A filha dos Semideuses.

3 Capitulo 2-De irmão pra irmã.


Notas iniciais
Gente, me desculpem pela demora. Era para fazer algo bem feito para vocês, espero que gostem. Boa leitura.

Eu estava arrumando meu quarto, quando Lucas deu três batidas na porta.
–Eu quero conversar com você, Emma.
–Vem!-Falei apontando para a cama, e me sentando na cadeira da escrivaninha.
Seu olhar transmitia receio no que iria me falar, seus pés batucavam ritmados no chão, me dando o mais breve sinal de que ele estava nervoso, aquilo só serviu para deixar-me apreensiva.
–Sobre o que quer falar?- Perguntei em um tom meigo.
–Eu ouvi nossos pais conversando...-Ele pressionou seus lábios procurando as palavras certas.-Eles falavam sobre você achar que não somos sua família biológica.
Meus olhos encheram de lágrimas, escorreu apenas uma solitária, sua forma quente percorrendo as curvas de minha face.
–Lucas, não é bem assim...
–Olha, se você vai vir com esse papinho de que não temos recordações pode parar, eles já explicaram.-Ele disse me interrompendo e se levantando da minha cama, ficando em pé na minha frente, mais alto do que eu, que estava sentada na cadeira.-Foi tudo queimado no incêndio Emma! Pelo menos uma vez na vida tente entender isso, mesmo que eles não fossem seus pais, nem eu seu irmão, família é quem cria, quem esta sempre por perto e que esta a qualquer custo lhe dando apoio no que for. Se para você isso não basta como família, comece a procurar quem lhe deixou, pois se é assim que você pensa eles não quiseram saber de você. Então reflita: Isso é tudo sua imaginação!
–Pare de falar assim comigo!-Eu pedi baixo, em um volume quase inaudível. Estava aos prantos e com a cabeça baixa. Ele nunca falara daquela forma comigo. Mas eu não sabia que aquilo era só o começo.
Ele saiu de meu quarto e foi rumo ao seu, batendo os pés. Eu deitei em minha cama e olhei para o céu pela janela, pensando
O fato é que há seis meses antes da minha festa e debutante eu fui procurar o casaco de minha mãe que se encontrava guarda-roupas. Com minha demora em encontra ele fui averiguar no maleiro. Acabei achando o que não devia: Uma caixa contendo fotos e pulseiras de identificação de nascimento do Lucas.
Eles diziam que dias depois de eu nascer ocorreu uma manifestação na avenida onde morávamos, alguns vândalos atearam fogo nas casas, e colocaram na nossa também, queimando tudo que tinha lá. Eu acreditei é claro mas acho que essa não é a ordem cronológica das coisas.
–Filha, vamos jantar!-Minha mãe apareceu, tirando-me de meus devaneios.-Emma? Você está chorando?
Ela falou se aproximando mais de mim, com um olhar curioso.
–O que aconteceu meu amor?-Ela perguntou-me enquanto se sentava na minha cama e me acolhia em seu abraço. Eu não tinha coragem para responde-la, então continuei a chorar em seus braços.
–O Lucas...-Foi tudo o que consegui falar.
–Ele ouviu eu e seu pai, não foi?
Apenas balancei minha cabeça, confirmando o que ela havia me perguntando.
–Vou conversar com ele!-Falou ela, se levantando de minha cama.
–Não, fica aqui comigo.
–Ok, mas depois eu vou.
Enquanto ficava ali com ela, minha mãe não parava de pedir para irmos jantar. Acabei cedento a sua vontade.
–Vá tomar um banho e lave bem seu rosto. Enquanto isso procuro uma roupa para você.
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No banho chorei mais um pouco, até ouvir minha mãe batendo na porta. Sinal de que já era hora de sair.
Quando vi o vestido que ela escolheu, me impressionei. Nunca tinha usado aquele veestido antes. Ele era verde, e vinha acompanhado de um cinto. (Mídia)



Não sabia onde ela queria me levar depois da janta, mais já estava ansiosa.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E lembrem-se seus comentários, curtidas e acompanhamentos me ajudam muito, me dão uma super força e mais vontade de continuar.