A flor do inverno

19 Aquela que dorme


Notas iniciais
— Desculpem qualquer erro de português — Espero que gostem

O comandante levou a mão á bainha de sua espada em resposta ao susto que levou, ele não esperava encontrar o príncipe ali, na verdade ele se quer havia notado a sua presença, mas o que realmente lhe chamara atenção não fora o fato de Ronan estar ali, mas sim estar empunhando a Tirfing.

Tirfing é a espada amaldiçoada que fora passada de geração em geração pela família Erudon, uma espada muito poderosa que é capaz de dominar o coração daqueles que a empunham, seu poder é incalculável, já que muda de acordo com seu portador, mas nem todos os reis puderam empunha-la, pois a espada é quem escolhe seu mestre.

E nesta era o escolhido fora Ronan, o jovem príncipe ouviu o chamado quando ainda era uma criança e desde então treina e vem aperfeiçoando suas habilidades e a capacidade de domínio sobre a espada.

Dryer encarou o príncipe e a espada em suas mãos por alguns instantes antes de se pronunciar, afinal, o que Ronan estaria fazendo ali aquela hora da noite? Será que havia notado sua ausência? Se fosse o caso já havia pensado uma desculpa:

Dryer: Majestade — fez uma reverência — eu não esperava encontrá-lo aqui

Ronan: Estou sem sono, mas pelo que vejo você também está — observou o barril — este barril de vinho não nos pertence

Dryer: Eu o recebi como pagamento de um débito — mentiu

Ronan andou de um lado á outro, como se estivesse pensando em algo e isso deixou Dryer apreensivo, algo no comportamento do príncipe o estava incomodando:

Ronan: Débito você diz — encarou o comandante sério — então se eu prová-lo não há problema?

Dryer: Majestade isso seria arriscado e sabe disso, eu nem mesmo abri para prová-lo, não posso permitir que se coloque em risco, sabe-se lá se não está envenenado — fingiu preocupação

Ronan se aproximou do barril e usando a Tirfing o partiu ao meio, para sua não tão surpresa ao invés de vinho o que saíra dali foram centenas de moedas de ouro. Ao perceber que fora descoberto, Dryer rapidamente sacou sua espada, porém antes que pudesse usá-la fora desarmado por Ronan que em seguida levou sua lâmina ao pescoço do comandante, fazendo com o que o mesmo ficasse imóvel:

Ronan: Você realmente pensou que seus planos dariam certo? Achou mesmo que conseguiria nos enganar? — usando a espada fez um gesto para que o comandante começasse a andar

Dryer: Vocês vão cair! — gritou enquanto caminhava contra sua vontade

Ronan: E quem vai nos derrubar? — o azul de seus olhos se intensificou e uma aura azulada pôde ser vista á sua volta

Dryer: Eu não sou o único envolvido, existem muitos de nós! — sorriu

Ronan o fez andar até o pátio do castelo, lá estavam outros cinquenta guardas traidores, todos estavam encurralados pelos guardas que eram fiéis á coroa, ao ver tal cena Dryer se desesperou e o sorriso de seu rosto desapareceu. O príncipe fez com que o comandante ficasse junto dos traidores e pediu a atenção de todos:

Ronan: Dryer era um homem em quem confiávamos muito, sei que será difícil para alguns, além de ser o comandante de nosso exército, ele também treinou muitos de vocês — fez uma breve pausa — mas este homem e todos os que o acompanharam em sua ideia suja, são criminosos!

Eles traíram a coroa e dentre os muitos crimes que cometeram estão extorsão e roubo, mas vocês já sabem de tudo isso, nos ajudaram a pegá-los de surpresa, estiveram presentes investigando e se hoje conseguimos essa vitória foi graças á cada um de vocês, os fiéis á Canaban. Dryer e todos os envolvidos estão condenados a prisão nas masmorras, só saíram de lá para que o julgamento seja feito, e estarão sob vigilância dia e noite — sorriu — podem levá-los por favor.

Os prisioneiros foram levados as masmorras, no caminho para lá Dryer gritou palavras de ódio á coroa e a Ronan, mas logo fora calado pelos guardas que já não o respeitavam mais. No pátio, Harpe fora ao encontro do príncipe para parabenizá-lo pelo feito:

Harpe: Essa foi a primeira de muitas vitórias meu amigo, fico muito feliz por ver que você será um bom rei — sorriu

Ronan: Nós fizemos isso — disse confiante — e vamos fazer muito mais meu amigo.

Manhã, castelo da rainha Cordélia — Ernas

Cordélia mal levantara de sua cama e já fora se olhar em seu espelho, a rainha observava cada parte de seu corpo através de sua transparente camisola e parecia insatisfeita com o que via, sua expressão não era nada jovial, parecia ter envelhecido anos em apenas um dia. Com pressa a rainha seguiu para seu espaço secreto, pegou seu livro de feitiços e seguiu para o alçapão indo ao piso inferior. Ela desceu as escadas escuras sem ajuda de qualquer luz, estava tão familiarizada com o trajeto que já não precisava mais de auxílio.

Depois de abrir a enorme porta de metal ela entrou em seu covil secreto, com a ajuda de seu livro ela acendeu todas as velas do lugar e por alguns instantes observou o ambiente, percebeu que o mesmo precisava ser organizado e como não poderia trazer nenhuma criada para limpar, ela mesma o fez.

Com tudo organizado, Cordélia finalmente pôde se concentrar no que a levara á estar ali, ela foi até os fundos do covil em direção ao enorme receptáculo de vidro, ela se aproximou e colocou suas mãos sobre o mesmo, por alguns instantes ela encarou o leve movimentar da água que fazia com que as roupas e os cabelos da jovem que ali dormia se movimentassem juntos.

Por fim ela fechou seus olhos e depois de muito se concentrar, uma aura esverdeada tomou conta do receptáculo, a água dentro do mesmo se agitou e as mãos de Cordélia brilharam:

Cordélia: Venite ad me (venha á mim) — disse em voz alta

A luz esverdeada envolveu a rainha por alguns segundos, em seguida ela tirou as mãos do receptáculo e procurou pelo seu pequeno espelho de mão que ficava sempre sob mesa de madeira. Assim que o pegou a rainha se olhou imediatamente nele e no mesmo instante notou a enorme diferença.

Sua pele estava renovada e em seu rosto já não havia nenhuma linha de expressão, ela havia rejuvenescido anos instantaneamente. Satisfeita com o resultado alcançado, Cordélia se preparava para retornar ao seu quarto, mas fora interceptada por Sier, que a encontrou saindo de seu esconderijo:

Sier: Eu sabia que a encontraria aqui minha dama — sorriu — as criadas estavam á sua procura, as costureira veio entregar seu vestido.

Cordélia: Ótimo, vou agora mesmo provar.

A rainha estava entusiasmada, se havia algo que gostava mais que joias e ouro, com certeza eram roupas, mas logo o sorriso em seu rosto desapareceu, pois Sier tinha a atenção voltada para outra coisa, ou melhor, alguém:

Cordélia: Ainda curioso sobre ela? — indagou irritada notando que seu comandante olhava para o receptáculo

Sier: Não, é que eu ainda não me acostumei á ver alguém nesse estado — foi sincero enquanto encarava a jovem que dormia na água

Cordélia: Eu lhe contaria como ela chegou aqui, mas não estou com muita vontade, é uma história longa e chata, vamos embora daqui meu amor — passou os dedos pelos lábios do comandante.

Os dois saíram do covil de mãos dadas, com suas artimanhas Cordélia distraiu Sier e ele logo voltou sua atenção somente para ela, exatamente da maneira como gostava, mas fora inevitável para ela não se lembrar de seu passado.

Cinquenta anos atrás — Floresta de Ernas

Elliot, líder do clã dos lobos, dava ordens aos seus quatro subordinados que terminavam de montar armadilhas pelo campo das fadas, apelido popular para a vasta clareira que fora dominada por tulipas coloridas.

O clã dos lobos é conhecido por seus temidos caçadores de recompensas sem escrúpulos, homens que se vestem de negro e escondem seus rostos atrás de capuzes e máscaras, capazes de qualquer coisa por uma boa quantia de ouro, eles costumam ser andarilhos, pessoas sem vínculos familiares e pátria.

Quando o sol já dava sinais de que iria se por, Elliot apressou seus subordinados e se certificou de que todas as armadilhas estivessem prontas, depois de feito, os cinco se reuniram e repassaram novamente a missão:

Elliot: Teremos de ser rápidos e discretos, eu a estive observando por semanas, ela vem aqui sempre, as vezes acompanhada, mas muitas vezes sozinha — disse serio enquanto encarava seus subordinados — ela parece indefesa e fraca, tem a aparência de um anjo, mas se vocês titubearem, ela os matará com facilidade, não esqueçam que estamos aqui para capturar um demônio.

Os homens ouviram com atenção e em seguida ficaram em seus postos, se espalharam pelo campo ficando escondidos entre as árvores. Depois de um longo tempo esperando, o alvo dos caçadores finalmente apareceu.

Quem á visse diria que se tratava de uma moça de pouco mais de dezoito anos ou talvez um anjo, pois seus traços eram delicados e seu semblante sereno, em sua cabeça havia uma tiara dourada enfeitada com um rubi, no pescoço havia um colar também enfeitado por um rubi. Seus cabelos eram longos e prateados passavam de sua cintura, seus olhos eram de azul profundo e seu vestido de cor branca.

Alguns caçadores ficaram encantados ao vê-la, ficaram observando a mesma caminhar por entre as tulipas sem reação alguma, ficaram ainda mais encantados ao vê-la sorrir, pareciam ter se esquecido do que estavam fazendo ali.

Percebendo que a missão poderia fracassar, o líder tomou a frente de tudo acionando a primeira armadilha; duas enormes pedras amarradas as extremidades de uma longa corrente de metal, assim que as pedras rolaram morro abaixo a corrente se esticou varrendo o chão e as tulipas junto de si e fazendo com que o demônio abrisse suas asas para não ser arrastada por ela.

Os caçadores que outrora estavam inertes acordaram de seu transe com essa ação e seguiram seu líder, acionando as outras armadilhas. Percebendo o que acontecia á sua volta, a jovem tentou voar, mas uma grande rede de metal caiu sobre si, impedindo-a de sair do chão.

Elliot e seus subordinados se aproximaram da jovem e tentaram puxar a rede de metal na intenção de leva-la dali, mas a moça lutava para escapar e sua força sobre-humana permitiu que ela conseguisse arrebentar alguns gomos de metal da rede.

Percebendo que o demônio poderia escapar, os caçadores começaram a puxar a rede, fechando-a sobre ela, o líder do clã se aproximou e de dentro de seu bolso retirou um pequeno frasco e um pedaço de pano, mesmo com os gritos desesperados da jovem o homem não se comoveu.

Elliot molhou o pano com o conteúdo do frasco, uma mistura de ervas e aproveitando-se da rede que suprimia os movimentos da jovem, aproximou o pano de seu rosto fazendo com ela respirasse daquela mistura, mesmo tentando de todas as formas, a jovem não resistiu por muito tempo e acabou perdendo os sentidos.

Os caçadores ainda seguraram a rede por alguns instantes e só depois de terem a certeza de que ela havia caído é que a soltaram. Em seguida o líder do clã acorrentou as mãos e os pés da jovem para enfim segura-la em seus braços e todos partirem dali.

Os caçadores seguiram floresta adentro em direção ao pântano esquecido, lugar inóspito onde as piores criaturas habitam, eles passaram por barrancos de espinhos, lagos de barro e desceram até os confins do pântano até chegaram á uma velha cabana de madeira perdida na escuridão do pântano.

O líder do clã foi o primeiro a entrar na cabana, se por fora a cabana parecia velha por dentro mais ainda, não havia quase nada lá dentro, só algumas velas acessas, uma mesa e uma cadeira, ambas corroídas pelo tempo, porém o que chamara realmente sua atenção fora a presença de um enorme receptáculo de vidro que também estava ali.

Lá também estava uma mulher muito idosa, mas esta era esperada por ele, apesar de que a idosa destoava totalmente daquele ambiente, pois possuía vestes nobres e aparentava ser muito refinada. Ao lado dela haviam cinco baús repletos de ouro e várias sacolas de pano recheadas de joias variadas.

A mulher mantinha um semblante de satisfação em seu rosto, assim que a vira o caçador lhe cumprimentou e se pronunciou:

Elliot: Vejo que cumpriu nosso acordo condessa Cordélia, eis aqui o que você queria, ela está viva, sem qualquer tipo de ferimento — disse sério

Cordélia: Perfeita — olhou para a jovem nos braços do caçador — você poderia coloca-lá naquele receptáculo por favor?

O caçador não entendeu muito bem o motivo daquele pedido, mas obedeceu a idosa, com cuidado ele colocou a jovem mulher que carregava deitada no receptáculo de vidro:

Cordélia: Obrigada por sua gentileza, este é o pagamento de vocês, aqui está o combinado por seus serviços — indicou os baús com um gesto

Elliot: Sei que não é da minha conta, mas acho que este pântano não é um lugar muito adequado para a condessa do condado de Trivia, não vejo nenhum guarda de escolta, como saíra daqui sozinha senhora? — perguntou curioso

Cordélia: Não consigo ver seu rosto, pois você se esconde atrás de um capuz, mas deduzo que tenha pouco mais de vinte anos não é? — viu os olhos do caçador a fitarem surpresos — apesar da fama de vocês, seu coração é bom, deve ser difícil lidar com isso, não é mesmo?

Elliot: Se é tudo, então iremos partir, mas saiba que este lugar é perigoso — desviou o assunto

Cordélia: Não se preocupe, eu tomarei cuidado e aproveito para conhecer melhor a região, meu marido faleceu tem pouco mais de seis meses, pretendo me mudar para Ernas em breve, tenho planos para este lugar.

O caçador percebeu que aquela diante de si não era uma senhora comum, Elliot não era o líder dos lobos a toa, seus instintos nunca falhavam e ao conversar com aquela mulher percebera que havia muito mais do que uma simples aristocrata idosa á sua frente. Sendo assim ele deu ordens expressas aos caçadores que rapidamente recolheram os baús e partiram dali, sumindo na escuridão do pântano.

Sozinha na cabana, Cordélia retirou as correntes que prendiam as mãos e pés da jovem, em seguida ela pegou seu livro e um frasco contendo sangue que guardara num saquinho bem pequeno. Com cuidado a condessa colocou cinco velas em volta do receptáculo, uma em cada extremidade, pingando uma gota de sangue em cada uma delas. Ela sabia que o feitiço que estava prestes á conjurar exigiria muito de si, mas estava disposta a correr o risco:

Cordélia: Eu ofereço meu sangue á noite e selo aqui o corpo desse ser, que á mim seja dada a jovialidade eterna, que a terra absorva meu sangue e que a escuridão acolha minha alma.

A condessa abriu os braços já cansados e repetiu a frase inúmeras vezes até que o vento começou a soprar forte e as chamas das velas se tornaram negras. Uma luz esverdeada tomou conta da cabana e água começou a brotar entre os espaços do chão de madeira, como se tivesse vida própria, ela invadiu o receptáculo de vidro o inundando.

Cordélia mantinha suas forças totalmente concentradas no que estava fazendo, mas com a idade avançada aquele feitiço estava tirando muito de si e seu corpo começou a dar sinais de que não suportaria muito tempo mais. De joelho, mas sem intenção de desistir a condessa concentrou o pouco que restava de suas forças e depois de muito esforço enfim concluiu o feitiço.

O vento cessou e a luz que outrora iluminou a cabana desapareça, Cordélia caiu no chão esgotada, por alguns minutos a idosa teve dificuldade em manter os olhos abertos e só não desmaiou por pura teimosia de sua parte.

Depois de quase um hora de descanso, a condessa finalmente se pôs de pé e seus olhos contemplaram o fruto de seu esforço, o receptáculo estava pronto, o feitiço de juventude eterna havia dado certo.

Cordélia tocou no vidro ainda receosa, pois fora a primeira vez que fizera o feitiço usando um demônio, temia que seu grande esforço tivesse sido inválido. Ela observou o conteúdo do receptáculo por alguns instantes; ali envolta pela água enfeitiçada estava a jovem de cabelos prateados, ela dormia um sono do qual jamais iria acordar, aprisionada por um feitiço poderoso capaz de lhe sugar a jovialidade.

A fim de testar o poder de seu feitiço, a condessa pressionou a palma das mãos sobre o vidro, mas antes pôde ver sua imagem refletida no mesmo; seu rosto estava velho, cansado e cheio de rugas e suas mãos disformes. Cordélia virou o rosto em contragosto ao que vira e só então seguiu em frente com sua ação:

Cordélia: Venite ad me (venha á mim)

Nesse momento uma luz esverdeada tomou conta de suas mãos e a água dentro do receptáculo se agitou, a condessa sentiu uma energia surreal á envolver, bem diferente de quando sugava a jovialidade de humanas, a energia que emanava em nada se comparava á energia que sentia agora.

Assim tirou as mãos do vidro ela imediatamente sentiu a diferença em seu corpo, era como se tivesse rejuvenescido cinquenta anos em dois minutos. Ela encarou seu reflexo novamente ainda sem crer no que via, seu rosto estava jovem novamente, suas mãos lisas e seus cabelos sem fios brancos.

Cordélia nunca havia provado de tamanha vitalidade, estava acostumada á rejuvenescer aos poucos, usando a pouca energia das humanas que outrora enfeitiçara, mas sempre que sugava delas era notável que envelheciam instantaneamente, bem diferente da jovem que agora habitava o receptáculo, pois esta estava intacta, tão jovem e bela como quando entrara naquela cabana.

A partir desse dia Cordélia passou a dar mais importância aquele receptáculo de vidro do que a própria vida.

Era atual — Madruga em Elyos

Sentado a beira do corrimão da varanda de sua janela, Dio olhava para a lua e contemplava o brilho da mesma, como sempre fizera durante as noites, porém dessa vez ele recebera uma visita inesperada de seu amigo:

Lupus: Tem algo muito importante que preciso lhe contar, tem um minuto? — disse sério

Dio: Sua cara está péssima — desfez sua postura relaxada e passou a prestar mais atenção no amigo

Lupus: Eu preciso que você fique calmo e me ouça até o fim, tudo bem? — Dio assentiu positivamente — eu preciso lhe contar algo sobre a Rey

Dio: Rey

Dio prestou atenção em cada palavra dita por Lupus e conforme ouvia o destino cruel ao qual o anjo fora condenado sentiu a raiva lhe consumindo por dentro, o profano sentia o coração se despedaçando á cada palavra dita por seu amigo e em sua mente as lembranças daquele passado doloroso, onde acreditava que Rey havia morrido, estava vivo novamente, doendo tanto quanto antes.

Movido por seu ódio o profano tentou voar dali, porém nem ele próprio sabia para onde queria ir, ele não sabia se deveria procurar por Rey ou por Duel e fora nesse instante de indecisão que Lupus aproveitara para puxa-lo de volta para a sacada:

Lupus: Não faça isso, fique calmo, não faça nada movido pela raiva, se o confrontar Duel isso terminará em uma guerra!

Dio: Como pode me pedir calma? — passou uma das mãos pelos cabelos — onde ela está? Eu preciso vê-la!

Lupus: Mesmo que você tente nunca iria encontra-la, você sabe disso.

Dio: Não posso ir atrás de Duel e mata-lo, pois seria o mesmo que iniciar uma guerra, não posso vê-la por causa de uma maldição patética, o que posso fazer então? — frustrado deu um longo suspiro

Lupus: Deve existir uma maneira de liberta-la e vamos descobrir como — disse confiante

Dio: Não posso ficar aqui parado, não mais, ela esteve todo esse tempo sozinha — transtornado andava de um lado á outro — você veio até mim já sabendo que eu nunca ouviria tudo isso sem tentar fazer nada... Vou encontra-la!

Lupus: Eu não tenho dúvidas quanto á isso, só o que lhe peço é que não faça nada movido pela raiva, pense em tudo o que eu te disse, ela não é mais um anjo, está livre apesar de tudo.

Os dois continuaram discutindo entre si, mas o ódio de Dio era imenso, ele praguejou o nome de Duel inúmeras vezes, Lupus o fitava preocupado, sabia que aquela conversa não seria fácil e que teria que passar, possivelmente, o resto da madrugada tentando impedir que o mesmo fizesse alguma estupidez, mas ele sabia que cedo o paradeiro de Rey viria á tona, então que fosse ele á contar e á ajudar seu amigo com aquela situação tão delicada

Notas finais
— Gostou? Não gostou? Comente, seu feedback é importante para a autora s2 — Até o próximo cap