticamente recuperada, já conseguia falar e mover as mãos, as pernas ainda formigavam, mas era só uma questão de tempo até estarem totalmente curadas.
A rainha aguardava Sier em seus aposentos, ela o havia incumbido de uma tarefa muito importante, desde que saíra de seu envenenamento:

Sier: Fiz o que me pediu minha rainha, Frederick me garantiu que seu pedido chega ainda essa madrugada, mas se me permite a pergunta; como um hospedeiro de uma alma celeste pode te ajudar?

Cordélia: Vou lhe contar uma pequena historinha Sier; á muitos séculos atrás em meio á guerra celestial, muitos humanos se envolveram com anjos e demônios, desses relacionamentos eram gerados crianças, porém essas crianças não eram aceitas nem pela luz e nem pela escuridão.
Seus pais eram caçados e mortos, as crianças estavam fadadas á morte ou ao extremo exílio, a partir dai começava uma busca desesperada por ajuda e elas acabavam indo parar nos reinos dos humanos, como humanos são incapazes de perceber a presença de entidades sobrenaturais as crianças acabavam sendo adotadas por eles.
Depois de crescidos era inevitável que não se reproduzissem e isso acarretou numa forma de vida diferente, as crianças nascidas a partir dali não manifestavam os poderes de seu lado sobrenatural herdados dos pais, mas possuíam uma alma muito poderosa, cuja luz e escuridão habitam, sendo assim, o poder de suas almas, se bem administrado, consegue eliminar a existência de seres sobrenaturais.

Sier: Se bem administrado?

Cordélia: Sim, para administrar tal poder é preciso ter conhecimento do mesmo e ser tão poderosa quanto, o que quer dizer que com meus poderes vou poder transformar a alma de alguma moribunda em arma!
Mas o melhor de tudo é saber que ainda tenho um grande aliado, Frederick é um dos poucos homens com poder que ainda conseguem esse tipo de coisa, sabe, comercializar pessoas é negócio muito perigoso, mas ele sempre o fez com perfeição.

Sier: Não gosto muito dele, ele fala de você com muita intimidade e lhe fez um convite, ele quer que você vá visita-lo em seu palácio — disse ríspido

Cordélia: Não seja tolo, ele e eu somos muito parecidos, não nego que ele me é muito intimo, mas a questão aqui é que ele é muito útil em meus planos futuros — segurou o queixo do comandante com delicadeza — irei visita-lo, entenda que negócios são negócios, entre eu e você o que acontece é diferente, você sabe disso.

Cordélia se aproximou ainda mais de Sier e o envolveu num beijo, logo o comandante correspondeu ao carinho e esqueceu-se de seu ciume, estava com saudades de suas noites com a rainha.
Desde á chegada de Sier ao castelo era assim que Cordélia o mantinha á seus pés, a princípio ela o procurava apenas pela diversão, ele não era tão bonito como outros homens que ela já teve, mas sua imponência e virilidade a atraíam muito.

Com o passar do tempo os encontros dos dois foram se tornando mais frequentes e o comandante acabou se apaixonando por ela e passou a seguir suas ordens cegamente. Cordélia percebeu que aquele homem lhe seria fiel pelo resto da vida e faria qualquer coisa que ela quisesse, exatamente o que ela queria.

Notas finais
- Até o próximo capitulo e não deixe de comentar, isso faz a autora aqui muito feliz s2