A flor do inverno
9 Fio de luz
Notas iniciais
O lorde encarava Lin e a mesma se sentia com medo, porém não se deixou notar, continuava com sua postura altiva e o encarava seriamente. A expressão no rosto do lorde era indecifrável, seus olhos dourados pareciam faíscas na noite e o silêncio era torturante, a princesa não sabia o que viria a seguir, porém estava pronta para o quer que fosse:
Frederick: Nora não mentiu sobre você, é mesmo muito bonita senhorita Lin — caminhou até uma uma mesa de canto onde havia licor e algumas taças — aceita um pouco de licor?
Lin maneou negativamente a cabeça recusando a oferta e estava confusa com as palavras do lorde, teria ele ignorado suas palavras? Afinal ela o havia confrontado diretamente:
Frederick: Sabe, eu gosto de mulheres espirituosas como você, mas devo admitir que você é a primeira à falar comigo dessa maneira.
Lin: Não entendo suas ações, por que me ignora? — as palavras saíram ríspidas
Frederick: Não lhe ignoro, apenas não entendo seus motivos, o que lhe aflige? — Bebericou um pouco do licor
Lin: Isso é alguma piada? Você me comprou como se eu fosse parte de um rebanho, não estou aqui por vontade própria — suspirou pesadamente — e ainda sou obrigada a olhar para você que está aqui agindo como se estivesse tudo bem!
Frederick: O que lhe falta? Jóias? Roupas? Diga — me e providenciarei.
Lin: Eu não quero nada, quero apenas minha liberdade e de todas as garotas que você mantem aqui! Que especie de homem é você? Como pode estar tão tranquilo e festejar enquanto garotas são molestadas e torturadas nos fundos de sua casa?
Frederick: Lin minha querida, ser educado e cortês está no meu sangue, não pense que sou rude, na verdade sou um romântico incorrigível — se serviu de mais licor — Nora não lhe explicou como tudo funciona por aqui? Eu não me meto nos métodos dela para manter a ordem no dormitório, cuidar das garotas é trabalho dela e tudo aqui são apenas bons negócios, entende?
Lin: Pessoas não são negócios, eu não sou um negócio, você acha que pode privar as pessoas de sua liberdade só por que tem posses e um nome? — cuspiu as palavras na cara do lorde — suas atitudes são mesquinhas!
Frederick: Briana, Arieta, Elizabeth, Úrsula, Benideth, Laurien, Susane, Charlotte, Felícia e Helena, esses são seus nomes, sim, sei o nome de todas elas — Lin ficou surpresa com aquilo — todas são como joias preciosas, eu adoro joias, são lindas, diferentes uma das outras, mas principalmente, todas tem sua personalidade própria.
Lin eu tenho muitos negócios e todos eles me enriquecem cada dia mais, porém as mulheres conseguem ser meu melhor negócio, são lindas, fascinantes e me dão muito mais que moedas de ouro, elas me dão prazer!
O lorde sentiu o rosto arder com o tapa que recebeu de Lin, a mão direita da mesma ainda estava levantada quando Frederick virou seu rosto marcado e a encarou:
Lin: Você é desprezível, é repugnante! — a raiva estava estampada em seu rosto, a princesa agiu por impulso, não conseguiu conter sua raiva com aquelas palavras e não sabia o que viria a seguir, o lorde poderia muito bem lhe devolver aquele tapa ou castiga-la, porém Lin estava preparada para o que quer que fosse:
Frederick: Nunca antes uma mulher havia me confrontado dessa maneira e olhe só pra você, continua com sua postura, você foi criada por nobres não foi? Tem uma educação diferente, — analisou-a furtivamente — mesmo assim alterada como está continua com sua pose altiva, desde que lhe vi percebi que não era como as outras — sorriu — Eu me sinto tentado à lhe roubar um beijo, aqui agora...
Lin: Não ouse me tocar! Eu o mato se tentar me fazer mal! — seus punhos se fecharam e a raiva à consumia em cada palavra
Frederick: Você já é minha, eu lhe comprei — sorriu — farei com que goste de estar comigo, sempre faço, mas entenda de uma vez por todas que será minha!
Lin: Nunca! Eu prefiro morrer à deixar que me toque!
Frederick: Falando assim você faz parecer que irei lhe forçar e eu não vou, sabe à quanto tempo esperei por alguém como você? — O lorde afastou com uma das mãos as mechas de cabelo que caiam sobre sua face — como eu lhe disse antes, você me pertence e será uma questão de tempo até pertencer á mim por inteira, leve o tempo que levar não me importo, pelo contrário isso me diverte.
A princesa estava incrédula, as palavras de Frederick eram cheias de certeza, ele estava convicto e em seus olhos havia o brilho da cobiça, ele olhava para Lin como se fosse uma de suas jóias preciosas e deixava transparecer seu desejo por ela, não escondia o olhar predador, menos ainda mantinha a distância da mesma, estava à poucos centímetros da jovem:
Frederick: Nora lhe mostrou os castigos, mas lhe disse as recompensas? — Recuperou parte de sua postura, mas em seus olhos ainda havia o brilho do desejo — você terá joias, os vestidos que quiser, perfumes, tudo, basta pedir.
Lin: Nada disso substitui a liberdade, nada disso vai tirar de mim a raiva e o asco que estou sentindo. Será que não vê? Eu não pertenço à ninguém, você não pode me obrigar à estar com você!
Frederick: Você veio de Ernas não é? — ignorou completamente as palavras de Lin — Lembro — me de sua rainha, ela leiloou algumas jóias que pertenceram á rainha antecessora — o coração da princesa foi atingido por uma pontada aguda, a rainha em questão era sua mãe — ela as vendeu para mim por uma quantia alta, porém que valeu cada moeda de ouro que paguei.
O lorde caminhou até uma estante de madeira onde havia muitos papeis e pertences, ele abriu uma gaveta, dentro havia muitas jóias ele procurou entre elas e retirou uma caixinha vermelha abrindo-a em seguida revelando uma coroa de esmeraldas e brilhantes.
Frederick caminhou até Lin que se mantinha imóvel, aquilo à havia pego de surpresa e ela se lembrou vagamente do leilão que Cordélia havia promovido nos jardins do castelo para se desfazer dos pertences de sua mãe.
Frederick se aproximou gentilmente de Lin e colocou a coroa em sua cabeça admirando-a por alguns instantes para então dizer:
Frederick: Como imaginava ficou belíssima em você, este é seu primeiro presente de muitos, aceite-o por sua primeira noite comigo.
Lin viu seu reflexo pelo vidro da janela e se segurou para não chorar, aquela coroa havia sido usada por sua mãe, preço algum pagaria a emoção que estava sentindo mesmo não estando na melhor das circunstancias.
Frederick por sua vez entendeu o brilho nos olhos da jovem como uma conquista, em seus pensamentos todos tem um preço, acreditava ele que joias eram o dela:
Lin: Eu nunca serei sua — as palavras quase não saíram, a emoção ainda lhe dominava- e vou lutar com todas as forças pra sair daqui e junto de mim levarei todas as garotas que você sujou e privou da liberdade, não haverá uma primeira noite!
Frederick: Tente, eu quero que tente, que se rebele, que faça um motim! — desafiou sorridente — Você não será castigada como as demais, não permitirei que lhe machuquem.
Mas seu castigo será sempre comigo, eu lhe darei o castigo que me convém — sorriu e segurou o queixo de Lin para que olhasse em seus olhos — quando você chegou aqui eu pensei que fosse só mais uma, porém a algo em você que me fascina e não vou te perder.
Lin: Ainda que me obrigue, pois sei que se realmente quiser eu não conseguiria lutar contra sua vontade — encarou — o nos olhos — ainda assim você teria apenas meu corpo, um corpo inerte, que não reagirá á nenhum toque seu, absolutamente nada!
Minha alma e meu coração você nunca terá, em mim você só encontrará asco!
Frederick sorriu e acariciou o rosto de Lin, para ele aquilo era o mesmo que desafia-lo, desde o momento em que a jovem entrara em seu escritório até mesmo o tapa que recebeu, tudo aquilo era divertido á seus olhos, como uma presa fugindo de seu caçador, um divertimento que ele adoraria prolongar por horas, porém tinha que voltar para seus convidados:
Frederick: Se importa tanto com elas? As minhas garotas que nem se quer chegou a conhecer? Quer mesmo liberta-las? — questionou intrigado
Lin: Quero nos libertar! — as palavras saíram firmes
Frederick: Pois se é assim, tenho algo a lhe propor — caminhou despretensioso pelo escritório — se você se casar comigo eu as liberto!
Lin não esboçou qualquer tipo de reação, de todas as surpresas da noite aquela havia sido a mais perturbadora, estaria ele mentindo? Aquilo também era parte de seu jogo? Em silêncio a princesa tentava entender as atitudes do lorde:
Frederick: Não precisa responder agora, eu vou fazer o pronunciamento no salão dando fim à celebração e mais tarde nos encontraremos em meus aposentos.
Um de meus guardas irá lhe acompanhar até lá para que se apronte, lá você irá encontrar Briana, ela vai ajuda-la á se vestir, quero que você fique perfeita esta noite.
Ainda em silêncio Lin apenas observou o lorde se dirigir à porta e dar ordens à alguém cuja face ela não pôde ver, a jovem ainda permaneceu ali por alguns instantes antes de seguir seu fatídico destino.
À passos lentos a princesa deixou o escritório do lorde e escoltada por um guarda que ela se quer encarou seguiu por um corredor imenso até chegar em uma sala enorme, a entrada principal do palácio.
Como o próprio mome diz se trata de um palácio e sua entrada faz jus á ele, a decoração ali era impecável e extremamente luxuosa; longas cortinas vermelhas escondiam as enormes janelas, um lustre de cristal repleto de várias pedras preciosas enfeitava o teto e marcava o meio da sala.
No chão um enorme tapete persa e vasos com flores enfeitavam os cantos do hall, obras de arte enfeitavam as paredes e complementando ainda mais a riqueza do ambiente ainda havia a escadaria principal e esta possuía corrimões dourados como ouro.
Lin observou o ambiente à sua volta cabisbaixa, aquele ambiente era luxuoso, porem falso, assim como Frederick, mas no momento estava pensativa e sem muitas alternativas, se a proposta do lorde fosse mesmo verdade ficaria presa á ele para o resto da vida.
A princesa desejava libertar aquelas garotas, mas também desejava ser livre, no entanto tudo o que fizera até agora fora fugir para acabar presa novamente, a jovem já quase se conformava com sua jaula imaginária, estava realmente pensando se aquele não seria mesmo seu destino, esteve presa a vida toda e agora novamente, se fosse esse seu destino afinal?
Não dizem que todos tem uma missão á cumprir na terra? Não seria essa a dela?
Mais uma vez Lin se questionou mentalmente, levou uma das mãos a coroa que usava e se lembrou de seu pai e das pinturas que mostravam o rosto de sua mãe, tentou imaginar o que eles fariam em seu lugar, se lutariam por outras pessoas como ela pretendia lutar, não imaginava o que á esperava no fim da noite, mas sabia que uma batalha estava pra acontecer e esta seria direta e cheia de consequências.
Degrau por degrau Lin foi subindo a enorme escada em total silencio e se sentindo sem saída, á sua frente havia um corredor enorme e repleto de janelas grandes, sua cortinas de cetim esvoaçavam com o vento que vinha de fora, o cheiro das flores de cerejeira invadia o ambiente e a visão era como a de um conto de fadas.
Por alguns instantes Lin se permitiu olhar pela janela, a jovem se sentia estranhamente bem e parou para apreciar a vista, já não chovia mais, porem o céu ainda estava nublado, a brisa gélida sacudia as folhas das arvores.
A princesa ainda contemplava a vista quando foi retirada de seus pensamentos pelo guarda que vinha atrás de si acompanhando-a, ele tocou-lhe o ombro, mas Lin retrucou se afastando:
Lin: Eu sei, eu já vou, só me mostre o caminho — o guarda se aproximou ficando diante da princesa e ela pode ver seu rosto, para sua surpresa era Lourenço — Você, seu maldito mentiroso!
Lourenço: Acalme-se por favor — seu semblante era sério
Lin: Me acalmar? Depois do que você me fez, aliás, a tola fui eu de acreditar no primeiro que me parece amigável! — se manteve indiferente
Lourenço: Ouça-me, por favor, sei que tem motivos para sentir raiva, mas só lhe peço que não fale alto, pois não podemos chamar atenção para nós, venha comigo por favor.
O jovem seguiu na frente conduzindo Lin para o jardim do palácio, a jovem tentava resistir, mas Lourenço segurava uma de suas mãos com firmeza e já esperava pelo pior:
Lin: Afinal, por que estamos aqui? — a pergunta saiu baixa e receosa, o jardim estava vazio, mas ao fundo se podia ouvir a música que vinha do salão
Lourenço: Sei que você não vai acreditar, mas eu não trabalho para Frederick — surpresa Lin nada disse apenas moveu os lábios procurando por palavras — eu sei que as coisas parecem confusas, mas vou lhe explicar com detalhes, só me prometa que vai manter a calma ou tudo pode dar errado.
Lin: Então agora quer me convencer que não trabalha para ele? Oh, pare com esse jogo ao menos seja franco, Frederick lhe mandou aqui para descobrir algo sobre mim!
Lourenço: Apenas me ouça — o jovem parou por alguns instantes olhando em volta — não é um jogo, eu realmente não trabalho para ele, eu trabalho para a coroa de Canaban.
Lin: Está mesmo falando a verdade? Não consigo crer em suas palavras...
Lin analisava o rosto do jovem á sua frente, tentava de alguma forma descobrir se o que ele dizia era verdade, a princesa estava pronta para enche-lo de perguntas, mas ambos foram surpreendidos por dois guardas que patrulhavam a área.
Vestidos de negro e á passos rápidos os guardas gritavam ordens para que Lin e Lourenço explicassem o que faziam ali, aflita a princesa moveu os lábios para responde-los, porém fora impedida por Lourenço que tomou a frente dizendo:
Lourenço: Vocês vão voltar por onde vieram e vão esquecer o que viram — os dois homens fixaram seus olhares no rapaz e como se estivessem hipnotizados obedeceram suas ordens sem questionar, eles abaixaram suas espadas e caminharam de volta pelo caminho que vieram.
Lin: O que fez? — surpresa e ainda desacreditada a jovem questionou
Lourenço: Fiz o que tinha de ser feito — fez um gesto para que ela se sentasse em uma das cadeiras que havia no jardim — Lin eu não trabalho para Frederick e eu não sou humano, sou o que vocês humanos chamam de anjo.
Lin: Não consigo acreditar, não minta para mim! — exaltada Lin apontou para o rosto de Lourenço e o mesmo se manteve imóvel — eu já fui muito enganada e me cansei! Você me comprou como um animal e agora vem aqui me dizer estas coisas? Anjos são bondosos!
Lourenço: Estapeie minha face se sentir melhor, mas isso não mudará os fatos, estou a serviço da coroa de Canaban, mais precisamente do príncipe e sim, sou essa criatura que você mencionou, mas não entenda meus atos de forma ruim.
Lin: E como quer que eu entenda? — Lin se lembrou vagamente de seu primeiro contato com o jovem, se lembrou da estranha sensação de bem estar que lhe envolveu naquele momento e por mais que não quisesse crer estava quase admitindo a hipótese de que ele era de fato um anjo.
Lourenço: Se fiz o que fiz, se omiti de você minha missão foi unicamente para que ela não falhasse, faz algum tempo que o príncipe veio á mim e contou que desconfiava de certas ações do lorde, porém quando tentou avisar o pai ele riu, pensou que se tratava de uma piada ou de algum mal entendido. Frederick é um dos sete lordes da coroa, escolhido pelo próprio rei para fazer parte da corte, ele tem a total confiança dele, entende o que isso significa?
Lin assentiu com a cabeça, percebeu a situação delicada em que Lourenço estava, a jovem também se recordou do rei e de seu filho, eram lembranças vagas de quando ela era muito pequena, mas a princesa se lembrava de um garoto de cabelos e olhos azuis que sempre sorria gentilmente para ela quando visitava seu reino:
Lourenço: Quero que me perdoe por ter lhe trazido aqui e ter colocado você nessa situação, mas sua alma é forte e eu não tive outra alternativa, desde que cheguei aqui eu tento tirar alguma informação que sirva de prova contra Frederick, mas as garotas se recusam a falar.
Theodor é um rei muito sensato e seus julgamentos são baseados em fatos e provas.
Nenhuma das garotas ousou falar do lorde, correram e se quer me escutaram, mas eu as compreendo, elas já passaram por muita coisa ruim e ainda passam, pensam estarem só.
O príncipe eu estamos interceptando os passos de Frederick á algum tempo, sabemos das compras no mercado negro, sabemos de praticamente tudo, porém não temos nada concreto para que o rei acredite e faça um julgamento.
Lin: E eu poderia lhe ajudar em que? Eu não tenho nada e sinceramente não entendo o que quer dizer com alma forte — fez uma pausa — mas agora me recordo de suas palavras, você disse que havia me escolhido por uma boa razão, então era isso que queria dizer?
Lourenço: Sim — sorriu — eu precisava tentar encontrar uma mulher forte, uma que se opusesse á ele de alguma forma, espero que você seja tão forte quanto sua alma.
Antes que pudesse responder Lin voltou sua atenção para uma figura que caminhava apressadamente em direção á ela e Lourenço, ela não conseguia ver seu rosto ou suas vestes, pois estavam cobertas por uma longa capa negra com capuz.
A princesa logo pensou no pior e por alguns instantes acreditou que seriam descobertos, porém Lourenço sorriu e a tranquilizou, pois a tal pessoa não era inimiga:
Lourenço: Está atrasado príncipe Ronan, espero que tenha uma boa desculpa! — disse sorrindo
Ronan: Perdoe-me, mas houveram imprevistos — o jovem retirou o capuz e Lin pode ver seu rosto, era exatamente como se lembrava, porém agora já não era mais um menino — quem é esta bela dama que lhe acompanha?
Lin sentiu um tremor, Ronan a reconheceria depois de tantos anos?
Ela foi capaz de se lembrar dele, mas seria ele capaz de se lembrar dela? E se á reconhecer o que virá á seguir, afinal a princesa de Ernas havia morrido aos oito anos de idade, houve um velório onde reis, rainhas e príncipes de muitos reinos aliados vieram prestar suas condolências, como reagiria vendo-a diante de si?
Temendo o pior Lin pensou no que poderia fazer para que não fosse vista, mas aos poucos foi eliminando as opções, não poderia fugir, pois colocaria em risco não só a vida dos dois como também toda a operação sigilosa os envolvendo.
Não poderia se negar á cumprimenta-lo, pois não teria motivos para alega-lo e mesmo que o fizesse poderia facilmente ser obrigada, já que o jovem á sua frente era o príncipe e aquela terra á ele pertencia, teria de obedece-lo.
Por fim pensou em mentir seu nome, mas ainda havia Lourenço e este poderia desmenti-la o que faria com que Ronan desconfiasse e lhe prestasse ainda mais atenção. Lin respirou fundo e apenas pediu aos céus que não lhe deixassem em maus lençóis.
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