Notas iniciais
Olha quem está de volta!! Capítulo bem grandinho dedicado às divas que recomendaram a fic: Shadowhunter e Raissa. Beijos minhas lindas. Boa leitura.

E chegou o grande dia. Ou talvez nem tão grande. A gente só vai para um acampamento. E, como é pago pela escola, deve ser o pior possível. Mas, por incrível que pareça, eu estou animado. Sim, eu estou animado para um acampamento da escola. Estou sentindo que esse mês promete. Muita coisa pode acontecer.

Estou terminando de arrumar a minha mala, a qual eu deveria ter arrumado ontem, mas eu estava ocupado demais… lendo. Cara, eu nunca imaginei que algo como um livro pudesse ser tão legal. Parece uma televisão na sua cabeça.

– Scott? — Alguém chamou. Me virei e vi a cabeça de Anthony dentro do meu quarto. — Posso falar com você? — Assenti. Ele não falava no mesmo tom que falou da última vez. Falava num tom suave, amigável. E isso me faz acreditar que ele não quer discussão.

– Pode falar. — Disse quando ele já estava dentro do quarto, encarando o chão, em silêncio.

– Eu só queria te pedir desculpas por… Pelo que eu te disse. Eu não queria ter gritado com você, nem te ameaçado. — Ele suspirou.

– Tude bem, cara. Você está certo. — Ele me olhou esperançoso. — Mas isso não significa que eu mudei de ideia. Vou seguir com a aposta.

– Mas que droga, Scott! — Gritou enquanto socava meu guarda-roupa. — Que droga! Você não vê o que está fazendo?

– Eu sei o que estou fazendo, Anthony. Mas não posso desistir agora e você sabe disso. Aliás intensificar a aposta foi ideia sua. — Respondi mantendo a calma.

– Eu sei. Eu fiz isso porque achei que assim você desistiria. — Anthony disse quase num sussurro. Respirei fundo.

– Eu sinto muito, Anthony. — Ele encarava o chão novamente.

– Só… tenta não machucá-la muito, está bem?

– Tudo o que eu não quero é machucá-la.

Então ele saiu do quarto, em silêncio.

Terminei de arrumar a mala rapidamente. Mas uma coisa não saia da minha cabeça. Uma coisa que eu disse: Tudo o que eu não quero é machucá-la. Essas palavras saíram sozinhas, sem a minha permissão.

Antes, eu não me importava se a Alysson sairia machucada dessa história. Afinal, eu já machuquei tantas. Ela seria só mais uma. Mas agora já não tenho tanta certeza. Não tenho certeza se essa preocupação ainda não existe. E se ela existe, pode atrapalhar meu desemprenho na aposta.

Desci as escadas, já com as malas. Todos já estavam acordados, o que não me surpreende, já que é sempre assim. Tia Sally está na cozinha fazendo um discurso sobre os cuidados que tem que ter no acampamento, com o Anthony como ouvinte. Logo serei eu no lugar dele. Dylan está jogado no sofá como de costume. E tio Paul está no trabalho. Me sentei ao lado de Dylan no sofá e assisti com ele um desenho muito ridículo.

– Scott? Scott, é você que está aí? — Tia Sally perguntou da cozinha. Chegou a minha vez de receber o sermão.

– Sou eu sim, tia Sally. — Dito isto, ela apareceu na sala.

– Scott, eu estou confiando em você pra tomar conta do Anthony nesse acampamento.

– Para, mãe! Mas que coisa! — Disse Anthony saindo da cozinha e se jogando no sofá, do outro lado de Dylan, o qual estava segurando o riso.

– Parar? Anthony, eu me preocupo com você. Você vai passar 1 mês longe de mim e sem a minha proteção materna. Tenho que deixar alguém responsável por você.

– Mãe, não vão só alunos. Aquele lugar vai estar infestado de diretores, co-diretores, professores e o caramba! — Ele rebate — E você quer deixar logo o Scott como responsável?

– Veja o jeito como você fala comigo, mocinho! — Ela repreendeu. — Esses filhos ingratos. — Ela resmungou indo para a cozinha. — A mãe faz de tudo para agradar, carrega na barriga durante meses — Ela ainda dizia na cozinha. Sua voz chegando a nós por causa do eco. -, sente a dor do parto, alimenta, cria, educa, troca as fraudas. E tudo isso para quê? Para virar esses adolescentes ignorantes que maltratam as próprias mães… — E ela continuou.

– Cara, eu acho melhor você pedir desculpas pra ela. — Dylan comentou, sem desgrudar os olhos da TV.

– E eu acho melhor você arrumar um lugar pra ficar durante esse mês. — Eu disse. — Peguei seus pais se pegando na cozinha outro dia. — Os dois olharam para mim ao mesmo tempo, com cara de nojo.

– Que nojo, cara. — Anthony disse,

– Vai ter que fazer terapia pro resto da vida. — Foi a vez de Dylan falar. — Sinto muito por ter presenciado essa cena.

– Tudo bem. Eu supero.

Não conversamos muito depois disso, pois já estava quase na hora do ônibus partir. Anthony não se desculpou com a tia Sally, o que, provavelmente, resultará em algumas semanas de castigo. Tia Sally, por sua vez, não esqueceu de repetir seu sermão e me pedir outra vez para tomar conta de seu filhinho querido. Dylan resolveu fazer alguma coisa de útil a vida e nos levou até a escola no carro da tia Sally.

Quando chegamos, a maioria do pessoal já estava dentro do ônibus. Somos 3 salas do terceiro ano, na frente da escola, estão estacionados 3 ônibus e, pelo que eu entendi quando entrei no ônibus, os alunos foram distribuídos nos ônibus de acordo com seu número da chamada. Ou seja, as salas estão misturadas, e Anthony e Alysson não estão aqui. Aliás, dos que eu falo, estão aqui apenas Zac, Peter, Paris, Sarah, Ross e Kyle.

Me sentei com os caras, nos bancos do fundo. Bom, eles tinham várias perguntas, a maioria em relação a Alysson. E essas perguntas podem ser resumidas em uma só: já pegou ou desistiu?

– Nem um, nem outro. — Respondi. — Estou… evoluindo. Os resultados virão a seguir.

E as perguntas continuaram. Perguntaram por que eu andava sumido e não conversável, o que eu estava fazendo para tentar me aproximar da Alysson, como andava o lance com a Paris (“Você deu um fora nela? Enlouqueceu?”, eles disseram) e, claro, por que eu estava com um livro na mão. Expliquei parte da história, deixando de fora só a participação da Sarah. No meio de uma resposta, meu celular vibrou:

“Ficando com o todo o crédito, Miller? — Sarah”

Soltei uma breve risada ao ler a mensagem. Senti o olhar dos caras em mim o tempo todo, mas ignorei e respondi:

“Prefere que eu diga seu nome, Foster? — Scott”

Guardei o celular no bolso e vi que eles me olhavam estranho.

– Que foi? — Perguntei.

– Essa é outra pergunta: — Zac disse. — quem é a pessoa misteriosa que você fica conversando por mensagem?

– Ninguém em especial. — Respondi dando de ombros. — Eles continuaram me encarando.

– Mais cedo ou mais tarde — Peter disse. — eu vou descobrir quem é. Nós vamos. Então, é melhor dizer agora.

– Está me ameaçando, Evans? — Essa mania de chamar os outros pelo sobrenome pega.

– Encare como quiser. — Respondeu dando de ombros.

– Você anda muito valente, Evans. É melhor baixar a bola, porque você não está com essa marra toda, não.

– E quem está, Scott? Você? — Perguntou Ross com sarcasmo.

– Bom, você é que não é.

– Ei, ei, gente. Vamos acalmar os nervos. — Zac disse. — Brigar dentro do ônibus nunca é uma boa ideia. — Peter e Ross começaram a murmurar.

– Ainda está pensando naquele filme, Zac? — Peter perguntou.

– Talvez.

– Que filme? — Perguntei.

– Zac assistiu um filme essa semana. — Ross explicou.

– Era muito realista. — Zac disse.

– Ele está paranóico. — Avisou Peter.

– Tinha uma cena exatamente como essa. — Zac continuou, ignorando o comentário de Peter. — Os caras começaram a discutir dentro do ônibus, e então a briga começou. — Ele tinha um olhar louco, o que me deixou preocupado. — A briga era tão violenta, que fez… Fez o ônibus virar e depois — Fez uma pausa dramática — explodir.

– E você achou que isso ia acontecer aqui e agora? — Perguntei enquanto decidia se eu devia rir ou ligar para um hospício.

– Claro. Se aconteceu no filme, pode acontecer aqui.

– Zac, — Eu disse calmamente. — era só um filme. Isso não pode acontecer na vida real.

– Você é que pensa.

E a conversa seguiu por esse lado sem noção até chegarmos no acampamento. Troquei algumas poucas mensagens com Sarah. Nenhuma falando sobre a Alysson. Sarah é uma garota legal. Merecia alguma coisa melhor do que o Ethan.

Chegamos e foi aquela bagunça. Dica: nunca prenda adolescentes dentro de um ônibus por muitas horas. Depois de pegarmos as malas, nos direcionamos para o local onde a diretora Brith gritou, tentando chamar nossa atenção e nos acalmar, o que nunca dá certo. Até que um dos professores berrou e todos se calaram.

– Tudo bem. Para começar: como perceberam, aqui nesse acampamento ficarão apenas os alunos do 3° ano. Os alunos do 1° e 2° ano ficarão em acampamentos separados. Isso para não causar problemas em relação a diferença de idade dos alunos. Segundo: vocês serão divididos em duplas. Essas duplas serão sorteadas aqui e agora. Elas poderão ser da mesma sala ou não, e poderão ser do mesmo sexo ou não. Na metade do acampamento, as duplas serão modificadas. Até lá, os dois sorteados dividirão a cabana. Falando nas cabanas: para não sermos injustos, vocês que terão que escolher a cabana. A regra é a seguinte: quem chegar primeiro fica com a cabana. Porque, bem, umas são melhores do que as outras. Então, vamos começar a sortear as duplas.

E o sorteio começou. Se eu dissesse que não estou curioso para saber quem será minha dupla, estaria mentindo. Quer dizer, eu vou praticamente morar essa pessoa por 15 dias. Só espero que a tal dupla não seja tão preguiçosa e relaxa quanto eu (e que seja menina, claro).

Imagino que tipo de doença afetou a mente da diretora para que ela deixasse um menino e uma menina dividirem uma cabana. Veja bem, não estou reclamando. Só acho estanha atitude dela.

Não estava prestando nenhuma atenção ao sorteio, até ouvir o meu nome:

– ... e Scott. Já podem pegar as placas com os nomes de vocês para colocar na porta de sua cabana.

Direcionei-me ao local indicado e encontrei uma Paris sorridente.

– Oi, Paris. – Cumprimentei e observei a mulher loira e pequena, que escrevia meu nome com tinta preta numa placa de madeira pintada de vermelho. Em seguida, a mulher escreveu outro nome, com a mesma tinta, em outra placa, idêntica a minha, e entregou a que continha meu nome a mim, e a outra, a Paris, que estava em silêncio, até o momento.

– Então – Ela começou -, eu escolho, ou você escolhe?

– Escolhe o que?

– Nossa cabana. – Respondeu como se fosse óbvio.

– Como “nossa”? – Fiz aspas com as mãos — Nossa, tipo, minha e sua? De nós dois?

– É. – Paris respondeu ficando séria repentinamente.

Não disse nada depois disso. Simplesmente andei em direção à área das cabanas, com Paris caminhando ao meu lado. A deixei escolher a cabana, para não correr o risco de ouvir reclamações durante 2 semanas.

Fala sério, é muito azar pra uma pessoa só. Como, com tantas pessoas, logo a Paris foi ser minha dupla? Isso é obra de alguma força maior que quer me ver ferrado, só pode.

Os dois dias que se seguiram, a diretora nos liberou para conhecer o lugar (que era todo cercado por muros de concreto altíssimos nos limites), descansar e organizar nossas coisas. Mas o que fizemos mesmo foi fazer muita zorra, ir floresta adentro. Não deu tempo de fazer muita coisa e explorar todo o local, porque só tivemos 48h, mas aproveitamos bem.

Terceiro dia de acampamento. Hoje começam as atividades que valem ponto para todas as matérias. Não sei se eu vou aguentar ficar com Paris o dia inteiro. Nos dias anteriores até que deu pra aturar, já que não ficamos o tempo todo juntos (fiz questão de ficar o mais longe possível dela), mesmo que ela corresse atrás de mim. Vou te contar uma coisa: diziam que ela era a mais difícil, não mais que a Alysson, claro. Mas bem difícil, com gosto refinado tal. Achava que ela no mínimo se valorizava (beleza, falei igual meu pai agora... meu pai. Ok, ok. Sem momento depressão)

Alguns dos professores presentes nos deram umas tarefas: encontrar algumas matérias orgânicas, fazer algumas experiências, anotações e blá blá blá... Já estava de saco cheio de fazer tudo sozinho, e ainda ter que aturar Paris praticamente se jogando em cima de mim a cada cinco segundos. Tudo bem, ela era desejável, e continua sendo com seu corpo escultural, seu andar, seu olhar sedutor e tudo mais, mas quando ela era um desafio, era muito mais atraente. Agora... Bom, não vale a pena. Posso tê-la quando bem entender, sem fazer esforço, e ela faz questão de frisar bem isso.

– De noite – Começou ela, enquanto entrávamos na cabana, depois de cumprir todas as tarefas -, depois da fogueira... Podíamos nos divertir um pouquinho. – Agora ela estava parada na minha frente, passando suas mãos delicadamente sobre meu ombro, de forma quase sedutora. Quase por que... Bem, vocês sabem.

Revirei os olhos com o movimento e o olhar que ela me lançou. Tentei pensar em uma forma educada de rejeitá-la, como tenho feito todo esse tempo. Paris é uma boa pessoa, só que... É, acho que já disse tudo que tinha que dizer sobre ela. Fáceis demais... Divertidas no início, chatas no meio e insuportáveis no fim.

– Olha, Paris. Eu não estou muito a fim hoje. – Ela bufou e se afastou.

– Você nunca está a fim. Pra que viemos pra esse acampamento, afinal?

– Não sei o que você tinha em mente, mas eu vim pra conseguir pontos. – Paris revirou os olhos e saiu pisando forte, como uma criancinha mimada, entrando na primeira porta à esquerda, o quarto dela.

Larguei as sacolas num canto qualquer do espaço minúsculo que chamamos de sala, e me joguei no sofá, onde fiquei apenas mais alguns minutos, até tomar coragem para levantar e tomar banho. Em seguida, Paris entrou no banheiro e lá ficou pelo que pareceu uma eternidade. Enquanto ela não saía do banho, nem chamavam para a figueira, eu fiquei lendo no sofá mesmo. Logo Paris se juntou a mim na sala, mas estava fazendo as unhas. Assim que ela terminou, como se fosse combinado, bateram na porta avisando que a fogueira já iria começar.

Peguei meu violão e saí, sem esperar que Paris terminasse de se arrumar. O pessoal já estava sentado em bancos improvisados ao redor da fogueira. Professores, diretores, ou qualquer tipo de responsável, devia estar dormindo à uma hora dessas. Desde que chegamos, eles não participaram de nenhuma fogueira que fizemos (o que é maravilhoso). Procurei Alysson com o olhar antes de me sentar, mas não encontrei. Nem ela, nem o Kyle. Em todos os sentidos, isso não é uma boa coisa.

– Se está procurando a sua aposta, ela saiu há pouco tempo com o namorado, aparentemente não tão perfeito, e andou floresta adentro, com o mauricinho atrás. E, se quer saber, eles não foram se pegar. – Anthony disse quando me sentei ao seu lado.

– Anthony – Comecei -, se você ainda está bolado por causa da aposta...

– Eu já entendi, Scott. – Me interrompeu – Você não vai desistir, sente muito e blá blá blá... Estou cansado de ouvir esse discurso.

– Perdi alguma coisa? – Peter nos encarava.

– Não. – Respondemos em uníssimo.

Eu estou sentado do lado direito de Anthony e Peter, do lado esquerdo. Depois dele estão James, Ross e Zac. Ao meu lado tem uma menina baixinha, pele morena clara, cabelos castanhos, longos e lisos, que me encarava e sorria para mim o tempo todo. O pessoal estava conversando, comendo e alguns se pegando, e nada da Alysson voltar. Peguei-me pensando se teria acontecido alguma coisa com ela, se talvez Kyle estivesse a machucando. Esse último pensamento me fez querer socar Kyle.

– Eu já volto. – Peter disse depois de um tempo de silêncio, e se retirou, indo em direção ao que deve ser sua cabana.

– Ficou sabendo das duplas que foram formadas depois que você foi para o seu ninho de amor com a ruiva? – James me perguntou depois que Peter se afastou. Neguei com a cabeça. Não sabia nem dos que foram formados enquanto estava ali. Não prestei atenção em nada, nem na minha própria dupla.

– Alysson ficou com o Peter. – Zac disse como se fosse a pior coisa do mundo.

– O que tem demais? – Perguntei.

– Não acredito! – James exclamou – Não contou pra ele? – Perguntou a Anthony.

– Não contou o que?

– A história. – Ross respondeu. – A história da Alysson e do Peter.

– Espera. – Eu disse – Eles têm uma história? – Anthony bufou e falou em seguida:

– Eles namoraram ano retrasado, por dois meses. Ela gostava dele, de verdade, mas Peter só queria brincar com ela. Na época, ninguém sabia que ela era a filha do diretor e Peter era mais idiota do que é agora. – Suspirou – Resumindo: na festa de aniversário de 15 anos dela, ele ficou com uma garota, Nicolle Wilson, amiga da Paris, claro. Como as meninas dizem, ela era uma vaca. Acho que essa palavra a define. Foi tudo armado, desde o início. Depois que Alysson viu aquela cena, saiu correndo da própria casa, só que Nicolle não ia deixar que ficasse só naquela ceninha. Ela gostava de escândalo. Alysson foi abordada no quintal por algumas garotas da escola, e logo começou a ser atingida por ovos, tinta e farinha. Aquilo tudo foi filmado e fotografado, e agora está internet pra quem quiser ver.

Demorei um pouco para assimilar toda aquela informação. Peter é... Eu não tenho palavras para definir o quão canalha ele é. Imaginar que ele foi capaz de fazer aquilo tudo com a Alysson. E pior, agora ela está tendo que aturá-lo nesse acampamento praticamente o dia inteiro.

– Peter é um babaca. – Foi tudo o que eu consegui dizer.

O silêncio voltou a reinar. Peter voltou pouco tempo depois. Alysson e Kyle também não voltaram muito depois. E fiquei a encarando durante um bom tempo. Parecia que ela e o namoradinho tinham brigado. Ele tentava dizer alguma coisa em seu ouvido, mas Alysson o empurrava e respondia alguma coisa com a expressão séria, como se o estivesse repreendendo. Uma discussão sussurrada.

– E então, Scott. – Gritaram do outro lado da fogueira – Cadê a música?

Essa foi minha deixa. Peguei meu violão, o qual eu não tocava há um bom tempo, e toquei a primeira música que me veio à cabeça: Give me Love – Ed Sheeran:

– Give me Love like her

‘Cause lately I’ve been waking up alone

Paint splattered teardrops on my shirt

Told you I’d let them go

And that I’ll fight my corner

Maybe tonight I’ll call ya

After my blood turns into alcohol

No, I just wanna hold ya

Give a little time to me or burn this out

We’ll play hide and seek to turn this around

All I want is the taste that your lips allow

My, my, my, my, oh, give me love

My, my, my, my, oh, give me love

My, my, my, my, oh, give me love

My, my, my, my, oh, give me love

My, my, my, my, oh, give me love

Vez ou outra me pegava olhando para a Alysson enquanto cantava, me repreendia mentalmente e voltava a encarar o violão, ou a fogueira. Não podia, nem queria que ela, nem ninguém, pensassem que estivesse cantando isso para ela.

E assim terminou a noite: eu cantando e tocando inúmeras músicas de minha escolha, ou pedidos, e tentando não olhar para Alysson em momento algum. Ah, e claro, tentando não estrangular o Peter pelo que ele fez com a Aly.

Notas finais
Comentem hein